domingo, outubro 21, 2007

Dormindo com o inimigo (???)






D. Jorge de Lancastre – dormindo com o inimigo(???)




D. Jorge de Lancastre nasceu em 1481, filho do Rei D. João II e de Ana de Mendonça. Recebeu o título de Duque de Coimbra (2º) e casou com Dª. Beatriz/Brites de Vilhena em 31/05/1500.
Quem era Dª Beatriz/Brites de Vilhena?
Era filha de D. Álvaro de Portugal, filho de D. Fernando, 2º Duque de Bragança.

Os irmãos de D. Álvaro de Portugal eram D. Fernando II - 3º Duque de Bragança, D. João - Marquês de Montemor e D. Afonso - 1º Conde de Faro.
Pelo que lemos na História, o Rei D. João II foi vítima de algumas conspirações, a principal das quais foi encabeçada pelo 3º duque de Bragança – D. Fernando II e na qual participaram seus irmãos. Descoberta a conjura, o Duque de Bragança foi julgado e condenado à morte. Os irmãos exilaram-se ou foram exilados em Castela.
D. Álvaro de Portugal veio a desempenhar um cargo de relevo na Justiça da corte dos Reis Católicos e assumiu mais tarde a defesa das pretensões de D. Diogo Colon aos títulos e privilégios de seu pai D. Cristobal Colon, descobridor do Novo Mundo e Almirante das Índias.
Um filho de D. Álvaro de Portugal, de seu nome Jorge Alberto de Portugal y Melo – 1º Conde de Gelves, casou com Dª Isabel Colón de Toledo, filha de D. Diogo Colon.

Será que D. Jorge de Lancastre casou com uma filha de um dos inimigos de seu pai (Rei D. João II) ou casou com a filha de um dos aliados de seu pai em Castela na estratégia montada através da figura principal de Cristóvão Colon?
D. Jorge de Lancastre - Mestre da Ordem de Santiago atraiçou a memória de seu pai, ou pelo contrário, honrou-a e dignificou-a ?

Uma das bisnetas de D. Jorge de Lancastre, Dª Madalena de Lancastre (filha de D. Álvaro de Lancastre – Duque de Aveiro), casou com D. Dinis de Faro e Portugal, trineto de D. Afonso – 1º Conde de Faro.
Segundo o Nobiliário das famílias de Portugal, de Felgueiras Gayo, consultável na Biblioteca Nacional Digital on-line, vol. 40108v, pág.74, foi este “D. Deniz de Faro e Portugal, 2º Conde de Faro, e de S. Luiz…”

Intrigante este Condado de S. Luiz, pois na base de dados do Geneall consta um título de Conde de S. Luís que nada tem a ver com D. Dinis de Faro e Portugal.
Mas, sabendo que D. Dinis de Faro e Portugal era filho de D. Estêvão de Faro, e que este fundou a povoação de Farinho (actual Faro do Alentejo) nos seus territórios da Herdade de São Luís de Jacentes (conhecida por Herdade das Assentes) em Cuba, então poderemos admitir que o título mencionado por Felgueiras Gayo estaria relacionado com este São Luís.

Esta associação de ideias é corroborada pelo próprio brasão da freguesia de Faro do Alentejo, concelho de Cuba, que inclui uma aspa de vermelho em campo de ouro, tal como o brasão da família Bragança a que pertence o ramo Faro.

O primeiro a usar o nome Faro foi D. Afonso, filho do 2º Duque de Bragança.
Um círculo que se fecha: os irmãos do 3º Duque de Bragança, encontram-se associados a Cristóvão Colon, primeiro através duma relação territorial em Cuba, onde nasceu Cristóvão Colon, e depois na colaboração prestada em Castela.

Para completar o cenário, atentemos em mais um pequeno pormenor:
Uma das filhas de D. Afonso de Faro (casado com Dª Maria de Noronha)- 1º Conde de Faro, 2º Conde de Odemira, foi Dª Mécia Manoel, que veio a casar com D. Juan de La Cerda- 2º Duque de Medinaceli.
Este D. Juan de La Cerda era filho do 1º Duque de Medinaceli – D. Luís de La Cerda, em casa de quem, Cristóvão Colon viveu durante dois anos quando foi para Castela em 1484.

Terminamos como começámos:
Dormindo com o inimigo ???? ou antes pelo contrário...

Carlos Calado – Outubro 2007

"Colón al descubierto" se adentra en la enigmática figura del descubridor de América

... FUNDACIÓN AUDIOVISUAL DE ANDALUCIA
Foto de la noticia
03/10/2007 - Televisión

La nueva producción documental del segundo canal andaluz descubrirá la vida oculta del almirante más misterioso de la historia.

La serie "Colón al descubierto" que Canal 2 Andalucía estrena este miércoles 3 de octubre, a las 22:00 horas, es un trabajo documental que, a lo largo de cuatro capítulos de una hora de duración (más un quinto capítulo de resumen) tratará de arrojar luz sobre la enigmática figura del descubridor de América.

Han pasado cinco siglos desde la muerte de Cristóbal Colón, un 20 de mayo de 1506 en Valladolid. Después de todo este tiempo pocas fechas y lugares en la vida del almirante pueden darse por absolutamente ciertos. Cada uno de sus movimientos y motivaciones está cargado de misterio, razones ocultas aún por descubrir. Son muchas las cuestiones a las que los investigadores no pueden dar una respuesta objetiva. Se trata pues de un caso abierto.

Los capítulos de "Colón al descubierto" se estructuran sobre la base de los misterios que rodean al almirante. La serie comienza por la incógnita que plantea su firma, un criptograma piramidal repleto de códigos ocultos, para seguir analizando las Capitulaciones de Santa Fe, la incógnita sobre su origen y el lugar exacto en el que descansan sus restos. Tampoco se pasará por alto la posible existencia de un piloto anónimo, Alonso Sánchez de Huelva, que podría haber estado en América antes que Colón y que pudiera haber dado las coordenadas del viaje que poco después emprendería el almirante. El libro de las Profecías, único escrito por Colón, y al que le faltan 14 páginas, será otro de los misterios a resolver...

Asimismo, "Colón al descubierto" cuenta con la colaboración de destacados especialistas en distintas materias que han dedicado parte de sus estudios a la búsqueda de la verdad sobre Colón, entre otros: Hugh Thomas, historiador e hispanista; Juan Gil, catedrático de Filología griega y latina; Salvador Bernabéu, historiador;
Manuel Rosa, historiador; José Manuel Pérez Prendes, catedrático de Derecho; Guadalupe Chocano, historiadora e investigadora; Claudio Lozano, arqueólogo subacuático; Miguel Botella, antropólogo, y así hasta un total de 20 especialistas...

"Colón al descubierto" se ve reforzada en su esencia documental por una trama de ficción en la que un presunto descendiente de Cristóbal Colón encarga una investigación a un periodista. Del mismo modo que en la vida del propio almirante, nada resulta ser lo que parece.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Open Letter to New York Times Reporter, Amy Harmon

http://video.on.nytimes.com/?fr_story=64e503694b30d9470a3ab73df89241f73caad7b0

Dear Amy Harmon,
After our communication, I was eager to read your article on Columbus and the struggle historians are involved in to identify his true lineage and nationality.
I read the article “Seeking Columbus's Origins, With a Swab” with interest hoping to learn new facts and to locate some bit of our long conversations and of the facts I passed on to you.


As you recall you contacted me requesting my assistance because Prof. José Lorente told you about my involvement with the DNA studies at the University of Granada.
Being the only historian ever to locate a document related to Columbus's wife in Portugal, the only Historian working with the Portuguese DNA and the only to have proven that the Last Will of Columbus was falsified 67 years after his death, I felt there was some newsworthiness to my work that would appear in your article.

But there was not a single mention of my work in your article, or should I say there was a lot of mentioning of my work with the DNA (His Royal Highness the Duke of Bragança and His Lordship the Count of Ribeira Grande but not linked to my name and my investigation nor to my book, being I the reason they are involved in this DNA study in the first place!).


I found it unbelievable that you quote Peter Dickson, who is not involved with any DNA studies, but did not mention me and my work nor of my assistance to you. Even my Polish Prince was mentioned and the Count of Ribeira Grande quoted. I fail to understand why my work which is being praised by the scientific community and is being shown on an upcoming Discovery Channel Documentary, was not mentioned.
I was able to get to where I did by being able to understand Portuguese, Spanish, English, Italian, French and by digging deep into the genealogy this is why the DNA is so important because it will resolve this fairytale history once and for all.
I can only hope that you did not mention me or my investigation because you are working on another article solely to mention my work.

Best Regards,

___________________________
Manuel Rosa - Columbus Historian
Christopher Columbus Colombo

"To sin by silence when they should protest makes cowards of men." ~ Abraham Lincoln
"We are making history one day at a time." ~ Manuel Rosa
"Support diversity because the best among us don't stand out by their similarities but by their differences." ~ Manuel Rosa

"Don't let the fringe be the main threads of our social fabric." ~ Manuel Rosa


On Oct 1, 2007, at 2:17 PM, amy harmon wrote:
Hi, I'm a reporter with the New York Times. I'm working on an article about how DNA testing is being used to try to determine the origins of Christopher Columbus. I am in touch with Dr. Lorente, who referred me to you. As you know, he is doing a test of men in northwest Italy and the Catalan region. I am told that in your book, you make the case for a Portuguese origin, and that two direct male descendants of the house of Aviz have agreed to give their DNA to compare it to that of Columbus and his son. I asked Dr. Lorente if he was doing this test, and he said I should ask you about it. Can you tell me anything about it? Do you know if these men have in fact given their DNA to be tested?
thanks a lot
Amy
----------------------------------------
Amy Harmon
New York Times
(212) 556-1505
amy@nytimes.com

quinta-feira, outubro 04, 2007

"COLÓN AL DESCUBIERTO", em Lisboa


Comunicado á imprensa:

LA SERIE “COLÓN AL DESCUBIERTO” SE ADENTRA EN LA ENIGMÁTICA FIGURA DEL DESCUBRIDOR DE AMÉRICA

La nueva producción documental del segundo canal andaluz descubrirá la vida oculta del almirante más misterioso de la historia

RTVA/Isla de la Cartuja (Sevilla), 2 de octubre de 2007.
La serie “Colón al descubierto” que Canal 2 Andalucía estrena este miércoles 3 de octubre, a las 22:00 horas, es un trabajo documental que, a lo largo de cuatro capítulos de una hora de duración (más un quinto capítulo de resumen) tratará de arrojar luz sobre la enigmática figura del descubridor de América.

