sexta-feira, janeiro 19, 2007

Incertesas e erros de Rui de Pina

A teoria Portuguesa é a mais sólida de todas as teorias que tentam dar uma nacionalidade ao descobridor porque mete o homem no seu ambiente de cortesão, de navegador périto, de falador da lingua Portuguesa e de parente de grandes nobres do reino tal como está provado que ele foi.
Mas quase sempre esta teoria é negada pelos historiadores usando as palavras de Rui de Pina.


Tanto os criticos da teoria do Cristóvão Colon Português como outros historiadores do mundo aceitam que Rui de Pina escreveu correctamente e verdadeiramente ao dizer:
...a seis dias de Março arribou arrestello em Lixboa Christovam Colombo Italiano...

Mas Rui de Pina errou em metade desta frase.
E perguntamos: "Então se ele errou em metade porque devemos de acreditar nele sobre a outra metade?"

Sim Rui de Pina errou. Mas nenhum historiador antes de nós apontou o erro porque NÂO sabem que Rui de Pina errou.

Aqui está um dos seus erros:
... a seis dias de Março arribou arrestello em Lixboa ...

Mas Cristovão Colon arribou ao Restelo a 4 de Março e não a 6 de Março.
Mas como muitos não conhecem ou não prestam atenção aos detalhes da história de Cristóvão Colon aceitam que qualquer crónica está correcta somente por ter o nome de Rui de Pina. Mas vê-se aqui que Rui de Pina não estava correcto em tudo.

Pois se ele não estava correcto na data da arribada, que é uma coisa definitiva, como podemos acreditar nas outras coisas como a nacionalidade e nome os quais como vimos nos outros escritos daqueles tempos tornaram-se em duas coisas subjectivas ao gosto de cada cronista?

Temos que ter mais cuidado em aceitar que a história que nos disseram foi a verdade porque houve erros tal como censuras. Enquanto o navegador era tido como Colon na data da crónica de Rui de Pina ele erra ao escrever Colombo.

Os erros de Rui de Pina foram corrigidos por João de Barros:

...estando El Rey o anno de quatrocentos noventa e tres a seis de Março em val do Paraiso... foi-lhe dito que ao porto de Lisboa era chegado hum Christovão Colom.... Segundo todos affirmam, Christovão Colom era Genoez de nação...

Tanto o nome como a data Barros modificou para aquilo mais correcto dizendo que a 6 de Março o rei foi notificado em Vale do Paraiso e não a data da arribada de Colon a Restelo. Chama-lhe não Colombo como Pina mas sim Colom forma aportuguezada de Colon.
E Barros não nos confirmou a sua nacionalidade Italiana dizendo somente
segundo todos affirmam.
Isto é, ele não sabia a verdade para nos poder dizer por isso disse que isto era segundo todos affirmam o que não nos dá confiança nehuma em suas palavras sobre essa nacionalidade.

A MANTA DO COLOMBO É CURTA

A MANTA DO COLOMBO É CURTA

Perante o acumular de indicações documentais sobre a origem portuguesa do Descobridor das Américas e pela consolidação daquela que poderá ser a verdadeira história da sua vida, têm-se afadigado os indefectíveis crentes da novela genovesa a tentar tapar as partes que ficam a descoberto.
Para tapar as incoerências do nome, puxam a manta argumentando que Colón, Colom e Colon é tudo a mesma coisa que Colombo, tratando-se de versões iberizadas do nome italiano, embora não possam explicar como é que o Colombo-Pombo é o mesmo que Colon-Membro. Traduzem tendenciosamente mal um trecho da Historie de Dom Hernando Colón para “provar” que o filho do Almirante o chamou de Colombo; tentam “apagar” uma personagem dos livros de genealogia, porque lhes é incómodo que tivesse existido Cecília Colonna, provável ancestral de Colon, e inspiração para o pseudónimo escolhido. Mas destapam completamente os pés quando não aceitam reconhecer o nome Colon na carta do Rei D. João II e nas Bulas Papais.

