sábado, maio 31, 2008

Associação Cristóvão Colon
No dia 20 de Maio de 2008 foi constituída em Portugal a "Associação Cristóvão Colon", com sede na vila de Cuba, Alentejo. Trata-se de uma Associação sens fins lucrativos, cujo objecto é "Defender por todos os meios legítimos, a nível mundial, a portugalidade do navegador Cristóvão Colon, promovendo a divulgação dos respectivos factos históricos".

Da esquerda para a direita; José Matos Anastácio, João Moniz, Manuel Luciano da Silva, António Perestrelo Cavaco, Sílvia Jorge da Silva, Pedro Laranjeira, João Garcia, Maria da Luz Calado, Manuel Rosa, Carlos Calado, Palmira Vargas Oliveira, Francisco Carlos Oliveira, Henrique Zarco, João Brandão Ferreira, Abel de Lacerda, Francisco Matoso, Francisco Orelha, Julieta Marques, Francisco Pólvora, Abel Cardoso, Paulo Alexandre Loução. (leiam o artigo de Pedro Laranjeira na revista Prespectiva)

No dia 15 de Dezembro de 2007 foi formalmente criada nos Estados Unidos a ASSOCIATION CRISTOVAO COLON completada com o seu registo de "Non-Profit" no Estado de North Carolina e foram registados os seguintes nomes de domínios na Internet CRISTOVAOCOLON.EU, CRISTOVAOCOLON.COM, e CRISTOVAOCOLON.PT. Foi ainda criada uma Academia do Cristóvão Cólon no Estado de Rhode Island a 3 de março de 2008.
Estas associações serão abertas a inscrição de membros e trabalharam em conjunto para promover a investigação e promoção da verdadeira história do Descobridor das Américas. Para inscrições e mais novidades haverá em breve o site de internet
ASSOCIATION CRISTOVAO COLON onde se pretende ser o ponto de encontro para tudo o que tem a ver com este tema.


sexta-feira, maio 30, 2008

A Cuba nos círculos de Cristóvão Colon

Esta apresentação, tornada pública no dia 24 de Maio na Conferência "Cristóvão Colon, Portugal e a Cuba", baseia-se em pesquisas sobre as ligações estabelecidas pelo personagem que se tornou no Almirante Don Cristoval Colón, abrangendo os períodos português e castelhano da sua vida conhecida.

Essas ligações estabelecidas pelo personagem CC (qualquer que fosse o seu verdadeiro nome e a sua nacionalidade) ao nível familiar, social e profissional, mostram-nos uma matriz comum - Cuba.

Os quadros que a seguir apresentamos baseiam-se em factos documentados (as relações de CC com o personagem) e desenvolvem-se depois através da pesquisa na Base de Dados Geneall.



Sabe-se que CC casou com Filipa Moniz (e não vem aqui ao caso se era mais nobre ou menos nobre, se era Dona ou não Dona).
Filha de Isabel Moniz e Bartolomeu Perestrelo, uma das irmãs (meia-irmã) de Filipa era Izeu Perestrelo de Mendonça, casada com Pedro Correia da Cunha. Sabe-se que os casamentos, naquela época, não aconteciam por amor entre os noivos, mas sim por acordos ou negócios de família. O filho de Izeu e Pedro, Jorge Correia da Cunha casou com Leonor de Melo, trineta de Vasco Martins de Melo - senhor de Castanheira, Povos e Cheleiros.

Temos assim que, no círculo familiar de CC, através do seu casamento com Filipa, entra a descendência de Vasco Martins de Melo.


Segundo a História, CC apresentou ao Rei D. João II o projecto de chegar à Índia navegando para Ocidente, que o monarca português recusou. Com base nessa relação profissional entre CC e D. João II, olhemos alguns dados relativos a cada um deles, sintetizados esquematicamente.

D. João II, casado com D. Leonor, filha do Infante D. Fernando, atribui à aldeia de Cuba, em 1487, privilégios de concelho. essa mesma aldeia onde existia o Paço Ducal do Duque de Beja, mandado construir por um seu antecessor . Portal esse que está decorado com o símbolo de três romãs abertas, tal como no manto de CC, no quadro "Virgem dos navegantes" em Sevilha.


Por outro lado, sabemos que D. João II manteve uma relação com Ana de Mendonça, da qual nasceu D. Jorge de Lancastre.

Ana de Mendonça era filha de Nuno Furtado de Mendonça, duma família da região de Beja. Uma irmã de Nuno de Mendonça era Violante Nogueira, Comendadeira Mor do Convento de Santos, da Ordem de Santiago. Filipa Moniz (considerda Dona ou não) era pensionista no Convento de Santos e D. João II era o Mestre da Ordem de Santiago, definindo um círculo social que assinalamos no quadro.

Um irmão de Nuno Furtado de Mendonça, Duarte Furtado de Mendonça era casado com Genebra de Melo, bisneta de Vasco Martins de Melo - senhor de Castanheira ..., já referido em quadro anterior.

Pouco mais se sabe do que foi a vida de CC em Portugal. Quando surge em Castela, em condições que são objecto de polémica, procura auxílio junto do Duque de Medina Sidónia (Enrique Guzmán, 2º Duque).
O Duque de Medina Sidonia era casado com uma descendente das famílias Hurtado de Mendoza/Furtado de Mendonça (ramos andaluz e alentejano) e a neta, Leonor de Guzman casou com o 4º Duque de Bragança - D. Jaime, neto do Infante D. Fernando, Duque de Beja.
Por outro lado, a filha do Duque de Medina Sidonia, Francisca Guzman, casou com Diogo de Melo Coutinho, bisneto de Vasco Martins de Melo - senhor de Castanheira...




