sábado, março 15, 2008

COLOMBO - UMA QUESTÃO EM ABERTO

Colombo – uma questão em aberto

Magnífica palestra intitulada "A figura régia de D. João II" pela Profª. Drª. Manuela Mendonça, Presidente da Academia Portuguesa de História.
Aconteceu no passado dia 13 de Março, na Sociedade de Geografia de Lisboa, promovida pela respectiva Secção de História, presidida pelo Prof. Dr. Rui Costa Pinto.

Na fase de perguntas pela assistência, foram colocadas questões relativas ao Tratado de Tordesilhas e à “relação” de D. João II com Cristóvão Colon /Colombo.

Sobre Cristóvão Colon / Colombo, disse a Presidente da Academia Portuguesa de História:

«Cristóvão Colombo é uma questão em aberto. Não sei se era português, mas estou convencida que não poderia ter sido alguém que chegou aqui já adulto. Teria de ter estado em Portugal desde criança ou desde muito jovem.»
«Também não creio que tenha sido um agente secreto, mas que fugiu para Castela com medo de represálias pelas ligações familiares pois o sogro era membro da casa de Viseu»
«A questão está em aberto e a Academia Portuguesa de História já foi solicitada através de um deputado da Assembleia da República para lançar um debate sobre o tema.»

A Prof. Drª Manuela Mendonça manifestou-nos, depois, interesse em assistir à grande conferência sobre Cristóvão Colon que o Núcleo de Amigos da Cuba está a organizar em colaboração com a Câmara Municipal de Cuba, e que vamos realizar no dia 24 de Maio, nesta vila alentejana, com a presença dos vários autores com obras publicadas sobre a Portugalidade de Cristóvão Colon e de diversos especialistas que debaterão os temas em análise.

Carlos Calado
15 Março 2008

sábado, fevereiro 23, 2008

Filipa Moniz - a comendadeira

No bem denominado site Pseudo-História Colombina o J.C.S.J. escreve um artigo titulado: Filipa Moniz - a não comendadeira.
De novo o Sr. J.C.S.J. no seu modo regular foje á regra das coisas para forçar uma excepção. Em vez de nos tentar explicar como é que um plebeu de Génova conseguiria atender Missa em Todos-os-Santos, Mosteiro da elite Ordem da Cavaleria de Santiago? E como um plebeu de Génova conseguiria casar com a filha de um nobre Capitão do Rei de Portugal que residia aí dentro? O J.C.S.J. dá-se em vez ao seu já habitual esforço de tentar provar que a Filipa Moniz era uma mera insignificante pessoa do seu dia.
Eu foquei-me no Mosteiro de Santos porque o filho de Cristóvão Colon disse que a esposa dele era "uma senhora, chamada Dona Felipa Moniz, de nobre sangue fidalga, Comendadora no Mosteiro de Todos os Santos, onde o Almirante ía ordinariamente á Missa".
Eu confirmei como um facto aquilo que disse D. Hernando com o estudo do Prof. Joel Mata
(que pode ser puxado aqui em PDF). Uma Filipa Moniz era mesmo uma das donas comendadeiras residente em Todos os Santos nessa época.

Ninguém achou as palavras de D. Hernando estranhas. Ninguém se deu ao trabalho de investigar o que fazia um plebeu genovês intrometido a atender Missa com os Cavaleiros de Santiago na década dos 70 do século XV. Ninguém se deu ao trabalho de explicar o que fazia Filipa Moniz nesse Mosteiro de Santiago nem qual era o seu grau social.
Fizeram exactamente o contrário e ainda o fazem.

Por acreditarem que o Almirante era um plebeu genovês diminuem automáticamente a Filipa Moniz para o seu degrau de tecelão e tornam-a numa serviçal do mosteiro. Não são capazes de meter as suas mentes á volta de mais nada. Não conseguem ver mais que um plebeu e por isso tudo o resto tem que ser forçado a encaixar na vida e no grau de um plebeu tecelão de Génova. É por aí que começa a verdadeira Pseudo-História Colombina. São incriveis as voltas que eles dão ás coisas para arruínar a família Perestrelo, para diminuir a sabedoria do Almirante, para roubar a Glória e escurecer a Fama e genialidade do nosso grande Rei D. João II.
Neste caso o J.C.S.J. acha que a importância nisto tudo é se a Filipa Moniz tinha ou não tinha os titulos de "Dona" e de "Comendadeira" e passa por cima das implicações de ela ser residente no Mosteiro de Santos debaixo da guarda e da gerência de D. João II, Mestre que foi de Santiago.

Está claro que nem tudo se sabe a 100% destas coisas mas noutro caso qualquer os documentos seriam vistos com outros olhos. Somente não o são porque "Colombo era plebeu tecedor de lã Italiano" e tudo tem que ser forçado a sustentar esta fantástica teoria fantasiosa e por isso tudo é modificado e interpretado nesse sentido.
O estudo do Prof. Joel Mata é um grande contributo para entender o Mosteiro de Santos mas não é em si o principio e o fim de tudo sobre o Mosteiro e a Ordem. Há muito ainda para investigar e saber sobre isso. Para já digo que não está provado que as donas comendadeiras de Santos naquele tempo não fossem todas aparentadas com membros de Santiago a falta de prova afirmativa não a torna numa prova negativa.
O facto é que as "donas" do Mosteiro de Santos tinham diferentes estados tanto de vida como de categoria e não se pode dar uma pincelada a todas com a mesma côr. Haviam donas "professas" tal como haviam donas hospedadas e viúvas com seus filhos. Temos que diferenciar desde já que nem todas as donas professavam e mesmo professas poderiam casar com autorização do Mestre. Uma coisa pode-se dizer. Todas elas eram sustentadas pela Ordem de Santiago na maioria com os rendimentos da Comenda de Santos.
A designação de Comendadeira é simples de entender. Viviam da Comenda ou seja eram-lhes encomendado rendimento para viverem. E assim eram todas elas comendadeiras. O problema é que a a "priora" começou a ser designada por Comendadeira que seria de certo referência á Comendadeira-mor.
Para melhor esclarecimento deve-se olhar para as palavras do Mestre da época «...em 1488, D. João II interpela o mestre castelhano, perguntando entre outras coisas "si las comendadoras se pueden casar e casadas si les quedan las encomiendas"»
«...um contrato agrário, de 1483, do tempo de D. Beatriz de Meneses, onde o tabelião refere no protocolo o "mosteiro de Santos que he das Senhoras Comendadeiras da Ordem do Bem Aventurado Santiago"- estudo de Joel Mata. As donas comendadeiras eram todas elas só que a comendadeira-mor é na maioria das vezes chamada comendadeira e as ourtras simplesmente donas.

Outra grande presunção do J. C. S. J. é que o navegador era italiano:

«Especificamente esta obra não é um estudo sobre a esposa de Cristóvão Colombo, nem sobre qualquer matéria colombina entendida como a busca de elementos para a biografia do navegador italiano.» E no fim de contas é este o ponto de vista que o cega e que não o deixa ver as coisas como elas são mas sim como ele quer que elas sejam.

Mas para mim falta ainda muito para o caso ficar totalmente esclarecido. Continua a minha busca de dicas e documentos que me levem de uma vez por todas a desvendar a verdade. Nesse sentido notei agora que no estudo do Prof. Joel Mata aparece uma
«Filipa (D.) 1490.09.16 - 1497.07.29 A.N.T.T., Mosteiro de Santos, cx.10, m.4, nº6, A.N.T.T., Mosteiro de Santos, cx.19, d.d., nº19»

Interessante ver ali uma D. Filipa sem apelido? Será que ao se establecer Colon permanentemente em Castela a D. Filipa Moniz foi de novo hospedada em Santos até morrer em 1497? Não sei. Mas é mais uma possivél dica a pesquisar porque só mantendo os olhos bem abertos a todas as dicas é que vamos chegar lá.