Para tapar a reconhecida impossibilidade do casamento de semi-analfabeto tecelão com uma portuguesa de família prestigiada, puxam a manta para os dois lados: para um lado, já vão dizendo que Colombo não era necessariamente tecelão. Poderia ter sido um mercador nobilitado. Aqui condescendemos um pouco. Colombo não era, necessariamente, tecelão. A fazer fé nas actas genovesas, e aceitando que se tratava do mesmo personagem, o pai Dominico deixou a actividade de tecelão em Génova para se estabelecer como taberneiro em Savona. Cá está a subtil diferença. Um taberneiro sempre é um “mercador” de vinho, essa bebida nobre.
Puxam também para o outro lado, e Filipa Moniz Perestrello passa a ser apenas Filipa Moniz, e sobre de qual ramo proviria levantam as maiores dúvidas. Mas como isso não basta para tapar o facto de Filipa viver no Mosteiro de Santos, só ao alcance de famílias com nome, chegam a sugerir que Filipa seria uma das criadas.
Assim já todos percebemos. Colombo era um “mercador” e Filipa uma “serviçal”.
Mas a manta é curta. O “mercador” Colombo ter-se-ia interessado pela navegação atlântica porque recebeu do pai de Filipa (Bartolomeu Perestrello) o espólio que continha os mapas, cartas e segredos de navegação, e aproximou-se da corte de D. João II devido à influência da família de Filipa, sua mulher.
Tempos dourados aqueles. Bartolomeu Zé-Ninguém conseguiu casar a sua filha Filipa Serviçal com Colombo Mercador. Como dote, Zé-Ninguém deixou para o genro, todo o espólio recolhido nos caixotes de lixo das navegações portuguesas. O Rei D. João II , convidado para a grande boda da pelintragem, tornou-se especial amigo do Mercador. Não foram apenas os pés, todo o corpo ficou destapado. A manta do Colombo é mesmo muito curta!

Carlos Calado – Amigos da Cuba, 19/01/07

Nota: O blog Pseudo História Colombina (PHC) publicou em 18/1 um post que aborda questões que suscitamos no nosso post “Não sabem onde nasceu o tecelão Colombo”. Do post PHC retiramos os trechos seguintes:

(…) “também em Itália a naturalidade concreta de Colombo há muito que dá lugar a várias teses, das quais as duas principais se intitulam, respectivamente, tese clássica - aceitando como válida a identificação oitocentista com o tecelão urbano, também chamada por alguns não italianos extrapoladamente de tese genovesa - e tese purista, a que à primeira é contrária (…) (e) procura apurar a verdadeira naturalidade de Colombo entre os vários locais dentro dos antigos territórios genoveses, e sua filiação e linhagem. (…)
A tese purista, assim chamada em Itália por procurar ultrapassar, com recurso a outras fontes, os documentos de tabelionato aceites desde final de oitocentos a favor do Colombo tecelão - que têm problemas de exegese crítica nalguns pontos - apoia-se primacialmente na documentação salvaguardada de fins de Quinhentos, relativa aos processos judiciais que nessa época travaram falsos membros da família de Colombo, com alguns verdadeiros parentes do mercenário navegador
Assim, embora ainda não tenha conseguido apurar definitivamente a localidade exacta do nascimento de Cristóvão, a tese purista crê pelo menos ter bem conhecida e documentada a sua genealogia, e o ramo dos Colombo a que pertenceu, à luz das fontes conhecidas exaradas naqueles processos judiciais passados em julgado com força de sentença, naquela época ainda relativamente próxima dos acontecimentos.” (…)

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Para o blog PHC, o Papa não vale nada

Ainda sobre o nosso post “Estátua da polémica” o blog Pseudo-História Colombina (PHC) comentou da seguinte forma:

(...) O sr. Carlos Calado ignora que Alexandre VI era castelhano... não leu bem o nosso artigo. Naturalmente também crê que o ex-Cardeal Borja, escrito sempre Borgia em Itália, escreveria pela sua própria mão as bulas (...)

isto a propósito da nossa frase:
"Porquê COLON? Porque foi assim que escreveu o Rei D. João II e foi assim que escreveu o Papa Alexandre VI em documentos absolutamente incontestáveis."