(continua)

sexta-feira, maio 23, 2008

Testamento Sem Fundamento

Muito se tem dito e feito sobre o testamento de 1498 que se dizia era um rascunho redigido por Cristóvão Colon antes de fazer o seu verdadeiro testamento de 1502. Deixo aqui o texto desse testamento com todas as falsidades explicadas. Basta somente UMA falsidade para provar a fraude do documento. Uma só bastaria para que os historiadores o descartassem. Mas ele tem mais que uma falsidade e somente quem tiver fé é que aceitará este documento como outra coisa que uma fraude - e a história não deve de ser escrita por fé mas por documentos fiáveis.
Para aqueles que não dão fé a este documento cai hoje a única prova que ligava o Almirante Colon de Castela ao tecelão Colombo de Génova. As falsidades ou dúvidas vão explicadas entre [ ] logo a seguir no contexto onde aparecem no original.

TRANSCRIÇÃO DO TEXTO DO TESTAMENTO DE 1498
{ } Indica adição. [ ] Indica supressão. / Indica início de página.

Treslado de Testamento y mayorazgo del Almirante don Xpoval Colon
En el nombre de la Santísima Trinidad, [Todos os documentos sobre o Mayorazgo de Colon dizem que este começava com as palavras “En la muy noble ciudad de Sevilla.] el cual nos puso en memoria y después llegó a perfeta inteligençia que podría navegar e ir a las Indias desde España pasando el mar Océano al Poniente, y assí lo notifiqué al Rey Don Fernando y a la Reina Doña Isabel Nuestros Señores, [Estranho uso dos nomes Isabel e Fernando em vez de “Suas Altezas” (como se vê no parágrafo a seguir) - era por todos sabido que, em 1498, os monarcas eram Fernando e Isabel e não outros. Só uma pessoa a escrever muitos anos mais tarde, noutro reinado, sentiria a necessidade de especificar quais eram os reis em 1498.] y les plugo de me dar abiamiento y aparejo de gente y navíos, y de me hacer su Almirante en el dicho mar Océano, alende de una raya que marcaron sobre las islas de Cabo Verde y aquellas de los Azores, çien leguas que pase de polo a polo, que dende allí adelante al Poniente fuese su Almirante, y que en la tierra firme e islas que yo fallase y descubriesse [e]dende aí en adelante, que d´estas tierras fuesse yo su Virey e Gobernador, e sucediesse en los dichos oficios mi hijo mayor e así de grado en grado para siempre jamás, e yo obiesse el diezmo de todo lo que en el dicho Almirantazgo se fallasse e obiesse e rentasse, e ansí mismo la ochava parte de las tierras e todas las otras cossas y el salario que es raçón llevar para los oficios del Almirante, Visorrey e Gobernador, por todos los otros derechos perteneçientes a los dichos oficios, así como todo más largamente se contiene en este privilegio y capitulaçión que de Sus Alteras tengo. Y plugo a Nuestro Señor Todopoderosso que en el año de 1492 descubriesse la tierra firme de las Indias y muchas islas, entre las cuales es la Española, que los indios d´ellas llaman Heiti. Después bolví a Castilla a Sus Alteças y me tornaron a recevir la impressa ha poblar e descubrir más. E anssí me dio Nuestro Señor bitoria con que conquistasse e ficiesse batería a la gente de la Española, la cual boja seiscientas leguas, y descubrí muchas islas a los caníbales, y setecientas al Poniente de la Española, entre las cuales es aquesta de Xamaica, [A Jamaica não tinha qualquer importância em 1498 e só veio a tê-la, após a morte de Cristóvão Colon, porque seu neto foi feito 1º Marquês de Jamaica. (a Terra Firme que ficava ao Sul e Ocidente era a Paria e só foi descoberta no Verão de 1498] a que nos llamamos de Santiago, e trescientas e treinta e tres leguas de tierra firme de la parte del Austro al Poniente, allende ciento y siete de la parte del Setentrión, que tenía descubierto al primer biaje con muchas islas, como más largo / se verá por mis escripturas y cartas de nabegar. Y porque esperamos en aquel alto Dios que se a de aber antes de grande tiempo buena e grande renta de las islas e tierra firme, de la cual por la raçón sobreescripta me perteneze el dicho diezmo, ochavo y salarios y derechos sobredichos, e porque somos mortales, bien es que cada uno hordene y dexe declarado a sus herederos y sucesores lo que a de aver y obiere, e por esto me pareció de componer d´esta ochava parte de tierras e oficios e renta un Mayorazgo, así como aquí abaxo diré.
Primeramente que se aya de suçeder a mí Don Diego, mi hijo; y si d´él de{s}pusiere Nuestro Señor antes que él obiese hijo, que ende suceda Don Fernando, mi hijo; y si d´él de{s}pusiere Nuestro Señor sin aver hijo, que suceda Don Bartolomé, mi hermano, y dende su hijo mayor; y si d´él de{s}pusiere Nuestro Señor sin heredero, que suceda Don Diego, mi hermano, siendo casado o para poder casar; que suceda a él su hijo mayor, e así de grado en grado perpetuamente para siempre jamás, començando en Don Diego, mi hijo, e subçediendo sus hijos de uno en otro perpetuamente, o faleciendo el hijo suyo suceda Don Fernando, mi hijo, como dicho es, e así su hijo, y prosigan de hijo en hijo para siempre y él y los sobredichos Don Bartolomé, si a él llegare, y a Don Diego, mi hermano. Y si a Nuestro Señor plugiere que después de aver pasado algún tiempo este Mayorazgo en uno de los dichos sucesores, y biniese a prescribir herederos legítimos,
[Esta cláusula refere um problema que só viria a existir após a morte de D. Luís Colon, em 1572, sem deixar herdeiro legítimo. Como a mais próxima pessoa na sucessão era uma fêmea, deveria procurar-se em todas as partes do mundo um varão COLON, por mais afastado que fosse. Será que Cristóvão Colon preferiria deixar a herança a um qualquer parente afastado, em vez de a transmitir aos seus próprios descendentes, só por esses descendentes serem fêmeas?] aya el dicho Mayorazgo e le suceda el pariente más allegado a la persona que heredado lo tenía, en cuyo poder prescribió, siendo hombre legítimo que se llame e se aya siempre llamado de su padre e antecesores, llamados de los de Colón. [Aqui se tenta fazer dos dois nomes (COLON e COLOMBO) um só, que nunca foram, não o eram, nem o são ainda hoje]