Capitulaciones de Santa Fe Abril de 1492

"...otorgan a D. Cristóbal Colón en alguna satisfacción de lo que ha descubierto"

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Mais Uma Daquelas Inacreditáveis Fantasias

São tantas as contradições da história do genovês que não sei por onde pegar. Infelizmente não pude estar no debate para esclarecer muitas das falácias vendidas ao público pelo Prof. José Manuel Garcia. Embora o Tenente-Coronel Brandão Ferreira e o José Rodrigues dos Santos fizeram um excelente trabalho em meter furos no barco genovês foram muitas as coisas ditas pelo Professor José Manuel Garcia que não receberam a atenção merecida e não foram contrariadas porque o tempo não permitiu e assim parecem para muitos como sendo verdadeiras. Mas não são.
Se o Professor José Manuel Garcia tivesse lido O Mistério Colombo Revelado antes do debate teria estado mais bem preparado e não teria caído em tantas más presunções. Quem ver o debate será capáz de dar por muitas das presunções que são ditas sem provas. Não as vou contrariar todas mas vou apontar uma aqui que, como já apontei no meu livro, desmonta uma das burlas dos historiadores pela raíz.
Infelizmente os "historiadores profissionais que sabem as regras básicas" como lhes chama o Prof. José Hermano Saraiva, levaram uma lavagem cerebral tão completa neste assunto na escola que não conseguem ver as falácias nas coisas que lhes foram vendidas e por isso não conseguem ver as suas próprias contradições. No debate da Sociedade Civil, no video número 3 no fim desta página, começando no minuto 5:08 o Professor José Manuel Garcia diz o seguinte:

"Agora em 1474, 1474, antes, dois anos antes dele aparecer, do Cristóvão Colombo aparecer por aqui, apareceu um outro Italiano, outro Italiano muito esperto que era o Senhor Paolo Toscanelli. Paolo Toscanelli é que descobriu o "ovo de Colombo", quer dizer, descobriu a teoria de que era melhor ir para o Ocidente para descobrir a India do que ir por aí abaixo, que era muito longo, complicado, nunca mais lá chegavam. Portanto ao Ocidente era rápido. Aquilo era logo ali. Portanto, e ele escreve uma carta ao D. Afonso V, que não se interessava nada pelo assunto, mas quem se interessava em 1474 era o D. João II, Príncipe D. João II, que ele é que na altura tinha o previlégio, que o D. Afonso V não estava nada interessado naquilo.
Só queria era conquistar Maroccos, e então deu as possibilidades ao D. João. Só que o D. João em 1474 perguntou aos seus conselheiros "é melhor ir par ao Ocidente ou é melhor ir pela África do Sul?" E o Fernando Gom... Martins, que era um cónego, disse "áh, eu vou perguntar ao Toscanelli, é um Florentio que sabe muito disto".

E então perguntou e ele lhes disse "áh, melhor é ir pelo Ocidente, e tal, vocês chegam lá".
O Cristóvão Colombo descobriu a teoria! Descobriu a teoria do Tsocanbelli!
E nós conehcemos o Toscanelli porque o Cristóvão Colombo copiou a carta do Toscanelli em 1474.
Portanto o segredo está aí!

Ele inseriou-se e consegui concretizar o projecto. Não a favor dos Portugueses mas a favor dos Espanhóis......."

Sinto uma certa pena em criticar o Prof. José Manuel Garcia porque ele tem sido simpático comigo na nossa comunicação privada e, entendo ao mesmo tempo, que ele não investigou a vida de Colon mas que somente segue o que os outros anteriores a ele aceitaram. Enfim isto não é nada facil, por vezes, de enfrentar a falta de documentos, as presunções e as personalidades mas tem que ser feito.
Como já disse e digo muitas vezes, só quem não se deu ao trablaho de investigar este assunto a miúdo é que pode seguir aceitando tantos disparates como se viu apresentados pelo Prof. J. M. Garcia e o Prof. José Hermano Saraiva na RTP2 a 22 de Janeiro.
Pior ainda é que os tais "historiadores profissionais que sabem as regras básicas" deveriam de ser os primeiros a questionar as coisas. Mas não o fazem por isso eu tenho que apontar-lhes os erros.

Perguntas Básicas:

  1. Se a carta de Toscanelli era escrita ao Príncipe D. João II como foi parar ás mãos de um Colombo Genovês que era ninguém em 1474 ou 1476? Será que o Colombo entrou de noite no cofre dos documentos secretos do Príncipe e transcreveu a carta secretamente e depois meteu-a de novo no cofre sem ninguém dar por isso? Ou levou-a para casa e trasncreveu-a no seu livro queimando-a depois para não ficar com a prova do roubo?
  2. Será que depois de ter tão grande sucesso em roubar o conteúdo de uma carta ao Príncipe,- escapando assim á penalidade de morte que cobria os assuntos das descobertas,- iría apresentar-se em frente do mesmo Príncipe a propôr a ideia que era baseada nessa carta?
  3. Será que alguma vez o Colombo genovês poderia apresentar oa Principe D. João uma ideia de descobrir a India para o Ocidente como sua sabendo que o Principe já tinha essa ideia á sua frente de si recebida de Toscanelli?
  4. Será que o Principe D. João II tendo lido a carta de Toscanelli, um sábio cientista bem conhecido, e entendendo o projecto como imperfeito mesmo vindo da boca de quem vinha, alguma vez daría algum crédito a um tecelão genovês apresentando o mesmo plano imperfeito?
Quem é que está a ser fantasista?
O cenário apresentado pelo Porf. Jose Manuel Garcia não é novo. Esse cenário é um de muitos vendidos a todos pelo mundo fora, já por séculos, mas não faz nenhum sentido para ninguém além dos "historiadores profissionais que sabem as regras básicas".

Como é que algum "historiador profissional que sabe as regras básicas" aceita que um plebeu genovês tivesse acesso a cartas secretas da corte e copiando-as em segredo, rounbando assim a informação, voltasse á mesma corte para apresentar o mesmo projecto roubado como sendo um seu projecto e ainda por cima apresentar-lo á mesma pessoa a quem o robou?
E ainda sendo essa pessoa a pessoa que era, D. JOÃO II, o mais astuto rei da dinastia de Avis?
Eram todos assim parvos em 1474 como querem que nós sejamos?

Esta é só mais uma daquelas coisas que é preciso ter-se fé para crer ou então é preciso ser-se um dos "historiadores profissionais que sabem as regras básicas" como nos advertiu o Prof José Hermano Saraiva.
Depois temos aquela pequena carta de D. João II ao seu "Especial Amigo em Sevilha" que está escrita em Português.
O Prof José Hermano Saraiva diz que Colon "nunca escreveu uma linha em Português. Que Português era esse que não sabia escrever Português?"" mas Saraiva não nos disse que o Rei de Portugal escreveu a carta inteira em Português e que assim Colon deveria muito bem de saber ler-la. Pois se não soubesse ler Português não se deve de pensar que D. João II não a soubesse escrever em Castelhano. E sendo uma carta secreta não devemos de pensar que D. João II fosse forçar Colon a ir procurar um tradutor que poderia assim descobrir o segredo entre eles os dois.

Ainda para além de Colon ter "roubado a carta de Toscanelli em 1474" também deve de ter "roubado a informação ao José Vizinho sobre as alturas do Sol na Guiné em 1485" como insinuou o Dr. Luis de Albuquerque, e também deve de ter roubado a informação sobre "Bartolomeu Dias e o Cabo da Boa Esperança em 1488"!!!!!
Enfim este Colon era um verdadeiro ladrão que conseguiu meter o barrete a D. João II. Vê-se agora que só um bom ladrão conseguiria fazer tudo aquilo que C. Colon fez em Portugal sem nunca ser apanhado.
Pronto está assim tudo explicado.
Era um tecelão vilão ladrão.

Áh sim, mas..... e o casamento autorizado por D. João II em 1479?
A Filipa Moniz e a autorização foram também roubadas?

Sejam Divertidos e sejam Advertidos.

A Mais Clara Prova de Falsificação

Para aqueles que acreditam que a fraude sobre a história Colombina foi feita somente por Cristóvão Colon ao mudar de nome em 1484 e esconder o seu passado em Portugal, ou somente pela rainha ao esconder a verdadeira linhagem e nacionalidade dos irmãos portugueses em Castela, ou pelo filho D. Hernando ao escrever coisas vagas e pistas incertas, ou pelo Baltasar Colombo ao tentar entremeter-se numa herança que nunca lhe pertencería, meto aqui mais provas de como a falsidade seguia ainda em dia no ano de 1784:

Alcance y Contenido Párrafos de dos cartas de Nicolás de Azara a Juan Bautista Muñoz, relativos, uno, en el que se expresa así: 'He hecho calcar la letra del codicilo militar de don Cristóbal Colón, cuya copia es idéntica con el original, y así tenemos un documento auténtico de la letra y firma de aquel grande hombre'. Véase el ramo 4. Otro, en el que dice lo siguiente: 'En aquella copia que envié a Vuestra Merced del testamento militar de Colón, que está en el oficio de la Virgen de la Librería Corcini, ha de haber la cláusula de lo que deja al Banco de San Jorge de Génova. El mismo testamento lo halló confirmado en un libro muy raro. Agustín Justiniani, noble genovés, fraile dominico y obispo de Nebbio, en Córcega, fue el primero que imaginó dar una biblia políglota, en que previno a todos los modernos, y aún a nuestro Cisneros. La empresa era grande para un hombre solo, pero los genoveses en aquel tiempo pensaban cosas grandes y heroicas'.