Estes rodopios do PHC começam a ser divertidos.
O PHC entende que as Bulas Papais não podem ser consideradas como prova do nome Colon porque não eram escritas pela mão do próprio Papa (que, como “agravante” era castelhano).

O Papa não vale, portanto, nada. É o escrivão quem mais ordena.
Como todos os documentos eram elaborados por escrivães, devem então ser considerados nulos. E o mesmo se aplica ao Rei D. João II, pois não deve ter sido ele a escrever aquela carta.( e assim se aplicaria a todos os Papas, Reis e Governantes até aos nossos tempos – tudo documentos sem valor. O Presidente da República que se cuide – não basta assinar, vai ter que caligrafar os diplomas).
E diz ainda que a carta pode ser falsa, ou ser falso o seu conteúdo, total ou parcialmente, e que era dirigida a um estrangeiro em Castela, daí o nome castelhanizado, e mais isto, e mais aquilo. Admitir que D. João II possa ter escrito Colon por ser esse o pseudónimo do navegador é que está, para o PHC, fora de questão.
Quanto à autenticidade da carta, obviamente que deve ser verificada, se isso for crucial para determinar a identidade do Descobridor. Mas não é crucial, trata-se apenas de mais um indício, não determinante por si próprio isoladamente.

Pelo contrário, o famigerado Documento Asseretto é um documento crucial e determinante, por ser a última réstea de esperança para manter a tese genovista oficializada como história. Porém, nunca ninguém o viu, nem foi autenticado. E os facsimiles reproduzidos inspiram tudo menos confiança.
Voltando às Bulas Papais, elas não valem nada para o PHC porque o nome que lá está escrito é Colon. Por isso argumentam que foi o escrivão (falso argumento como vimos) e que o Papa era castelhano.

Omitem, porém, um grande pormenor (por má fé, ou porque nunca viram a reprodução das Bulas em vários livros já publicados): o texto da Bula está em Latim, o nome do Descobridor é COLON (que consideram Castelhano, e sobre cuja etimologia o PHC tem “postado” longos tratados) mas o nome próprio é CHRISTOFÕM, e isto não é nem Latim nem Castelhano, era PORTUGUÊS!
Carlos Calado - Amigos da Cuba

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Pequeno Video Sobre o Lançamento do Livro

Pequeno Video Sobre o Lançamento do Livro

.

Regras Para Comentários

Nós não queremos ter que moderar ou apagar comentários de ninguém.

Os comentários aqui são livres de revisão e immediatos.

Por isso esperamos que todos aqueles que queiram comentar escrevam as suas ideias e razões de Pro ou Contra expostas de modo a não ofender as pessoas que escrevem ou criticam.

Já que o site da Pseudo-História Colombina optou por censurar comentários sobre suas falácias fica o nosso blog como o único lugar de responder áquelas Pseudo-Criticas.

.
.

terça-feira, janeiro 16, 2007

NÃO SABEM ONDE NASCEU O TECELÃO COLOMBO

Descobrir qual a localidade exacta, na República de Génova, onde nasceu o tecelão Cristoforo Colombo não é um assunto que nos interesse ou preocupe especialmente.
No entanto, por especial deferência para com o blog Pseudo-História Colombina, que transcreveu e comentou o nosso post “A estátua da polémica”, atacando e injuriando, mas também pedindo ajuda, como trancrevemos abaixo

(…)uma pena que as aludidas individualidades, antes de se prestarem a cobrir publicamente teses de pseudo-história, há muito desmontadas, não tenham antes preferido subsidiar com o muito dinheiro gasto uma investigação séria. Que permitisse estabelecer com certeza em que ponto dos Estados da República de Génova nasceu esta figura(…),
às entidades que promoveram a implantação do monumento a Cristóvão Colon – Descobridor das Américas, na vila de Cuba – Alentejo, vamos tentar dar o nosso contributo.

