domingo, março 18, 2007

Mais presunções mal fundadas na PH Colombina


Embora passe já umas semanas que comentei por email ao Blog da PH Colombina não vejo que eles adicionaram o meu comentário sobre as falácias que escreveram por isso vejo-me forçado a defender-me aqui.


No Quinta-feira, 8 de Março de 2007 São Cristóvão Colombo, e o Santo Graal na Cuba do Alentejo.
Escreveu o Sr. Português Racional que:
"O sr. Manuel Rosa, como sabemos, dizia ter estudado quinze anos a temática colombina, depois por ele próprio rectificados para quatorze nas páginas deste nosso blogue o ano passado, e, finalmente, aqui mesmo confessando em momento de franqueza expansiva terem sido apenas treze os anos consagrados a esse esforço, voltando agora no entanto a publicamente referir, impávido sempre, decerto em boa fé, os famigerados quinze anos (3) demasiado incompletos a nosso ver,...."

Se o P.R. interpreta história da mesma má forma que interpretou o que eu disse náo é estranho que esteja a escrever o que escreve tanto sobre mim como sobre o Almirante Colon.

O que eu disse foi que levei os primeiros 12 ou 13 anos a investigar para provar que o Almirante Colon foi a mesma pessoa que o tecelão Cristoforo Colombo e que depois de tanto tempo sem poder provar que eram os dois a mesma pessoa e especilamente depois de eu ter provado que o Testamento de 1498 era uma falsificção comecei a investigar se podia ou não ser Português e levei os ultimos anos a investigar a portugalidade do Almirante.

Conclui que deveras a história do descobridor das Américas tinha mais elementos de um Português do que de um tecedor de lã da Génova.

Não entendo qual é a confusão do P.R., foram 15 anos de investigação, comecei em 1991 e o livro saiu em 2006. Faça as contas. Agora se foi 12 anos 12,5 ou 13 anos para conseguir chegar ao ponto aonde que via claramente que o Almirante não era o Cristoforo Colombo não tem importância. Cheguei a esse ponto e depois provei-o com a falsificação do Testamento que foi em 2004.
Sendo o testamento de 1498 o unico documento que ligava o Almirante a Génova fica a tese de um genovês a bolir no vento porque não há mais nenhum documento que ligue o Almirante a Génova. Existem só palavras de terceiros sem provas documentais que o Almirante foi o mesmo Cristoforo Colombo.

Depois o P. R. escreve:
"o sr. Rosa sempre deliberadamente ocultou, nos dois últimos anos em que o lemos quase diariamente, as várias teses anti-puristas italianas de que já em tempos nos ocupámos, e que revêm à luz documental a génese italiana de Colombo, considerada cronologicamente incompatível com a do Cristóvão Colombo tecelão... Ora esses estudos históricos italianos anti-puristas têm já vários anos, e estão amplamente divulgados, até na Rede, e não cremos portanto que o sr. Rosa saisse a terreiro na "Ibéria", (10) como gosta de dizer, sem deles ter conhecimento..."

Cheio de fantasias está esse P.R. agora já adivinha o que eu li ou não li.
Sr P.R., o Sr. Rosa não ocultou nada. Até porque o Sr. Rosa nunca leu nada sobre uma tese
anti-purista italiana antes de ver-la no Blog da PH Colombina.
O que eu fiz inicialmente foi ler aquelas obras que me ajudavam a provar a tese do tecedor de lã e por isso não me dei ao trabalho de ler obras de outras teses que não serviam para provar a "tese oficial".
Pois isto pode vir a ser uma grande surpresa para o P.R., mas não existem só 1000 livros sobre o Almirante Colon no mundo e eu li mais de 1000 livros mas não foram todos eles sobre o Almirante foram também sobre a história do mundo, de Portugal, de Espanha, de França e sobre as ciências e humanidades. Mesmo se eu tivesse lido estes 1000 somente sobre Cristóvão Colon não quer dizer que iria ler algun sobre uma tese anti-purista genovesa que deixa a abanar no vento os mesmos problemas da vida portuguesa do Almirante que não se consegue explicar se ele não foi um Português.

Eu estudei a tese que era aceite mundialmente, aquela de um tecedor de lã Cristoforo Colombo, filho de Domenico Colombo os quais são aceites pela maioria dos historiadores do mundo e sustentados por uns 100 documentos em Génova e foi essa tese que eu tentei provar ser correcta antes de começar a considerar que o Almirante mais provavelmente foi um Português.
E quanto mais se vê mais se prova que a tese oficial genovesa não tem mais pernas para andar e que um nobre Português encaixa perfeitamente na história do Almirante Colon.


BOBADILLA - FARSA E FRAUDE

Bobadilla – farsa e fraude


O Pseudo História Colombina publicou recentemente um artigo assinado pelo Sr. Coelho, onde se repetem as listas das já muito conhecidas e sempre refutadas provas documentais sobre a ligação entre o tecelão Cristoforo Colombo e o Almirante Don Cristobal Colón.
Como é sabido, as refutações apontam a falsidade ou a inconsistência daquelas pretensas provas.
Por esse motivo, não vamos, no âmbito deste artigo, voltar a falar sobre os documentos notariais de Génova referentes à família do tecelão Domenico Colombo, o opúsculo de Gallo, as crónicas de Giustinniani, etc.
Devido à novíssima entrada de um novo documento nesse rol, “O Julgamento de Bobadilla”, é sobre este que fazer incidir esta nossa análise.
Começamos então por transcrever um excerto do artigo do Sr. Coelho:

«A discussão sobre a origem plebeia e mecânica de Cristóvão Colombo foi enriquecida recentemente com a publicação da investigação de Bobadilla (1500), que conduziria à destituição do almirante. No âmbito dessa investigação foram interrogadas 22 testemunhas, a maior parte das quais são bem conhecidos através de outras fontes da época. Segundo três das testemunhas (Juan de Salaya, Rodrigo Pérez e Francisco de Sesé), uma ou duas mulheres foram severamente castigadas por afirmarem que Colombo era "de baxa suerte" e "de linaje de texedores".De notar que uma das testemunhas (precisamente o lugar-tenente Rodrigo Pérez) afirmou que esse episódio se havia passado 5 anos antes, ou seja por volta de 1495-1496. Mas, por outro lado, Gallo escreveu em 1499, portanto antes de Bobadilla começar as suas investigações. Ou seja, temos a mesma informação a circular, documentadamente e de forma independente, em ambos os lados do Atlântico desde 1495-1499.»

Segundo a nossa interpretação, Francisco de Bobadilla foi enviado à Hispaniola pelos Reis Católicos com a clara missão de destituir o Almirante Don Cristóbal Colón dos seus cargos, precisamente quando os reis se deram conta que tinham caído na manobra do rei D. João II de Portugal, executada através do fidalgo português infiltrado em Castela com o nome de Cristóvão Colon.
O julgamento a que Bobadilla submeteu o Almirante e seus irmãos foi uma verdadeira FARSA, onde não faltaram colonos dispostos a testemunhar sobre o mau carácter de Colon. E um dos motivos que provocavam a ira do Almirante era precisamente que se afirmasse a sua baixa classe e a sua origem numa família de tecedores. Coincidência das coincidências, 15 anos após a sua chegada a Castela, oito anos após a primeira viagem e se ter tornado Almirante, obviamente sem nunca ter ouvido falar na crónica de Gallo, aquelas testemunhas a milhares de quilómetros da Europa, já tinham ouvido falar que Don Cristóbal Colón seria de baixa classe. Obviamente sem terem sido instruídas por Bobadilla para prestar essas declarações.
É nisso que alguns “acreditam”.
E depois exultam, porque, segundo uma das testemunhas, uma ou duas mulheres tinham sido severamente castigadas e tinham-lhes sido cortadas as línguas, em 1495-96, ou seja 5 anos antes da crónica de Gallo.
Perante este testemunho não haveria dúvidas; mesmo antes de Gallo o escrever, já os colonos da Hispaniola sabiam que o Almirante era de baixa classe.
Se já antes tínhamos dito que o julgamento efectuado por Bobadilla foi uma farsa, dizemos agora que foi também uma FRAUDE.
Para o confirmar, recorremos aos próprios autores que defendem a tese genovista (normalmente não são fiáveis nos aspectos essenciais, mas como se trata de um aspecto aparentemente inócuo, não vemos razão para desconfiar).
Citamos, p. ex., Felipe Fernandez-Armesto, “Cristóvão Colombo” ou Enzo Orlandi, “A vida e a época de Cristóvão Colombo”:
«…consentem (os Reis Católicos) por fim, em aprestar-lhe oito navios, escolhendo com minúcia as tripulações, correspondentes às exigências previstas: 20 marinheiros, 30 moços, 40 proprietários de terras, 50 camponeses, 10 hortelãos, 100 soldados e trabalhadores, 10 artesãos, 20 especialistas em trabalhos de ouro e, por fim, 30 mulheres, as primeiras a serem enviadas para o Novo Mundo. A Niña e a Índia levantam ferro em 23 de Janeiro de 1498…(os outros 6 navios partem em 30 de Maio)»

Portanto, se o testemunho de Rodrigo Pérez foi aceite por Bobadilla, o julgamento foi uma FRAUDE, pois em 1495-96 não havia ainda nenhuma mulher europeia no Novo Mundo, e Don Cristóbal Colón nunca poderia castigar severamente e cortar a língua a alguém que lá não estava.