Han pasado cinco siglos desde la muerte de Cristóbal Colón, un 20 de mayo de 1506 en Valladolid. Después de todo este tiempo pocas fechas y lugares en la vida del almirante pueden darse por absolutamente ciertos. Cada uno de sus movimientos y motivaciones está cargado de misterio, razones ocultas aún por descubrir. Son muchas las cuestiones a las que los investigadores no pueden dar una respuesta objetiva. Se trata pues de un caso abierto.

Los capítulos de “Colón al descubierto” se estructuran sobre la base de los misterios que rodean al almirante. La serie comienza por la incógnita que plantea su firma, un criptograma piramidal repleto de códigos ocultos, para seguir analizando las Capitulaciones de Santa Fe, la incógnita sobre su origen y el lugar exacto en el que descansan sus restos. Tampoco se pasará por alto la posible existencia de un piloto anónimo, Alonso Sánchez de Huelva, que podría haber estado en América antes que Colón y que pudiera haber dado las coordenadas del viaje que poco después emprendería el almirante. El libro de las Profecías, único escrito por Colón, y al que le faltan 14 páginas, será otro de los misterios a resolver.

La serie tiene como asesora a la principal colombinista del panorama nacional e internacional; se trata de la historiadora e investigadora de la Escuela de Estudios Hispano-Americanos, Consuelo Varela, quien ha dedicado la mayor parte de su carrera profesional al estudio científico y riguroso del personaje y de las circunstancias que rodearon a los viajes.

Asimismo, “Colón al descubierto” cuenta con la colaboración de destacados especialistas en distintas materias que han dedicado parte de sus estudios a la búsqueda de la verdad sobre Colón, entre otros: Hugh Thomas, historiador e hispanista; Juan Gil, catedrático de Filología griega y latina; Salvador Bernabéu, historiador; José Manuel Pérez Prendes, catedrático de Derecho; Guadalupe Chocano, historiadora e investigadora; Claudio Lozano, arqueólogo subacuático; Miguel Botella, antropólogo, y así hasta un total de 20 especialistas.

El documental también cuenta con la presencia de guías locales que ayudarán a realizar el recorrido por los enclaves colombinos: el Archivo General de Indias; la Institución Colombina; la tumba de Colón, en la Catedral de Sevilla; el Monasterio de la Cartuja; el Monasterio de la Rábida y las localidades de Palos de la Frontera y Santa Fe entre otros.

Un nutrido número de caras conocidas dará su visión sobre los hechos: Miguel de la Quadra Salcedo, Juan Pérez Mercader, el duque de Huéscar, la duquesa de Medina Sidonia, J.J. Benítez, Alberto Vázquez Figueroa, Pedro Piqueras, Luis María Ansón, Carmen Hermosín, Amparo Rubiales, Fernando Ocaña, Carmen Posadas, José Antonio Lorente, Emilio Carrillo, Javier Sierra, Gustavo Bueno, Fernando Iwasaki, Andrés Vázquez de Sola, etc. De forma muy especial, la serie contará con la intervención de los descendientes directos de Cristóbal Colón: los miembros de la familia Colón de Carvajal.

“Colón al descubierto” se ve reforzada en su esencia documental por una trama de ficción en la que un presunto descendiente de Cristóbal Colón encarga una investigación a un periodista. Del mismo modo que en la vida del propio almirante, nada resulta ser lo que parece.

02-RTVA/01/10/07
Fecha de emisión: miércoles, 3 de octubre, a las 22:00 horas.


TV Andalucia em CUBA

Serie TV Andalucia
mais Informações
Série de Cinco Dias

Christopher Columbus

quarta-feira, outubro 03, 2007

Armas de Colon --

Segundo o Franciso "fxcct" no Fórum da GeneAll podemos tentar outras possibilidades de ver as armas originais de Cristóvão Colon em vez de um chefe de vermelho os elementos poderiam ser contrachefes ou pontas no escudo .



Armas Originais de Colon na Provisão Real








Outra alternativa apontada pelo professor José Carlos Calazans












Caras Comparadas:





Aqui modificámos o retrato aceite como pintado por Pedro Berruguete antes de 1504 á esquerda e aquele pintado por Aléjo Fernandez entre 1500 e 1536 á direita para ver se são ou não semelhantes.



Aqui estão os originais:


quarta-feira, setembro 26, 2007

Colon, Cuba e S. Cristóvão

Colon, Cuba e S. Cristóvão


O famoso mapa de Juan de La Cosa, elaborado em 1500

A zona do mapa em cor verde (à esquerda) representa o Novo Mundo, o actual continente americano. A meio, no lugar da América Central encontra-se uma miniatura representando S. Cristóvão, atravessando as águas, apoiado no seu bordão e com Cristo menino aos ombros.
Que mensagem queria Juan de La Cosa, proprietário e mestre da nau Santa Maria, cartógrafo de Cristóvão Colon, transmitir aos vindouros?
Atente-se na assinatura críptica de Cristóvão Colon, XpoFERENS, que significa precisamente “aquele que leva Cristo”. E aquele que leva Cristo aos ombros é Cristóvão. E levou-o até ao Novo Mundo.


Juan de la Cosa
(informação constante da Wikipedia )

“Juan de la Cosa foi um navegador, explorador e conquistador espanhol.

De seu nascimento até 1488 pouco se sabe de sua biografia. Foi nesse ano que Bartolomeu Dias regressou a Portugal depois de haver cruzado o Cabo da Boa Esperança. É possível que Juan de la Cosa se encontrasse em Lisboa como espião dos Reis Católicos espanhóis. Por sorte, o marinheiro escapou antes que os oficiais portugueses o capturassem.

Em 1492 participou da primeira expedição de Cristóvão Colombo, sendo o proprietário da nau "Santa Maria", capitânia da expedição. As relações com o Almirante não foram muito boas. Este chegou a acusá-lo de ser o responsável pelo naufrágio da embarcação, durante a noite de Natal de 1492. Entretanto, Juan de la Cosa participou na segunda viagem de Cristóvão Colombo e recebeu da Rainha Isabel uma recompensa em conseqüência da perda de seu navio (28 de fevereiro de 1494).

Em 1499, participou como piloto principal na expedição de Alonso de Ojeda. No curso dessa viagem exploraram as costas entre a desembocadura do Rio Orinoco e o cabo de la Vela. Juan de la Cosa foi ferido com uma flecha indígena. De regresso, realizou seu famoso mapa múndi, no qual reúne e apresenta todas as terras descobertas pelos portugueses e espanhóis, compreendidas as descobertas feitas por Sebastião Caboto. O mapa foi realizado no porto de Santa Maria em 1500 (encontra-se actualmente no Museu Naval de Madrid). O mapa havia sido pedido pelos Reis Católicos.”

Nota: o papel de Juan de La Cosa não é muito claro no que concerne às suas ligações a Castela ou a Portugal. Na versão espanhola da Wikipedia, dá-se como segura a presença de Juan de La Cosa em Portugal em 1488, com base em referências sólidas. O episódio do encalhe do Santa Maria, navio de que era simultaneamente mestre e proprietário, é interpretado pelo historiador Manuel da Silva Rosa, em “O mistério Colombo revelado” como sendo propositado, de forma a forçar todos os nobres castelhanos participantes na viagem da descoberta a ficarem isolados no Novo Mundo, enquanto Cristóvão Colon regressava à Europa para transmitir a sua versão sobre os territórios descobertos.
É sobremaneira intrigante que o proprietário da nau tenha sido um dos primeiros a abandoná-la e a afastar-se. Estranho ainda é que Juan de la Cosa tenha acompanhado Colon na sua visita ao Rei de Portugal, D. João II, aquando do regresso à Europa, a quem foi dar as notícias em primeira mão, e que D. João II tenha oferecido a Juan de La Cosa uma compensação pela perda do Santa Maria.


No livro “A vida e a época de Cristóvão Colombo”, colecção “Os grandes da História” dirigida por Enzo Orlandi, edit. Verbo, o autor utiliza até uma expressão muito original, ao referir que a figurinha desenhada no mapa de Juan de La Cosa representa o Almirante Cristóvão Colombo em vestes de S. Cristóvão.


Cuba - pintura mural a fresco, representando S. Cristóvão

Na Cuba também existe uma pintura representando S. Cristóvão.
Encontra-se na Igreja do antigo Recolhimento e Convento do Carmo.
O que mais ressalta nesta pintura mural representando S. Cristóvão são as pouco habituais dimensões do quadro: 4,50 m de altura por 3,10 m de largura – um gigante!

O que faz este S. Cristóvão na Cuba? Esta Igreja não é dedicada a S. Cristóvão; o padroeiro da Cuba é, desde sempre, S. Vicente, ao qual foi e é dedicada a primeira e principal igreja. Não existe na Cuba nenhum rio para atravessar e o mar está demasiado longe para que possamos dizer que este S. Cristóvão estará ali por esse motivo simbológico.
Também será intrigante o facto deste S. Cristóvão ser representado sem a habitual auréola que encontramos nas imagens dos diversos Santos da Igreja, incluindo as múltiplas variantes de S. Cristóvão.


Isso confere-lhe uma muito maior dimensão humana.
Estaremos perante um Cristóvão que levou Cristo e não verdadeiramente um S. Cristóvão?

Será que esta pintura de S. Cristóvão foi ali efectuada para que façamos esta associação de ideias?
Não será que Juan de La Cosa desenhou um S. Cristóvão no seu mapa para nos mostrar uma associação entre a viagem da descoberta e o navegador que a realizou?
E não é interessante saber que S. Cristóvão é o padroeiro de Havana, em Cuba, descoberta pelo Almirante Don Cristobal Colón ?