Archivo General de Indias Código de referencia ES.41091.AGI/16416.2.13.1//PATRONATO,8,R.6
Título Cartas de Nicolás de Azara a Juan Bautista MuñozFechadas en Roma el 12 de febrero de 1784 y el 17 de enero de 1787. Son copias. [S.F.-Siglo XVIII] Nivel de Descripción Unidad Documental Simple Fecha(s) [c] 1784-02-12 Signatura(s) PATRONATO,8,R.6, Volumen 1 Documento(s), Productor(es) Información de Contexto
Índice(s) Azara, Nicolás de Colón, Cristóbal - Muñoz, Juan Bautista
...
Como Se Vê As Mentiras Italianas São Mesmo Descaradas
Mas Mesmo Assim São Aceitadas Por Historadores Ás Carradas.

sábado, fevereiro 16, 2008

A CENSURA AINDA DURA

Qualquer pessoa que entende politica, que entende os jogos de espionagem entre estados e que entende o poder de uma monarquia para controlar cada palavra escrita entende facilmente como uma singular pessoa pode começar uma impostura que vem a ser acreditada e disseminada mundialmente sem ter possibilidade de ser contrariada por ninguém que não esteja dentro do assunto. Um tal caso ainda hoje existe com o 11 de Setembro e não posso contar quantos Mussulmanos que eu conheço pessoalmente ainda acreditam nesse conto.
Alguém começou um rumor que os Judeus tinham atacado o World Trade Center e que por isso 4000 Judeus que trabalhavam lá não apareceram para trabalhar naquele dia tendo todos sido avizados anteriormente pleo governo de Israel. Esse rumor ainda hoje é acreditado por muitos embora está mais que provado que tanto Judeus como Mussulmanos como Cristãos morreram no 11 de Setembro. Mas a verdade não importa para quem não quer a verdade. E assim seguem muitos Islamistas em acreditar que o 11 de Setembro foi um plano de Israel para montar uma armadilha aos Islamistas.

Antes da Guerra do Iraque os EUA começaram uma propagando falsa sobre Armas de Destruição em Massa e de Saddam Hussein e todo o mundo acreditou. Não é dificil enganar o mundo, é até muito facil. Basta somente ter o poder de controlar os media e os livros e ser visto como uma fonte da verdade.

Da mesma forma muitos seguem os rumores de um humilde Colombo Ytaliano mesmo quando muitos dos factos apontam para o contrário e apontam em vez para um nobre Colon Português.
Muitos, mal informados, e até muitos deles historiadores catedráticos, seguem em querer enforçar essas "más informações" no grande público enquanto eu sigo em querer alertar o público que a história foi mal contada desde o iníco e que hoje podemos corrigir essa história se houver vontade de corrigir.
Por isso a luta é diária e é contra muitos que não se deram ao trabalho de entender a vida pessoal do Almirante das Indias nem sobre as suas cartas e seus feitos. Leram os terceiros e deixaram fora os primeiros. Olharam somente para algumas palavras escritas por terceiros como sendo a verdade difinitiva deixando fora todas as acções do homem que é sujeito desta controvérsia e deixando fora os outros factos que o rodeavam nas cortes de Portugal e de Castela.

Nessa via vem o Francisco com este comentário:


Anónimo Anónimo disse...

Toda a gente vê que ninguém calou Rui de Pina, até porque teriam, então que calar Anteriores ao testemunho de Rui de Pina, pelo menos estas fontes estrangeiras
1493, Pietro Martire d’Anghiera – lígure
1494, Pietro Martire d’Anghiera – lígure
1497, Pietro Martire d’Anghiera – lígure
1498, Pedro de Ayala – genovês
1500-1501: Pedro Martir d’Anghiera – ligure
1501, Nicoló Odereco – cidadão de Génova
1486, Alonso de Quintanilha – estrangeiro
1487 (Maio), Francisco González de Sevilla – estrangeiro
1498-1504, Rui de Pina – italiano
1500-1501: Pedro Martir d’Anghiera – ligure
1501, Nicoló Odereco – cidadão de Génova
e contemporâneas de Rui de Pina, e de Colombo, as fontes
1519, Jorge Reinel – genuensem
1530-33, Garcia de Resende – italiano
1513, Andrés Bernaldez – de Milão
1516, Hernando Alonso de Herrera – genovês
1523-1566, Bartolomé de las Casas – genovês
1525, Gaspare Contarini – genovês
1535-1557, Gonzalo Fernandez de Oviedo y Valdés – Ligúria, concretamente Cogoleto, ou então Savona ou Nervi.
1539, Fernando Colombo, seu filho e biógrafo – genovês.
Tanta gente de adesivo na boca!!!!!!!!!!!!!
Francisco
Sábado, Fevereiro 16, 2008 6:19:00 AM

Notem primeiro de tudo que nenhuma destas datas são relativas ás datas que C. Colon viveu em Portugal e notem também que Bartolomé de Las Casas nunca assegurou que era Colon era genovês deixou dúvidas e que Fernando Colon nunca disse que seu pai era genovês mas disse sim que "outros queriam que ele dissesse". Isto é importante porque outros estavam a forçar uma história. Notem ainda que na lista acima falta o único documento da corte de Castela escrito durante a vida de C. Colon e o único que dá uma nacionalidade a esse C. Colon e essa nacionalidade é "Portuguesa" escrita por Pedro Diaz de Toledo em 1487.
Portuguesa
é a única nacionalidade alguma vez dada a Cristóvão Colon pela corte de Isabel a Católica.


"Tanta gente de adesivo na boca!!!!!!!!!!!!!"

Caro Francisco,

O Francisco não entende mesmo nada da história como foi feita? Leia a história do homem que estamos a discutir e verá que a censura começa assim que ele foje "secretamente" de Portugal para Castela com "medo do rei de Portugal o deter" a fins de 1484. A censura foi começada em 1484.
O ano importante é 1484 mas o Francsico não vê a sucessão das coisas. Não entende a burla como foi feita só vê o resultado dela. Só vê aquilo que eles queriam que nós víssemos e não vê que a burla foi tão genialmente embrulhada.

O homem foje para Castela em 1484, logo muda o seu nome e atribui a si uma nacionalidade de "estrangeiro" porque assim que dissesse que era "português" já não poderia mais continuar a se esconder de nós.
Que lhe servia a mudança de nome se não mudasse também a nacionalidade?

É assim que serguiram todos errados desde 1485 todos os que não o conheciam antes em Portugal. Pois nenhum deles saberia a verdade nem sobre o nome nem sobre a nacionalidade do homem que fugiu secretamente para Castela em 1484. "Secretamente" fugiram muitos outros altos nobres ao mesmo tempo e pelo menos um deles também mudou o seu nome ao fugir para Castela. Sim. O Francisco não o sabe?

Ao mesmo tempo que o Almirante fugiu para Castela secretamente, mudando o seu nome para Cristóvão Colon, fugiu também outro que mudou o seu nome para Pedro Nunes.
Sabemos sobre o Pedro Nunes porque esse tinha pouca importância na Politica Mundial do dia. E estava já morto em 1492 e a situação estava bem controlada com ele. Está sepultado no Convento de Santo António sobre Vila Franca de Xira. Sim, Francisco, no mesmo Convento onde o seu "tecelão genovês" foi convidado para ir beijar a mão á Rainha D. Leonor e se visitar com o Mestre de Cristo, D. Manuel I, em Março 11 de 1493.

Sim, senhor Francisco, o Pedro Nunes foi lá parar depois de morto mas não sem ser presseguido pelos homens de D. João II e nem sem ter sido mandado ser preso e encarcerado na Torre de Londres em 1488 a pedido de D. João II.
A pessoa que libertou Pedro Nunes da Torre de Londres foi a mesma pessoa que ajudava a manter a identidade de Cristóvão Colon secreta, foi a Senhora Rainha D. Isabel de Castela.
Sim, Francisco, a mesma que estava a tentar assassinar D. João II em 1483-1484.


O Francisco que vaia ler a sua história de Portugal e conhecer-la melhor porque ao que parece percebe pouco dela. O Pedro Nunes foi protegido pela mesma Rainha que protegeu os irmãos Colon. Agora pense nisto, Francisco:
O Pedro Nunes era o nome falso de Dom Lopo de Albuquerque, Capitão da Guarda de D. Afonso V, era CONDE de Penamacor, era Sangue Real e era SOBRINHO do mesmo homem que fugiu com ele para Castela e que chamou-se a si Cristóvão Colon. Esta é a história provada. Leia melhor O Mistério Colombo Revelado.

Todos aqueles que deram-lhe a naiconalidade "genovesa", "ligure", "milanesa" depois de 1484 NÃO o conheceram antes de 1484 e antes de assumir o novo nome. Eram papagaios passando uma mentira que lhes era dita para encobrir a verdadeira identidade do homem. Esses todos deixamos em páz pois não sabiam de onde era C. Colon nem quem ele era verdadeiramente.
Só sabiam que apareceu em Castela e que era cuidado pela corte de Castela e só sabiam aquilo que lhes era dito. Não viram C. Colon nascer, não conheciam o seu nome verdadeiro, não o viram navegar em Portugal nem casar em Portugal, nem o viram fugir para Castela. Somente o viram em Castela já com o seu nome falso e com a sua nacionalidade escondida. Não é culpa deles porque não sabiam nada de nada.

AGORA Rui de Pina sabia bem quem era o tio do Conde de Penamacor mas não nos disse. Rui de Pina sabia muito bem as razões que o Pedro Nunes e o Cristóvão Colon fugiram de Portugal mudando os seus nomes mas não nos explicou. Disse-nos simplesmente "Colonbo Ytaliano".