PHC: (...)Todos os monumentos erguidos no mundo a Cristóvão Colombo foram-no, sem qualquer dúvida, ao italiano documentado natural dos Estados de Génova (não necessariamente tecelão, e decerto não nascido Colon...) mercenário passado de Portugal ao serviço da coroa de Castela,(...)

Afirma a PHC que Colombo está documentado como natural dos Estados de Génova. Ou seja, acredita que existem documentos verdadeiros que confirmam essa afirmação.
Por outro lado escreve
“...Que permitisse estabelecer com certeza em que ponto dos Estados da República de Génova nasceu esta figura...”


Ou seja, esses documentos serão imprecisos, dúbios ou omissos relativamente ao local de nascimento.
Como a crónica de Ruy de Pina nos mostra “Colon bo y taliano que vinha do descobrimento...” temos de classificar este documento, por acaso o principal argumento dos defensores de que o Descobridor foi o Colombo genovês, como impreciso ou dúbio. A crónica de Ruy de Pina não serve então como prova de que o Descobridor fosse genovês.
Também o testemunho de Pietro Martir d’Anghiera, que o considerava da terra de Milão, deixa de ser aceite.
Ficamos assim reduzidos às afirmações propagandísticas e às diversas actas notariais apresentadas pelos genoveses. Por aquelas apenas se pode inferir que era genovês, e por estas se depreende que os pais do tecelão Colombo viviam na região de Génova, mudando frequentemente de casa na cidade e também para Savona. Não se conhece um único documento que refira a localidade de nascimento. Por método dedutivo também não se consegue chegar ao objectivo. Se alguns documentos apontam o ano de 1451 como provável de nascimento, não há qualquer acta conhecida, referente aos pais de Colombo que nos diga onde viviam nessa época. Dezenas de documentos, segundo consta, mas só após 1470. O resto dos vários arquivos deve ter sido devorado. A fazer fé nas estátuas e placas de homenagem afixadas, Colombo nasceu em Génova, ou em Savona, ou Cuccaro, ou Bettola, ou Pradello, ou Terrarossa de Moconesi, ou Santa Maria Ligure, ou Cogoleto, ou muitas outras, mas também não se pode excluir que tenha nascido em Calvi, na Córsega, pois lá está a placa na casa onde “nasceu”.
Só podemos tirar duas conclusões: a mentira é generalizada, ou havia tantos Cristoforos Colombos quantas as localidades que se reclamam ser a sua origem.
Perante o impasse, apenas podemos sugerir que se estabeleça anualmente uma “Localidade natal de Cristoforo Colombo”, e vai rodando entre as candidatas.
Esperamos, com este modesto contributo, mitigar uma das maiores angústias dos genovistas: acreditam em tudo o que lhes foi apresentado sobre o personagem, só não sabem, porque é impossível acreditar, onde terá nascido o tecelão.

Carlos Calado – Amigos da Cuba

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Sobre o Titulo do Livro

O Sr. PR escreveu no blog da pseudo-critica que:
O Mistério Colombo Revelado”, obra recentemente editada em Lisboa pela Ésquilo, tem o seu título em português correcto. Existe uma razão para isso. Na realidade, quem comprará nas livrarias da Lusofonia um livro sobre um desconhecido “Colon” ou “Colón”, palavra ignorada entre nós e sugerindo imediatamente o cólon, algo que o dicionário ainda define como a “parte do intestino grosso situada entre o cego e o recto”?

O titulo do livro é uma tradução do Inglês "Unmasking Columbus" que mais correctamente seria "Desmascarando Colombo" mas que também está correcto dizer "Revelando Colombo" e que foi depois mudado para "O Mistério Colombo Revelado".

Desmascarando Colombo é mesmo isso. É tirando a máscara falsa do Colombo imposta no Colon. Revelamos que o Colombo tecedor de lã não é o mesmo homem que o Colon Almirante e Vice-rei por isso Colombo foi agora desmascarado ou revelado e quando tivermos a verdadeira identidade de Colon podemos então fazer um livro com o titulo
"A Identidade de Colon Revelada".