Do Roteiro da Rota do Fresco (edição da Associação de Municípios do Alentejo Central), extraímos a seguinte informação:
A imponente edificação do Convento do Carmo, iniciada em finais do século XVII detém, na sua Igreja, uma pintura mural que se preserva no alçado Sul da nave com a representação isolada de um “S. Cristóvão”

Em “O concelho de Cuba – subsídios para o seu inventário artístico “ da historiadora Emília Salvado Borges, encontramos:
Na parede lateral do lado da Epístola destaca-se uma pintura a fresco, de grandes dimensões, representando S. Cristóvão, com a seguinte inscrição
«Este quadro mandou fazer o Padre João Mendes Vieira, capelão do Padroado que instituiu Martinho Janeiro Sebolinho de Barahona, no ano de 1759.»
(Esta data é, claro, a da pintura, e não a da instituição do padroado cuja data (1747) já referimos anteriormente.)

Depois podemos deduzir, como o faz Julieta Marques na publicação “Cristóvão Colom – um filho de D. Fernando, Duque de Beja”:
No pleno silêncio desde 1759, há dois séculos e meio aguarda uma renovada interpretação, um ciclo, de cuja previsível sabedoria, o tempo coloca nos nossos caminhos sem que saibamos dizer como acontece…
Este fresco de São Cristóvão que revelamos em Cuba, no Alentejo, tem certamente que contar! E nem sequer São Cristóvão é o padroeiro da Vila de Cuba. O seu padroeiro é São Vicente! Uma questão que originou algumas deduções, mas que explicitamente não deixam de constituir referências para episódios factuais. De conjuntura lógica e na simbiose da simbólica-secreta, o fresco de São Cristóvão traduz a alma duma mensagem, objectivamente situada num lugar sagrado, que indirectamente regista um dado acontecimento: o de um nascimento de figura nobre que o mensageiro, capelão e o artista pintor transmitiram para a posteridade, ligando-os no mesmo elo, o Santo e a figura que adoptou o nome do Santo, expressivamente usada como identidade e Sigla. Toda a mesma intenção existe no contexto deste fresco – em Cuba, do Alentejo, na década de 1450 nasceu ali alguém, filho de nobre, que foi Cristóvão Colom…

Num princípio intuitivo de inerentes conjecturas entendemos a colossal imagem, como a mensagem revelada no conhecido São Cristóvão, conciliada no outro Cristóvão, secretamente nascido em Cuba, mistério que um capelão do Recolhimento do Carmo, conheceu por manuscritos ou pelo povo, e registou a seu modo transmitido para os vindouros da demanda.


Duma posterior conversa com o historiador Manuel da Silva Rosa, outra questão poderemos colocar:
Existiria alguma ligação de parentesco entre este Martinho J. S. Barahona, instituidor daquele padroado que nos legou a pintura de S. Cristóvão / Cristóvão , e João de Barahona, cunhado de Don Cristobal Colón?
Esse João de Barahona que se deslocou com Bartolomeu Perestrello II, também cunhado de Colon, para comprarem um manto da Ordem de Santiago destinado a Diogo Colon, filho do navegador.

Carlos Calado
Setembro 2007

quinta-feira, agosto 23, 2007

Escudo de Carlos V


Escudo de Carlos V

Representação alegórica da descoberta do Novo Mundo (do escudo de Carlos V, conservado na Armaria Real de Madrid)

Foto constante da obra
“A vida e a época de Cristóvão Colombo” –
colecção Os grandes da História, director Enzo Orlandi, versão portuguesa de Armandina Puga, editora Verbo, pág. 79
Mais um interessante documento relacionado com o Almirante Don Cristobal Colón.
Nesta alegoria podemos ver um dos deuses transportando os «colombi / pombos» representativos do nome do descobridor.
Na cercadura, em baixo, de ambos os lados do anjo/querubim, podemos ver três «teares» alusivos às origens familiares do Almirante.
Se, em lugar dos «colombi», lhe parecerem COLONNAS, isso é coincidência.
Se, em lugar dos «teares», lhe parecerem ROMÃS, isso também é coincidência.
Como tudo. Apenas coincidências.
23 Ago 2007
Carlos Calado

segunda-feira, julho 16, 2007

PELA MEMÓRIA DO FUTURO

"O recente trabalho de investigação, levado a efeito nos últimos 15 anos, empreendido por Manuel da Silva Rosa e Eric J. Steele, que culminou com a publicação do livro "O Mistério Colombo Revelado" (Edições Esquilo), refere no capítulo XVI, página 499-500:
"Ficamos tristes por saber que em Portugal, onde se sabe com toda a certeza que Cristoval Colon viveu, casou e navegou, não exista nenhum tipo de incentivo por parte do governo para promover essa informação e preservar aqueles lugares históricos que Cristoval Colon pisou com os próprios pés. O Convento de St. António na Castanheira, perto de Vila Franca de Xira, onde Colon foi beijar a mão à rainha D. Leonor, caiu no esquecimento e está hoje em estado deplorável nas mãos de um particular."
Ainda no capítulo XX, página 612, escrevem os autores:"Colon despediu-se do Rei e, no caminho fez uma paragem para visitar a sua prima e rainha, Dona Leonor, Rainha de Portugal, em Santo António da Castanheira, um convento da Ordem de Cristo...porque ele era, na realidade, um Grande Senhor em Portugal, um parente de sangue real que ela já não via há oito anos."

Refira-se que é de Cristóvão Colombo, assim nomeado pela historiografia reinante, de quem estamos a falar, exactamente esse grande homem, português de nascimento e de sangue nobre, que redescobriu as Antilhas, supostamente ao serviço da coroa de Castela, mas em verdade servia secretamente um grande estratega e líder nacional, El-Rei D। João II। Ora, a avaliar pela citação mencionada, este valoroso navegador deixou o seu rasto no concelho de Vila Franca de Xira, concretamente no convento de S। António que se situa no lugar da Loja Nova, e dada a sua proximidade da Castanheira do Ribatejo é natural que os autores o refiram como localizado nesta terra। Este património que deveria estar acessível aos cidadãos, pela sua carga histórica, pois tem cerca de 500 anos, foi sujeito ao efeito devastador da burocracia que vai adiando a recuperação deste maravilhoso, místico e esotérico património do concelho de Vila Franca de Xira. São as memórias que alicerçam o futuro e estas farão parte certamente, das grandes memórias do nosso concelho, aquelas que suplantam a materialização da vida e a exagerada predominância dos cancros macroeconómicos, que contaminam a solidariedade cultural dos cidadãos em geral e, desorientam as lideranças autárquicas, frustrando as aspirações das populações locais.

Quando urge promover referências de excelência na construção de um futuro verdadeiramente promissor, com trabalho, construção e produção dos mais altos valores patrióticos solidários, que relevem as capacidades e competências deste grande povo, e que as classes dirigentes teimam em abafar, somos afinal contaminados com uma depressão colectiva desconcertante। É tempo de parar com a materialização das vaidades, com o cimento, o alcatrão, as rotundas pseudo-artísticas e disfuncionais, os festejos pavoneados, as inaugurações mascaradas, os discursos de circunstância, os coutos, as honras e padroados, a bacharelice e a futriquice. É hora da promoção do Homem, do ser, das relações humanas, do conhecimento, da solidariedade, das ideias, enfim da promoção da economia espiritual.

Este é o tempo de dar alma, ânimo, luz, crença e fé a estes nobres cidadãos, que o foram por imenso até 1495, graças à visão estratégica, e verdadeiramente patriótica de líderes e comandantes como D. Afonso Henriques, D. Dinis, D.João I, a nossa querida Inclíta Geração, o grandioso El-Rei D. João II, a lista torna-se reduzida, e aquele votado eternamente ao mistério e pelos historiadores abandonado, mas que foi um português de grande excelência, o navegador Cristoval Colon.

Mas o gene continua cá, os líderes e comandantes, infelizmente não os hão!

Coragem para a salvaguarda do património do convento de S। António. Vivam os Homens deste concelho! Viva a História deste concelho! Viva a Cultura deste concelho!


-- Carlos Sete

segunda-feira, maio 28, 2007

A seguinte mensagem que chegou-nos por email merece estar nesta página, por isso a metemos aqui:.


>>>> Se me permite, à maneira de sugestão. Porque não deixa falar Cólon?!

"Fiz-me mensageiro junto destes Príncipes, do novo Céu e da nova Terra, do que fala Nosso Senhor no Apocalipse, pela boca de S. João, após tê-lo feito pela boca de Isaías."
/ Christóferens Cólon)

Cólon cita nesta carta a profecia Joaquimita, Oráculum Turcium, segundo a qual um cristão peninsular havia de reconstruir Jerusalém e o monte Sião.
E este é homem que nos apresentaram como Laneiro, agora transformado em Comerciante pelo Canal de História.
De filho bastardo do Papa a nobre Catalão, será de tudo...Nobre Português nunca!
E é essa A QUESTÃO FUNDAMENTAL, que faz de Cólon o Estrangeiro Errante, e de D. João II, o Imbecil Reinante.

PORQUE NÃO PODE CÓLON SER PORTUGUÊS.

Contra esta hipótese irão levantar-se, senão os céus, pelo menos a Terra.
Conte sempre com a oposição de Governos e subsidiadas Academias, que representam na actualidade o poder contra o qual Chistóferens lutou.
O pior que poderia suceder num contexto de CFR , Tri-Lateral, UE, ONU, etc, seria o resurgimento, ainda que apenas espiritual, do pequeno Estado-nação, que a Ocidente da Europa, iniciou há 500 anos uma Missão, Espiritual, Mistíca e Profética, que o lançou por Mares e Continentes.( Jaime Cortesão)

"Portugal será o assunto.
Portugal será o Centro.
Portugal o Teatro.
Portugal o Príncipio e o Fim...(Padre António Vieira).

O que nos reporta ao final da Idade Média. Ao encerramento de um ciclo. À passagem para uma nova Era, de intensidade mística e ascética, de entrega a uma vida de pobreza ao exemplo de Cristo. De pregação de um Espírito Fraterno, em oposição ao espírito decadente que a Igreja Católica Romana evidênciava já no Séc. XII.
Este ideal, marcado pelo Culto do Espírito Santo, encontra numa Luzitânia Templária, um imenso eco.
E Reis, Nobres e Povo, lançam-se numa Demanda do Graal, em Missão Unificadora dos Homens e da Fé.
Só aqui este Espirito existiu.
Portugal dos Descobrimentos...
Não Castela, não Espanha, não França, não Génova ou Veneza. Não Ytália.
Apenas em Portugal.
Se virmos esta realidade histórica, compreendemos que Chistoferens só podia ser Português, Nobre ou Mestre Espiritual, sinónimo de religioso e culto.
Apesar da repressão cultural e espiritual dos últimos 500 anos, que assume na actualidade contornos ainda mais reductores, ainda hoje somos assim.
Humanistas, mas também individualistas, defensores da Liberdade e das Grandes Causas.
A Genética, tem destas coisas. Há sempre uma parte da Herança que se transmite imutável, ao longo dos tempos.