Foi genial a censura pois servio para apoiar e ajuntar todos aqueles outros que não sabendo de onde Colon era originalmente apontavam para "Itália" o local de onde Colon dizia ser e como não o sabiam de ciência certa não o duvidavam.
Mas Rui de Pina e Garcia de Resende sabiam muito bem mas não nos disseram. Sabiam muito bem que este grande navegador conhecido agora mundialmente como "Colon" teve outro nome antes de 1484 e era em Portugal:
  • tio do Conde de Penamacor
  • tio do Conde de Abrantes
  • tio do Marquês de Montemor
  • cunhado do 2º Capitão de Porto Santo
  • cunhado do Capitão da Graciosa
  • cunhado do 3º capitão de Porto Santo
  • genro do 1º capitão de Porto Santo
  • cunhado do guarda-costas de D. João II
  • tio do Mordomo-mor de D. João II
  • tio do Comendador-mor de Santiago
  • e as meias-irmãs de sua esposa eram primas direitas da Amante do Rei
Para mim esta lista é inegável e não é fantasia e isto nega automáticamente a lista que o Francisco meteu acima sobre o humilde tecelão genovês. Levou-me muitos anos para ligar estes pontinhos e ainda faltam mais para ligar. O Franciso sabe porquê?
Porque em Portugal não se falava destes laços dizia-se somente "foi um Colombo Italiano. Deixa o assunto da mão" e assim não se faziam mais perguntas em Portugal. Ía-se então procurar em Génova só que em Génova encontrou-se um "humilde cardedor de lã analfabeto" que nunca puderam em 50o anos encaixar na história daquele nobre que descobriu as Américas. Hoje só acredita nesse "humilde tecelão" quem quer ou quem não tem lucidez para ver além das palavras escritas e da censura que elas conseguiram fazer sobre os factos das coisas da época.

Não precisa de vir aqui dar a lista dos escritores que disseram que era "Italiano" ou "genovês" essa lista está mais que vista. O Francisco se quer ser útil nesta discussão traga aqui a lista dos historiadores do início do Século XVI que escreveram sobre a vida Portuguesa do mais famoso Almirante do Mundo, cuja esposa está sepultada no Carmo em Lisboa, cujo cunhado também, e cujo sobrinho está sepultado no Convento de Santo António.

Traga para aqui os escritos daqueles que disseram que Colon era um grande navegador em Portugal, era tido em tão grande conta por D. João II que este o apelidou de "Nosso Especial Amigo" em 1488 antes dele ser ainda famoso, amostrou-lhe todos os segredos de navegação e ciência de Portugal e ainda deu-lhe o segredo sobre o Brazil 7 anos antes de Cabral o saber.
Traga para aqui os escritos sobre os laços que ele tinha com a corte de D. João II e com sa familias mais importantes do seu dia.
Isso sim, Francsico, isso seria útil para chegar á verdade. Mas não vai encontrar porque isso foi censurado.

Ou o Francisco acha normal que um homem que se tornou tanto famoso como este não merecia que escrevessem sobre ele em Portugal e sobre a sua vida na corte de D. João II? Não acha estranho que nem sequer uma pessoa escreveu, "Sim ele descobriu o Novo Mundo mas fomos nós que o ensinámos!" ou "Ele só conseguio entrar na corte de Castela porque D. João II o nobilitou e casou-o em tão grande estado!"
Não se disse nada, nadinha para além de "Colonbo Ytaliano" e assim tornou-se na mais genial censura até hoje.

Eu prefiro lidar com os factos verdadeiros e não com os boatos de terceiros.

Manuel Rosa

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

O Mistério Colombo Revelado - Aprovado por Historiadores

Vários Historiadores e Professores deram os parabéns ao nosso livro logo que foi publicado em 2006. Em Setembro de 2007 recebeu-se uma carta do Historiador e Professor Joaquim Veríssimo Serrão concordando com os factos apresentados n'O Mistério Colombo Revelado. Hoje o O Mistério Colombo Revelado recebeu de novo a aprovação de um Historiador Licenciado nos EUA:


Dear Manuel Rosa and Mr. Eric Steele greetings:

I am a professor of History who specialize in 15th and 16th century Portuguese contacts
with West Africa. I focus on the Cape Verde Islands, and utilize Portuguese archival records
from this colony, to reconstruct African History. I do Portuguese paleography, and have a
Ph.D. in History (Johns Hopkins University, 1993).

My research on Columbus in West Africa supports your conclusions that he was a
Portuguese spy for King Joao II (1481-1495). This explains how Columbus was able
to sail to Elmina fort in modern-day Ghana, ca.1482-1485, and why he met with the
king when he returned from America in March 1493. It also explains where he received
the money he invested in his first voyage to America.

I am trying to get a DNA profile of the Columbus family because I want to work on
the Portuguese members of his family--wife, children, and others. Do you have any idea
how I could secure the DNA profile?

Sincerely

Trevor Hall, Ph.D.

domingo, fevereiro 03, 2008

Armas Filipinas Coloninas
Na sequência do estudo de heráldica feito pelo David Silva na Imagem 36 achei que existe ainda mais esta opção para o brasão de Filipa Moniz que se deve de ter em conta.















Ando em busca desta pintura de Colon feita pelo grande pintor Flamengo António Moro cerca de 1570. Se alguém sabe em que museu está mande-me essa informação.

domingo, janeiro 27, 2008

O naufrágio do Colombo

No passado dia 22 de Janeiro, a RTP 2 dedicou a edição do seu programa “Sociedade Civil” ao tema “Cristóvão Colombo era Português?”.
Apresentado por Fernanda Freitas, teve como convidados o Ten-Cor Brandão Ferreira, o Prof. José Manuel Garcia e o escritor José Rodrigues dos Santos.
O trabalho jornalístico de Tânia Madeira incluiu ainda extractos do documentário “Enigma Colombo” (apresentado pela primeira vez no canal Discovery em Outubro de 2005 e depois repetido na RTP 2), reportagens na Vila de Cuba e entrevistas com Mascarenhas Barreto - autor de livros defendendo a nacionalidade portuguesa de CC, Prof. José Hermano Saraiva – historiador, Carlos Calado – do Núcleo de Amigos da Cuba e Drª Isabel Pires de Lima – Ministra da Cultura.

O vídeo do debate está disponível na página Internet do programa Sociedade Civil (referente ao dia 22 de Outubro de 2008) http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=20544 (Também no fim desta página pode-se ver alguns segementos no You Tube)

Tendo sido já amplamente divulgados e desenvolvidos neste blog os vários aspectos que apontam para a nacionalidade portuguesa do Almirante Cristóvão Colon, vamos apenas destacar neste artigo os aspectos mais marcantes das intervenções do Prof. José Hermano Saraiva (entrevista gravada) e do Prof. José Manuel Garcia (debate em directo).

O Prof. José Hermano Saraiva afirmou peremptoriamente que Colombo era Italiano, Genovês, filho de um cardador de lãs, e que há muita documentação sobre isso. Os argumentos daqueles que defendem uma possível origem portuguesa nem chegam a ser argumentos, pois não há nenhum Historiador Profissional que ponha em dúvida que Colombo era genovês.
Quem defende a origem portuguesa são meros curiosos portugueses, com argumentos de pura fantasia…
Para explicar porque é que o Almirante fazia mistério em torno das suas origens, nunca as tendo mencionado, o Prof. José Hermano Saraiva afirmou que Colombo não gostava de falar do seu passado, e que para isso só há uma explicação lógica: é que Colombo era de raça judaica e os judeus já eram perseguidos, precisamente pelos Reis Católicos. Se soubessem que ele era judeu nunca o nomeariam Almirante….

Sobre o argumento do Almirante não saber italiano, o prof. José Hermano Saraiva disse que Colombo nunca escreveu uma linha em português, ele não sabia português. Que Português seria este que não sabia português? Logo afirmando novamente que nunca ninguém pôs a hipótese do Almirante ser Português senão alguns curiosos, amadores, fantasistas…
Ele diz claramente, um filho dele escreveu sobre a vida dele.
A propósito do casamento de CC com Filipa Moniz Perestrelo, e do argumento que o navegador deveria ser um nobre para poder casar com Filipa Perestrelo, o Prof. José Hermano Saraiva afirmou que Colombo não era de alta nobreza e que um nobre nunca ia descobrir terras, isso era para os aventureiros, povo, que eram nobilitados depois de prestar serviços à Coroa. Um nobre não se metia num barco, um local duro, onde se passava fome.