El cual Mayorazgo en ninguna manera lo herede mujer ninguna, salbo si aquí o en otro cabo del mundo se fallase hombre de mi linage verdadero que se hubiese llamado y llamasse él e sus antecesores de Colón. Y si esto acaesçiere, lo que Dios no quiera, que en tal caso lo aya la mujer más llegada en deudo y en sangre legítima a la persona que ansí abía / logrado el dicho Mayorazgo, y esto será con las condiciones que aquí abajo diré, las cuales se entienden que son ansí por Don Diego, mi hijo, como por cada uno de los sobredichos o por quien sucediere, cada uno d´ellos, las cuales cumplirán; y no cumpliéndolas, que en tal casso sea privado del dicho Mayorazgo, e lo aya el pariente más llegado a la tal persona, en cuyo poder avía escripto por no aver cumplido lo que aquí {diré}; el cual así también le cobrarán si él no cumpliere estas dichas condiciones que aquí abajo diré, {y} tambien sea pribado d´ello, y lo aya otra persona más llegada a mi linaje, guardando las condiciones que ansí durarán perpetuo, y será en la forma sobredicha en perpetuo. La cual pena no se entienda en cosas de menudençias que se podrían mentar por pleitos, salbo por cosa gruesa que toque a la onra de Dios y de mí y de mi linaje, como el cumplir libremente lo que yo dexo hordenado, cumplidamente como digo, lo cual todo como digo que encomiendo a la justicia, y suplico a el Santo Padre [O falsário até ao Papa pede para intervir em sua ajuda! Será que era normal o Papa ser chamado para intervir num processo de herança?] que agora es y que sucediere en la Santa Iglesia, agora o cuando acaesçiere, que este mi compromisso y testamento aya de menester para se cumplir de su santa ordenación e mandamientos, que en birtud de obediencia y so pena de descomunión papal lo mande, y que en ninguna manera jamás se disforme. E ansí lo suplico al Rey e a la Reina, Nuestros Señores, y al Príncipe Don Juan su primogénito Nuestro Señor, [Para além de suplicar ao Papa, o falsário suplica a alguém já falecido. Este Príncipe D. Juan morreu a 4 de Outubro de 1497. Todos os historiadores que apoiam a genuinidade deste documento, só o podem fazer se aceitarem que o Almirante desconhecia, quatro meses passados sobre o óbito, a 22 de Fevereiro de 1498 (data do documento), que o Príncipe tinha morrido. Mas ele sabia-o, dado que não só era um dos Almirantes, Governadores e Vice-reis com o dever de tomar parte nas cerimónias do funeral, como tinha enviado os seus dois filhos à corte, para servirem de pajens à Rainha, por causa da morte do Príncipe.
Seu filho D. Hernando diz: “Para que D. Diego meu irmão, e eu, que havíamos servido de pajens ao Príncipe D. Juan, o qual então tinha morrido, não fôssemos causa de sua tardança, e não estivéssemos ausentes da Corte por altura da sua ida, mandou-nos, a 2 de Novembro do ano de 1497, desde Sevilha, servir de pajens à sereníssima Rainha D. Isabel, de gloriosa memória.” Ao ficar demonstrado que, apenas um mês após a morte, já Cristóvão Colon não ignorava que o Príncipe herdeiro havia falecido, fica claramente exposta a falsificação deste documento.] y a quien sucediere por los serviçios que yo les he hecho, e por ser justo {qu}e le plega y no consientan ni consienta se disforme este mi compromisso de Mayorazgo y Testamento, salbo que quede y esté ansí y por la guissa y forma que yo le hordené para siempre jamás, porque sea a servicio de Dios Nuestro Señor Todopoderoso y raíz e pie de mi linage e memoria de los servicios que a Sus Alteras he hecho, que siendo yo nacido en Génoba les bine a servir aquí en Castilla, [Cirstóvão Colon sempre manteve secreta a sua identidade e a sua nacionalidade, até à morte em 20 de Maio de 1506. Por isso, não faz sentido que as tivesse revelado ao mundo no ano de 1498. Acresce que só quem ignorasse a verdade dos factos é que diria que Cristóvão Colon foi de Génova para Castela: ele vivia em Portugal, estava casado em Portugal e foi de Portugal e não de Génova que ele foi servir em Castela. A preocupação subjacente à redacção deste documento não foi dizer a verdade, mas, sim, a de tentar estabelecer uma ligação entre um Baltasar Colombo falsário e um secretíssimo Cristóvão Colon. Por este não ter nome ou nacionalidade claramente conhecida, serviu-se o outro disso para forçar uma nacionalidade adequada e um parentesco, a fim de se intrometer numa riquíssima herança, a que nunca teve qualquer direito] y les descobrí al Poniente de tierra firme las Indias y las dichas islas sobredichas. / Así que suplico a Sus Altesas que sin pleito ni demanda ni dilación manden sumariamente que este mi Previlegio e Testamento balga e se cumpla, [Então não era normal que um Testamento valesse? Seria preciso pedir à corte que o considerasse válido, especialmente quando Cristóvão Colon tinha uma Cédula Real com autorização da Corte para fazer um testamento? Então ele já sabia, em 1498, que iria haver um pleito em 1578 e que este documento precisava de ser validado? Para o falsário era importantíssimo que fosse este Testamento que valesse, a fim de forçar que a herança caísse nas suas mãos, de Colombo Italiano, que nem sequer parente afastado da família era.] ansí como en él fuere y es contenido, y ansí mismo lo suplico a los grandes Señores de los Reinos de Su Altesa e a los del su Consejo y a todos los otros que tienen o que tubieren cargo de justicia o de regimiento, que les plega de no consentir que esta mi hordenaçión e Testamento sea sin bigor y birtud y se cumpla como está hordenado por mí, ansí por ser muy justo que persona de título e que a servido a su Rey e Reina e al Reino, que balga todo lo que hordenare y dexare por Testamento o compromiso o mayorazgo o heredad, y no se le quebrante en cosa alguna ni en parte ni en todo.