Apresente as suas provas, mas deixe Chistóferens falar.

Tem na sua posse as suas palavras escritas, pois use-as.
Peça a uma voz treinada que as repita. Passe em slide um pequeno texto, por ele escrito, por exemplo.
Deixe que ele nos diga quem foi.
Estou certa que mais Portugueses se irão juntar a si.

Com os melhores cumprimentos.
M.. L.....

quinta-feira, maio 24, 2007

NEGA PARA SENAREGA

NEGA PARA SENAREGA

Na lista de referências coevas que servem de suporte ao Colombo genovês inclui-se mais um cronista conterrâneo daquele tecelão: Bartolomé Senarega, chanceler da República de Génova.
Não é tão conhecido e invocado como Giustiniani ou Gallo, mas também figura na extensiva listagem efectuada por Sanfuentes y Correa em 1918, como sendo uma das testemunhas mais importantes para comprovar que o Almirante descobridor tinha sido o tecelão genovês.
Para Sanfuentes y Correa o testemunho de Senarega apresenta um tríplice valor: primeiro porque era um escritor reconhecido pela sua seriedade, segundo porque também era genovês e contemporâneo de Colombo, terceiro e mais importante porque tinha escutado dos lábios dos Embaixadores da República de Génova, Francisco Marchesio e António Grimaldo, regressados da Corte de Espanha, o relato de que o descobridor era o genovês Colombo.
Atentemos então nos factos e nos relatos
Estes dois Embaixadores regressaram da Corte de Espanha no final de 1493, como também consta na obra “Castigatissimi Annali ... di Genoa”, de Agostino Giustiniani.
Teriam, portanto, tomado conhecimento directo dos relatos sobre a viagem do descobrimento, a primeira viagem do Almirante Colón.
O relato de Senarega, incluído em “De rebus genuensis conmentaria ab anno MCCCCLXXXXVIII usque ad annum MCCCCCXIIII” (ou seja, acontecimentos entre os anos 1498 e 1514), na sua tradução castelhana diz:

«Regressaram por esse tempo (1493) Francisco Marchesio, ilustre jurisconsulto e Juan António Grimaldo, ambos homens eminentes e Embaixadores da Pátria ante os Reis de Espanha, com quem tinham firmado uma paz conveniente. Eles asseguraram como coisa certa o encontro feito pelo genovês Colombo de ilhas não conhecidas.
Os irmãos Cristóvão e Bartolomeu Colombo, genoveses de modesta ascendência e que viviam do comércio da lã…
Bartolomeu, o mais novo, dirigiu-se a Portugal e por fim estabeleceu-se em Lisboa…»

O primeiro aspecto intrigante neste relato é a inclusão de acontecimentos ocorridos em 1493, em crónicas referentes ao período decorrido entre 1498 e 1514. Dá a sensação que qualquer oportunidade servia para tentar divulgar e impor uma teoria. Não sabemos se pelo próprio autor dos “genuensis conmentaria” ou por alguma mãozinha marota.

O segundo aspecto que nos atrai a atenção no relato de Senarega na sua versão original (?) em latim é a utilização de frases praticamente decalcadas (ou vice-versa) dum escrito atribuído a António Gallo, já abordado em artigo anterior.
Senarega:
«Christophorus et Bartholomeus Columbi fratres, Genue plebeiis parentibus orti, et lanificio mercede victitarunt...
Sed Bartolomeus minor natu in Lusitania, demum Ulissipone constitit...»
Gallo ( ??) :
«Christophorus et Bartholomeus Columbi fratres,... ac Genue plebeis orti parentibus, et qui ex lanificii, ..., mercedibus victitarent...
Sed Bartolomeus minor natu in Lusitania, demum Ulissipone constitit...»


Este decalque a papel químico põe-nos perante um dilema: quem copiou quem?
Já vimos anteriormente que aquele capítulo dos Comentariolus de Gallo não foi produzido na data que lhe quiseram atribuir (1499), sendo uma falsificação posterior efectuada umas décadas depois. Admitimos então que o falsário se baseara nas palavras de Senarega. Ficamos agora na dúvida se não se terá tratado de uma falsificação múltipla, afectando obras dos vários autores.

O terceiro aspecto incongruente tem a ver com o próprio conteúdo do relato atribuído aos Embaixadores, onde “asseguram como coisa certa o encontro feito pelo genovês Colombo de ilhas não conhecidas”
Quanto à nacionalidade do descobridor, duas hipóteses se colocam
1) Os Embaixadores tiveram contacto directo com o Almirante Colón, que reconheceram como sendo o tecelão genovês Colombo
2) Os Embaixadores não tiveram contacto directo com Colón e ouviram, ou foi-lhes comunicado oficialmente, em Espanha, que era o tal genovês.

Em qualquer destas duas hipóteses, os Embaixadores teriam chegado a Génova com a grande notícia. Toda a República ficaria a saber, a família do tecelão exultaria, a sua terra natal ficaria mundialmente conhecida. Não faltariam festas e celebrações.
Mas sobre isto, nada consta. Os acontecimentos posteriores mostram que os Colombos de Génova não se identificaram com o Almirante do Mar Oceano. Sobre a sua terra natal, sempre pairaram disputas entre várias localidades, o que demonstra que nenhuma o seria. Nunca se teria mantido o mistério em torno das origens do descobridor se a sua família e a sua terra natal fossem aqueles. Mesmo que, por hipótese, os Embaixadores apenas tivessem ficado a saber que era genovês, sem mais detalhes.

Se fossem os Embaixadores a reconhecê-lo como genovês, então a Corte de Espanha ficaria também a sabê-lo. Mas a sua nacionalidade ficou sempre incógnita nos documentos oficiais da Corte.
Se, por outro lado, fosse a Corte a comunicar aos Embaixadores, ou se estes tivessem ouvido, então é porque já se sabia em Espanha que o Almirante era genovês. Mas nunca se soube! Nunca lhe atribuíram essa nacionalidade.

Quanto à descoberta: “asseguram o encontro de ilhas não conhecidas”
Então mas o Almirante não afirmou que regressara das Índias? Não o sustentou durante o resto da sua vida? Não estavam os Reis de Espanha convencidos de que o navegador chegara às Índias? Não lhe entregaram, vários anos depois, uma mensagem para quando se cruzasse nas Índias com Vasco da Gama?
Como poderiam então, em 1493, os Embaixadores fazer referência à descoberta de ilhas desconhecidas? Porque não disseram que encontrara as Índias?

Senarega poderá ter ouvido o relato dos Embaixadores, mas não ouviu certamente dos lábios dos Embaixadores que o descobridor era genovês nem que tinha encontrado ilhas não conhecidas.
Isso ouviu Senarega já muitos anos mais tarde, quando escreveu a sua crónica, e por isso já sabia que se tratava efectivamente de ilhas desconhecidas, e por isso já ouvira o boato insistentemente propalado de que o descobridor era genovês.

Perante um relato tão fraco, ou talvez seja um "copianço", só posso atribuir nota negativa a Senarega.
NEGA para Senarega !


Carlos Calado – 24 Maio 07

terça-feira, maio 08, 2007

Colombo Revelado no Museu dos Baleeiros

No passado dia 20 de Abril de 2007, teve lugar, no Auditório do Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, pelas 21:00h, a apresentação do livro “O Mistério Colombo Revelado”, de Manuel da Silva Rosa.
O Director do Museu do Pico, Manuel Francisco Costa Jr., abriu a sessão realçando, no quadro de uma política cultural atenta às dinâmicas locais, o papel do museu, na promoção e afirmação de iniciativas de relevante interesse cultural local e regional. De seguida, apresentou, num breve resumo, o autor e a obra: “Manuel da Silva Rosa é natural da Madalena do Pico, reside nos E.U.A. desde 1973 e dedicou os últimos 15 anos da sua vida à investigação histórica, em torno de Cristóvão Colombo, figura fascinante e misteriosa do nosso imaginário colectivo, referência e paradigma maior (e controverso) da História Mundial. Manuel da Silva Rosa é já considerado, pela comunidade científica, um dos mais competentes e conceituados historiadores da “nossa época” sobre Cristóvão Colombo. Partindo de novas propostas e perspectivas de análise histórica e ancorado em sólidas provas documentais, o autor demonstra, no seu livro, as inconsistências cientificas, os erros de análise, as mentiras e as falsidades da historiografia oficial / tradicional, relativamente às origens de Cristóvão Colombo, apontando novos rumos interpretativos. O mítico navegador é hipoteticamente visto, no quadro da rivalidade ibérica e da política portuguesa de sigilo, dos finais do séc. XV, como um espião português ao serviço de D. João II. “O Mistério Colombo Revelado” é, pois, assim, entendido, como um marco de toda a bibliografia já publicada sobre Cristóvão Colombo e um contributo decisivo para a historiografia em torno desta problemática. Isso deve encher-nos, a todos, de orgulho, admiração e reconhecimento, porque Manuel da Silva Rosa é “nosso”. É português, açoriano, picoense e cidadão do mundo”.
Terminadas estas palavras introdutórias, o autor, apoiado na projecção de diapositivos, em “powerpoint”, apresentou o seu livro e as principais teses nele abordadas. Seguiu-se um período de debate e uma sessão de autógrafos, que bastante entusiasmou todos.

sexta-feira, maio 04, 2007

GALLO PÔS O OVO DE COLOMBO

GALLO PÔS O OVO DE COLOMBO

Um dos pilares da história oficializada do Colombo tecelão genovês é um documento de duas páginas divulgado por Muratori, já no séc. XVIII e incluído numa colectânea de textos, como tendo sido escrito em 1499 por Antonio Gallo, cronista e chanceler do Banco de S. Giorgio em Génova.
Dessas duas páginas sem data, pretensamente um capítulo da obra “Comentariolus”, conserva-se uma cópia (má sina, a dos documentos originais referentes a Colombo) no Arquivo do Estado de Génova, mas sem que alguma vez tenha havido verificação e comprovação científica da sua autenticidade.
Antonio Gallo, sendo chanceler do Banco de S. Giorgio, deveria ser um profundo conhecedor das questões relativas ao Almirante Don Cristobal Colón, pois seria este o Banco onde o Almirante teria (supostamente) ordenado depositar as rendas do seu Morgadio.