Mais presunções pelo "historiador" Português Racional

Outra vez no blog da Pseudo-História Colombina o Sr. "Historiador sem cara" Português Racional escreve as seguintes fantasias. Mostrando assim para todos a sua má sabedoria sobre esta história e tentando passar para aqueles não instruídos uma falsa versão sobre a história do navegador Don Cristoval Colon:

PR: "Cristóvão Colombo foram-no, sem qualquer dúvida, ao italiano documentado natural dos Estados de Génova (não necessariamente tecelão, e decerto não nascido Colon...) mercenário passado de Portugal ao serviço da coroa de Castela, independentemente de esta figura ter sido rebaptizada em Castela como Colón, e como tal designado apenas no mundo de fala castelhana. Pois que o mercenário italiano e o almirante "castelhano" sempre se soube que são a mesmíssima pessoa."

  • Senhor PR: O Colombo da Génova foi sem dúvida tecedor de lã tal igual a seu pai, e igual a seus dois irmãos. E não eram nada de especial como tecedores porque nem sequer podiam ensinar os seus. Pois o irmão Giacomo Colombo foi aceite como aprendiz tecedor de lã com um homem de fora. Leia os documentos de Génova os quais gosta muito de mencionar como suporte do Colombo ter sido Colon mas quer agora negar as partes que lhe não convêm.
  • Não foi rebaptizado pelos Castelhanos. O nome foi escolhido pelo próprio Colon para esconder a sua vida passada. Assim escondeu a sua vida em Portugal aonde era tio dos mais altos nobres do reino: marqueses, condes, copeiros, majordomos, capitães, etc.
  • O PR Está errado. Nunca se soube que são a "mesmissima pessoa" os cronistas apontavam para aqui e para ali como um caçador a disparar no escuro a ver se acerta nulguma fera ao calhar. NUNCA foi provado que são os dois a mesma pessoa e foi ainda esclarecido pelo filho Fernando que aqueles que diziam ele ter sido de Génova, etc... estavam a "subir ao alto". Isto é estavam a não dizer a verdade, ou seja em Português tradicional, estavam a mentir.

PR: "O Conde da Vidigueira é verdadeiramente o maior nauta da sua era, em termos simbólicos."

  • Vasco da Gama foi um dos homens de D. João II e foi escolhido pelo rei para essa missão o que mostra tanto a sabedoria de Gama como a sabedoria e confiança do seu Rei D. João II. Mas Gama não é assim tanto grande como o PR pensa, mas o Sr. PR talvez nunca saiu fora de Portugal para saber que em muitos paízes não é somente Vasco da Gama não conhecido mas muitos paizes nem sequer sabem aonde ou o que é Portugal. Ao contrário do PR que diz ser o Conde da Vidigueira o maior nauta da sua era todo o mundo sabe que foi Cristóvão Colon o maior nauta dessa era. Enquanto Vasco da Gama seguia para a India verdadeira Colon tornou-se o mais famoso descobridor ao entregar ao mundo uma India falsa.

PR: "Tal como bastas vezes já aqui referido, existe apenas um único documento, não estudado cientificamente, aonde consta em sobrescrito o nome Colon, aparentemente por mão diferente da que escreveu a carta. A carta pode até não ser verdadeira, total ou parcialmente. Não lhe foi ainda estudado nem o estilo, nem o suporte, nem a tinta, nem as várias caligrafias que evidencia. E mesmo que verdadeira, há mais hipóteses de ser do escrivão que do Rei. E mesmo que fosse do Rei, era dirigida a um estrangeiro já em Castela, conforme o nome em castelhano já lhe vinha. Nada mais."