Primeramente tratará Don Diego, mi hijo, y todos los que de mí subcedieren e descendieren, y ansí mis hermanos Don Bartolomé e Don Diego mis armas que yo dexaré después de mis días,
[Estranho é também que fosse preciso deixar o brasão de armas ao herdeiro através de um testamento! O primogénito herdava sempre as armas do pai, a não ser que o rei fizesse alguma modificação. Talvez fosse prática corrente em Itália deixar armas por Testamento, mas o mais plausível é que Baltasar “COLOMBO”, que não tinha direito nenhum às armas dos “COLON”, forçasse assim uma maneira de as herdar, se conseguisse levar avante o seu plano.] sin reserbar más ninguna cosa d´ellas, y sellará con el sello d´ellas Don Diego, mi hijo, o cualquier otro que heredare este Mayorazgo. Y después de aver heredado y estado en posesión d´ello, firme de mi firma [Outra falsificação bem patente: é como dizer "assinará com a minha assinatura"! Todos nós aperfeiçoamos a nossa assinatura. É nossa e só nossa. E é a mesma dia após dia. Também a sigla aqui está errada pois Cristóvão Colon nunca usou pontos em volta do X, M, A ou Y; eles só apareciam em volta dos três SS. Além do mais, esta sigla envolve um segredo importantíssimo, que servia somente a Cristóvão, pelo que nunca este forçaria os herdeiros a usá-la, nem eles, aliás, alguma vez o fizeram. Assinaram à sua maneira.] la cual agora acostumbro, que es una .X. con una .S. ençima y una .M. con una .A. romana encima, y encima d´ella una .S. y después una .Y. greca con una .S. encima con sus rayas y bírgulas como agora hago y se parecerá por mis firmas, de las cuales se hallarán y por esta parecerá. Y no escribirá sino «El Almirante», puesto que otros títulos el Rey le diesse o ganase, y esto se entiende en la firma y no en su ditado, que podrá escribir todos sus títulos como le plugiere, solamente en la firma escripta «Almirante». [Outra vez, o falsário, por desconhecer os pormenores da vida do Almirante, comete um erro. Um Testamento requer que seja assinado pelo nome da pessoa e não por um título. A prova encontra-se no Testamento verdadeiro de Cristóvão Colon, onde que ele assinou “Christo Ferens”, como foi testemunhado pelo Notário, em 19 de Maio de 1506.]
Habrá el dicho Don Diego o cualquier otro que heredare este Mayorazgo mis oficios de Almirante del mar Océano, que es de la parte del Poniente de una raya que mandó asentar imaginaria su Alteça sobre a cien leguas sobre las islas de los Açores, y otro tanto sobre las de Cabo Verde, la cual por todo a Polo a Polo, / allende de la cual mandaron e me hicieron su Almirante en la mar con todas las preheminençias que tiene el Almirante Don Enrique en el Almirantazgo de Castilla, [Não havia nenhum Almirante “Don Enrique”. O Almirante em 1498 chamava-se Don Fadrique. Nas Capitulaciones de Santa Fe está “..según lo tenía el dicho Almirante don Alonso Enríquez”. Os Almirantes de Castela foram: 1º Alonso Enríquez de Castilla (Almirante 1405-1429), 2º Fradique Enriquez (Almirante 1429-1473), 3º Alonso Enriquez, conde de Melgar (Almirante 1473-1485), 4º Fadrique Enríquez de Cabrera, conde de Módica (Almirante 1485-1538). Como se vê, não houve nenhum Almirante “Don Enrique” e o Almirante Colon bem o sabia, em 1498.]
e me hiçieron su Visorey e Gobernador perpetuo para siempre jamás, y en todas las islas e tierra firme, descubiertas e por descubrir, para mí e para mis herederos, como más largo parece por mis privilegios, los cuales tengo, e por mis capítulos, como arriba dice. Item en que el dicho Don Diego, o cualquier otro que heredare el dicho Mayorazgo, repartirá la renta que a Nuestro Señor le plugiere de le dar en esta manera so la dicha pena.
Primeramente dará todo lo qu´este Mayorazgo rentare agora e siempre, e d´él e por él se obiere o rendare, la cuarta parte cada año a Don Bartolomé Colón, Adelantado de las Indias, mi hermano, y esto hasta que él aya de su renta un cuento de maravedís para su mantenimiento y trabajo que a tenido y tiene en servir este Mayorazgo; el cual dicho cuento llevará, como dicho es, cada año si la dicha cuarta parte tanto montare, si él no tuviere otra cosa; mas teniendo algo o todo de renta, que des en adelante no llebe el dicho cuento ni parte d´ello, salvo que desde agora abrá en la dicha cuarta parte fasta la dicha cuantía de un cuento, si allí llegare; y tanto que él aya de renta fuera d´esta cuarta parte cualquier suma de maravedís de renta conocida de bienes que pudiere arrendar o oficios perpetuos, se le descuentará la dicha cantidad que ansí abrá de renta o podría aver de los dichos sus bienes e oficios perpetuos; e del dicho un cuento, será reservada cualquier dote o casamiento que con la muger que con él casare o hubiere, ansí que todo lo que él obiere con la dicha su muger no se entenderá que por ello se le aya de descontar nada del dicho cuento, salvo de lo que él ganare o hubiere allende del dicho casamiento de su muger. E después que pluga a Dios que él o sus herederos o quien d´él descendiere aya un cuento / de renta de bienes y oficios, si los quisiere arrendar, como dicho es, no abrá él ni sus herederos más de la cuarta parte del dicho Mayorazgo nada, y lo abrá el dicho Don Diego o quien heredare.
Item abrá de la dicha renta del dicho Mayorazgo [o] de otra cuarta parte d´ello Don Fernando, mi hijo, un cuento cada un año, si la dicha cuarta parte tanto montare, fasta que él aya dos cuentos de renta por la mesma guisa o manera que está dicho de Don Diego, digo de Don Bartolomé, mi hermano, él y sus herederos, que ansí abrán el dicho cuento o la parte que le cupiere para ellos.