Carlos Calado – 18 de Março

sábado, março 10, 2007

UM DITADO POPULAR

UM DITADO POPULAR:
APANHA-SE MAIS DEPRESSA UM MENTIROSO QUE UM COXO
Outro ditado popular: Não vale a pena gastar muita cera com tão ruim defunto
Carlos Calado – 10 de Março 2007

Excerto do Blog Pseudo História Colombina (salientados nossos)
8 de Março 2007
Autor: P.R.
SÃO CRISTÓVÃO COLOMBO, E O SANTO GRAAL NA CUBA DO ALENTEJO
…O preconceito, obviamente, parece encontrar-se sim em quem nos acusa, ao escrever "...Esta tese do Colombo “não necessariamente tecelão” foi, como se esperava, iniciada por um genovês de nome Vittorio Giunciuglio, simples operário reformado que escolheu a história como hobby. Claramente um distintíssimo membro da comunidade científica tantas vezes invocada como júri da verdade. É esta tese perfilhada pelo pseudo blog..." (1).
Ora nós nunca tínhamos sequer ouvido falar em tal nome, que nos recordou o da gentil Gigliola Cinquetti dos anos sessenta pela dificuldade da sua pronunciação. …


Excerto do Blog Pseudo História Colombina (salientados nossos)
20 de Janeiro 2007
Autor: P.R.
UMA VISÃO ITALIANA DA HISTÓRIA DE GÉNOVA EM QUATROCENTOS – COM SUBSÍDIO PARA O PROBLEMA DA CONCRETA NATURALIDADE INTRA-ITALIANA DE COLOMBO

…É nesta perspectiva que se compreende o estabelecimento em Lisboa dos Colombos, segundo Giunciuglo (2): tendo tido o porto de Lisboa um enorme desenvolvimento comercial com o trânsito marítimo de bens de consumo novos oriundos das feitorias portuguesas na Costa da Guiné (9), atraiu o interesse dos banqueiros genoveses e placentinos, que nele se vieram estabelecer. Cerca de 1471, refere ainda Giunciuglo, sabemos pelas fontes portuguesas que chegaram à capital portuguesa os irmãos Bartolomeu e Cristóvão Colombo. E entrando nós agora no ponto das muitas confusões que se tem feito ao longo do tempo sobre o problema da naturalidade do posteriormente famigerado Cristóvão - estes irmãos, dispondo embora de um passaporte da República de Génova, não seriam exactamente genoveses, senão grosso modo, mas, sim, placentinos.Ignorando agora, por despiciendas ao ponto, as considerações desta última obra sobre um possível sangue hebreu que ali se crê poder estar presente nas veias de Colombo, passaremos a referir a tese que dentro dela nos interessa. Um esclarecimento viável, lógico, eventualmente possível, e que ajuda a equacionar a tão propalada e confusa questão da naturalidade intra-italiana dos dois irmãos Colombo estabelecidos em Portugal. Irmãos aqui aventados como originários de Placência, cidade que se situa junto a Pavia, a mesma Pavia aonde o filho do condottiero marítimo, Fernando Colombo, nos relata que seu pai havia estudado. Placência, que sabemos também ser a terra italiana de origem dos Pallastrelli, depois Perestrelo, a própria família aonde em Portugal viria a casar Cristóvão Colombo. Assim, esclarece-nos ainda Giunciuglo que nos anos setenta do sc. XV uma fasquia da província de Placência (3) pertencia à Ligúria da República de Génova, cuja fronteira ia até à localidade de Bobbio, cujo “podestá” (4) seria genovês. Isto terá implicado que a todos os italianos naturais da pequena região placentina sita entre Bobbio e Ottone (5) fossem então passados passaportes da República de Génova, enquanto que aos restantes placentinos, a maioria deles, era dado passaporte do ducado de Milão, a que pertenciam por obediência. No Portugal quatrocentista, consequentemente, os placentinos com passaporte de Milão seriam chamados de milaneses, enquanto que os placentinos de Bobbio, com passaporte da República, seriam ditos genoveses.Seguiremos este assunto quando nos for possível._________________
1) Cf. Vitale, Vito, “La cultura dei mercanti genovesi e Cristoforo Colombo”, op. cit. net.
2) Cf. Giunciuglio, Vittorio, "Un ebreo chiamato Cristoforo Colombo" , op. cit net.
3) Piacenza, em italiano.
4) Desde o final da Idade Média, nome dado ao representante do Imperador em certas cidades italianas. O potestade era ali o chefe da magistratura local, mas com poderes administrativos igualmente.
5) O autor defende naturalmente que os Colombos do navegador estariam incluidos neste caso….

terça-feira, março 06, 2007

O SEU A SEU DONO

O SEU A SEU DONO

Sub-repticiamente, como é seu timbre, o Pseudo Colombina publicou em 1 de Maio um enigmático “post” intitulado «Alucinações» constituído apenas por uma frase: Haverá prosa mais alucinada? com uma pequena ilustração, quiçá introspectiva dos seus temores.
Sintomaticamente, a explicação para o post está escondida nos comentários ao mesmo, todos da autoria de P.R., as mesmas iniciais que também correspondem a um dos autores do Pseudo Colombina.
Revendo o nosso artigo “A prova final: 2 em 1” que tanto perturbou o Pseudo Colombina, reconhecemos as suas razões. Referenciámos a teoria do Colombo “não necessariamente tecelão” agora adoptada pelo Pseudo Colombina, referenciámos o seu autor genovês Vittorio Giunciuglio, mas faltou-nos atribuir, naturalmente em grandes parangonas, os devidos créditos ao Pseudo Colombina, que já em posts anteriores (18 Jan, 20 Jan e 7 Fev) se socorreu deste autor e da sua teoria do Colombo não tecelão, hebreu, natural de Piacenza, para se tentar libertar das permanentes críticas sobre as incongruências do Colombo genovês.
Este Colombo, pertence, por direito, porque foi o primeiro a encontrá-lo naqueles consagrados autores, ao Pseudo Colombina. Teçam-se loas!
O seu a seu dono!

Carlos Calado, 6 Março 2007

quinta-feira, março 01, 2007

A PROVA FINAL - 2 EM 1

A PROVA FINAL – 2 EM 1

O pseudo blog da história colombina apresentou uma prova final que vem revolucionar toda a história da humanidade.

Enquanto alguns membros da comunidade científica (tantas vezes invocada para justificar a manutenção do status quo sobre “Colombo genovês”), juntamente com participantes convidados reunidos na Sociedade de Geografia de Lisboa, ouviam exposições e debatiam as questões da “Relevância ou não relevância da nacionalidade de Colombo” e “A portugalidade de Cristóvão Colon”, os fautores do pseudo blog, optavam por não se expôr e ficaram a trabalhar afanosamente na sombra, de forma a poderem apresentar aos seus leitores e ao mundo a prova final que abarca, qual 2 em 1, os dois maiores mistérios da história da humanidade.

Inspirados pela nóvel tese que agora defendem, depois de caído em desgraça o Colombo tecelão genovês, por manifesta insustentabilidade, os autores do pseudo blog esmeraram-se na procura, dentro dos baús das frustações, de provas concretas sobre a origem do Colombo hebreu, o tal “não necessariamente tecelão”.
Esta tese do Colombo “não necessariamente tecelão” foi, como se esperava, iniciada por um genovês de nome Vittorio Giunciuglio, simples operário reformado que escolheu a história como hobby. Claramente um distintíssimo membro da comunidade científica tantas vezes invocada como júri da verdade.
É esta tese perfilhada pelo pseudo blog que sustenta ter sido Colombo um enviado do Papa Inocêncio VIII, qual último templário. Este Papa Inocêncio era da família Cybo. Daí, muito obviamente, o nome dado à ilha de Cuba, concluiu aquela tese. Cuba porque o Papa era Cybo, e Cybo salta à vista que é o mesmo que cubo e cubo é, concomitantemente, o masculino de cuba.
Faltava apenas a demonstração que Colombo era hebreu.
Isso conseguiu agora o pseudo blog.
Sob o título “A prova final”, o pseudo blog mostra a evidência:
afinal, a romã, símbolo que, num grupo de três, dispostas em triângulo, um ignorante armado em “investigador” viu poder associar o Almirante Don Cristóbal Colón à vila de Cuba e ao seu Paço do Duque de Beja, está, individualmente, associada ao Colombo hebreu.
Com foto e tudo, o pseudo blog, mostra-nos o menino hebreu, ao colo de sua mãe, segurando na mão a simples romã.
De uma assentada, o pseudo blog resolveu os dois maiores enigmas da história da humanidade. Colombo era aquele menino hebreu.
Aleluia !

Carlos Calado
1 Março 2007

domingo, fevereiro 25, 2007

Como o positivismo da PH-Colombina é negativismo

De novo no blog da Pseudo-História Colombina mostram-se preocupados com os documentos. Isto talvez seja resultado do historiador Jorge C. Jesus Silva ter verificado que estamos correctos sobre a falsificação do Testamento de 1498.
Como este documento já não serve para ligar o
Colombo da Itália ao Colon da Ibéria o
João C. da Silva de Jesus começa agora a querer ver documentos.
Pois somos nós que estivemos insistindo já por anos em perguntar:
"Aonde estão os documentos que ligam o Almirante Colon ao tecedor Colombo?"

Parece que finalemnte o Sr. João entende que não existem documentos para a tese genevesa.

Não duvido que este historiador tenha boa fé no que fáz como o artigo que ele escreveu aqui "
História, Pseudo-História e Romance Histórico" contem boa lógica.
Mas a infeliz situação que temos com a falta de documentos faz com qu
e os historiadores escrevam o que pareçe ser verdade quando não o pode ser.
Foi assim que tentaram forçar por 500 anos o Colombo tecedor de lã Italiano a ser o mesmo Colon nobre na ibéria.

O

"Sábado, 24 de Fevereiro de 2007
Cristóvão Colombo – de volta ao positivismo

Chegou a altura de se pôr de lado as picardias e começar a analisar seriamente a ideia de ser Cristóvão Colombo português. Por isso tem de se começar pelo princípio e ver o que dizem as fontes.

1.º Qual é o documento que diz ser Cristóvão Colombo natural de Colos?

2.º Qual é o documento que diz ser Cristóvão Colombo natural de Cuba?

3.º Qual é o documento que diz ter Cristóvão Colombo a naturalidade portuguesa?

4.º Qual é o documento que diz o nome dos pais de Cristóvão Colombo?

5.º Qual é o documento que diz ter Cristóvão Colombo casado com Filipa Moniz?
6.º Qual é o documento que diz ser Cristóvão Colombo parente da família real portuguesa?

7.º Qual é o documento que diz que Cristóvão Colombo não é Cristóvão Colombo?

8.º Qual é o documento que dá a chave de decifração da putativa assinatura críptica de Cristóvão Colombo?

9.º Qual é o documento que diz ter estado Cristóvão Colombo ao serviço do Rei de Portugal?

10.º Qual é o documento que diz ser Cristóvão Colombo um agente secreto?