  • Aqui pode-se ver quanto irracional é o Sr. Português Racional.
    Embora a maioria dos documentos mostram o nome Colon ele rejeita-os. E rejeita a carta do Rei D. João II, um documento que não lhe serve, dizendo que esta nunca foi analizada
    ciêntificamente mas não impôe que os documentos de Itália sejam sujietos ao mesmo rigor embora esses sejam referidos espacificamente a tecedores de lã que o PR insiste não serem as mesmas pessoas!!!! Pois nas suas palavras o Colombo de "Génova (não [era] necessariamente tecelão" o que mostra que o PR NÂO aceita os documentos do Estado de Génova.
  • Como o PR não leu o livro O Mistério Colombo Revelado não sabe que o nome está escrito em dois lugares nessa carta e que está dentro na carta assim "Xpoval Colon Nos Dom Joham...."
  • "E mesmo que fosse do Rei, era dirigida a um estrangeiro já em Castela.... Nada mais" Como se vê o Sr PR sabe "Nada mais" e não entendeu nada daquilo que é revelado no nosso livro que mostra que o Colombo é agora Revelado não ser o mesmo que o Colon. E se Colon era já um estrangeiro em Castela como é que o rei esqueceu-se tão rápidamente sobre essa pessoa "Colombo" que ele enviou ao Canadá em 1477, casou em 1479, enviou á Mina, conversou intimamente mostrando-lhe provas de terras ao Occidente, e que fugiu para Castela no meio de uma traição para o matar?
    Ainda o PR insiste em dizer que o nome era trasnformado "em Castelhano" negando totalmente o facto de o nome ter sido assumido por Colon na altura quando fugiu secretamente de Portugal e que tanto o navegador como sua familia insistiram em manter o seu passado Português envolvido em mistério.
    Mas o PR não entende que esse mistério em Portugal era bem conhedcido pelo Rei que o chamou não Colombo mas Colon tal como era requerido pelo Almirante Castelhano.


PR: "... em vez de confiar na historiografia séria, nacional e estrangeira".

  • Pois é.
    É essa uma historiografia tanto séria que o próprio PR tenta modificar-la ao seu gosto dizendo que "não era necessariamente tecelão" que é mesmo isso que a "historiografia séria, nacional e estrangeira" diz.
    E ignora que não há nem nunca houve consensus nessa historiografia e ele próprio mostra o seu desacordo com essa historiografia ao tentar fazer do tecelão outra pessoa.

domingo, janeiro 14, 2007

Como se chamava o Descobridor das Américas?

Já muito se escreveu, muito se debateu e muito se polemizou sobre o nome do Descobridor.
O que se sabe concretamente?

- sabe-se que, na sequência da 1ª viagem, em Castela-Aragão ficou reconhecido com Don Cristobal Colón. (Dom Xpõval Colón) (1493 -->)

- sabe-se que, durante os anos em que tentou convencer os Reis Católicos a patrocinar-lhe a viagem, ficou registado como Cristobal de Colomo ou Cristobal Colón. (1486-1492)

- sabe-se que, quer o Rei D. João II (em 1488), quer o Papa Alexandre VI (em 1493) escreveram Colon.

- sabe-se que, após o seu sucesso, o seu nome foi também escrito como Columbo ou Colombo, com a atribuição duma origem genovesa (embora também lhe tenham atribuído origem milanesa).

- sabe-se que, uns séculos depois, apareceram documentos referentes a Cristoforo Colombo, tecelão. <-- 1479) Várias localidades italianas, principalmente da região de Génova, reclamaram a sua origem.

- sabe-se que, foram também sendo apresentados documentos que tentavam mostrar que o tecelão Cristoforo Colombo era a mesma pessoa que Dom Cristobal Colón, Descobridor das Américas.

- sabe-se que o Descobridor das Américas nunca assinou o seu nome de forma clara e explícita. Usou uma sigla que incluía :XpõFERENS./

-sabe-se que esta sigla se prestou e presta a interpretações diversas.
Xpõ - forma abreviada de escrever Cristo em grego.
FERENS – o mesmo que vam (i.e. vão) em latim
./ - sinal de pontuação designado por colon

daqui se concluiu que a assinatura corresponderia a CristoVAM Colon
e também se concluiu que corresponderia a Salvador FERNANDES Zarco
através da seguinte interpretação:
Cristo = Salvador,
FERENS~FERNANDES,
Colon (grego)= Zarco(hebraico)

O que nunca se concluiu, porque não está escrito na assinatura do Descobridor, é que esta corresponderia a Cristoforo Colombo.
Que Xpõ seja a abreviatura de Cristo e que se interprete como Salvador, é bastante aceitável.