Item el dicho Don Diego y Don Bartolomé ordenarán que aya de la renta del dicho Mayorazgo Don Diego, mi hermano, tanto d´ello con que se pueda mantener honestamente, como mi hermano que es, al cual no dexo cosa limitada porque él quería ser de la Iglesia;
[O verbo correcto seria “quer ser” pois o quería ser refere-se ao passado, indicando que este documento foi escrito em data posterior ao facto e muito depois da morte do irmão D. Diogo, pois D. Diogo só foi naturalizado em 1504 para poder concorrer a tal posto e morreu em 1515, sem obter o pretendido posto eclesiástico, “como queria”.]
y le darán lo que fuere raçón y esto sea del monte que es, antes que se dé nada a Don Fernando, mi hijo, ni a Don Bartolomé, mi hermano, y a sus herederos, y también según la cantidad que rentare el dicho Mayorasgo; y si en esto ubiere discordia, que en tal caso se remita a dos personas de bien, que ellos tomen la una y el otro tome la otra, y si no se pudiesen conçertar, que los dichos compromisarios escojan otra persona de bien que no sea sospechossa a ninguna de las partes.
Item que toda esta renta que yo mando dar a Don Bartolomé y a Don Fernando y a Don Diego, mi hermano, la ayan y le sea dada, como arriba dize, con tanto que sean leales y fieles a Don Diego, mi hijo, o a quien heredare ellos y sus herederos; y si se hallasse que fuessen contra él en cosa que toque y sea contra su honra y acrecentamiento de mi linaje e del dicho Mayorazgo, en dicho o en fecho, por lo cual paresciese y fuesse / escándalo y abatimiento de mi linaje y menoscabo del dicho Mayorazgo o cualquier d´ellos, que este no aya dende en adelante cosa alguna: ansí que siempre sean fieles a D. Diego o a quien heredare.
Item, porque en el principio
[Este documento, segundo nos disseram todos os crentes, é o “rascunho” do Testamento de 1502, suposto, portanto, constituir "o principio” de tudo. Assim sendo, como pode aceitar-se “porque en el principio” como se tivesse sido escrito muito mais tarde?] que yo hordené este mi Testamento e Mayorazgo tenía pensado de distribuir, e que Don Diego mi hijo, o cualquier otra persona que heredase, distribuyan d´él la décima parte de la renta en diezmo y comemoración del Eterno Dios Todopoderosso e personas necesitadas, e para esto agora digo [Como se entende, "agora" já é depois do "principio", logo este documento não poderia ter sido “um rascunho” do Testamento verdadeiro, como nos quiseram fazer crer.]
que para ir y que vaya adelante mi intensión, e para que su Alta Majestad me ayude a mí y a los que esto heredaren acá e en el otro mundo, que todavía aya de pagar este dicho diezmo en esta manera:
Primeramente, de la cuarta parte de la renta d´este Mayorazgo, de la cual yo hordeno y mando que se dé e aya Don Bartolomé hasta tener un en cuento de renta, que se entienda que en este cuento ba diezmo de toda la renta del dicho Mayorazgo; e que assí como cresçiere la renta del dicho Don Bartolomé, mi hermano, porque se aya de descontar de la renta de la cuarta parte del Mayorazgo algo o todo, que se vea y cuente toda la renta sobredicha para saber cuánto monta el diezmo d´ello, y la parte que no cabiere o sobrare a lo que ubiere de aver el dicho Don Bartolomé para el cuento, que esta parte lo ayan las personas de mi linaje en descuento del dicho diezmo, los que más necesitados fueren e más menester lo ubieren, mirando de la dar a persona que no tenga cincuenta mill maravedís de renta; y si el que menos tuviesse llegase hasta cuantía de cincuenta mill maravedís, aya la parte {el} que paresçiere a las dos personas que sobre esto aquí eligieren con Don Diego o con quien heredare; así que se entienda que el cuento que mando dar a Don Bartolomé son y en ellos entra la parte sobredicha del diezmo del dicho Mayorazgo, e que de toda la renta del dicho Mayorazgo quiero y tengo hordenado que se destribuya en los parientes míos más llegados al dicho Mayorazgo y que más necesitados fueren; y después que el dicho Don Bartolomé tubiere su renta un cuento v que no se le / deva nada de la dicha cuarta parte, entonces y antes se verá y vea el dicho Don Diego, mi hijo, o la persona que tuviere el dicho Mayorazgo, con las otras dos personas que aquí diré la cuenta en tal manera, que todavía el diezmo de toda esta renta se dé e ayan las personas de mi linaje más necesitadas que estubieren aquí o en otra cualquier otra parte del mundo, adonde les enbíen a buscar con diligençia;
[ Note-se que Cristóvão Colon tem 4 familiares conhecidos (dois filhos, D. Diogo e D. Fernando - e dois irmãos, D. Bartolomeu e D. Diogo): nunca mencionou mais ninguém. Mas ao mesmo tempo que neste documento não conseguia esquecer a sua querida “Génova”, conseguia esquecer-se da família COLOMBO de Génova! Em 1498 não deixava nada à suposta "irmã" Bianchinetta COLOMBO, que só viria a morrer em 1516! Enquanto manda procurar con diligencia a sua família por todas as partes do mundo, para lhes dar dinheiro, esquecer-se-ia dar algum à sua irmã ainda viva e a viver na querida Génova? Nem no verdadeiro Testamento lhe deixou fosse o que fosse. A amante, de quem, havia décadas, se havia separado, deixou bem encomendada; mas a uma irmã, não deixaria nada?]
y sea de la dicha cuarta parte, de la cual el dicho Don Bartolomé a de aver el cuento, los cuales yo cuento e doy en descuento del dicho diezmo con raçón de cuenta que, si el diezmo sobredicho más montare, que también esta demasía salga de la cuarta parte y la ayan los más necesitados, como ya dije, y si no bastaren, que lo ayan de Don Bartolomé hasta que d´el suyo baya saliendo y dexando el dicho cuento en todo o en parte.