Mais perguntas ficam para já por fazer e outras far-se-ão posteriormente na sequência e decorrentes das presentes. Avisa-se que a ausência de resposta a estas perguntas deitam por terra qualquer possibilidade de se afirmar ser Cristóvão Colombo português, parente da família real e agente secreto. Chama-se, também, a atenção que por documento se quer designar o que os historiadores denominam de fonte primária. às 18:01"

Vou agora responder ás perguntas que o Sr. João fez mas que não pode responder:

1. Aparentemente não é fácil conseguir decifrar entre ideias, teses, e provas. Já que a tese genovesa falta pernas para andar não quer dizer que todas as outras teses são viáveis. Outro erro do Sr. João é insistir em chamar o Almirante Colon pelo nome do tecedor Colombo. E eu nunca disse que Colon era de Colos nem é preciso de ser de Colos para ser-se Português.
2. Não há nenhum documento que diz que Colombo ou Colon foram de Cuba.
3. O documento que afirma a naturalidade portuguesa do descobridor da América é a folha de contas do livro de Pedro de Toledo em 1486.
4. Não há nenhum documento que mostra os pais do Almirante Colon.
5. É esta pergunta muita interessante porque o Sr. João não sabe das referências á esposa e aos cunhados de C. Colon. Filipa Moniz está mencionada como mãe no Testamento do filho Don Diego Colon. Depois para coraborar este documento está mencionada como esposa na História del Almirante, Pedro Correia é mencionado como cunhado do Almirante, Violante Moniz é mencionada como cunhada e o sogro é mencionado como capitão de Porto Santo. Depois em 1508 o 2º Capitão de Porto Santo está em Sevilha com o seu sobrinho e o frade Cristóvão Moniz é mencionado como tio de Don Diego Colon. (Parece que esta está bem esclarecida)

6. Por casamento Cristóvão Colon era parente da Casa Real Portuguesa. Era tio do Marquês e Montemor D. João de Bragança que era sangue real.
7. Não existe um documento da época (1476-1506) que diga que Cristóvão Colombo era a mesma pessoa que Cristõvão Colon.
8. Não há uma decifração da sigla que possa ser provada correcta até hoje. Isto não quer dizer que não foi decifrada correcta mas que não há uma forma de o pode provar.
O Sr. João está á liberdade de fazer um atento a decifrar-la.
9. A Carta do Rei D. João II de 1488 é clara em dizer que aquele Xpoval Colon, "Nosso especial amigo em Sevilha" estava a seu serviço.
10. Este não é um documento é um livro. É "O Mistério Colombo Revelado"

Esperamos que o Sr. João C. da Silva de Jesus possa dormir agora descansado tendo respostas ás perguntas que sabemos andam a rodar na sua mente.

- Manuel Rosa


Conferência de Cuba Fevereiro 23 de 2007



Durante a conferência na Cuba, o engenheiro Carlos Calado (foto á esquerda) apresentou uma interessante descoberta sua que pode vir a ter uma certa importãncia para a identidade do descobridor das Américas.
Carlos Calado apresentou uma imagem da porta do antigo Paço Ducal do Duque de Beja, paço esse que era do Infante D. Fernando, 2º Duque de Viseu.

Naquela imagem podia-se ver três romãs em triângulo curtadas tal como é usado na Maçonaria hoje.
Como já mostrámos no livro, o manto de Cristóvão Colon na pintura "Virgen de los Navegantes" em Sevilha é composto por um padrão de três romãs em triângulo cortadas tal como o desenho nesta porta do paço.

Mais uma pista que mostra ter sido Cristóvão Colon filho do Duque do Paço de Cuba?
Está para ser provado. Mas é algo que merece de ser melhor investigado.


São esforços como este do engenheiro Carlos Calado que podem vir trazer á luz um dado ainda descohecido e que possa abrir o mistério uma vez para sempre.

O historiador Manuel Rosa (foto é direita) falou sobre Colon, Portugal e a estratégia de D. João II.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

23 FEVEREIRO, NA CUBA

CONFERÊNCIA SOBRE CRISTÓVÃO COLON

CUBA, 23 DE FEVEREIRO 2007
21 Horas, Biblioteca Municipal

- Introdução ao tema

- O historiador Manuel Rosa apresentará o seu livro "O mistério Colombo revelado" e fará uma palestra intitulada
«Colombo, Portugal e a Estratégia Secreta de D. João II»

- O Engº Carlos Calado fará uma palestra intitulada
«Cuba- terra de Colon: a prova Real»
com apresentação de provas sobre a ligação entre o Almirante Cristóvão Colon e a vila de Cuba.

A Biblioteca Municipal de Cuba foi construída no local onde antigamente existiu um lagar de azeite.
O azeite vem ao de cima.
A verdade também!

sábado, fevereiro 10, 2007

ENXERTO E PODA

ENXERTO E PODA

Escolha-se um bom exemplar da planta receptora, com excelentes raízes, fortes e profundas, um caule bastante erecto e abundante ramagem.
Para o efeito pretendido, a planta receptora será da espécie “Colonus cubensis”.
Com uma faca ou lâmina bem afiada corte-se o caule alguns centímetros acima do solo, segurando bem pela ramagem. O corte deve ser horizontal e feito com um único golpe. O restante caule removido com toda a ramagem deve ser cuidadosamente enterrado, sem deixar nenhuma folha ou vestígio à vista.
Seguidamente faça-se no troço de caule que ficou uma incisão ou golpe vertical, até ao nível do solo, afastando as duas metades para que possa ser alojada a planta a enxertar.
Para o efeito pretendido, a planta a enxertar é do tipo “Tecelonis genovensis”, sem quaisquer raízes, caule fraco, mas bastante ramagem. Este caule apara-se em forma de cunha e introduz-se entre as duas metades do caule receptor. Enrola-se um cordel forte a toda a volta, de forma que fique completamente invisível o troço de caule da “Colonus cubensis”.
Finda a operação, deve colocar-se uma etiqueta com a designação que se escolheu para esta variedade artificial: “Colombus italianis”, preferencialmente daquelas resistentes aos roedores e aos factores climáticos. Um dos fabricantes de etiquetas mais recomendados é a empresa “Rupina & Seguidores”, com gravação manual das inscrições. Esta empresa goza de enorme prestígio por ter sido, em tempos, fornecedora oficial do Reino.
Ao fim de poucos anos as plantas desta variedade artificial darão frutos que podem ser comercializados sem qualquer receio de identificação com a espécie original em que se produziu o enxerto.
Em condições favoráveis produzirá frutos durante mais de 500 anos, com os consequentes benefícios para os detentores da marca “Colombus italianis”, se tiverem o cuidado de registar-se como produtores certificados.
Pode acontecer que, após 4 séculos, se comecem a notar indícios da planta original. Nesse caso recomenda-se que se protejam todas as plantas com uma cobertura resistente, colocada sobre o terreno, evitando que se vejam as raízes. Existem alguns fabricantes portugueses destas coberturas resistentes. O mais conhecido é o grupo “VGM & Acólitos”, mas também há um fabricante recente bastante empreendedor – “PHC & Aduladores”. Estas coberturas asseguram protecção contra os primeiros ataques às plantas e chegam a durar 100 anos.
A partir dos 500 anos a ramagem da “Colombus italianis” começa a tornar-se mais vulnerável. São especialmente perigosos os efeitos que sobre ela produzem os herbicidas mais fortes, como o “Misterox Reveladox”.
Experiências científicas recentes demonstram que a conjugação dos princípios activos deste potente herbicida com as características de persistência do herbicida “Amigox Cubax” produzem efeitos irreversíveis nas plantas “Colombus italianis”.
As doses deste novo herbicida de síntese, designado por “Colombonovox”, são praticamente letais.
Por agora, o único remédio conhecido para tentar salvar a “Colombus italianis” está a ser desenvolvido pela mesma empresa que fabrica as coberturas, a “PHC & Aduladores”.
Basicamente consiste em eliminar selectivamente os ramos atacados que vão definhando. A extirpação ou poda destes ramos inicia-se normalmente pelo “tecelorum”, depois o “parlatum”, seguidamente o “casamentum” e por fim o “pater” e o “familium”. Complementarmente a “PHC & Aduladores” recomenda a aplicação de ramagem artificial pelo método de colagem. Já existem ramos artificiais “nobilitex” e “piacenzex” que permitem disfarçar, mas apenas por algumas semanas, a exposição total da variedade original, a “Colonus cubensis”, que acabará por ressurgir em todo o seu esplendor.

Carlos Calado – Amigos da Cuba, 10 Fev 2007

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

RTP Açores, Conversa Aberta, 5 de Fevereiro de 2007

Hoje no RTP Açores vai sair uma entrevista de 30 minutos comigo na RTP deve dar aí também.

no Programa Conversa Aberta ás 9 horas. Ver o "link":

Carrega no "link" Conversa Aberta.

domingo, fevereiro 04, 2007

A família de Colombo / A família de Colon


A família de Colombo

Os pais de Cristoforo Colombo foram Domenico Colombo e Susanna Fontanarossa.
Domenico Colombo era um tecelão genovês de Vila Quinto, arrabalde da cidade. Filho do tecelão Giovanni Colombo Canajole, do lugarejo de Moconesi, irmão do tecelão António Colombo, de Vila Quinto e seus filhos foram também tecelões.
Susanna Fontanarossa, do lugarejo de Benzano, era filha de Giácomo Fontanarossa, tecelão de Benzano. Pouco se sabe de Susanna, presumindo-se que se dedicava à lida da casa, a cuidar dos filhos e a ajudar o marido a cardar e tecer as lãs. Ao casar com Domenico levou como dote algumas pequenas propriedades que foram sendo vendidas para ajudar o casal nas suas permanentes dificuldades.
Temos portanto que os avós de Cristoforo Colombo, quer pelo lado paterno quer pelo lado materno, eram tecelões – actividade tradicional da família.
Tal seria a sua importância que Domenico foi representante da sua comunidade numa visita oficial a Savona.
Os tecelões de Génova usavam estandarte próprio, o qual terá servido depois para Cristoforo incluir no brasão que foi concedido pelos Reis de Espanha ao Almirante Don Cristobal Colon como armas da nobreza que já tinha de sua família.
Pelo lado paterno, os tios de Cristoforo eram António Colombo e Baptistina; pelo lado materno regista-se Coagino Fontanarossa.
Conhece-se o nome de um tio-avô paterno, Luce Colombo Canajole.
Os irmãos de Cristoforo eram Giovanni Pelegrino, Bartolomeu, Giácomo e Bianchinetta.
Bartolomeu terá acompanhado o irmão quando este deixou a sua pátria. Giovanni deve ter falecido quando Cristoforo ainda vivia com os pais, Bianchinetta casou-se com o queijeiro Giácomo Vavarello, de quem teve um filho – Pantaleone Vavarello.
De Giácomo nada se sabe, pois o outro irmão que acompanhava o genovês Colombo na sua pretensa transfiguração no Almirante Don Cristobal Colón chamava-se Diego.
Como primos de Cristoforo registam-se os seguintes filhos da António Colombo: Doménico, Benedicto, Tomazzo, Mateo, Amigeto e Giovanni.
Desconhece-se quais as suas actividades, mas o nome de três deles surge numa acta de 1496 em que decidem que o mais novo, Giovanni, iria em busca de “Cristoforo Colombo, Almirante do Rei de Espanha” para cobrar uma dívida, pagando as despesas em partes iguais e dividindo o que fosse recebido em partes também iguais.
Apenas se registam mais dois membros da família de Cristoforo Colombo: Giovanni e Paolino, filhos do seu tio-avô Luce Colombo Canajole e portanto ainda seus primos em segundo grau.