Na sua obra “Castigatissimi Annali ... di Genoa”, publicada em 1537, Agostino Giustiniano escreveu: «E Colombo, na sua morte, fez como um bom patriota porque deixou por testamento ao Banco de S. Giorgio a décima parte das suas rendas perpétuas, se bem que o Banco citado (não sei porque razão) não recebeu este legado, nem fez nada para o receber».
Se não fosse já conhecido que esse testamento de Colombo onde se menciona Génova , datado de 1498, é um testamento falso, aqui teríamos mais um forte indício para duvidar da sua autenticidade.

Voltando aos “Comentariolus” de Antonio Gallo, neles se lê:

«Christophorus et Bartholomeus Columbi fratres, natione ligures, ac Genue plebeis orti parentibus, et qui ex lanificii, nam textor pater, carminatores filii aliquando fuerunt, mercedibus victitarent, hoc tempore per totam Europam, audacissimo ausu et in rebus humanis memorabili novitate, in magnam claritudinem evasere....»

Traduzindo para português a partir da versão castelhana obtemos:
«Os irmãos Cristoforo e Bartolomeu Colombo, lígures de nação, nascidos em Génova com origem plebeia, e que viviam do comércio da lã, em que o pai foi tecelão e os filhos, num tempo, cardadores, alcançaram em toda a Europa, nos tempos a que chegámos, uma grande celebridade pela sua coragem e por um descobrimento que será um marco na história da humanidade».
Tem sido geralmente aceite pelos genovistas que este texto atribuído a Antonio Gallo com a data de 1499 terá servido de suporte aos escritos de Agostino Giustiniano e Bartolome Senarega, umas décadas depois.
De facto, uma das frases na obra de Senarega “De rebus genuensis conmentaria ab anno MCCCCLXXXXVIII usque ad annum MCCCCCXIIII”

«Christophorus et Bartholomeus Columbi fratres, Genue plebeiis parentibus orti, et lanificio mercede victitarunt...»

é praticamente retirada daquela frase dos “Comentariolus”.
A autenticidade dos “Comentariolus” de Antonio Gallo é colocada em causa por vários motivos, desde a inexistência de exames comprovativos para a respectiva datação, até ao seu próprio conteúdo, porque Gallo mostra nada saber de Colombo, apesar de se gabar da sua amizade com aquela família.
Há, porém, um aspecto que nos demonstra que, ao contrário do que tem sido defendido pelos genovistas, não foram Giustiniano e Senarega que se basearam em Gallo, mas foi sim o falsificador que forjou o falso excerto do “Comentariolus” de Gallo quem se baseou nos escritos de Giustiniano e Senarega.
É que essas duas páginas soltas do Comentariolus afirmam que os irmãos Cristoforo e Bartolomeu Colombo alcançaram em toda a Europa uma grande celebridade pela sua coragem e por um descobrimento que será um marco na história da humanidade.
Mas, pura e simplesmente, é bem sabido que Bartolomeu Colón / Colombo nunca fez qualquer descobrimento nem alcançou nenhuma celebridade.
O falsificador que forjou o documento baseou-se nos relatos que colocavam Bartolomeu a desenhar mapas em Lisboa, nos relatos do descobrimento que designavam o descobridor por Colombo e lhe atribuíam origem genovesa, e vai daí decidiu, ele próprio, juntá-los na mesma viagem histórica de 1492.

E coitado do irmão Giacomo que não teve direito ao mesmo reconhecimento. A “sua” metamorfose em Don Diego deve ter confundido o “amigo íntimo” da família, a ponto de este não o identificar...

Tal como o episódio do Ovo de Colombo se passou com outro personagem, assim um qualquer falsário atribuíu a Gallo um relato que este não fez.
As duas páginas soltas do “Comentariolus” de 1499 são mentirosas.
É caso para dizer que este Gallo pôs o Ovo de Colombo!

Carlos Calado – 4 Maio 07

domingo, abril 22, 2007

TRAPALHADAS DE LAS CASAS

Colon e Colombo – trapalhadas de Las Casas

Da Historia de Las Índias escrita por frei Bartolomé de Las Casas, o blog Pseudo Colombina publicou alguns extractos onde salientou os aspectos que considerou mais relevantes para tentativa de demonstração da versão tradicionalmente aceite para a história do Colombo genovês.

Sobre partes seleccionadas desses extractos, utilizamos a cor vermelha para demonstrar as trapalhadas de Las Casas (sem fazer qualquer comparação com opiniões de outros autores sobre o mesmo tema mas apenas com o seu próprio texto ou factos conhecidos e confirmados).
São estas as chamadas fontes coevas onde se baseou aquela historieta.


Por cada tema, tecemos pequenos comentários, com texto de cor azul.


LOCAL DE NASCIMENTO
...Fué, pues, este varon escogido de nacion genovés, de algun lugar de la provincia de Génova; cual fuese, donde nació ó qué nombre tuvo el tal lugar, no consta la verdad dello más de que se solia llamar ántes que llegase al estado que llegó, Cristobal Columbo de Terra-rubia, y lo mismo su hermano Bartolome Colon, de quien despues se hará no poca mencion. Una historia portuguesa que escribió un Juan de Barros, portugués , que llamó Asia en el lib. III, cap. 2.º de la primera década, haciendo mincion deste descubrimiento no dice sino que, segun todos afirman, este Cristobal era genovés de nacion. Sus padres fueron personas notables, en algun tiempo ricos, cuyo trato ó manera de vivir debio ser por mercaderias por la mar, segun él mismo da á entender en una carta suya; otro tiempo debieron ser pobres por las guerras y parcialidades que siempre hubo y nunca faltan, por la mayor parte, en Lombardía

Comentário: Onde nasceu, ou que nome tinha esse lugar, não se sabe na verdade, mas João de Barros escreveu que, segundo todos diziam, era genovês de nação. Daí, pelo que todos diziam, mas não consta a verdade, era genovês.


NOME
...El linaje de suyo dicen que fué generoso y muy antiguo, procedido aquel Colon de quien Cornelio Tácito trata en ...Y es de saber, que antiguamente el primer sobrenombre de su linaje, dicen, que fué Colon, despues, el tiempo andando, se llamaron Colombos los sucesores del susodicho Colon romano ó Capitan de los romanos; y destos Colombos hace mencion Antonio Sabelico en ..., donde trata de dos ilustres varones genoveses que se llamaban
Colombos, como abajo se dirá. Pero este ilustre hombre, dejado el apellido introducido por la costumbre, quiso llamarse Colon, restituyéndose al vocablo antiguo,...

Comentário: Era de família notável, de linhagem Colon, que depois se chamou Colombo e que ele voltou a transformar em Colon…
Cornelio Tácito não fala de qualquer família Colon. Os dois ilustres Colombos referidos por Sabelico, são Guillaume de Caseneuve Coullon, conhecido por Colombo-o-Velho e Georges Bissipat “O grego”, conhecido por Colombo-o-Moço. Nenhum deles era de família Colombo, sendo Colombo uma alcunha.
Será que Las Casas pensava na família Colonna?


CHEGADA A PORTUGAL
Como fuese, segun es dicho, Cristóbal Colon, tan dedicado á las cosas y ejercicio de la mar, y en aquel tiempo anduviese por ella un famoso varon, el mayor de los corsarios que en aquellos tiempos habia, de su nombre y linaje que se llamaba Columbo Junior, á diferencia de otro que habia sido nombrado y señalado antes, y aqueste Junior trajese grande armada por la mar contra infieles y venecianos y otros enemigos de su nacion, Cristóbal Colon determinó ir é andar con él, en cuya compañia estuvo y anduvo mucho tiempo. Este Columbo Junior, teniendo nuevas que cuatro galeazas de venecianos eran pasadas á Flandes, esperólas a la vuelta entre Lisbona y el cabo de San Vicente para asirse con ellas á las manos; ellos juntados, el Columbo Junior á acometerles y las galeazas defendiéndose y ofendiendo á su ofensor, fué tan terrible la pelea entre ellos, (...)
Acaeció que la nao donde Cristóbal Colon iba, ó llevaba quizá á cargo, y la galeaza con que estaba aferrada se encendiesen con fuego..., los que en ellas quedaban aun vivos ningun remedio tuvieron sino arrojarse á la mar (...)
el Cristobal Colon era muy gran nadador, y pudo haber un remo que á ratos le sostenia miéntra descansaba, y ansí anduvo hasta llegar á tierra, que estaria poco más de dos leguas.... Desta pelea naválica y del dicho Columbo Junior hace mencion el Sabélico en..., donde trata que en el tiempo de la eleccion de Maximiliano, hijo de Federico, Emperador, por Rey de Romanos, fué enviado por Embajador de la Señoria de Venecia, Jerónimo Donato, á Portugal, para que en nombre de la Señoria hiciese gracias al Rey porque á los galeotes y remadores de las susodichas cuatro galeazas desbaratadas los habia vestido y dado ayuda de costa para que se volviesen á sus tierras. Ansí que llegado Cristóbal Colon á tierra á algun lugar cercano de allí, (...), fuese á Lisbona, que no estaba léjos, donde sabia que habia de hallar personas de su nacion; y ansí fué que siendo conocido por de la nacion ginovesa y tambien quizá su linaje y sus padres, mayormente viendo su autorizada persona, le ayudaron á que pusiese casa, y hecha con él compania comenzó á acreditarse y restaurarse.

Comentário: O assalto corsário às quatro galeaças venezianas, que originou o posterior agradecimento pelo Embaixador da Senhoria de Veneza ao Rei de Portugal, aconteceu em Agosto de 1485, como se comprova também pela época em que Maximiliano se tornou Imperador dos romanos (1486).
Segundo este relato, Cristoforo Colombo chegou então a nado, a Portugal, em 1485.
Conforme o próprio Las Casas nesta mesma obra, nesta data já o Colombo estava de fugida para Castela, após uma longa permanência em Portugal.