Item que el dicho Don Diego, mi hijo, o la persona que heredare, tomen dos personas de mi linaje, los más llegados y personas de ánima y autoridad,
[ Segundo este documento o herdeiro deveria consultar duas pessoas da família que fossem de “alma” (ou “consciência”) e autoridade. Logo ali, inclui o filho Don Hernando como uma dessas pessoas, quando ele contava apenas 9 anos nessa data! Seria uma criança de 9 anos considerada de consciência e autoridade para fazer cumprir um testamento?]
los cuales verán la dicha renta o la cuenta d´ella con toda diligencia, y farán pagar el dicho diezmo de la dicha cuarta parte, de que se da el dicho cuento a Don Bartolomé, a los más necesitados de mi linaje que estubieren aquí o en cualquiera parte otra, y pesquisarán de los aber con mucha diligencia y sobre cargo de sus ánimas. E porque podría ser que el dicho Don Diego, o la persona que heredase, no querían por algún respeto, que relebarían al bien suyo y honra e sostenimiento del dicho Mayorazgo, que no se supiesse enteramente la renta d´ello, yo le mando a el que heredare le dé la dicha renta sobre cargo de su ánima que no lo denuncien ni publiquen, salvo cuanto fuere la voluntad del dicho Don Diego o de la persona que heredare, solamente procure que el dicho diezmo sea pagado en la forma que arriba dixe.
Item porque no aya diferencias en el alegar d´estos dos parientes más llegados que an de estar con Don Diego o con la persona que heredare, digo que luego yo elixo a Don Bartolomé, mi hermano, por la una, y a Don Fernando, mi hijo, por la otra, y ellos luego que començaren a entrar en esto sean obligados a nombrar otras dos personas y sean los / más llegados a mi linaje y de mayor confiança, y ellos eligirán otros dos a el tiempo que hubieren de començar desde en este fecho. Y así hirá de en unos en otros y ansí en eso como en todo lo otro de govierno e bien e honra de serviçio de Dios y del dicho Mayorazgo para siempre jamás.
Item mando al dicho Don Diego mi hijo, o a la persona que heredare el dicho Mayorazgo, que tenga e sostenga siempre en la ciudad de Génoba una persona de nuestro linaje, que tenga allí cassa y mujer, e le ordene renta con que se pueda bibir honestamente, como persona llegada a nuestro linaje, y haga pie e raíz en la dicha ciudad como d´ella, porque podrá aver de la dicha ciudad ayuda e favor en las cosas de menester suyo, pues de aí salí y en ella nazi.
[Onde está referência à irmã Bianchinetta bem documentada nos documentos dos tecelões de Génova? Porque não a mencionou, já que era lá em Génova que ela vivia? Note-se que, segundo este texto, nunca o Almirante poderia ter sido de Génova, porque o documento diz que ainda não tinha lá nem pé nem raiz, o documento diz que "façam lá pé e raiz". Tudo neste documento prossegue um único fim: criar a aparência de que o Almirante Colon era um Colombo de Génova. Sendo assim, teria que ser parente do Baltasar Colombo, e quem herdasse o Morgadio seria, no mínimo, forçado a sustentar o Baltasar Colombo, por este estar a viver na Génova.]
Item que el dicho Don Diego, o quien heredare el dicho Mayorazgo, enbíe por vía de cambios o por cualquiera manera que él pudiere todo el dinero de la renta que él ahorrare del dicho Mayorazgo, e haga comprar d´ellas en su nombre e de su heredero unas compras que dicen logos, que tiene el oficio de San Jorge, las cuales agora rentan seis por ciento y son dineros muy seguros, y esto sea por lo que yo diré aquí.
[O Banco de S. Jorge esteve fechado ao público desde 1445 até 1530, portanto durante toda a vida de Cristóvão Colon. Resultaria difícil comprar “Logos” num banco fechado! Mas como já estava aberto à data desta falsificação (após 1578), não haveria então nenhum problema em comprar os tais Logos, assim houvesse dinheiro. Acresce que os juros em 1498 eram de apenas 4% e não de 6%.]
Item porque a persona de estado y de renta conviene por servicio de Dios y por bien de su honra que se aperciba de hacer por sí y se poder baler con su hacienda, allí en San Jorge está cualquier dinero muy seguro, y Génoa es ciudad noble y poderosa por la mar. Y porque al tiempo que yo me mobí para ir a descubrir las Indias, fui con intençión de suplicar al Rey y a la Reina, Nuestros Señores, que de la renta que Sus Alteças de las Indias obiesen, que se determinasse de la gastar en la conquista de Jerusalem, y ansí se lo supliqué, y si lo hacen, sea en buen punto, e si no, que todavía esté el dicho Don Diego o la persona que heredare d´este propósito de aumentar el más dinero que pudiere para hir con el Rey Nuestro Señor, si fuere a Jerusalem a le conquistar, o hir solo con el más poder que tubiere que playera a Nuestro Señor, que si esa intención tiene e tubiere, que le dará el aderezo que lo podrá haber y lo haga; y si no tubiere para conquistar, le darán / a lo menos para parte d´ello, y ansí que asiente y haga caudal de su tesoró en los logos de San Jorge en Génoa, y aí multiplique fasta que él tenga cantidad que le parecerá y sepa que podrá hacer alguna buena obra en esto de Orán; [A cidade de Orão só veio a ser conquistada, pela Espanha, em 1509, e não teria nenhuma importância para ela, em 1498. Mas à data deste documento (um século mais tarde) os Turcos tinham conquistado a Tunísia e deixado somente a cidade de Orão nas mãos dos Espanhóis. O que Cristóvão Colon sempre quis conquistar foi Jerusalém, nunca Orão.]
que yo creo que después que el Rey y la Reina, Nuestros Señores, y sus sucesores bieren que en esto se determina, que se moberán a lo hacer Sus Alteças o le darán el ayuda o adereço como a criado e basallo que lo hará en su nombre.