A família de Colon

Os pais de Cristóvão Colon (Salvador Fernandes Zarco) foram o Infante D. Fernando - Duque de Beja e Viseu e Dª Isabel Zarco (Câmara).
O Infante D. Fernando era filho do Rei de Portugal - D. Duarte (casado com Dª Leonor – Infanta de Aragão), era irmão de outro Rei de Portugal - D. Afonso V e ainda foi pai de outro Rei de Portugal – D. Manuel I.
Será um caso sem paralelo na história: filho, irmão e pai de Reis de Portugal.
Dª Isabel Zarco era filha do navegador e descobridor João Gonçalves Zarco, Capitão-donatário da Madeira, nobilitado com o sobrenome de Câmara, que adoptou como nome de família, casado com Dª Constança Roiz de Sá (descendente da família italiana Sciarra-Colonna).
Temos portanto que os avós de Cristóvão Colon, pelo lado paterno, eram os Reis de Portugal e pelo lado materno seu avô era um ilustre navegador dos Descobrimentos, nobilitado pelo Rei por indicação do Infante D. Henrique.

Os Reis de Portugal têm as suas origens familiares mais remotas desde a Fundação do Condado Portucalense pelo Conde D. Henrique de Borgonha. Do brasão de armas da casa de Borgonha recortou Don Cristóbal Colón um quartel que usou no novo brasão atribuído pelos Reis de Espanha.
Pelo lado paterno, os tios de Cristóvão eram o Rei de Portugal – D. Afonso V, Dª Leonor – Imperatriz do Sacro Império Romano-Germânico pelo seu casamento com Frederico III, Dª Joana – rainha de Castela pelo seu casamento com Henrique IV, e os infantes João, Filipa, Duarte e Catarina.
Pelo lado materno, os tios de Cristóvão Colon eram João Gonçalves da Câmara – 2º Capitão-donatário da Madeira, Rui G. da Câmara, Garcia G. da Câmara, Helena G. da Câmara (casou com o fidalgo Martim Mendes Vasconcellos), Beatriz G. da Câmara (casou com o fidalgo Diogo Cabral), e Catarina G. da Câmara (casou com o fidalgo Garcia Homem de Sousa).
A mãe de Cristóvão Colon, após a ligação com o Duque de Beja, veio também a casar na Madeira com o fidalgo Diogo Afonso de Aguiar.
Foi o Rei D. Afonso V que decidiu enviar a João Gonçalves Zarco estes quatro fidalgos para casarem com suas filhas.
Os tios-avô paternos de Cristóvão ficaram conhecidos na História de Portugal como a Ínclita geração: os Infantes D. Henrique “o Navegador” - Mestre da Ordem de Cristo, D. Fernando “o Santo” - Mestre da Ordem de Avis, D. João - Mestre da Ordem de Santiago, D. Pedro - regente do Reino e Duque de Coimbra e Dª Isabel – Duquesa de Borgonha pelo seu casamento com Filipe “o Bom”.
Os irmãos e meio-irmãos de Cristóvão Colon foram Dª Leonor – Rainha de Portugal pelo seu casamento com o Rei D. João II, D. Manuel I – Rei de Portugal, D. João – 2º Duque de Beja, D. Diogo – 3º Duque de Beja, Dª Isabel – Duquesa de Bragança pelo seu casamento com D. Fernando, os infantes Catarina, Dinis, Duarte e Simão, e os navegadores Bartolomeu e Diogo Colon, seus companheiros nas viagens às Américas.
Como primos de Cristóvão assinalamos apenas os mais destacados: D. João II – Rei de Portugal (filho de D. Afonso V), Maximiliano I – Imperador do Sacro Império Romano-Germânico (filho de Dª Leonor) e Dª Joana “a Excelente Senhora” (filha de Dª Joana) que veio a casar com o Rei D. Afonso V de Portugal e foi preterida na sucessão ao trono de Castela em favor de Isabel “a Católica”.
De entre a vastíssima e ilustre família de Cristóvão Colon salientamos apenas três dos seus primos em 2º grau: D. Pedro – Condestável de Portugal, Mestre de Avis e Rei de Aragão; D. João – Príncipe de Chipre pelo casamento com a Rainha Carlota de Lusignan (ambos filhos do Infante D. Pedro – Regente do Reino e Duque de Coimbra), e Dª Isabel “a Louca” (filha do Infante D. João – Mestre de Santiago) - Rainha de Castela pelo casamento com o Rei D. João II de Castela (foram pais da Rainha Isabel “a Católica”, pelo que esta era prima em 3º grau de Cristóvão Colon).

Fontes:
Cristóvão Colombo, Almirante do Mar Oceano – Samuel Eliot Morison
História de Portugal – A. H. de Oliveira Marques
“Colombo” Português, provas documentais – Mascarenhas Barreto

Nobiliário da Ilha da Madeira - Henrique Henriques de Noronha (www)
O Mistério Colombo revelado - Manuel da Silva Rosa

Carlos Calado - Amigos da Cuba

domingo, janeiro 28, 2007

O pai de Colombo / O pai de Colon

O pai de Colombo

De seu nome Domenico Colombo, era um modesto tecelão de lãs, um plebeu, como o designou António Gallo, chanceler do Banco de S. Jorge de Génova.
Os seus pais já tinham sido tecelões e Domenico seguiu, muito naturalmente, a actividade que estava ao seu alcance.
Terá nascido por volta de 1418, e quando tinha 11 anos, o seu pai Giovanni Colombo Canajole, colocou-o como aprendiz de tecelão numa oficina.
Aos 22 anos alugou casa às portas da cidade de Génova, indiciando que se terá casado nessa ocasião com Susanna Fontanarossa, que era, também ela, filha de tecelões.
Deste casamento nasceram-lhes cinco filhos: Cristoforo, Giovanni, Bartolomeu, Giacomo e Bianchinetta.
A vida não era nada fácil para o casal Colombo e a actividade caseira de tecelões não lhes permitia angariar o suficiente para o sustento familiar, levando-os a mudar para uma outra casa, noutro local igualmente situado junto às portas da cidade.
Mesmo assim, não conseguiram pagar ao senhorio (o Mosteiro de Santo Estêvão) as rendas do ano de 1456.
E as condições devem ter piorado bastante alguns anos depois, já que em 1460 também não pagaram as rendas pelo que Domenico se viu forçado a contrair várias dívidas no período que decorreu até 1464.
Algumas pequenas propriedades do casal, recebidas como dote de casamento de Susanna, foram sendo vendidas, certamente para satisfazer as dívidas perante os credores.
Apesar disso, Domenico não teve outro remédio senão mudar de vida e de residência, deslocando-se para Savona, a mais de 50 km, em 1470, onde se estabeleceu como taberneiro.
Os credores atormentam-no e as dívidas envolvem já o seu filho Cristoforo, maior de dezanove anos, que paralelamente com a actividade de tecelão se aventura no negócio de compra e venda de vinhos.
Em 1471 são obrigados a nova mudança, desta vez para Terrarossa, uma aldeola afastada da cidade. É em Terrarossa que Bartolomeu se inicia na aprendizagem do ofício de tecelão com seu pai.
Mas em 1472 regressam para Savona, logo após terem recebido uma parte do pagamento da venda de uma das suas pequenas propriedades. Os passos que dão são maiores que as pernas, a gestão do negócio de vinho de Cristoforo, péssimo em contas, era desastrosa e as dívidas acumulam-se, obrigando-os à venda de todo o seu parco património recebido por dote de casamento.
Acredita-se que, para além de ajudarem o pai na venda de vinhos e na tecelagem, a qual nunca terá sido abandonada, quer Cristoforo quer o seu irmão Bartolomeu também andavam embarcados desde a juventude, segundo um costume familiar ou local.
Após a venda da última propriedade em 1477, os Colombo regressam a Génova e à actividade da tecelagem, alugam novamente uma casa às portas da cidade, pertencente ao Mosteiro de Santo Estêvão, mas subarrendam parte dessa mesma casa.
Por esta altura já Cristoforo abandonara a casa paterna para se dedicar exclusivamente à vida no mar, tendo-se tornado agente comercial.
As capacidades de Domenico reduzem-se com a idade forçando a que, em 1484 já não seja ele a ensinar ao seu filho Giacomo de 16 anos de idade, o ofício de tecelão. Giacomo entra como aprendiz na oficina de um tal Cadamartori.
No final de 1494, Domenico, aos 76 anos de idade é ainda testemunha de um casamento, sendo este o seu último acto público documentado.
Presume-se que terá falecido pouco tempo depois, sem se ter dado conta do glorioso feito atribuído a seu filho Cristoforo.

Fontes
Consuelo Varela: Colón en Portugal
Marianne Mahn-Lot: Portrait historique de Christophe Colomb
Mascarenhas Barreto: “Colombo” português – provas documentais