CORRESPONDÊNCIA COM TOSCANELLI
(...) fué, que un maestre Paulo, físico, florentin, siendo muy amigo de un canónigo de Lisboa, que se llamaba Hernan Martinez y carteándose ambos en cosas de la mar y de cosmografía, mayormente sobre la navegacion que á la sazon, en tiempo del rey D. Alonso de Portugal, para Guinea se hacia, y la que más ó por mejor vía se deseaba hacer á las regiones marineras ó terrenas occidentals, vino á noticia del Cristóbal Colon algo de sus cartas, y materia de que tractaban. El cual, como estaba muy encendido con sus pensamientos en aquella especulacion y andaba por ponerla en práctica, acordó de escribir al dicho Marco Paulo, físico, y envióle una esfera, tomando por medio á un Lorenzo Birardo, ansimismo florentino, que a la sazon ó vivia ó residia en Lisboa, descubriendo al dicho maestre Paulo la intincion que tenia y deseaba poder cumplir. Rescibida la carta de Cristóbal Colon, el dicho maestre Paulo, respondióle una carta en latin, encorporando la que habia escripto al Hernando Martinez, canónigo, la cual yo vide y tuve en mi mano vuelta de latin en romance, que decia desta manera.«A Cristóbal Columbo, Paulo, fisico, salud: Yo veo el magnifico y grande tu deseo para haber de pasar adonde nace la especería, y por respuesta de tu carta te invio el traslado de otra carta que há dias yo escribí a un amigo y familiar del Serenísimo Rey de Portugal, ántes de las guerras de Castilla, á respuesta de otra que por comision de S. A. me escribió sobre el dicho caso, y te invio otra tal carta de marear, como es la que yo le invié, por la cual serás satisfecho de tus demandas; (...)
Fecha en la ciudad de Florencia á 25 de Junio de 1474 años.»

Comentário: Segundo Las Casas, Colombo escreveu a Toscanelli, o qual lhe respondeu transcrevendo uma outra carta que há dias tinha enviado a um amigo e familiar do Rei de Portugal, o cónego Fernando Martins.
A carta está datada de 25 Junho 1474. Pode ser a data da carta a Colombo ou poderá ser a data da carta inicial, mas como Toscanelli diz que tinha escrito esta outra “há dias”, não se deve ter passado muito tempo.
Para Las Casas, este Colombo que chegou a nado a Portugal em 1485, já se correspondia daqui com Toscanelli em 1474, obviamente em latim.


VIAGENS COM OS PORTUGUESES
Cristóbal Colon comenzó á proponer su negocio en las córtes de los Reyes cristianos. Fué, pues ansí, que concebida en su corazon certísima confianza de hallar lo que pretendia, como si éste orbe tuviera metido en su arca, por las razones y autoridades y por los ejemplos y experiencias suyas y de otros, y ocasiones que Dios le ofreció (y no fué chico saber que en sus dias se habian descubierto las islas de cabo Verde y de los Azores, y tan gran parte de Africa y Etiopía, y que él habia sido en algunos viajes dellos),...

Comentário: Colombo colheu os ensinamentos que lhe deram a confiança para achar o que pretendia, através da sua experiência ou de outros, e participou nalgumas das viagens que os portugueses realizaram nos seus dias.
Açores, entre 1432 e 1474; Cabo Verde, entre 1460 e 1470; África, (Mina) até 1482; Etiópia, (Congo até Cabo da Boa Esperança), entre 1485 e 1488
Como é que nos seus dias (em Portugal) colheu ensinamentos de viagens ocorridas quando cá não estava? Ou será que estava e sempre esteve?


PROPOSTA AO REI DE PORTUGAL
Pues como por razon del domicilio y vecindad que en el reino el de Portugal habia contraido (...) propuso su negocio ante el rey de Portugal, y lo que se ofrecia a hacer es lo siguiente: Que por la vía del Poniente, hácia Austro ó Mediodia, descubriría grandes tierras, islas y tierra firme, felicísimas, riquísimas de oro y plata y perlas y piedras preciosasy gentes infinitas; y que per aquel camino entendia topar con tierra de la India, y con la grande isla de Cipango y los reinos del gran Khan, que quiere decir en nuestro romance Rey de los Reyes grande. Lo que pedia para su viaje fué lo que se sigue: Lo primero, que el Rey le armase tres carabelas bastecidas de gente y de vituallas para un año, (...) Las mercedes que pidió para en remuneracion de sus peligros, trabajos y servicios, estas son que aquí ponemos, en la peticion de las cuales mostró Cristóbal Colon su gran prudencia y ser de ánimo generoso, y no ménos la cuasi certidumbre que llevaba de hallar lo que pretendia. Primeramente, que le honrasen armándole caballero de espuelas doradas, y que se pudiese llamar D. Cristóbal Colon, el y sus sucesores. Lo segundo, que le diesen título de Almirante mayor del mar Océano, con todas las preeminencias ó prerogativas, privilegios, derechos, rentas e inmunidades que tenian los almirantes de Castilla. Lo tercero, que fuese su Viso-rey y Gobernador perpetuo de todas las islas y tierras firmes que él descubriese, por su persona, y por su industria fuesen descubiertas. Lo cuarto, que le diesen la décima parte de las rentas (...)Lo quinto, que en todos los navíos que se armasen para el dicho trato y negociacion, cada y cuando y cuantas veces se armasen, que pudiese Cristóbal Colon, si quisiese, contribuir y pagar la ochava parte, y que del provecho que dello saliese llevase tambien la ochava parte, y otras cosas que abajo parecerán. Ansí que propuesto este árduo y grande negocio ante el rey de Portugal, (...)

Comentário: Segundo Las Casas, Colombo propôs a sua viagem ao Rei de Portugal e como recompensa exigiu, entre outras mercês, ser armado Cavaleiro das Esporas Douradas (grande destaque dado pelo blog PHC tentando mostrar que fora armado, por ser uma exigência sua e não por ser nobre), e receber o título de Almirante do Mar Oceano, com todas as prerrogativas que tinham os Almirantes de…Castela!!!!


A MISSÃO DE SEU IRMÃO BARTOLOMEU
Visto se ha en el capítulo precedente como Cristóbal Colon tuvo legítima y justa causa y buena razon para dejar al rey de Portugal, por las maneras y disimulacion que con el tuvo, lo que en los reyes no arguye mucha y real simplicidad, de que conviene ser adornados. Considerando que, si los reyes de Castilla no aceptasen su negociacion, no le fuese necesario gastar mucha parte de su vida en buscar señores que le diesen el favor y ayuda que habia menester, juntamente con pasarse á Castilla, determinó que fuese al rey de Inglaterra, con la misma demanda y le propusiese la misma empresa, un hermano suyo, que se llamaba Bartolomé Colon (...)
haciendo cartas de marear, llegó á Inglaterra, y, pasados un dia y otros, hobo de alcanzar que le oyese Enrique VII, deste nombre, al cual informó del negocio á que venia. Y para más aficionarle á la audiencia é inteligencia dél, presentole un mapa-mundi que llevaba muy bien hecho, donde iban pintadas las tierras que pensaba, con su hermano descubrir, en el cual iban unos versos en latin, que él mismo, segun dice, habia compuesto

Pro authore seu pictore.Gennua cui patria est, nomen cui BartholomeusColumbus de terra rubea: opus edidit istudLondonijs: anno domini millesimo quatercentessimo octiesque unoAtque insuper anno octavo: decimaque die mensis Februarii.

...El autor de aquella pintura, dice, ser de patria ginovés, y que tiene por nombre Barlolomé Colon de Tierra Rubia, hizo la obra en Lóndres, ano de 1488 á 10 del mes de hebrero

Segun podemos colegir, considerando el tiempo que Cristóbal Colon estuvo en la corte de Castilla, que fueron siete años, por alcanzar el favor y ayuda del Rey y de la Reina, y algunas palabras de sus cartas, en especial escritas á los dichos Reyes católicos, y otras circunstancias, primero debia de haber salido de Portugal para Castilla, Cristóbal Colon, que su hermano, Bartolomé Colon, para Inglaterra. Y ansí, salió Cristóbal Colon por el año de 1484, ó al principio del año de 85, ó, si salieron juntos, despues que se perdió Barlolomé Colon debió de tornar á Portugal é ir el viaje que hizo Bartolomé Diaz, Capitan, con quien descubrio el cabo de Buena Esperanza, y tornados el año de 88, por Diciembre, á Portugal, luego partirse para Inglaterra, y compuso los versos por Febrero del mismo año de 88; de donde parece seguirse de necesidad que Cristóbal Colon no se hallo en el dicho descubrimiento del cabo de Buena Esperanza;

Comentário: Segundo Las Casas, Cristoforo Colombo saiu de Portugal para Castela no final de 1484 ou no princípio de 1485 (portanto antes de cá ter chegado a nado) e o seu irmão Bartolomeu participou com Bartolomeu Dias na viagem ao Cabo da Boa Esperança, da qual voltou no ano de 1488 (final do ano) mas em Fevereiro (ou seja, antes de ter regressado do Cabo) já estava a Londres a compor versos onde se dizia Colombo genovês.


COMENTÁRIO FINAL:
Las Casas escreveu a sua Historia mais de 60 anos depois dos acontecimentos quando a sua idade era já muito avançada e quis adaptar aquilo que conheceu directamente, isto é, a vida do Almirante Cristobal Colón após 1492, a todas as fantasias sobre a sua vida anterior, da qual nada se conhecia.
São estas fontes coevas que deram origem à versão oficial da historiografia sobre o Colombo genovês, onde as trapalhadas são muitas, o rigor é igual a zero e a fiabilidade nenhuma.