Item yo mando a Don Diego, mi hijo, y a todos los que de mí descendieren, en especial a la persona que heredare este Mayorazgo, el cual es como dixe el diezmo de todo lo que en las Indias se hallare y obiere e la ochava parte de otro cabo de las tierras e renta, lo cual todo con mis derechos de mis ofiçios de Almirante y Visorey y Gobernador es más de veinticinco por ciento, digo que toda la renta d´esto y las personas y cuanto poder tuvieren obliguen y pongan en sostener y servir a Sus Alteças o a sus herederos bien y fielmente, hasta perder y gastar las vidas y hacienda porque Sus Altezas me dieron aver y poder para conquistar y alcançar, después de Dios Nuestro Señor, este Mayorazgo, bien que yo los vine a convidar con esta impresa en sus reinos y estuvieron mucho tiempo que no me dieron adereço para la poner en obra; bien que d´esto no es de maravillar, porque esta impresa hera ignota a todo el mundo, y no avía quien le creciesse, por lo cual les soy en muy mayor cargo, y porque después siempre me han hecho muchas mercedes y acrecentado.
Item mando al dicho Don Diego, o a quien poseyere el dicho Mayorazgo, que si en la Iglesia de Dios, por nuestros pecados, ubiere alguna persona que por tiranía alguna, de cualquier grado o estado que sea, que le quisiese desposeer de su honra o bienes, que por la pena sobredicha se ponga a los pie del Santo Padre, salvo si fuere herético, lo que Dios no quiera, y con la persona o personas se determine e pongan por obra de le servir con toda su fuera e renta e hacienda en querer librar scisma e defender que no sea despos[e]ada la Iglesia de su honra y bienes.
Item mando al dicho Don Diego, o a quien poseyere el dicho Mayorazgo, / que procure y se trabaje siempre por la onra y bien y acrecentamiento de la ciudad de Génoa,
[Para uma pessoa que não deixa de falar sobre Génova neste Testamento, em 1498, esperava-se que o mesmo fizesse no seu dia a dia. Nem nas suas cartas nem no Diário de Bordo Cristóvão Colon menciona Génova, para além de que não deu um só nome no Novo Mundo para “honra, bem e acrescentamento” dela. Deu, sim, ao Novo Mundo, nomes que eram e são de lugares Portugueses; alguns 80 lugares receberam nomes portugueses.(1)]
y ponga todas sus fueras e bienes en defender y aumentar el bien e honra de la República d´ella, no yendo contra el servicio de la Iglesia de Dios e alto estado del Rey o de la Reina, Nuestros Señores, e de sus sucesores. Item que el dicho Don Diego, o la persona que heredare o estuviere en posesión del dicho Mayorazgo, que de la cuarta parte que yo dixe arriba de que se a de distribuir el diezmo de toda la renta, que a el tiempo que Don Bartolomé y sus herederos tuvieren ahorrados los dos cuentos o parte d´ellos y que se obiere de distribuir algo del diezmo en nuestros parientes, que él y las dos personas, que con el fueren nuestros parientes, deban distribuir y gastar este diezmo en casar mozas de nuestro linaje que lo ubieren menester, y hacer cuanto favor pudieren.
Item que al tiempo que se hallare en dispusiçión, que mande hacer una Iglesia, que se intitule Santa María de la Conceción de la isla Española en el lugar más idóneo, y hacer un ospital el mejor hordenado que se pueda, ansí como ay otros en Castilla y en Italia,
[Apesar de este ponto não ser absurdo, seria estranho que, tivesse este documento sido escrito por Cristóvão Colon, ele mencionasse os hospitais de Castela e Itália, e ignorasse o Hospital Real de Todos-os-Santos, de Lisboa, mandado construir por D. João II, especialmente sabendo-se que ele próprio assistia à Missa noutro “Todos-os-Santos”, antes de fugir para Castela, e sendo certo, pelo uso que deu a nomes portugueses no Novo Mundo, que não desconhecia assim tanto os assuntos de Portugal.]
y se hordene una capilla en que se digan missas por mi ánima y de nuestros antecesores y sucesores con mucha devoción; que plaçerá a Nuestro Señor de nos dar tanta renta, que todo se podrá cumplir lo que arriba dixe.
Item mando al dicho Don Diego, mi hijo, o quien herede el dicho Mayorazgo, se trabaje de mantener e sostener en la isla Española cuatro buenos maestros en la santa theología, con intención de estudio de trabajar y hordenar que se trabaje de convertir a nuestra santa fe católica todos estos pueblos de las Indias, v cuando plugiere a Nuestros Señor que la renta del dicho Mayorazgo sea crecida, que ansí crezca de maestros y personas devotas y se trabaje para tornar esta gente sanos, e para esto no aya dolor de gastar todo lo que fuere menester; y en conmemoración de lo que yo digo y de todo lo sobrescrito, hará un bulto de piedra mármol en la dicha iglesia de la Concepción, en el lugar más público, porque traiga de continuo memoria esto que yo digo al dicho Don Diego y a las otras personas que le bieren, en el cual bulto estará un letrero que dirá esto
[Assim, sem mais nem menos, termina o texto, num documento que querem que se acredite ter sido registado, em
1501 por Cristóvão Colon, no livro de um notário em Castela!]
Item mando a Don Diego, mi hijo, o a quien heredare el dicho Mayorazgo, que cada vez y cuantas veçes se obiere de confesar, que primero muestre este compromisso o el treslado d´él a su confesor, y le ruegue que le lea todo, porque tenga raçón de lo examinar sobre el cumplimiento d´él, y sea causa de mucho bien y descanso de su ánima. [Nos papeis do Conselho das Indias está escrito que o Testamento verdadeiro terminava com “mucho bien y, descanso de mi anima; luego están unas como firmas”. Como se vê o texto de fecho não é o mesmo.] Fecho en 22 de Febrero de 1498.
[Notem que por debaixo do 4 de 1498 está um 5 de 1598. Este é um erro patente de que o documento estava a ser escrito nos anos de 1500 e não nos de 1400. Se alguém estivesse a copiar de um documento verdadeiro não iria ver um 1498 e escrever um 1598.