O pai de Colon

O Infante de Portugal, D. Fernando, foi o segundo filho varão do Rei D. Duarte e de D. Leonor de Aragão.
Era, por conseguinte, um destacado membro da família Real Portuguesa e também descendente da família Real da Coroa de Aragão.
Nasceu em 1433, precisamente no mesmo ano em que D. Duarte subiu ao trono. Porém, D. Duarte não viveu muito mais tempo, e faleceu quando o jovem Infante D. Fernando tinha apenas 5 anos de idade. O filho mais velho de D. Duarte era D. Afonso V, também ele demasiado novo para governar, pelo que a regência foi entregue a D. Pedro, irmão de D. Duarte, até D. Afonso V atingir a maioridade.
Por seu lado o jovem Infante D. Fernando foi “adoptado” por seu tio, o Infante D. Henrique – O Navegador.
O Infante D. Henrique era Duque de Viseu e Grão-Mestre da Ordem Militar de Cristo, encontrando-se à frente da empresa dos descobrimentos portugueses.
D. Fernando casou em 1447 com sua prima, D. Beatriz, filha do Infante D. João, Mestre da Ordem Militar de Santiago, do seu casamento com uma neta de Nuno Álvares Pereira, Condestável do Reino.
Deste casamento nasceram vários filhos, dos quais apenas cinco sobreviveram à infância:
João (que foi 2º Duque de Beja e 3º de Viseu), Leonor (que foi Rainha de Portugal ao casar com D. João II, seu primo), Isabel (que foi Duquesa de Guimarães e Bragança, ao casar com Fernando, 3º Duque de Bragança), Diogo (que foi 3º Duque de Beja e 4º de Viseu, Mestre da Ordem Militar de Cristo) e Manuel, 4º Duque de Beja, Mestre da Ordem Militar de Cristo e depois Rei de Portugal.
Diogo terá estado envolvido numa conspiração contra o Rei D. João II juntamente com membros da família Bragança, entre os quais o Duque D. Fernando, que foi julgado e decapitado. Diogo foi apunhalado pelo próprio Rei D. João II.
Duma relação extra conjugal de D. Fernando, Duque de Beja com Isabel da Câmara (Zarco), filha do navegador João Gonçalves Zarco, terá havido um filho, designado como Salvador Fernandes Zarco.
Salvador, foi obviamente educado em consonância com as suas origens e iniciou-se desde muito novo na navegação das descobertas, com os membros das Ordens de Cristo e de Santiago, liderados por seu pai.
Vários indícios apontam para uma verdade histórica ainda não reconhecida oficialmente: Salvador Fernandes Zarco veio a sacrificar-se pelo seu país, tornando-se agente secreto de D. João II junto da Corte dos Reis Católicos, sob o pseudónimo de Cristóvão Colon.
Após o seu casamento com D. Beatriz, D. Fernando foi nomeado por seu irmão, agora Rei D. Afonso V, em 1448, como Fronteiro-Mor do Reino, encarregado das comarcas Entre Tejo e Odiana, Além Odiana e do Reino do Algarve, ou seja todo o sul de Portugal.
Em 1453 foi-lhe atribuído o Ducado de Beja, criado expressamente para si.
Para além disso, D. Fernando acompanhava de perto todo o envolvimento de seu tio, o Infante D. Henrique, no processo dos Descobrimentos e na orientação da Ordem Militar de Cristo que os liderava.
Como natural consequência, após a morte do Infante D. Henrique, em 1460, foi D. Fernando que herdou os títulos de seu tio, tornando-se Mestre da Ordem Militar de Cristo e Duque de Viseu. Tornou-se também Mestre da Ordem Militar de Santiago.
Duas das principais Ordens Militares Portuguesas ficaram assim nas mãos do Infante D. Fernando, o que acendeu as disputas com seu irmão, o rei D. Afonso V, na estratégia para os Descobrimentos.
Com uma forte personalidade e ambição, D. Fernando fazia frente às ideias do Rei.
Enquanto D. Afonso V manifestava preocupação em explorar apenas as terras já descobertas e conquistar o Algarve Dalém-Mar (o Norte de África), D. Fernando interessava-se pelas navegações exploratórias para Ocidente, no vasto Atlântico.
À frente do leme dos Descobrimentos, D. Fernando começou em 1462 a colonização das ilhas de Cabo-Verde, obtendo do Rei, seu irmão, privilégios excepcionais para favorecer o seu povoamento. Entre esses privilégios contava-se a isenção de pagamento da dízima dos produtos que os colonos de Santiago vendessem nas ilhas de Canárias, Madeira e Porto santo, Açores e todas as outras ilhas do Mar Oceano.
As sete ilhas mais ocidentais do arquipélago de Cabo Verde foram descobertas já depois da morte do infante D. Henrique, por um Escudeiro do Infante D. Fernando, confirmando a estratégia deste em avançar para Ocidente. Avançando ainda mais, D. Fernando ordenou viagens descobridoras em duas direcções: a da Terra Nova e a das Antilhas.
O Infante D. Fernando morreu em 1470, não tendo acompanhado os acontecimentos que culminaram no Tratado de Tordesilhas e posteriormente na Descoberta do caminho marítimo para a Índia e no achamento oficial do Brasil.

Fontes
História de Portugal – A. H. de Oliveira Marques
Os Descobrimentos Portugueses – Jaime Cortesão
A Dinastia de Avis e a construção da União Ibérica – David Martelo
Mascarenhas Barreto – O português Cristóvão “Colombo”


Carlos Calado - Amigos da Cuba, 28 Jan 2007

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Finalmente Uma Bem Dita

Tirámos este extrato do post feito na Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007 pelo Português Racional na P-H Colombina:

"A Pseudo-História, ao basear-se em deduções não comprovadas, e contrárias ao documentado, e postas em circulação deliberadamente, pode perfeitamente, quanto a nós, ser chamada de História Boateira. O alcance, a difusão, a extensão dos estragos feitos pelo alargar do boato, são sobejamente conhecidos. Por vezes, mesmo, incapazes de reconhecer o erro total, geral e de base das suas publicações, existem algumas pessoas que passam a proceder (quando não começam logo por aí...) à publicação de documentos falsos, que se aparentem capazes de justificar teses estrambólicos ou alheias à verdade (1).
Outras vezes, o
boato funciona com a indevida reproduação de informação mal compreendida e repassada sem critério, fenómeno que nos nossos dias parece poder atingir dimensões preocupantes com a Internet."


Pois o P.R. está de completo acordo com nós, mesmo sem o saber porque não leu o nosso livro, e não poderia explicar o que se passou com a história do "Colombo Italiano" melhor do que ele escreveu ali.
Até mesmo quando diz "
à publicação de documentos falsos" aconselhamos-lhe que leia o nosso Capitulo V sobre as provas do Testamento falso de Colon que dizia Sendo eu nascido em Génova.
O facto é que toda a história sobre o Colombo Italiano é básicamente uma Pseudo-História por isso dissemos n'O Mistério Colombo Revelado na página 37:
"Quando lemos pela primeira vez acerca deste casamento, ficamos imediatamente
estupefactos com a aceitação de uma tal história de fantasia sobre um tecelão
Colombo."

Na página 272:
"É preciso suspender totalmente a realidade para aceitar esta impossibilidade.
Só numa história de fantasia é que podemos aceitar que uma pessoa que não fosse
já muito conhecida em Portugal pelo seu verdadeiro nome pudesse continuar a
sê-lo depois de sair do reino e mudar de nome."

Na página 328:
"Foi por se escreverem este tipo de factos fantasiados, que passaram a ser aceites e divulgados como se fossem verdadeiros, que é tão difícil descobrir a verdade hoje. Tanto o Testamento de 1498 como o Documento Assereto podem ser agora descartados por nada terem a ver com a verdadeira história de Colon, como já provamos."

Na página 334:
"as dúvidas sempre existiram. Consuelo Varela e Juan Gil conseguem quase dar o salto para a possibilidade de um Colon português, mas também não foram capazes de se afastar da presente história fantasiada, embora para eles não faça qualquer sentido, e escrevem: He aquí un punto de la vida de Colón no suficientemente aclarado, porque no es creíble que un marino, por muchos aires de cortesano que se dise, aprendiera a hablar y a escribir castellano en Portugal.(1)

Página 470:
"Mas se era comummente aceite, como insistem os historiadores que tentam vender a história fantasiada, que os aspectos da vida do Almirante já haviam sido resolvidos e confirmados antes de 1993, por que motivo continuaria, então, uma investigadora a tentar explicar, em 1993, a verdadeira identidade de Colon?"

Página 580:
"... a origem nobre, os estratagemas e as verdadeiras ligações que o Almirante tinha com Portugal, e o conto relatado pelos historiadores segundo o qual ele seria um tecelão foi tecido com base em fantasias e ilusões cuja credibilidade é tão impenetrável quanto uma rede de pesca,...."

(1) Consuelo Varela e Juan Gil, Cristóbal Colón, Textos y documentos completos, Edición de Consuelo Varela, Nuevas Cartas: Edición de Juan Gil, Alianza Universidad, Madrid, 1997

Mais uma revelação de como os documentos não provam que Colombo foi Colon

No seu esforço de provar que todos os documentos "coevos" da época mostram que o Almirante Dom Cristóvão Colon foi o mesmo Colombo tecedor de lã o P.R. mostra o seguinte texto que serve para ajudar ainda mais o nosso ponto de como a história oficial não tem base que a sustente:

1533, Francisco Lopez de Gomara: “Quién era Cristóbal Colón: Era Cristóbal Colón natural de Cugureo, o como algunos quieren, de Nervi, aldea de Génova, ciudad de Italia muy nombrada. Descendía, a lo que algunos dicen, de los Pelestreles de Placencia de Lombardía.” (Historia general de las Indias).

Pois é assim tanto claro que por 500 anos ninguém podia esclarecer com certeza de onde vinha o famoso "Italiano". Era daqui, era dali, era dacolá. Assim se mostra que a história foi escrita nas palavras de Gomara como "algunos dicen" nas palavras de João de Barros "Segundo todos afirmam" e ainda segundo Las Casas "no consta la verdad dello".
Todos apontavam mas ninguém sabia.

Assim se escreveu uma história de fantasias sem pés nem cabeça nem sequer com tronco inteiro.

Quem não acredita numa censura Portuguesa e Castelhana sobre a vida do Almirante, numa falsidade efectuada contra o mundo e num intencional desvio dos factos para longe de Lisboa tudo feito pelos dois estados que foi tão fácil de fazer naquela época sem "mass media" deve pensar nos eventos dos últimos anos.

Estes são os anos da informação "the information age" temos TV, Rádio, Jornais, Telemóveis com cameras e a ainda a Internet para ser-mos bem informados mas o Presidente Bush a trabalhar com a Tony Blair conseguiram enganar o mundo passando informações falsas de armas destruição maciça no Iraque.