CARLOS CALADO, 22/4/07

terça-feira, março 27, 2007

O Julgamneto do "Pitbull" Bobadilla contra C. Colon

O “Juizo de Bobadilla” recentemente encontrado e sobre o qual se debate muito foi abafado pela corte de Castela e nunca foi usado pela corte contra os Colon. Não dei muito valor a este documento depois de ter lido o livro de Consuelo Varela por este documento fazer pouco sentido com a verdadeira pessoa nobre, priveligiada e honrada que foi o Almirante.
O documento foi tanto bem escondido pela corte que só o ano passado foi encontrado nos arquivos. Porquê?
Porque deveria a corte dos Reis Católicos esconder um processo se ele fosse um processo legítimo? Para proteger o Almirante ou para proteger a corte?
Ou esconderam-no por saberem que era um processo forçado por Bobadilla e não verdadeiro porque este tinha sido enviado com a missão de destruir o poder do Almirante no Novo Mundo e foi isso mesmo que ele fez.
Os Reis Católicos entendiam bem a farsa que era aquele processo de Bobadilla orchestrado intencionalmete para sair com a queda do Almirante em frente aos colonos no qual o Almirante foi confrontado, desonrado, destituido, tornado vil, preso, e humilhado.
Mas a confrontação pelos Castelhanos já tinha começado muito antes mas
familia Colon sempre foi protegida e honrada pela Rainha Isabel embora a queda do Almirante fosse necessária para a coroa tomar posse dos territórios que nunca poderiam tirar ao Almirante de outra forma. (Graças aos posts do Sr. Eduardo Albuquerque http://genealogia.netopia.pt/forum/msg.php?id=149209&fview=e todos podem ver este processo em acção).

Em 1492 durante as preparações e ao longo da para a primeira viagem C. Colon sofreu alguns agrávios dos Castalhanos e isto piorou na preparação da 2ª viagem. Leiam com cautela as datas e as acções porque fica claro o jogo dos Reis Católicos:

  • 1493. AGOSTO, 4. BARCELONA. Carta de los Reyes á D. Cristobal Colón. Les ha desplacido lo pasado con Juan de Soria, y mándanselo saber, pues quieren que sea acatado y honrado.
  • 1493. AGOSTO, 4. BARCELONA. Carta de los Reyes á D. Juan de Fonseca. ... De lo ocurrido entre Juan de Soria y el Almirante han tenido enojo, pues quieren sea honrado y acatado según el título que le han dado.
  • 1493. AGOSTO, 5. BARCELONA. Carta de los Reyes á Juan de Soria; que habiendo sabido que no mira ni acata al Almirante de las Indias, como es razón y quieren, han tenido mucho enojo y le mandan se conforme con el, pues de lo contrario lo mandarían castigar.
  • 1493. AGOSTO, 18. BARCELONA. Carta de los Reyes á D. Juan de Fonseca. Ya sabe que le tienen encargado dé mucho contentamiento al Almirante en todo, así procure vayan los navíos e marineros e otras cosas que pide, sino se acrecienta el costo, y pues todo va á su gobernacion, hágase como le parezca. A Juan de Soria se le manda que se conforme con él y no le ponga contradicción.
Depois ao verem Vasco da Gama navegar para a Verdadeira India e terem conhecimento da imensão do Novo Mundo e que C. Colon preparava para si um reino á parte os Reis Católicos preparam uma boa cilada para o fazer cair enviando lá um “pitbull” que não iria falhar. Deram-lhe tudo o necessário em documentos e apoio fazendo-o Governador das Indias e tirando assim o posto ao Almirante que era parte do contracto de Suas Altezas com Colon. Bobadilla não foi para a Espanhola como pesquisador foi como GOVERNADOR. A queda de Colon estava já planeada ao enviarem um novo governador:

  • 1499. MARZO, 21. MADRID. Comisión al comendador Francisco de Bobadilla, para averiguar qué personas se habían levantado contra la justicia en la isla Española y proceder contra ellas segun derecho.
  • 1499. MAYO, 21. MADRID. Nombramiento de Gobernador de Indias al comendador Francisco de Bobadilla.
  • 1499. MAYO, 21. MADRID. Provisión mandando que se entreguen al comendador Bobadilla las fortalezas, navios, armas y otras cosas de SS. AA.
  • 1499. MAYO, 26. MADRID. Carta de creencia dada por los Reyes al comendador Bobadilla
  • 1500. MAYO, 30. SEVILLA. Real cédula mandando al comendador Bobadilla que averigúe la gente que habia en Indias á sueldo.
  • 1500. Despacho del comendador Frei Francisco de Bobadilla, que fué por Gobernador de las Indias.
  • 1500. Relación de gastos que hizo el comendador Bobadilla cuando fué al gobierno de las Indias.
Bobadilla durou somente 1 ano na sua missão foi eficaz ao máximo, depois com a queda realizada e os irmãos Colon fora da nova colónia e soltados dos ferros andando livres em Castela, com mil desculpas pedidas pelos Reis Católicos, Bobadilla podia ser substituido. O seu trabalho sujo estava terminado mas não era homem para governar.

  • 1501. SEPTIEMBRE, 16. GRANADA. Real cédula a Nicolás de Ovando para que no se guarden las franquezas que dió el comendador Bobadilla, por no haber tenido facultad para acordarlas.
  • 1501. SEPTIEMBRE, 16. GRANADA. Real cédula dando poder al comendador Ovando para tomar cuentas á Bobadilla por procurador.
  • 1501. SEPTIEMBRE, 17. GRANADA. Real cédula ordenando que el comendador Bobadilla nombre procurador, si no ha acabado la residencia, y se venga en los navíos que van ahora á la isla Española.
  • 1501. SEPTIEMBRE, 20. GRANADA. Decreto de los Reyes (num. 13) para que Bobadilla pueda vender sus muebles.
Mas o Almirante não foi destituido por completo dos seus poderes. Foi somente tirado fora da posse do território para não se reforçar e revoltar como era planeado e tal como seu filho Don Diego mais tarde seria acusado da mesmo coisa. O Almirante e sua familia seguiu sendo honrado, previligiado, agazalhado e protegido pela corte. Porquê?
  • 1501. SEPTIEMBRE, 27. GRANADA. Real cédula sobre la orden que se debía observar en las cosas de la Hacienda, tocantes á D. Cristobal Colón, de que se apoderó el comendador Bobadilla.
  • 1501. SEPTIEMBRE, 27. GRANADA. Carta de los Reyes á Jimeno de Briviesca, mandando dá á D. Cristobal Colón razón y copia de lo que montan las mercaderías que se llevan á las Indias, para que si quisiere ponga la octava parte.
O “pitbull” Bobadilla tendo saido com sucesso na sua missão que era só derrubar C. Colon e como os “pitbulls” só servem uma tarefa que é derrubar e náo governar tinha agora se ser substituido imediatamente por um “Pastor Alemão” alguém que soubesse governar (Ovando). Estando agora os Reis tranquilos já com o poder do Novo Mundo segurado e na posse dos seus fieis Castelahnos o Almirante poderia regressar a usar os seus beneficios menos de Governador.

  • 1501. SEPTIEMBRE, 28. GRANADA. Carta de los Reyes al comendador de Lares, Gobernador de las Indias, comunicando lo ordenado respecto á lo que Bobadilla tomó a D. Cristobal Colón y a sus hermanos, y cómo se le ha de acudir con la parte del diezmo é octavo que ha de haber.
  • 1501. SEPTIEMBRE, 27. GRANADA. Declaratoria y cédula de los Reyes ordenando:
1. Que D. Cristobal Colón tenga la ochava parte del provecho de las mercaderias de Indias, conforme a su capitulacion.
2. Que de los efectos que le tomó en la isla Española el comendador Bobadilla, se paguen los sueldos y costas desde que el Almirante fué la última vez el año de 1498, por cuanto le hicieron merced de la parte que le cabia en las costas segun su capitulación.
3. Que también le hicieron merced de las costas y gastos de los ganados que se llevaron.
4. Que le sean devueltos los atavíos de su persona, mantenimientos é vino que Bobadilla le tomó, ó su justo valor.
5. Que igualmente se le vuelvan las piedras tomadas del nacimiento donde nacía el oro.
6. Item dos yeguas con sus crías, ó su justa estimación.
7. Que por cuanto el Almirantedice que recibe agravio en no proveer él de capitanes y oficiales á los navíos , que en adelante los provea.
8. Que el Almirante pueda traer cada año 111 quintales de Brasil.
9. Que si Bobadilla ha pagado sueldos indebidos, no sea á ello obligado el Almirante.
10. Que le hacen merced de todo aquello que tomó Bobadilla á sus hermanos como perteneciente a la Corona.
11. Que el Almirante tenga en la Española persona que entienda en las cosas de su hacienda, y sea Alonso Sánchez Carvajal.
12. Que se le abone el diezmo de oficios de alguacilazgo y escribanos.
13. Que se le devuelvan los libros y escrituras que le fueron tornados.
14. Que Carvajal goce lo que gozaren los oficiales reales en flete y mantenimientos.