Notem bem a sigla no testamento à esquerda que não é igual á verdadeira do Almirante à direita. S., S. A S, . X . M . Y .: Esta era a assinatura do Almirante, não era um capricho. Um falsário que não soubesse o significado dela pensava que só a aparência dela teria importância. Basta comparar com a imagem da assinatura verdadeira. Um homem como Cristóvão Colon, que nunca falhou na sua assinatura, a do documento é uma clara falsificação. Faltam pontos onde deveriam estar e tem pontos onde nunca ele os pôs. Não planeou a posição, tendo que escrevê-la por cima do texto, e o M até tinha outra letra por baixo. Erros claros, cometidos por quem, indubitavelmente, nunca soube o que esta sigla significava.]

Resumo:
Por todas as falsidades e dúvidas aqui apontadas não se deve dar nenhum crédito a este documento como sendo alguma vez escrito, ou sequer pensado, pelo Almirante das Índias, Don Cristóvão Colon.
Assim sendo falso, como todos podem ver, cai a única prova incontestável que fazia do Almirante um tecelão de Génova.

(1) Fecho en 22 de Febrero de 1498.

{ } Indica adição. [ ] Indica supressão. / Indica início de página

Documento do Archivo General de Indias, Sevilha. PATRONATO, 295, N.101

1. As falsidades incluídas neste texto pelo falsificador estão esclarecidas no livro Colombo Português-Novas Revelações, Ésquilo, Lisboa, 2009.


quarta-feira, maio 21, 2008

O Testamento Falso de 1498

Fui alertado que num artigo no Jornal escreveu-se que:
Em declarações à Lusa, Manuel Rosa afirmou que "demonstrado que o testamento é falso - o documento em que assentam as teses da historiografia tradicional sobre a sua origem genovesa e até o recente livro do casal Manuel Luciano e Sílvia Jorge da Silva que aponta para a naturalidade na Cuba -, caem as respectivas teses".

Isto está mal esclarecido. O que fica provado é que qualquer tese baseada no Testamento fica sem suporte. Isso não prova que Colon não nasceu na Cuba. Pois ainda não sabemos quem ele foi de verdade.
Também o recente livro do casal Manuel Luciano e Sílvia Jorge da Silva não é somente apoiado no Testamento de 1498 e por isso tem muitas partes que têm o seu devido mérito e que não ficam inválidas.

quinta-feira, maio 15, 2008

sexta-feira, maio 09, 2008

"Cristóvão Colon, Portugal e a Cuba"

Mapa de Cuba mostrando o Centro Cultural - local da Conferência "Cristóvão Colon, Portugal e a Cuba" agendada para 24 de Maio, 2008.