A importância deste documento é enorme, pois ele constitui um dos "pilares" do Colombo genovês, juntamente com o chamado 'Memorial das dívidas' conjugado com o documento Assereto.
São estes os únicos documentos que, pretensamente, ligam o genovês Cristoforo Colombo, filho do tecelão Dominico, ao depois Almirante Don Cristóbal Colón.
O resto são relatos escritos sobre outros relatos e abundante documentação notarial sobre os Colombo de Génova (e não só)
O documento que actualmente se pode consultar online nos Arquivos de Espanha é relativamente recente (provavelmente séc XVII ou XVIII) e contempla uma Introdução do notário Martin Rodriguez, seguida da transcrição da Cédula Real (autorização dada a CC pelos Reis católicos para fazer mayorazgo) e seguida da transcrição do próprio Mayorazgo.
Pelos relatos existentes, nos Litígios Sucessórios (Pleitos Colombinos), terá sido apresentado por Baldassare Colombo este mesmo Mayorazgo, "validado" pela Introdução de Martin Fernandez.
Vejamos o essencial do que consta em cada um destes dois documentos (ou mesmo que seja um documento único como a tese oficial defende)
Agora vejamos o essencial do que está escrito na Confirmação Real
Pelo que se vê da Confirmação Real, aquilo que os Reis Católicos viram e confirmaram não é o mesmo que se apresenta como sendo o(s) Documento(s) de Mayorazgo.
As diferenças estão no SUPORTE em que foi feito o documento apresentado aos Reis Católicos(pergaminho), bem como na FORMA como se inicia o documento (En la muy noble ciudad de Sevilla, jueves veinte y dos dias del més de Febrero, año mil cuatrocientos y noventa y ocho)
Parece bem nítido que terá, de facto, existido uma Escritura de Mayorazgo feita em 22 de Fevereiro de 1498, mas NÃO é aquela que nos apresentam, e na qual se apoiam os defensores da tese de Cristóvão Colombo genovês.
Parece bem nítido que isto é uma grande trafulhice.
Carlos Calado
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