TUDO COMO DE ANTES, SEGUIA COM OS SEUS LOUVRES, GRAÇAS E MERCÊS, SOMENTE C. COLON SE ENCONTRAVA FORA DO PODER DOS SEUS TERRITÓRIOS. FOI EFICAZ E FOI RÁPIDO O TRABALHO DE BOBADILLA MESMO QUE FOSSE DESHONESTO.
  • 1501. SEPTIEMBRE, 27. GRANADA. Carta de los Reyes á Jimeno de Briviesca, mandando dá á D. Cristobal Colón razón y copia de lo que montan las mercaderías que se llevan á las Indias, para que si quisiere ponga la octava parte.
  • 1501. OCTUBRE, 10. GRANADA. Extracto de un expediente formado á petición de D. Bartolomé Colón, de resultas de su prisión por el comendador Bobadilla.
  • 1501. OCTUBRE, 21. GRANADA. Real cédula librando a D. Bartolomé Colón 10.000 mrs. de merced.
  • 1501. SEPTIEMBRE, 3. GRANADA. Título de Gobernador de las Indias á Frey Nicolás de Ovando, comendador de Lares.
  • 1501. SEPTIEMBRE, 20. GRANADA. Memorial del comendador Ovando a SS. AA., decretado por estas, mandando, entre otras cosas, que las vecindades y raíces concedidas por el Almirante, se guarden á quien las tiene si tuvo poder para darlas, si no lo tuvo se quiten.
  • 1502. ENERO, 5. SEVILLA. Acta de presentación de Reales cédulas del Almirante ante los alcaldes de Sevilla. Comprenden el título y privilegios concedidos por D. Juan II de Castilla al Almirante D. Alonso Enríquez, y otros de D. Cristobal Colón ya especificados en su lugar.
  • 1502. FEBRERO, 14. VALENCIA DE LA TORRE. Carta de los Reyes á D. Cristobal Colón ; vieron las letras y memoriales que envió diciendo quería pasar por la Española y como ya le ban dicho, vaya por otro camino, y si á la vuelta fuere necesario podrá tocar en la isla deteniéndose poco, para que luego informe de lo que viere. Envíanle instrucción de lo que ha de hacer en el viaje. Dan licencia para que lleve á su hijo don Fernando, quedando su ración á don Diego. De su prisión les ha pesado mucho, y en cuanto lo supieron lo mandaron remediar, estando en honrarle más, en confirmar las mercedes que le han hecho y poner á sus hijos en posesión de ellas.
  • 1502. MARZO, 14. VALENCIA DE LA TORRE. Carta de los Reyes Católicos al capitán de la Armada del Rey de Portugal haciéndole saber la comisión que lleva D. Cristobal Colón.
  • 1502. SEPTIEMBRE, 12. TOLEDO. Capitulación con Juan Sánchez de la Tesorería y con Alonso Bravo para llevar mantenimientos á la isla Española con seis carabelas, poniendo entre las condicionos que el Almirante don Cristobal Colón pueda poner el octavo del costo.
  • 1503. MARZO, 20. ALCALA DE HENARES. Instrucción secreta dada al Gobernador frey Nicolás de Ovando.
  • 1503. NOVIEMBRE, 27. SEGOVIA. Cédula de la Reina á los oficiales de la Casa de Contratación. El Almirante dice que dichos oficiales no le cumplen lo capitulado por sus Altezas: ordena que se cumpla.
  • 1503. NOVIEMBRE, 27. SEGOVIA. Cédula de la Reina al comendador Ovando. Por parte del Almirante se dice que en la isla Española no se cumplen algunas cosas de la declaración de sus privilegios; ordena se cumplan en todo.
  • 1503. NOVIEMBRE, 27. SEGOVIA. Cédula de la Reina al comendador Ovando. Alonso Sanchez de Carvajal en nombre del Almirante dice que no se cumple la declaración dada á su favor cerca del veedor y de la facultad de sacar tres quintales de Brasil: manda sean guardadas.
  • 1503. NOVIEMBRE, 27. SEGOVIA. Cédula de la Reina reiterando al comendador Ovando se cumplan los capítulos acordados acerca del Adelantado D. Bartolomé Colón y D. Diego su hermano.
  • 1503. NOVIEMBRE, 27. SEGOVIA. Cédula de la Reina al comendador Ovando mandando se pague á los hermanos del Almirante lo que por los libros del contador de la isla conste que se les debe.
  • 1503. NOVIEMBRE, 27. SEGOVIA. Carta de la Reina al comendador Ovando mandando cumpla lo ordenado sobre las cosas de D. Cristobal Colón.
  • 1503. NOVIEMBRE, 27. SEGOVIA. Cédula de la Reina al comendador Ovando mandando se acuda al Almirante con el diezmo y octavo que le correspondan.
  • 1503. NOVIEMBRE, 15. SEGOVIA. Nombramiento de contino á D. Diego Colón.
  • 1504. FEBRERO, 8. MEDINA DEL CAMPO. Real cédula concediendo naturaleza de estos reinos á D. Diego Colón, hermano del Almirante.
  • 1504. OCTUBRE, 14. MEDINA DEL CAMPO. Cédula de la Reina recibiendo por contino á D. Diego Colón con 50.000 maravedis de quitación.
  • 1505. SEPTIEMBRE, 22. SEGOVIA. Orden de pagar á D. Diego Colón 50.000 mrs., que por contino venció el año 1504.
  • 1504. FEBRERO, 23. MEDINA DEL CAMPO. Real cédula á los oficiales de la Casa de Contratación para que paguen á D. Cristobal Colón lo que se le quedo debiendo en las cosas que trujo de las Indias.
  • 1505. FEBRERO, 22. Partida de pago hecho por el tesorero de sus Altezas á D. Diego Colón, por vencimientos suyos y de su hermano Fernando.
  • 1506. ENERO, 20. SEVILLA. Partida de pago hecho á D. Bartolomé Colón por resto de sus vencimientosen el viaje á Indias desde 1502 á 1504.
  • 1506. ENERO, 25. Real cédula mandando pagar á don Hernando Colón 31.750 mrs. por el sueldo que hubo de haber en el viaje que fué á las Indias con su padre el Almirante, y por lo mismo á D. Bartolomé Colón 52.216 mrs.
  • 1506. JUNIO, 2. VlLLAFRANCA. Real cédula mandando al comendador Ovando que por haber fallecido el Almirante D. Cristobal Colón acuda á su hijo y sucesor D. Diego con el oro y demás cosas que pertenecían al primero.
  • 1508. AGOSTO, 16. ALBA DE TORMES. Poder que D. Bartolomé Colón, Adelantado de las Indias, otorgó a favor de su hermano D. Diego para cobrar varias cosas de mrs., oro y joyas que dejo en poder del P. D. Caspar Gorricio, monje de la Cartuja de las Cuevas de Sevilla.
AFIM DE TUDO FOI SOMENTE PARA QUITAR O ALMIRANTE DO GOVERNO SEGUINDO ESTE E SUA FAMILIA SEM SEREM SENTECIADOS POR NADA PORQUE NÃO HOUVE NENHUM CRIME E ASSIM O “JUIZO DO PITBULL FOI ESCONDIDO PORQUE SERVIU O PORPÓSITO DE ALÇAR O RESTO DA COLÓNIA PARA QUE NÃO QUEISESSEM SER GOVERNADOS POR UM SUPOSTO PLEBEU SEM HONRA E SEM DIREITOS !!!!!!! Tudo foram mentiras criadas por Bobadilla para servir a sua missão de derrubador.

Veja-se agora as palavras do injustamente acusado Almirante (Cristóbal Colón, Textos y documentos completos, Edición de Consuelo Varela, Nuevas Cartas: Edición de Juan Gil, Alianza Universidad, Madrid, 1997) acusando o “pitbull” de ter, “diciendo de mí mill deshonestidades y descorteses cosas”:

Carta a Dona Juana de la Torre, ama del Príncipe Don Juan
Muy virtuosa Señora:
Yo mucho quisiera despedir del negoçio, si fuera honesto para con mi Reina. El esfuerço de Nuestro Señor y de Su Alteza fizo que continuase, y por aliviarle algo de los enojos en que a causa de la muerte estava, cometÍ viaje de nuevo al cielo y mundo que fasta entonçes estaba oculto; y si no es tenido allí en estima así como los otros de las Indias, no es maravilla, porque salió a pareçer de mi industria. .. FN: Añade Las Casas: -Esto dice porque entonçes era muerto el príncipe don Juan», fallecido el 4 de octubre de 1497 en Salamanca. .... – pg 431

.... vino el Comendador Bovadilla a Santo Domingo. Yo estaba en la Vega y el Adelantado en Xaraguá, donde este Adrián avía hecho cabeça ... segundo día que llegó se crió Governador y fizo offiçiales ... y publicó que a mí avía de enbiar en fierros y a mis hermanos, así como a fecho, y que nunca yo bolvería más allí ni otro de mi linaje, diciendo de mí mill deshonestidades y descorteses cosas. Esto todo fue el segundo día que él llegó, como dixe, y estando yo lexos absente, sin saber d'él ni de su venida. – pg 432-433
... yo nunca oí que el pesquisidor allegase los rebeldes y los tamase por testigos contra aquel que govierna, a ellos y a atros sin fe ni dignos d'ella.
... Yo creo que se acordará vuestra merced, cuando la tormenta sin velas me echó en Lisbona, que fui acusado falsamente que avía yo ido allá al Rey para darle las Indias. Después supieron sus Altezas el contrario y que todo fue con malicia. Bien que yo sepa poco, no sé quién me tenga por tan torpe que yo no cognozca que, aunque las Indias fuesen mías, que yo no me pudiera sostener sin ayuda de Prínçipe. Si esto es así, ¿adónde pudiera yo tener mejor arrimo e seguridad que en el Rey e Reina, Nuestros Señores, que de nada me an puesto en tanta honra y son los más altos Príncipes por la mar y por la tierra del mundo? – pg 434-435

.... rescibieron de mí servicio y tienen a mis hijos sus criados, lo que en ninguna manera pudiera esto llegar con otro Príncipe, porque adonde no ay amor todo lo otro çessa.
... Y luego partí, así como le dixe, muy solo, porque toda la gente estava con el Adelantado, y también por le quitar de sospecha. El, cuando lo supo, echó a Don Diego preso en una caravela cargado de fierros, y a mí, en llegando, fizo otro tanto, y después al Adelantado cuando vino. Ni le fablé más a él ni consintió que hasta oy nadie me aya fablado. Y fago juramento que no puedo pensar por qué sea yo preso. – pg 435

... e puesto so el señorío del Rey e de la Reina, Nuestros Señores, otro mundo, y por donde España que era dicha pobre es la más rica.
Yo devo de ser juzgado como capitán que de tanto tiempo fasta hoy trae las armas a cuestas, sin las dexar una ora, y de cavalleros de conquistas y del uso y no de letras, salvo si fuesen griegos o de romanos o de otros modernos, de que ay tanto(s) y tan nobles en España. O de otra guisa rescibo grande agravio porque en las Indias no ay pueblo ni asiento. – pg 436

... El Comendador, en negando a Santo Domingo, se aposentó en mi casa. Así como la falló, así dia todo por suyo. Vaya en buena ora. Quiçá lo avía menester. Cosaria nunca tal usó con mercader. De mis escripturas tengo yo mayor quexa, que así me las aya tomnado que jamás se le pudo sacar una, y aquellas que más me abían de aprovechar en mi disculpa, esas tenía más ocultas. – pg 437

>>>>> Atenção á verdade:
“y publicó que a mí avía de enbiar en fierros y a mis hermanos, así como a fecho, y que nunca yo bolvería más allí ni otro de mi linaje, diciendo de mí mill deshonestidades y descorteses cosas. Esto todo fue el segundo día que él llegó, como dixe”

Agora podemos entender a razão dos Reis Católicos esconderem bem a “Justiça do Pitbull” porque era muito longe de ser justa. Por isso o processo de Bobadilla n’O Mistério Colombo Revelado não lhe é dada nenhum peso por conter “mill deshonestidades” segundo o homem que foi acusado e libertado imediatamente porque se fossem “mil verdades” nunca se teria safado livre.