Que FERENS seja VAM e que possa ser interpretado como FERNANDES, é ainda aceitável.
Que ./ seja o Colon da pontuação e que em hebraico corresponda a Zarco, também se percebe.
Agora, o que ninguém pode aceitar é que esteja assinado Colombo.
O Descobridor das Américas NUNCA se assinou como Colombo.

Amigos da Cuba - Carlos Calado

Estátuas de Cristóvão Colon no mundo

Estátua em Barcelona



Cristóvão Colon deve de ser a pessoa com mais estátuas pelo mundo sem ser uma figura de religiosa.

sábado, janeiro 13, 2007

Estátua de Cristoval Colon em Santo Domingo


A estátua da polémica

No dia 28 de Outubro de 2006 foi inaugurado na Cuba, Alentejo, Portugal, o único monumento dedicado a Cristóvão Colon em todo o mundo.
Que ninguém se surpreenda.
Todos os outros monumentos são dedicados ao tecelão genovês Cristoforo Colombo (sonhando que este se transformou no Almirante) ou ao Almirante de Castela Cristobal Colón (sem saber bem quais foram as suas origens).
A inauguração do monumento, numa iniciativa conjunta da Fundação Alentejo-TerraMãe (cujo Presidente, Dr. José Flamínio Roza, ofereceu a estátua de bronze), da Câmara Municipal de Cuba e do Núcleo de Amigos da Cuba (associação que desde há alguns anos tem vindo a divulgar e dinamizar a questão sobre a nacionalidade e naturalidade do Descobridor das Américas)
Porquê COLON? Porque foi assim que escreveu o Rei D. João II e foi assim que escreveu o Papa Alexandre VI em documentos absolutamente incontestáveis.
Mas isto faz irritar muita gente.
Amigos da Cuba - Carlos Calado

Cecilia Colonna

Cecillia Colonna é mencionada aqui por Frey Jerónimo de Espanha no século XVII como esposa de Rodrigo Anes de Sá.
Frey Jerónimo era um descendente direito de João Gonçalvez Zarco e assim de Cecilia Colonna.














domingo, outubro 22, 2006

Colombo Português

Colombo Era Português?

Agora dizem que sim num novo livro O Mistério Colombo Revelado



«(...) este livro de Manuel Rosa e Eric Steele (...) vem confirmar que, qualquer que seja o seu verdadeiro nome, é a origem nobre portuguesa que melhor explica as enigmáticas contradições em torno da vida de Colon.»

José Rodrigues dos Santos
In «Prefácio»

Relação dos Capítulos do livro:

I – O Homem, o Mito, a Missão
II – O Estado das Relações Entre os Estados
III – A Era das Descobertas Faz-se ao Mar
IV – Super Segredos de Marinheiros
V – Duplicidades, Inverdades e Falsidades
VI – O Rei e os Peões: Espião versus Espião
VII – Monges Militares Medievais
VIII – Cristo-Vam Colon: Membro que vai por Cristo
IX – O Tesouro e a Traição
X – Don Cristoval Colon «o Português»
XI – A Pavia e o S. Fernando Portugueses
XII – Os Mistérios do Prior Dom Tivisco
XIII – O Último Rebento de Henrique
XIV – Rastos de Sangue
XV – Nom de Guerre
XVI – Dar a Cara
XVII – Às Armas
XVIII – Colon: O Religioso e Ardiloso
XIX – A Fábula do Colombo Italiano
XX – Revelações Eminentes
Apêndice
Embaixadas de D. João II
Cartas de Toscanelli
«Desastre da Santa Maria»
Capitulaciones de Santa Fe
Codicil de Juanoto Berardi
Juramento de como Cuba era terra firme
Carta do Doctor Monetarius (Jeronimo Münzer)
Audiência com os Reis Católicos
- - - - - - - -