Fomos enganados pelo Bush e Blair e tivemos conhecimento disso em breves meses. Fomos também enganados por D. João II e D. Isabel sobre CC mas levou 500 anos para desvendar essa burla global porque todos queriam acreditar que o Almirante que escondeu o seu nome e seu passado com a ajuda de duas coroas seria tão estupido que iria escrever-lo no seu testamento ou dizer a algum Italiano a verdade verdadeira de onde nasceu.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

O NOME DE CUBA

O NOME DE CUBA

Segundo a institucionalizada versão do Colombo italiano, o navegador estaria convencido de que estava a chegar ao Oriente, às Índias que nos seus limites orientais tinham as conhecidas regiões de Sipango (Japão) e Cathaio (China) com as províncias de Mangi, Ciamba, Moabar, ...
À luz dessa versão, como explicam então os seus apoiantes que, à primeira ilha descoberta, CC tenha dado o nome de S. Salvador ? e tenha sempre atribuído nomes às terras que descobriu?
Faz algum sentido que, ao chegar a terras já representadas no mapa (o mapa do germânico Henricus Martellus, foi divulgado em 1489, três anos antes da viagem de “Colombo”) conhecidas, visitadas e descritas havia duzentos anos por Marco Polo, grandes civilizações, com nomes atribuídos, se fosse dar qualquer outro nome?
Não faz! O que faz sentido é que o Descobridor, porque não era o Cristoforo Colombo da historieta, sabia que tinha chegado às Antilhas já referenciadas pelos portugueses (e onde ele próprio deveria ter navegado anteriormente) e lhes atribuiu nomes, como os portugueses sempre faziam quando descobriam novas terras.
Muitas vezes, os nomes atribuídos correspondiam ao calendário hagiológico, isto é, era atribuído o nome do Santo comemorado nesse dia. Outros factores especiais, normalmente relacionados com a orografia, poderiam levar à atribuição dos topónimos.
S. Salvador foi o nome atribuído pelo descobridor à primeira terra que pisou após atravessar o Atlântico. 1492, 12 de Outubro. Não era dia de S. Salvador.
Nessa mesma ilha de S. Salvador, o descobridor atribuiu a um local o nome de S. Vicente. Também não era dia de S. Vicente.
Poucos dias depois, outra terra, outra ilha – Santa Maria da Conceição, em nada correspondente ao calendário, assim como as restantes nessa primeira viagem.
Terceira ilha – Fernandina
Quarta ilha – Isabela
28 Outubro - Quinta ilha – Juana (depois Cuba)

Têm surgido diversas tentativas de explicação para os nomes atribuídos pelo Descobridor.
S. Salvador porque a chegada a terra fora a salvação da expedição, desesperada após uma longa viagem de 5 semanas. Cristo Salvador tinha ajudado a encontrar aquela terra.
Santa Maria da Conceição pela especial devoção de Colombo a Nª Srª da Conceição.
Fernandina em homenagem ao Rei de Aragão, D. Fernando.
Isabela em homenagem à rainha de Castela, Dª Isabel.
Juana (depois Cuba) em homenagem ao Príncipe herdeiro de Castela/Aragão, D. Juan e depois Cuba porque os nativos chamavam Colba à sua terra.
Aparentemente não tem havido tentativa de explicar o nome de S. Vicente por corresponder apenas a um acidente geográfico (neste caso) e não a uma das ilhas.

No nome atribuído à quinta ilha é que se concentram as atenções historiadores e pesquisadores, porque o nome Cuba corresponde ao da vila alentejana donde seria natural o Descobridor, segundo aquilo a que chamamos tese portuguesa.
Concentram-se, portanto, os italianistas em tentar desarmar um dos indícios apontados pela tese portuguesa.
O facto dos nativos lhe chamarem Colba não permite justificar que se tenha adoptado o nome Cuba em detrimento do nome Colba, pois este seria facílimo de pronunciar pelos castelhanos, devido à vogal aberta. Porque razão se iria atribuir um nome (Cuba) se este fosse totalmente desconhecido e estranho, só pela sua semelhança com o nome indígena?
Estranho é também o facto de ter sido alterado o nome atribuído à ilha. Se Colombo lhe chamou inicialmente Juana, e isso, segundo os italianistas, seria em homenagem ao Príncipe herdeiro de Castela - D. Juan, qual a razão plausível para trocar o nome, para se conformar com o nome indígena?
A primeira ilha era designada por Guananahi no dialecto índio. E ficou S. Salvador, não foi mudado para Guana ou Guanai (por exemplo). À ilha de Samoete foi atribuído o nome de Isabela. E ficou Isabela. À ilha de Bohio foi atribuído o nome de Hispaniola, e assim ficou. Como assim ficaram Santa Maria da Conceição e Fernandina.

Isso leva-nos precisamente à explicação dos nomes atribuídos, segundo a tese do Descobridor ser português. Esses nomes conteriam uma pista para a sua identificação.

S. Salvador - porque o seu nome próprio era Salvador.
Santa Maria da Conceição – nome do mosteiro em Beja, mandada construir por seu pai, o Infante D. Fernando, Duque de Beja. O jovem Salvador poderia ter sido crismado na capela deste mosteiro.
Fernandina – em homenagem ao seu pai, Infante D. Fernando, donde lhe viria o patronímico Fernandes.
Isabela – em homenagem a sua mãe, Isabel Zarco – filha do navegador João Gonçalves Zarco.
Juana (Cuba) – em homenagem ao Rei D. João II de Portugal, para o qual “Salvador Fernandes Zarco” trabalhava secretamente, sob o pseudónimo de Cristovão Colon, infiltrado junto dos Reis Católicos. Para não despertar suspeitas, o nome de Juana foi depois mudado para Cuba, terra natal de “Salvador Fernandes Zarco”.

Veja-se que, ao regressar desta sua viagem, “Colombo” não se dirigiu directamente para Espanha. Primeiro parou nos Açores, aparentemente devido a uma tempestade. E depois desviou-se para Lisboa, foi encontrar-se com o Rei D. João II, que se encontrava na quinta de Vale do Paraíso, na zona da Azambuja, apresentando-lhe os detalhes da viagem. Pernoitou na casa do Prior do Crato. No dia seguinte deslocou-se a Vila Franca para se encontrar com a Rainha e seu irmão D. Manuel (futuro Rei). Pernoitou em Alhandra, em casa de fidalgos do Reino.
Esta relação de amizade especial entre “Colombo” e o Rei D. João II não seria razão suficiente para que o nome Juana fosse substituído, de forma a não levantar suspeitas?
Pode acreditar-se que um tecelão italiano, ao serviço dos Reis de Castela, receberia estas mordomias da Corte portuguesa, com carácter de grande intimidade? Mais a mais se acabasse de descobrir a Índia que os Portugueses perseguiam havia tantas décadas?

Voltemos então a S. Vicente, nome atribuído a um local na primeira ilha. Seria um santo da especial devoção de Colombo? Não sabemos.
O que sabemos é que S. Vicente era o patrono de Cuba, localidade onde nasceu “Cristóvão Colon / Salvador Zarco”.
A pequena capela em Cuba era dedicada a S. Vicente (tal como ainda hoje a igreja matriz o é), e nessa pequena capela teria sido baptizado o jovem Salvador.

Estas poderão ser as pistas que, olhadas no seu conjunto, apontaram desde a 1ª viagem para a identidade portuguesa de Descobridor das Américas.
Os italianistas tentam ignorar, desprezar ou contornar estas pistas, só porque não permitem encaixar a coxa historieta oficial do Colombo italiano.


Carlos Calado - Amigos da Cuba
24 Jan 2007

Como as fontes não mostram que o Almirante foi Colombo ou foi o Génovês

De novo temos o Sr. Historiador Português Racional no blog da Pseudo-Historia a dar-nos uma imensa lista de fontes para tentar provar de uma vez para sempre que Colomo, Colon e Colombo são todos a mesma coisa.
Depois do P.R. aceitar essa teoria de serem Colon e Colombo o mesmo nome insiste que todos esses nomes se referiam a um mesmo Cristoforo Colombo tecedor de lã da Génova, Savona, etc.

Infelizmente eles não vêem mais do que aquela cortina de fumo construida em Portugal e por isso nunca vão poder atravessar o abismo que separa o Colombo Italiano analfabeto de baixa classe daquele Colon Português instruído, latinista, cosmografo, cartografo, genial navegador, de classe nobre chamado “industrioso e engenhoso” por D. João II o qual “Colomo" era protegido e pago em Castela conhecido e ajudado pelos mais altos Castelhanos e que viajava com uma sua comitiva. Tudo isto antes de se fazer ao mar em 1492 quando supostamente era um zé-ninguém da Génova. Insignificante desonhecido e empobrecido.

Sim, Cristóvão Colon era protegido pelo rei de Portugal e pela rainha de Castela e era conhecido dos mais altos nobres nos dois reinos e estava a ser pago por Dona Isabel desde Janeiro de 1486 sem sequer ter feito uma só coisa de beneficio para Castela.
Repetimos, Cristóvão Colon era conhecido e ajudado nos dois lados da fronteira, era pago e era ajudado pelos mais altos senhores dos dois reinos antes de ter feito uma só coisa além de fugir de Portugal “secretamente”.
Será isto indicios de um tecedor de lã Genovês? Dizemos que NÂO.

Mas outros historiadores acreditam que este homem considerado tanto importante pelas duas coroas era um mero tecedor de lã Colombo Italiano porque assim o designou Rui e Pina!

Como muitos historiadores Portugueses nunca investigaram este homem e simplesmente lêram aqueles historiadores que acreditam no “Colombo Italiano” de Rui de Pina mostram uma lista de nomes e nacionalidades atribuidas depois da arribada de Colon a Portugal em 1493 e não podem entender o jogo de D. João II. Por isso negam a nacionalidade Portuguesa atribuida a “Colomo” em Janeiro de 1486 pela corte de Castela. E não acham nada estranho em Colomo ser chamado Colon pelo rei de Porugal em 1488 e ser conhecido como “estrangeiro” na corte de Castela mas nunca ser tido como “Italiano” nessa corte embora todos o estivessem já a chamar Genovês.
Nós não insistimos sem ter razão. Nós aceitamos que os nomes de pessoas eram por vezes mal escritos e que um escrivão poderia muito bem escrever um nome de forma errada ou de forma diferente uns dos outros. Isso não está em causa. O que está em causa não é o nome da pessoa mas a pessoa a que se referia, aquele tal nobre Almirante Colon, e ainda está em causa a censura intencional em volta do mesmo.


Sim. Segundo o P.R. no blog P-H Colombina este “Colomo” era o mesmissimo tão Italiano Colombo, conhecido por todos e aceite por todos fora da corte de Castela como um Genovês mas mesmo assim as dúvidas seguiam na corte de Castela porque talvez deviam de ser burros. A corte de Castela ainda insistia no processo do “pleito com la corona” em perguntar de onde vinha o Almirante sem receberem respostas concretas.
O Português Racional diz ainda:
1486, Pedro Díaz de Toledo, segundo Manuel Rosa em fórum GP, chamou "Português" a Colombo [eu disse Colon e nunca Colombo] - (comentário de PHC: tendo acabado de chegar de Portugal, sendo desconhecido em Castela, súbdito do rei de Portugal, é possível que esta única fonte inicial o tenha designado esta primeira vez, na sua real insignificância, como português, erro imediatamente corrigido logo depois. Mas como Toledo foi aditado à lista do sr. Coelho pelo sr. Manuel Rosa, é de não nos fiarmos muito... e confirmar esta desconstextualizada fonte quem tenha paciência para isso).
E diz sobre a carta de Dom João II “esta, aduzimos nós, PHC, por estudar e comprovar no único documento conhecido”.