Para o Prof. José Manuel Garcia, Colombo era Genovês. Não consegue visualizar nenhum documento, nenhuma fonte que indique que pudesse ter outra nacionalidade

"Não tenho dúvidas. No dia 25 de Agosto de 1479, Colombo (não faço finca-pé no nome, pois não havia uma forma única de escrever e o próprio cronista António Galvão o escreveu no mesmo documento com três grafias diferentes). O único português que conheceu Colombo, ao vivo foi Ruy de Pina, o grande cronista Ruy de Pina, que escreveu em 1504: Colonbo ytaliano. Depois o cronista seguinte, o grande historiador João de Barros, chamou-lhe Colon e disse que era genovês.
Pois em 25 de Agosto de 1479, Colombo apresenta-se num cartório notarial em Génova onde declara que tem 27 anos e vai partir no dia seguinte para Lisboa, por causa de um negócio de açúcar. Naquela época havia italianos, que tinham negócios de açúcar na Madeira. Ele trabalhava para a firma de Paolo di Negro. Este documento é verdadeiro, não apresenta quaisquer dúvidas" (Nota – Documento Asseretto)
Sobre a origem, o Prof. José Manuel Garcia afirmou que a origem seria humilde, embora isso possa ser discutível.
Sobre a possibilidade de alguém de baixa classe poder chegar até à Corte, o Prof. José Manuel Garcia referiu outros estrangeiros como o alemão Behaim e o flamengo Dulmo, admitindo que não seriam de tão baixa classe quanto Colombo, o qual seria caso único. Os próprios Perestrelos eram de origem italiana. Ascenderam à nobreza mas não à nobreza mais alta.
"Colombo aparece cá em Portugal, por volta de 1476, não se sabe bem em que circunstancias, não se sabe se foi numa batalha naval.
Chegou cá numa má altura, não havia descobrimentos, porque Portugal estava em guerra. Portugal atacava os espanhóis que queriam ir à Guiné. Colombo vai-se dedicar a negócios e casa com a Filipa Perestrelo.
Colombo apresentou a ideia ao Rei D. João II, mas não foi Colombo que a descobriu. Foi Toscanelli, outro italiano que, em 1474 apresentou a teoria ao Rei D. Afonso V, mas este não se interessava por isso e quem se interessou foi o seu filho, o príncipe D. João (Nota: depois Rei D. João II).
D. João perguntou aos seus sábios qual seria o melhor caminho para chegar à Índia, e os sábios disseram que era pelo Oriente, contornando a África.
Depois, não se sabe como, Colombo descobriu a teoria de Toscanelli e veio apresentá-la a D. João II, que a recusou, e então ele foi oferecê-la aos Reis Católicos. Sabemos de Toscanelli porque Colombo copiou a carta de Toscanelli."
As provas que permitem estabelecer a ligação entre o genovês Colombo e o Almirante Colon são o documento Asseretto, o testamento de 1498 e a crónica de Ruy de Pina.

Colocado perante a divergência entre a data de nascimento de Colombo deduzida a partir do documento Asseretto e dois escritos do próprio Almirante, o Prof. José Manuel Garcia disse que quando o Almirante se queixou ao Rei D. Fernando, o Católico, que tinha estado 14 anos a tentar convencer o Rei português (Nota: o que pressupunha que estava em Portugal em 1470), poderia estar a mentir, porque isso não bate certo com coisa nenhuma…
"Tenho por bom o documento Asseretto, que é da época e não é viciado." (Nota: curiosamente não tem selo notarial, não foi assinado, não há testemunhas, não se identifica o declarante com os nomes dos pais, etc, etc)
"Colombo, quando veio para Portugal tinha pouca formação. Não sabia escrever italiano. Começou a aprender cá, português e castelhano. Em Castela era conhecido por Português porque tinha vivido cá.
Ele escrevia castelhano com muitas palavras portuguesas, mas não usou o infinito flexionado, que só os portugueses usam."
Ainda sobre a ascensão social de Colombo o prof. José Manuel Garcia afirmou que também ascendeu socialmente em Portugal um seu concorrente que esteve quase para descobrir a América: Martin Behaim, e que Colombo ascendeu porque descobriu a América, senão não tinha ascendido.

Confrontado com vários dos problemas encontrados no testamento de 1498, o prof. José Manuel Garcia disse que, embora continuasse a achar que era verdadeiro, dava de barato o testamento, pois não tinha aprofundado o seu estudo. O documento Asseretto era então mais seguro.

Confrontado então com os problemas do documento Asseretto, o prof. José Manuel Garcia agarrou-se à crónica de Ruy de Pina, dizendo que havia mais cronistas… que copiaram Ruy de Pina, limitaram-se a repetir o que ele escreveu, segundo os contra-argumentos.

Mas Ruy de Pina não escreveria o que fosse mais conveniente para o seu Rei de Portugal?

"Sem dúvida que a história nunca acaba e está em permanente reconstrução. Convém, no entanto, não pôr tudo em causa senão ninguém se entende. Nada obsta a que Colombo seja italiano. Seria um italiano de origem humilde que ascendeu socialmente. Por exemplo Diogo Cão só ascendeu depois de realizar os seus feitos, Bartolomeu Dias nunca passou de simples escudeiro, ao contrário Vasco da Gama era já um fidalgo, filho do Alcaide de Sines, assim como Pedro Álvares Cabral, que era filho do Alcaide de Belmonte."

Nota final:
O Prof. José Manuel Garcia afirmou que Colombo tinha chegado a Portugal por volta de 1476, não se sabe bem em que circunstâncias.
Eu creio que se sabe muito bem em que circunstâncias: foi num naufrágio. O naufrágio do Colombo genovês. Um eterno náufrago.

27 Jan 2008
Carlos Calado

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Como se atraía espiões para o serviço do Rei

Carta do Ministro Português João de Mendes de Vasconcelos desde Logronho ao Rei D. Manuel I. (Torre do Tombo, Gav. 15, maço 10, número 36, Transcrita por Navarrete no Tomo 3 pg. 140)

Senhor,
João Diz de Solis, o piloto, que me Voss’ Alteza escreveo que lhe diserão que hia a Malaca, está aqui; e mandeio muitas veze puscar, e oje falei co ele, e veo co ele hu seu irmão, que diz que foi a India, e que tem na casa da India mais de trezentos ducados. E o que tomei de Joaõ Diz he, que had d’ir como vier h’Abril cõ tres navios; a saber, hu de cento e setenta, e outro d’oitenta, e outro de quarenta tonés : diz que ha d’ir ver e demarcar o de Castela : e a pratica foi muito larga ; e o que d’ele nela pude tirar he, que aa ele lhe parece que Malaca caee na demarcacao do de Castela : é eu lhe disse tudo o que me pareceo que compria a voso serviço ; e ele se me fez muito agravado de Voss’ Alteza, e o principal agravo he não lhe pagarem o que se lhe deve, e diz que tem tres alvaraes de Voss’ Alteza para que se lhe page o que se lhe deve na casa da India, e que nem por eles, nem por servir, nem por nada, nunca lhe pagarão hu soo real d’ oitocentos cruzados que diz que tem na casa da Índia ; á qual cousa lhe não crî, porque ainda que não fora senão por descargo da conciencia de Voss’ Alteza se deverá de fazer, canto mais as táes pesoas, se bem servem, e que não tem outra cousa de que viver : e diz que desesperado de se lhe não pagar, se veo qua. Eu não sei nada do mar, e com tudo digo, que me parece que ele fala no mar, como quem sabe o que fala : e diseme, que lhe screverão de Malaca hua carta de três folhas de papel, das demarcações e grados e linhas, por os quaes ele cuida que Malaca he do de qua ; é diz que tãobem lhe screverão que Alfonso d’ Albuquerque fizera hua armada pêra o chis, que são mais de quatrocentos legoas dentro da demarcação de Castela, e que de Lisboa partirá outra a parte das Antilhas, que muito craramente he de Castela. Aqui está hu Ourives, a que chamao João Anriques, o qual esteve na Índia ; e também se me fez agravado, e Voss’ Alteza lhe deve certo denheiro ; este me dise que armavão os três navios em Lepe, e que o Joaõ Diz hia por capitão principal, e que ele hia em hu dos nacios poer xaputao e qe avião de paartir em Marco e que ele sabe mais das alturas que Hão DIZ e asi hu filho seu e que mostrara que Malaca está na demarcação de Castela. Pergunteilhe o que lhe davão e diseme que agora asentara cô el Rey e que lhe davão cando servise vinte e cinco mil e cando não vinte mil. Eu dise a hu e a outro a cada hu por si, como se qua pagavão estes asentos e tudo o mais que a esta matéria compria ; e pareceme que se Vossa Alteza dese a este Joaõ Anriques doze ou quinze mil reis cad’ anno que se iria pera Portugal a servivos e que levara seu filho que diz que sabe tanto com’ ele. O Joaõ DIZ de Solís diz que lhe dão qua duzentos cruzados cad’ anno e que lhos pagão a os terços em Sevilha na casa das Antilhas e mais que he piloto mor e outros ventos : este não sei se se poderia así arancar por diz que se lhe não guardarão jaa por duas vezes os vossos alvaraes ; mas con tudo ! boo penhor, hé ter ele la oitozentos cruzados e o irmão trezentos! Mas o Anriques pareceme que logo se iria porque ele e a molher são portugueses e fez-se-me tão prove que foi necesareo darlhe dinheiro por saber dele o que pasava e ele me dise que de Sivilha screvera ja a Vos’ Alteza desta armada que se fazia e que escrevera a Vosa Alteza que mandase a ele algu piloto ou quem soubese do mar pêra lhe dar algus avisos que comprião á vosso serviço. Destes homes não conheço nada e eles me dizem que cuidão que estarão aqui pouco e que se irão pêra suas casas que são em Sevilha a d ‘Anriques e em Lepe a do Solis ; mas por o que deles me parece folgaria muito por o remdiar isto de maneira que vos não façao tal desserviço que seja maao de remediar porque tode las cosas tem começo, Nosso Senhor goarde e acrecente a vida e muito real estado de Vossa Alteza e lhe de todo o que deseja, de Logronho a 30 de Agosto 1512.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Armas Colombinas

HERÁLDICA COLOMBINA:
Um brasão poderá solucionar a identidade de Cristóvão Colombo?