>>>> Tentando me descreditar sem ir averiguar os factos rodeando o documento de Pedro Diaz de Toledo automáticamente presumindo que eu não estou a falar a verdade e atirando ainda mais abaixo dizendo que “sua real insignificância, como português, erro imediatamente corrigido logo depois

Dando a um documento official da corte de Castela menos relevância que a qualquer carta de um Angelo Trevisan por exemplo.
Insiste também que a carta de D. João II não deve ser aceite como documento verdadeiro insinuando que é uma falsificação porque só assim é que se pode negar estes factos.
Mas ao mesmo tempo, e isto é o ponto importantissimo desta discussão, não diz que se deve de duvidar dos documentos de Génova embora se tenham provado já várias vezes que documentos forma falsificados em Génova e que o Testamento de 1498 foi falsificado para dizer “siendo yo nacido em genoba”.

Incrivelmente o P.R. acredita que um Italiano chegado a Castela como chegaram lá muitos viajando de Portugal eram automáticamente conhecidos como “Portugueses” embora os outros têm designações como Florentinos, Genoveses, e Venezianos.


Por exemplo ao aprecer em castela Juanoto Berardi foi chamado pela corte de isabel a Católica «Juanotto Veralde, mercader florentin estante en la dicha cibdad, nos fiso relación... », Veralde é muito longe de ser Berardi mas era ele mesmo. Notem que não foi tido como “Português” o que mostra que um Italiano vindo de Lisboa para Castela não era automáticamente presumido ser um Português como aceita o P.R.

Dizemos ainda que Juanoto Berardi “Nacido en 1457 hubo Giannetto de emigrar muy Joven a la Península Ibérica”(2) viveu longo tempo em Lisboa aonde seu pai era homem previligiado na corte de D. Afonso V e foi logo bem conhecido como Iataliano (Florentino) como querem agora que um tecedor de lã que viveu em Portugal somente 8 anos fosse já tido como PORTUGUÊS pela corte de Castela?

Somente ao Português tiveram que lhe deixar o nome em branco ao pagarem-lhe um ano de salário por ser um “pobrezinho” Colon desconhecido claro! E tiveram que lhe chamar Português por erro e depois “estrangeiro” por ignorância do seu verdadeiro país ou por não saberem escrever Genovês ou ainda porque era mais facil escrever “estrangeiro”?

Isto não foi uma só vez mas constantemente lhe chamavam “estrangeiro” e nunca se deram ao trabalho de perguntar-lhe mas que raio de estrangeiro era ele, Italiano? Francês? Inglês? Talvez fosse um marciano desconhecido e assim não se lhe podia dar uma nacionalidade por 22 anos na corte de Castela teve que ser inicialmente Português e depois "estrangeiro"?

Quando se vê estas listas é importante de levar no pensamento a data de 1493 e que enquanto Colomo/Colon foi conhecido como Português e “estrangeiro” antes de 1493 assim que fez a sua “milagrosa” viagem foi também “milagriosamente” conhecido logo como Ligur e Genovês por outros embora seguiam a tratar-lo de “estrangeiro” na corte. Somente aqueles com menos possibilidade de desvendar a sua verdadeira nacionalidade o conseguiram fazer e tendo sido desta forma descoberto como um Genovês a corte de Castela nunca adoptou essa nacionalidade.
Porquê?
Dizemos “Porque a corte sabia a verdade.”


VAMOS AGORA REVISTAR ESTA LISTA RACIONALMENTE.

Esta lista que supostamente explica tudo para os historiadores é tirada do blog da P-H Colombina. Primeiro que tudo alertamos o leitor que todos aqueles que falam do nome Colombo devemos de suspeitar imediatamente porque o nome nunca foi Colombo.

Sim o nome NUNCA foi Colombo em Espanha. (Mesmo se aceitar-mos a teoria de um Genovês devemos de entender que ele nunca se chamou Colombo em Espanha e deveria de ser assim nomeado com o seu nome de Almirante que era Cristoval COLON e nunca mas NUNCA Colombo). Somente alguém que não conhecia o Almirante ou alguém que queria fazer o Almirante menos conhecido lhe mudaria o nome de COLON para Colombo.

Vamos dar uma explicação a cada uma das entradas incluindo aquela de Pedro Diaz de Toledo que o P.R. desconhece:
1486 Pedro Diaz de Toledo – (nome em branco) Português
>>>[primeira e única vez que lhe é dado uma nacionalidade em Castela duranrte a sua vida e um estudo feito pelo Prof. António Rumeu de Armas prova que o Colomo “estrangeiro” nos livros de Alonso de Qunitanilla é a mesma pessoa chamada Português cujo nome ficou em branco nos livros de Pedro Toledo.] (1)


1486, Alonso de Quintanilla – Colomo estrangeiro
1487 (Maio), Francisco González, de Sevilla – Colomo estrangeiro
1488, Dom João II – Collon, Colon
1489, Isabel a Católica – Colomo
1492, Capitulações de Santa Fe - Colon (escrito Don Cristoval Colon)
>>>> Até aqui Cristóvão Colon é conhecido somente como Colon e Colomo e como Português e “estrangeiro”

Chegou da Primeira Viagem e D. João II morre pouco depois:
1493 o Papa chamou-lhe Colon em três bulas e chamou-lhe Christofõm nome Português e não italiano (esta entrada deixada fora da lista pelo P.R.)
1493, Duque de Medinaceli - Colomo
1493, Pietro Martire d’Anghiera – Colonus lígure
1493, R.L. de Corbaria – Columbo
>>>> como mostrámos no livro a carta termina com o nome Colom antes desta postscript errada pelo Bispo de Corbaria.

1494, Pietro Martire d’Anghiera – Colonus lígure
1497, Pietro Martire d’Anghiera – Colonus lígure
>>>>> Notem que mesmo com o erro do Bispo R.L. de Corbaria a chamar-lhe Columbo o nome segue correctamente como Colonus. Como explicámos no livro, o erro do Bispo fez com que o nome errado fosse transmitido pelo mundo inteiro sendo assim assumido como o nome verdadeiro e confundindo o Colombo com o Colon mas sem nenhuma prova que ligue o Colombo italiano ao Colon de Espanha.

1498, Pedro de Ayala – Colón genovês
1498-1504, Rui de Pina – Colombo Italiano
>>> Notem que o nome não era Colombo em Castela mas sim Colon e que era Colon na carta do rei D. João II de 1488 e assim Rui de Pina não trunfa o rei, o Almirante, o Papa, nem a corte de Castela.

1500-1501: Pedro Martir d’Anghiera – Colonus ligure
>>> o nome segue Colonus que é Colon em Latim e não Colombo como Rui de Pina disse.

1501, Nicoló Odereco – cidadão de Génova
>>>> Notem aqui que os embaixadores genoveses em Barcelona no ano de 1493 não disseram nada sobre Colon ter sido um Genovês sendo assim Odereco uma fonte sem precedente e sem crédito. Pois se os iniciais embaixadores que vieram de Génova especificamente para prestar os seus parabéns á corte de Espanha não entendiam que o Almirante era um seu compatriota Genovês e assim mostra-se que Odereco estaria somente a entrar na carroça corrente do Colombo Genovês.

1501, Angelo Trevisan – Columbo, Colombo zenovese (repetição da suposição)
1502, O anónimo do planisfério de Cantino – Colonbo
1513, Andrés Bernaldez – Colon de Milão
>>> Esta é a mais interessante de todas as citações porque mostra a confusão reinante e o atento de confundir todos porque Andrés Bernaldez também disse: "En nombre de Dios Todo-poderoso, ovo un hombre de tierra de Génova, mercador de libros de estampa, que trataba en esta tierra de Andalucia, que llamaban CHRISTOBAL COLON, hombre de muy alto injenio, sin saber muchas letras."(3) Mostrando assim que Bernaldez não sabia. Colon tanto era de Milão como de Génova tanto faz para uma mentira ser daqui ou dali. Mostra ainda que Bernaldez mente ou está mal informado sobre a sabedoria do Almirante que era deveras um homem culto, iluminado, e instruido o que nega também o seu “sin saber muchas letras.”

1516, Hernando Alonso de Herrera – Colon genovês (repetição)
1519, Jorge Reinel – Colombum (repetição Portuguesa)
1523-1566, Bartolomé de las Casas – Columbo de Terrarubia, Colon
>>>> Las Casas disse que não sabia a certeza de onde era o Navegador. Sim 50 anos após a morte do Almirante e 60 anos após Pedro de Ayala ter dito genovês Las Casas escreve: “de nación genovés, de algún lugar de la provincia de Génova; cuál fuese, donde nació o que nombre tuvo el tal lugar, no consta la verdad dello.”(4)
não consta la verdad dello - não se sabe a verdade disto.

1525, Gaspare Contarini – Colombo genovês (repetição)

1530-33, Garcia de Resende – Colombo Italiano
>>>> Esta citação não tem nenhum valor porque é uma cópia exacta do texto de Rui de Pina. Tornando-se assim Resende um texto nulo. Somos os primeiros a apontar este plagiado que nenhum historiador antes de nós apanhou.

1535-1557, Gonzalo Fernandez de Oviedo y Valdés – Colom Ligúria, concretamente Cogoleto, ou então Savona ou Nervi.
>>>> Outra vez serve não para mostar a consitência e a solidez do facto mas mostra a inconsitência e fluidez do assunto porque sendo o Almirante de veras nascido em Génova alguém deveria de saber de onde veio mas niguém o sabia. Era um Mistério.

1539, Fernando Colombo, seu filho e biógrafo – Colon genovês
>>> Não só o P.R. insiste em chamar Fernando Colon pelo nome de Colombo errando 100% porque Fernando sempre foi Colon e unca foi Colombo. Mas ainda interpretra mal a Historie de Fernando aonde Fernando NÂO diz que seu pai era Genovês mas sim diz que tanto a sua familia como a sua nacionalidade eram um Mistério. Sim foi Fernado Colon que escreveu o primeiro Mistério Colombo Revelado mas ninguém o entendeu.

E é com esta última entrada de Fernando Colon na lista que se pode entender que todos os outros anteriores não sabiam o que diziam. Pois se já estava o mistério todo resolvido:
em 1498 por Pedro de Ayala
em 1498-1504 por Rui de Pina
em 1501, por Nicoló Odereco
em 1501, por Angelo Trevisan
em 1513, por Andrés Bernaldez
ou em 1516, por Hernando Alonso de Herrera

Então já não podia existir nenhum mistério em 1537 quando Fernando Colon começou a escrever a sua história. Mas não foi isso que aconteceu Fernando mesmo sabendo que todo o mundo lhe estava a chamar Colombo e Genovês explicou que isso não era a verdade e ainda disse que aqueles que queriam fazer a mentira maior faziam-no de Plasencia aonde havia armas de Colombo nas sepulturas.(5)

P.R. Quanto aos inúmeros testemunhos nas fontes, independentes entre si, de coevos do aventureiro, sobre a sua naturalidade italiana, refere ainda ali o sr. Coelho, a quem de novo gratamente brindamos pelo trabalho que assim nos evitou.