Pressupostos:
1-Na época dos Descobrimentos, nos Reinos Peninsulares, incluindo Portugal, pelo facto de existir política de sigilo, era possível a um homem entrar num outro país com um nome falso ou adoptado. Porém o uso de armas era averiguado pelos oficiais de armas (mesmo, nos casos de Portugal e territórios da actual Itália, em que se conhece a existência de armas plebeias), para evitar a usurpação de armas, a fraude e a univocidade das mesmas (a cada possuidor suas armas).


2-Cristóvão Colombo usava armas antes de 1493, tendo-lhe sido concedido um acrescentamento honroso pelos Reis Católicos aquando da descoberta do Novo Mundo.
3-As armas anteriores a 1493 não seriam plebeias, uma vez que Colombo utilizava antes dessa data (a designação aparece logo no texto das Capitulações de Santa Fé), o tratamento de Don, o que significa que, ....(Ler o resto deste artigo do David Silva aqui)

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Comentários fora do Comum

Caros participantes.
Como sabem aqui não se acredita em censura. Não queremos ser responsáveis pelo que os outros escrevem nos seus comentários uns com os outros mas também devem escrever responsávelmente. Vi-me obrigado a remover o comentário de:
Anónimo Ultramar disse...
Terça-feira, Janeiro 22, 2008 4:04:00 AM
Pelo conteúdo de palavras que nunca se deve usar em público. Como já no passado o Manuel Rosa disse podem discordar tanto quanto quizerem só não usem palavras que crianças não devem ver. Este não é um blog só para adultos. Censurem-se a si próprios e não nos forcem a ter que moderar os comentários como acontece com o blog dos nossos contrários na Pseudo-História Clombina.
Muito Obrigado

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Outro Testamento Falso nos Arquivos de Espanha

Customa-se dizer nos EUA "Where there is smoke there is fire" e no caso das falsidades envolventes do Mistério de Colon hesiste muito fumo. Tendo já provado a falsidade do Testamento de 1498 resolvi investigar mais a fundo os documentos relacionados com o Almirante Colon escondidos nos Arquivos de Espanha. É incrivel para mim ver como documentos claramente falsos são mantidos nos arquivos e ainda por cima não terem junto a eles nenhuma nota que o documento é falso ou pelo menos duvidoso. Um caso patente é o Codicilho Militar que embora esteja provado que é falso em todos os sentidos é guardado nos arquivos de Espanha como um documento verdadeiro.
Igualmente é o caso do Testamento falso de 1498 e agora temos mais um e esse é o Testamento de 1449 de Domenico Colombo transcrito em 1586.
Falsidade mais patente não poderia hesistir e não sei como os historiadores e invetsigadores não notam estas falsidades.
O documento, um suposto testamento de Domingo Colombo de Cogoleto feito em 1449 aparece no Archivo Histórico Nacional debaixo da classificação: DIVERSOS-COLECCIONES,41,N.15
Aqui vão três imagens para não meter o documento inteiro, notem que este foi também escrito em 1586 durante o Pleito para a herança e é outro dos documentos claramente apresentados por Baltasar Colombo. Não vou dar muitas explicações porque não o merece. Somente aponto para a data do Testamento 1449 e que já eram vivos os três Colombos Cristóvão , Bartolomeu e o Jacome. Como se vê os falsos herdeiros Colombos não paravam e a eles devemos hoje muita da confusão sobre o Alimrante.






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segunda-feira, janeiro 14, 2008

O Testamento Falso de 1498

Para melhor se entender o testamento falso de 1498 meto aqui a primeira e a última página.
Notem que o documento não começa nem com o local onde foi feito nem com uma
data e termina com uma data sem local e sem algum notário ou testemunhas.

Notem também que termina com "y sea causa de mucho bien y descanso de su ánima.
Fecho en 22 de Febrero de 1498" sem local algum e como a sigla e a data foram
corrigidas e que o documento não está na letra de C. Colon.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Prémio de Navarrete para Manuel Rosa

Após tantas vezes de eu apontar o dedo aos erros dos outros chegou a o ponto de apontar os meus.
Graças ao Sr. Coelho, que não aceita que a história de Colon foi mal contada e que anda empenhado em provar que o MCR não mostra que a história estava errada, temos que revisar o que está escrito sobre os Juros do Banco de S. Jorge nos anos de 1498 e de 1573 no MCR.

No Mistério Colombo Revelado dissemos que o juro de 1573 era de 6% segundo o estudo do Prof. Fratianni e que o juro em 1498 era de 2.8 por cento segundo Carlo Cuneo. Agora, depois do esclarecimento feito pelo Sr. Coelho parece que o MCR está errado 100% nestes dois pontos.
No meu atento a esclarcer o que se passou com esta confusão do nosso lado vou pegar primeiro pelo erro de dizer que Carlo Cuneo deu o juro de 2.8% para 1498. No artigo o Prof. Fratianni disse na página 6 que:
"Each compera, or debt issue, was divided in units called luoghi with a nominal value of lire 100."
Cada Logo era 100 lire. Nós fizemos aquilo que acusamos os outros de fazer "presumimos" que os logos eram de 100 lire para todos os anos e que quando Carlos Cuneo dá 2.8 lire que era assim 2.8%. Nem eu nem o Eric Steele demos pelo nosso erro como é evidente o Sr. Coelho deu pelo erro e fez-nos um grande serviço em apontar esse erro.

Este dos 2.8% é um erro mas não é tanto grande como aquele que cometi com os 6% de juro em 1573. Garanto que tenho andado ás voltas nos últimos dias em busca de como cometi esse erro. Eu sei que vi 6% e 1573 num artigo de Fratianni em 2004 mas por mais voltas que dei no meu Computador em busca desse artigo não dou com ele. Assim não posso explicar como errei nos 6% em 1573.
Quando estávamos na última fase do livro a fazer correções e a averiguar os nossos dados decidimos confirmar os nossos factos com o Prof. Fratianni.
Eu escrevi ao Prof. Fratianni para averiguar se houve mais algum ano em que o juro foi 6% para além de 1573. Não sei como ele também não deu pelo facto que eu estava a dar 6% de juro para o ano de 1573.
Durante este processo nós não nos esclarecemos muito com o Prof. Fratianni por isso não posso culpar-lo de forma alguma. O erro foi nosso.

O juro em 1573 não era afinal os 6% que eu disse no MCR mas 4.11%. Depois fui á biblioteca da Universidade onde consultei o livro de Carlo Cuneo em busca de mais alguma informação sobre 1498 mas nada para além do que meti no livro. Depois consultei o livro de Carlo Cipolla também referenciado por Fratianni e consegui confirmar o juro de 4.11% para 1573 numa tabela dos anos 1522 a 1625 e também vi que nenhum desses anos tem um juro de 6%. (Espero de um dia poder entender como e onde fui buscar os 6% em 2004). Infelizmente Cipolla não mostra dados para anos anteriores a 1509.
Lá vou eu para o Google onde encontrei o seguinte livro Economic and Social History of Europe in the Later Middle Ages (1300-1530) cujas imagens estão abaixo onde se lê que o juro de 1498 era de 4%.


Reforçamos assim dois pontos:
1- o juro em 1498 não era "seis por cento" como diz o Testamento de 1498 "

2- Ninguém poderia entrar em novos negócios com o banco entre 1445 e 1530 porque o banco estava fechado a todos que não eram já donos de Logos, colectores de taxas ou parte do Governo da Génova.
"The bank was closed to the outsiders –that is, those who were neither luogatari, nor tax farmers, nor government—from 1445 to 1530." - Fratianni
Ficando assim de novo as provas que as seguinte frases não foram escritas por C. Colon sobre um banco que estava fechado, que fechou em 1445 por ter o seu futuro incerto e que estava a apagar só 4 por cento de juro em 1498 e não 6 por cento:

....y asimismo lo suplico al Rey y a la Reina Nuestros Señores y al príncipe D. Juan, su primogénito Nuestro Señor, y a los que le sucedieren, por los servicios que yo les he fecho: e, por ser justo, que les plega y no consientan ni consienta que se disforme este mi compromiso de mayorazgo e de testamento, salvo que quede y esté así y por la guisa y forma que yo le ordené para siempre jamás, porque sea servicio de Dios Todopoderoso y raíz y pie de mi linaje y memoria de los servicios que a Sus Altezas he hecho, que, siendo yo nacido en Génova, les viene a servir aquí en Castilla y les descubrí al Poniente de tierra firme las Indias y las dichas islas sobredichas. .....

Item mando al dicho Don Diego mi hijo, o a la persona que heredare el dicho Mayorazgo, que tenga e sostenga siempre en la ciudad de Génoba una persona de nuestro linaje, que tenga allí cassa y mujer, e le ordene renta con que se pueda bibir honestamente, corno persona llegada a nuestro linaje, y haga pie e raíz en la dicha ciudad como d'ella, porque podrá aver de la dicha ciudad ayuda e favor en las cosas de menester suyo, pues de aí salí y en ella nazí.

Item que el dicho Don Diego, o quien heredare el dicho Mayorazgo, enbíe por vía de cambios o por cualquiera manera que él pudiere todo el dinero de la renta que él ahorrare del dicho Mayorazgo, e haga comprar d'ellas en su nombre e de su heredero unas compras que dicen logos, que tiene el oficio de San Jorge, las cuales agora rentan seis por ciento y son dineros muy seguros, y esto sea por lo que yo diré aquí.

Item porque a persona de estado y de renta conviene por servicio de Dios y por bien de su honra que se aperciba de hacer por sí y se poder baler con su hacienda, allí en San Jorge está cualquier dinero muy seguro, y Génoa es ciudad noble y poderosa por la mar ... y se no tuviere para conquistar, le darán a lo menos para parte d'ello, y ansí que ayente y haga caudal de su tesoro en los logos de San Jorge en Génoa, y aí multiplique fasta que él tenga cantidad que le parecerá y sepa que podrá hacer alguna buena ....

Item mando al dicho Don Diego, o a quien poseyere el dicho Mayorazgo, que procure y se trabaje siempre por la onra y bien y acrecentamiento de la ciudad de Génoa, y ponga todas sus fuerças e bienes en defender y aumentar el bien. e honra de la República d'ella, no yendo contra el servicio de la Iglesia de Dios e alto estado del Rey o de la Reina, Nuestros Señores, e de sus sucesores.

Ai meu Deus tanta Génova tanta Génova num Testamento em 1498 mas no Novo Mundo não se lembrava de dar um só nome da sua querida Génova nas duas últimas viagens para ter lugar de usar os nomes Portugueses que usou!

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Quem Atira Pedras Tem Que Estar Pronto Para Se Agachar

Ou Frustrado Com Fratianni.
Na minha busca da verdade e de factos verdaderiros em torno da vida de C. Colon por mais de 16 anos eu tenho tentado provar ou negar cientificamente uma multitude de pedacinhos da história. Para quem leu o livro sabe que muita coisa tinha sido inventada sem provas, que havia muita falsificação e que havia muita invenção. No meu modo de provar ou desprovar as coisas cientificamente apoiei-me en peritos de diferentes matérias.
Assim fui bater á porta do Professor Fratianni que tinha investigado o Banco de S. Jorge da Génova durante a época de C. Colon e encontrei que o juro de 6% era apontado só para o ano de 1573.
Tentei apurar ainda melhor com esse Professor (sempre com cuidado de não lhe deixar saber o que eu estava a investigar) se o juro de 6% era também atribuido a outros anos e se quando ele dizia que o banco estava fechado se havia alguma possibilidade de entrarem novos sócios para comprar os logos.
Escrevi o meu livro apontando os "factos" que eu tinha apurado de que o juro de 6% era só para 1573. Hoje o Sr. Coelho conseguiu revistar o artigo do Prof. Fratianni não encontrando lá a tal tabela de 6% para 1573. Não acreditanto o que lia fiz logo uma busca na Internet e encontrei exactamente aquilo que o Sr. Coelho encontrou.
Era inacreditável mas era verdade.

Rebusquei nos meus emails e embora não tenho os emails do meu co-autor trocados com o Prof. Fratianni tenho uns meus em que posso ler uma troca não muito especifica sobre o juro de 6%. Como eu não queria dar muita informação ao professor limitei-me a falar em termos gerais e como eu tinha visto o juro de 6% não achei necessário guardar esse artigo. Achei que era suficiente ter-lo lido e mais tarde para usar-lo como referência quando apontava esses factos fiz outra busca na Internet em busca do artigo e meti a informação na nota do meu livro sem sequer notar que este artigo era diferente até mesmo na data publicado, apontei:
DID GENOA AND VENICE KICK A FINANCIAL REVOLUTION IN THE QUATTROCENTO?
by
Michele Fratianni* and Franco Spinelli**
Second draft: September, 2005

Como já disse, hoje com a mensagem do Sr. Coelho na Genea fui logo em busca na Internet e encontrei um artigo que não menciona os 6% de juro para o ano de 1573. Não, eu não pensei logo que tinha perdido o juízo mas fiquei deveras perturbado. Pois não era só o facto do juro ser 6% mas de ter sido mesmo no ano de 1573 que me dava jeito a provar a data da falsificação e que essa era após a morte do 3º Almirante em 1572.
Uma coisa é certa o juro em 1498 não era 6% e assim o documento é falso mas eu gostava de poder manter a prova que a data da falsificação era depois da morte de 3ªAlmiranre a qual falsificação não tinha razão de ser feita antes de 1572.
Mas nem tudo está perdido acredtiando que o artigo que li 4 anos artrás ainda poderia estar escondio nalgum servidor nesta grande Internet segui buscando mas sem o conseguir ainda. O que consegui foi outro com titulo de:

(Final draft for publication in the Review of Finance)
GOVERNMENT DEBT, REPUTATION AND CREDITORS’ PROTECTIONS: THE TALE OF SAN GIORGIO
by
Michele Fratianni*
no qual artigo pdoe-se ver a seguinte Tabela na página 35 que mostra um juro de 5.90 para os anos 1571-1622. Pelo que parece o Professor Fratianni tem usado quase o mesmo artigo para publicar em diferentes lugares só mudando um pouco aqui e ali os dados. Ainda não consegui encontrar o artigo que li em 2004 mas pelo menos neste pode-se ver que o juro que era cerca de 6% começou em 1571 e aponta para aquilo que li inicalmente mas se não encontrar o artigo vou-me ver forçado a mudar a data da falsificação para os anos entre 1571 (ano em que primeiro aparece um juro de quase 6%) e 1588 ano em que o Almirante de Aragão foi preso por esconder o Testamento verdadeiro.

A vida de Cristóvão Colon é um tema que tem já bastante confusão em si e eu não quero trazer mais confusão. Se eu vier a confirmar com o Professor Fratianni ou de outra forma que o juro de 6% não era só em 1573 fica em aberto o ano exacto da falsificação mas nunca fica em causa a falsificação. Fico grato ao Sr. Coelho pelo apontamento e espero que mais alguém que encontre erros ou coisas mal esclarecidas me deixe saber.

domingo, janeiro 06, 2008

Má Narração de Navarrete

O labirinto dentro da floresta que sustenta a falsidade da história de Cristóvão Colon é imenso e para aqueles que não estiverem bem preparados para entrar nesta floresta ele torna-se num beco sem saída. Por 500 anos têm crescido os vários galhos desta floresta sem ninguém os poder pudar e foram-se acrescentado e formando uma embrulhada que tapa o Sol da verdade a muitos. Quem se fiar nas palavras de outro sem estar bem preparado para as decifrar se as tomar como verdadeiras sendo elas falsas jamais sairá desta confusão.
No meu livro eu provei que o Testamento de 1498 era 100% falso e inventado após o ano de 1573. No artigo anterior a este eu expliquei como Altolaguirre entrou no labirinto seguindo Navarrete e agora ponho aqui as páginas relativas do livro de Navarrete para que todos vejam que as provas que apoiavam o testamento falso caem por terra quando se olha para elas com a claridade merecida.


Colección de Viajes de don Martín Fernández de Navarrete, Tomo 1

Nas três páginas acima sobre um documento que Navarrete diz ter encontrado no Arquivo de Simancas mas que nem Altolaguirre nem jamais algum encontrou, Navarrete diz, (implica, presupõe ou mente de propósito), que este vem confirmar o Testamento falso de 1498 e que "fué en la muy noble cibdad de Sevilla, jueves, en viente y dos dias del mes de Febrero, año del nascimiento de nuestro Salvador Jesucristo, cabalmente el mismo dia que habia otorgado su testamento ante Martin Rodriguez..."
Isto é mentira.
E parece ser de propósito que Navarrete deixa fora o número do ano. Não mete 1497 nem 1498 porque é uma caldiação de dois documento. Este é mesmo um labirinto e Navarrete parece fazer-lo de propósito.

Quando digo que Navarrete parece andar a “brincar ás escondidas” com os documentos é porque meteu uma parte na Introdução apontando para o documento Número 126 que é composto pela transcrição da Cédula Real de 1497 e pelo Testamento falso de 1498.
Depois nesse Número 126 diz que está provado pelo outro da Introdução brincando com os dados e as datas dos dois documentos.