>>>>> Quem vê esta discordância toda e tenta fazer dela concordância está a presumir algo que não está nos factos.
Sim tudo é discordância até aqui.
É discordância não só durante a vida do Almirante, nem pouco depois de sua morte mas é discordância até hoje 500 anos mais tarde.

Assim se mostra claramente que ao aceitar os documentos genoveses sem serem investigados cientificamente e ao mesmo tempo ao negar documentos Portugueses por esses mesmos não serem investigados cientificamente está a impinar a carroça para o seu lado por pensar que ficou tudo esclarecido já com Rui de Pina em 1504.
Mas insistimos que se tudo fosse já esclarecido em 1504 não seria necessário de Fernando Colon manter o Mistério 30 anos mais tarde nem seria necessário da corte de Castela andar a perguntar ás testemunhas se sabiam deveras de onde era nascido o 1º Almirante e ao não receberem dessas testemunhas respostas concretas mostrar4am que o mistério era intencional.


(1) Antonio Rumeu de Armas, El “Portugues” Cristobal Colon en Castilla. Ediciones Cultura Hispanica del Instituto De Cooperacion Iberoamericana, Madrid 1982

(2) Cartas de particulares a Colón y Relaciones coetáneas, Recopilación y edición de Juan Gil y Consuelo Varela, Alianza Editorial, S. A., Madrid, 1984
(3) Historia de los Reyes Catolicos, Andres Bernaldez (Cura de los Palacios), Bibliofilos Andaluces, Sevilla, 1869

(4) Historia de las Indias, Por FRAY BARTOLOMÉ DE LAS CASAS
edición de AGUSTÍN MILLARES CARLO y estudio preliminar de LEWIS HANKE, FONDO DE CULTURA ECONOMICA, México - Buenos Aires, 1951

(5) HISTORIA DEL ALMIRANTE, HERNANDO COLON AL MUY MAGNÍFICO SEÑOR BALIANO DE FORNARI, JOSÉ MOLETO

sábado, janeiro 20, 2007

2ª carta ao historiador João C. da Silva de Jesus

Hoje vi-me forçado aescrever este email porque parece ninguém no PH blog está a ler.

Begin forwarded message:

From: Manuel Rosa
Date: January 20, 2007 12:44:11 PM GMT-01:00
To: pseudo.historia.colombina@gmail.com
Subject: História Official

Estimado Sr. João C. da Silva de Jesus,

Outra vez lhe escrevo para lhe alertar dos erros de Rui de Pina e por você escrever agora o texto de Garcia de Resende não deixa de provar a sua cega attitude de que o que Rui de Pina escreveru é a verdade.
Não vê que o texto tanto de Rui de Pina como de Gracia de Resende são igualitos?
Não vê que isto faz parte de uma "história official" que era requerido que se escrevesse "tal e tal" como foi?
Não parece que o senhor está a tentar resolver o problema da verdade mas simplesmente a forçar outros a acreditar numa história passada para duas crónicas que têm falhas da verdade.
Quem copiou quem incluindo os memso erros?
Rui de Pina copiou Garcia de Resende ou Garcia de Resende copiou Rui de Pina?


RESENDE:
No anno seguinte de mil e quatrocentos e nouenta e tres, estando el Rey no lugar de Val de paraiso, que he acima do mosteiro das virtudes, por causa das grandes pestes que nos lugares principaes daquella comarca auia, a seis dias de Março veyo ter a Restello em Lisboa Christouão Colombo, Italiano, que vinha do descubrimento das ilhas de Cipango, e Antilhas, que per mandado del Rey e da Raynha de Castella tinha descuberto. Das quaes trazia consigo as mostras das gentes, e ouro, e outras cousas que nellas auia, e foy dellas feyto Almirante.


PINA:
No anno seguinte de mil quatrocentos, e noventa e tres, estando ElRey no lugar do Val do Paraiso, que he acima do Moesteiro de Sancta Maria das Vertudes, por causa das grandes pestenenças, que nos lugares principaes daquella Comarca avia, a seis dias de Março arribou arrestello em Lixboa Christovam Colombo Italiano, que vynha do descobrimento das Ilhas de Cipango, e d’Antilia, que per mandado dos Reys de Castella tynha fecto, da qual terra trazia comsigo as primeiras mostras da gente, o ouro, e algüas outras cousas que nellas avia; e foy dellas intitolado Almirante.

Aparentemente o blog PH Colombina não vê que o texto é o mesmo nas duas crónicas e que lendo uma não precisa ler a outra porque são cópias froçadas ou censuradas uma da outra!!!!!!

Já que não posso inserir comentários no seu blog espero que os meus emails sejam inseridos como uma resposta á sua cega tarefa de copiar com "Destaques" para tentar forçar uma falsa verdade do caracter e da pessoa de Colon.


___________________________
Manuel DaSilva Rosa - Columbus Historian
http://www.colombo.bz/

"To sin by silence when they should protest makes cowards of men." ~ Abraham Lincoln
"We are making history one day at a time." ~ Manuel Rosa




Carta ao Historiador João C. da Silva de Jesus do PH-Colombina

Há dias atras escrevi esta carta ao Historiador João C. da Silva de Jesus que escreve para o blog da Pseudo-História Colombina que mete aqui por não ter erecebido nem resposta nem ter-la visto inserido naquele blog:

Begin forwarded message:
From: Manuel Rosa
Date: January 17, 2007 5:46:32 PM GMT-01:00
To: pseudo.historia.colombina@gmail.com
Subject: Rui de Pina

Estimado Sr. João C. da Silva de Jesus,

Se vai acreditar tudo o diz Rui de Pina vai fazer uma história falsa. Ou não crê que os cronistas erravam?
Não sabe que Rui de Pina errou?
Sim aqui está um seu erro:
...a seis dias de Março arribou arrestello em Lixboa Christovam Colombo Italiano...

Cristoval Colon arribou ao Restelo a 4 de Março não a 6 de Março.
Mas como os Senhores não conhecem ou não prestam atenção aos detalhes da história de Colon aceitam que qualquer crónica está correcta somente por ter o nome de Rui de Pina. Mas Rui de Pina não estava correcto em tudo. Pois se ele não estava correcto na data da arribada que é uma coisa definitiva como podemos acreditar nas outras coisas como a nacionalidade e nome que como vimos nos outros escritos daqueles tempos tornaram-se em duas coisas subjectivas?

Temos que ter mais cuidado em aceitar que a história que nos disseram foi a verdade porque houve erros tal como censuras.

"To sin by silence when they should protest makes cowards of men." ~ Abraham Lincoln
"We are making history one day at a time." ~ Manuel Rosa



Colon não é Colombo nem Colom

Muitos historiadores insistem que Colon é uma forma acastelhenizada de Colom, Colombo e Colomo que são todas as duas primeiras Pombo em Catalão e Italinao. A terceira é uma palavra inexistente em Castelhano, Catalão ou Italiano. Sendo Coloma a forma femenina de Colom que é Pomba em Catalão.


Agora perguntamos aos criticos do blog P-H Colombina que insistem a toda a hora que Colon é a mesma coisa que Colom e Colombo e que por isso escrever Colon é o mesmo que escrever Colom e Colomo porque é que nome de Juan de Coloma, o secretário da Rainha Isabel que revistou as Capitulaciones de Santa Fe e confrimou-as, nunca se o vê como Juan Colon e ao mesmo tempo nas Capitulaciones de Santa Fe vê-se o nome de Colon sempre como Colon e não como Colom ou Coloma?
Se são todos a mesma coisa porque é que não usaram o mesmo nome para eles os dois?

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Incertesas e erros de Rui de Pina

A teoria Portuguesa é a mais sólida de todas as teorias que tentam dar uma nacionalidade ao descobridor porque mete o homem no seu ambiente de cortesão, de navegador périto, de falador da lingua Portuguesa e de parente de grandes nobres do reino tal como está provado que ele foi.
Mas quase sempre esta teoria é negada pelos historiadores usando as palavras de Rui de Pina.


Tanto os criticos da teoria do Cristóvão Colon Português como outros historiadores do mundo aceitam que Rui de Pina escreveu correctamente e verdadeiramente ao dizer:
...a seis dias de Março arribou arrestello em Lixboa Christovam Colombo Italiano...

Mas Rui de Pina errou em metade desta frase.
E perguntamos: "Então se ele errou em metade porque devemos de acreditar nele sobre a outra metade?"

Sim Rui de Pina errou. Mas nenhum historiador antes de nós apontou o erro porque NÂO sabem que Rui de Pina errou.

Aqui está um dos seus erros:
... a seis dias de Março arribou arrestello em Lixboa ...

Mas Cristovão Colon arribou ao Restelo a 4 de Março e não a 6 de Março.
Mas como muitos não conhecem ou não prestam atenção aos detalhes da história de Cristóvão Colon aceitam que qualquer crónica está correcta somente por ter o nome de Rui de Pina. Mas vê-se aqui que Rui de Pina não estava correcto em tudo.

Pois se ele não estava correcto na data da arribada, que é uma coisa definitiva, como podemos acreditar nas outras coisas como a nacionalidade e nome os quais como vimos nos outros escritos daqueles tempos tornaram-se em duas coisas subjectivas ao gosto de cada cronista?

Temos que ter mais cuidado em aceitar que a história que nos disseram foi a verdade porque houve erros tal como censuras. Enquanto o navegador era tido como Colon na data da crónica de Rui de Pina ele erra ao escrever Colombo.

Os erros de Rui de Pina foram corrigidos por João de Barros:

...estando El Rey o anno de quatrocentos noventa e tres a seis de Março em val do Paraiso... foi-lhe dito que ao porto de Lisboa era chegado hum Christovão Colom.... Segundo todos affirmam, Christovão Colom era Genoez de nação...

Tanto o nome como a data Barros modificou para aquilo mais correcto dizendo que a 6 de Março o rei foi notificado em Vale do Paraiso e não a data da arribada de Colon a Restelo. Chama-lhe não Colombo como Pina mas sim Colom forma aportuguezada de Colon.
E Barros não nos confirmou a sua nacionalidade Italiana dizendo somente
segundo todos affirmam.
Isto é, ele não sabia a verdade para nos poder dizer por isso disse que isto era segundo todos affirmam o que não nos dá confiança nehuma em suas palavras sobre essa nacionalidade.