Na Introdução, página 140 do TOMO 1 escreve:
En el número 126 de la Colecion Diplomática insertamos el testamento que otorgó D. Cristóbal Colon en 22 de Febrero de 1498, en el cual contiene la institucion de su mayorazgo....
Depois vejam a imagem da página 141 da Introdução onde ele mete como descrição não o texto do Testemento de 1498 mas sim aquele da Cédula Real de 1497 que não tinha dia e mês dando-lhe agora um dia e mês mas deixa fora de propóstio o ano de 1497 quando aqui diz que era de 1498.
Porque o texto da Cédula Real é o que começa com “En la noble ciudad de Sevilla....”
Enquanto texto do Testamento falso começa “En el nombre de la Santísima Trinidad...”
Não são a mesma coisa.

Para começar Navarrete não mete os documentos juntos no mesmo Tomo. Meteu sim num Tomo aquilo que ele chama "Documento Diplomático" e com Número CXXVI que começa na página 259 assim:
Facultad al Almirante D. Cristóbal Colon para fundar uno ó mas Mayorazgos. (Copia legalizada por Alonso Lucas, Juan Fernandez y Martin Rodriguez, Escribanos de Sevilla, en veinte ocho de Mayo de mil quinientos uno, existente en el Archivo del Duque de Veraguasm, Regist. del Sello de Corte en Simancas) ; y Testamento, é institucion del mismo Mayorazgo hecha por el Almirante, (Copia de las que se presentaron en los autos y litigios seguidos de antiguo seguidos sobre la sucesion de esta Casa.)

1497 23 de Abril
En la muy noble Ciudad de Sevilla á ( em branco ) del mes de ( em branco ) año del Nacimiento de nuestro Salvador Jesucristo de mil y cuatrocientos y noventa y siete anõs, estando dentro de las casas donde posa el muy magnífico Sr. D. Cristóbal Colon, Almirante mayor del mar Océano, Visorey y Gobernador de las Indias y tierra-firme, por el Rey y la Reina nuestros Señores y su Capitán general del mar, que son en esta Ciudad, en la colacion de Santa María, estando ahí presente el dicho Señor Almirante, y en presencia de mí Martín Rodríguez, Escribano público de la dicha Ciudad y de los Escribanos de Sevilla que a ello fueron presentes; e luego el dicho Señor Almirante presentó ante nos los dichos Escribanos una carta de licencia para que pudiese facer Mayorazgo, del Rey y de la Reina nuestros Señores, escrita en papel [§] y firmada de sus Reales nombres, y sellada con su sello á las espaldas, y firmada del Señor Doctor Talavera, segun que por ella parece: su tenor de la cual, de verbo ad verbum, es este que se sigue:
Y asimismo este es traslado de una Carta de Mayorazgo
escrita en papel [§], y firmada del nombre de su Señoría del dicho Sr. D. Cristóbal Colon, segun que por ella parecía, su tenor de la cual de verbo ad verbum, es este que se sigue:
Don Fernando e Doña Isabel &c. Por cuanto vos, D. Cristóbal Colon .....
(segue assim a transcrição da autorização de Cédula Real para fazer Mayorazgo de 1497 que termina na página 264 com as seguintes assinaturas)
.... Dada ne la Ciudad de Búrgos á veinte y tres dias del mes de Abril, año del Nacimiento de nuestro Señor Jesucristo de mil cuatrocientos y noventa y siete años.=YO EL REY.=YO LA REINA.=Yo Fernand Alvarez de Toledo, Secretario del Rey y de la Reina nuestros Señores, la fice escribir por su mandado.=Rodericus, Doctor.=Registrada.=Alonso Perez.
(Continua logo a seguir assim a página 264 referindo ao Testamento falso de 1498 como)

Institucion de Mayorazgo
1498 22 de Febr.
En el nombre de la Santísima Trinidad, el cual nos puso en memoria y después llegó a perfeta inteligençia que podría navegar e ir a las Indias desde España pasando el mar Océano al Poniente, y assí lo notifiqué al Rey Don Fernando y a la Reina Doña Isabel Nuestros Señores, .....
(segue o texto completo do testamento falso de 1498 que termina na página 274 com)
....... Item mando a Don Diego, mi hijo, o a quien heredare el dicho Mayorazgo, que cada vez y cuantas veçes se obiere de confesar, que primero muestre este compromisso o el treslado d'él a su confesor, y le ruegue que le lea todo, porque tenga raçón de lo examinar sobre el cumplimiento d'él, y sea causa de mucho bien y descanso de su ánima.
Fecho en 22 de Febrero de 1498
.S.
.S.A.S.
XMY
El Almirante

Segue logo aqui a NOTA de Navarrete cuja imagem vai aqui em que fala das dúvidas deste testamento e apoia a sua veracidade dizendo que nos Arquivos de Simancas está a tal “nunca mais vista” confirmação que mesmo se ela existe eu mostro mais abaixo que ela é falsa.


Colección de Viajes de don Martín Fernández de Navarrete, Tomo 2

Navarrete mete estes dois documentos de tanta importância um para o outro em Volumes diferentes e atribui á transcrição da Cédula Real de Autorização de Mayorazgo uma data de dia e mês que não está lá e ajuntando á mesma data o Testameto falso de 1498. A um documento verdadeiro, mas sem dia e mês, com ano de 1497 dá-lhe o dia e mês de um documento falso mas não lhe dá o ano de 1498 que está no documento falso.
Parece que Navarrete está a tentar enganar-nos de propósito. Talvez pensasse que metendo tantas páginas entre os dois documentos já quando se lia de um não se lembrava dos pormenores do outro e assim passava em frente as duas datas baralhadas como uma tal e qual como a aceitou Altolaguirre.
Não devo de suspeitar Navarrete porque ele não teria nada a ganhar com isto mas acuso-o de não ser rigoroso neste caso e de dar mais valor ao documento de Simancas do que ele merece porque esse documento está claro que faz parte da falsificação pelo cabeçalho antes do nomes dos reis e pelo nome do Príncipe D. Juan e ainda por ser um pergaminho enquanto o Martin Rodriguez disse que era em papel.
Isto não é muito bem entendido sem ver a imagem da página 141 de Navarrete.


Mas o documento de Simancas se ele existia foi com toda a certeza metido lá por Baltasar Colombo ao mesmo tempo que as folhas dos Registos de Martin Rodriguez para Fevereiro de 1498 foram roubadas.
A falsificação aparenta-se no texto estranho que encabeça o documento com todos os seus Santos, celestiais, Pai, Filho e Espirito Santo etc. coisa que os Reys Católicos nunca usaram. Para confirmar que esta não era uma nova forma dos Reis Católicos começarem agora as suas cartas aponto para a página 318 do Tomo 2 em que a 16 de Setembro de 1501 um documento cujo original Navarrete diz estar no Arquivo dos Duques de Veragua e registado no mesmo Arquivo de Simancas começa "Don Fernando y Doña Isabel por la gracia de Dios, Rey Reina de Castilla...
Depois na página 348 do mesmo Tomo 2 aparece o documento de Naturaleza de D. Diego Colon irmano del Almirante ... registado no mesmo Arquivo de Simancas que começa "Don Fernando y Doña Isabel por la gracia de Dios ...

Assim prova-se que as palavras que foram metidas antes dos nomes do Rei e Rainha eram fora do normal para aqueles reis e deve-se de suspeitar logo deste documento e ler-lo com MUITA cautela porque é suspeito e sendo suspeito depois encontra-se logo a prova da falsificação quando se lê "...nuestra carta de licencia, firmada de nuestros nombres en ella inserta, escrita en pergamino[§], é fecha en esta guisa:--"En la muy noble cibdad de Sevilla, jueves en veinte y dos dias del mes de Febrero, año del nascimiento de nuestro Salvador Jesucristo de mil é cuatrocientos é noventa y ocho años, ....
Quem não apanhou até aqui a falsidade do pergaminho quando aquela de martin Rodriguez disz que era em papel, nem deu pelo falsidade da data que mete não somente um MÊS e DIA onde antes era em branco mas muda o ano de 1497 para 1498 pode também não apanhar a maior prova da falsidade que é onde lê-se na págiona 142 que
o “mandamos al príncipe D. Juan, nuestro muy caro é muy amado fijo” não sei como o filho dos Reis Católicos poderia estar ali sem ser em alma, o qual estava já morto 4 anos, sim QUATRO anos, antes desta data. Mas mesmo assim o Rey e a Reyna não tiveram nenhum problema em assinarem seus reais nomes? Que patetas.

Fica assim clarinho que tanto o texto florido dos Deuses e Santos adicionados antes dos nomes dos Reis Católicos e único exemplo de tal texto, as datas mixturadas com a nobre Cidade de Sevilha, o pergaminho e ainda a misteriosa reencarnação do Principe D. Juan em 1501 que o documento é falso e que os Reis nunca assinariam tal disparate.

É incrivel para mim encontrar tantas coisas que foram falsificadas em volta deste homem e que por séculos são apontadas como verdadeiras.
Não são verdadeiras.
Não era o Testamento de 1498 e também não o é o suposto documento de Simancas com data de 1501.
E desta forma cai por terra o apoio narrado de Navarrete ao Testamento falso e na mesma acçõa leva consigo lá do alto o Altolaguirre.