Mostrar mensagens com a etiqueta Análise Crítica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Análise Crítica. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, maio 25, 2009

A última "Colombinada"

Este artigo completa a apreciação crítica ao livro de Alfredo Pinheiro Marques, que aqui fomos publicando sob o título "Colombinadas", a qual ficou em suspenso para depois da Conferência que se realizou na Cuba, em 23 de Maio.

(APMarques)
Pág. 74 - Ele deixou uma guarnição de homens na Hispaniola, num forte construído com os destroços da Santa Maria, e regressou a Castela nos primeiros meses de 1493 com as notícias da descoberta tal como ele a interpretava. Porém, antes de alcançar Castela, ele efectuou uma intrigante paragem em Portugal onde se encontrou com D. João II e lhe deu em primeira mão as notícias do resultado da sua viagem ao serviço de Castela. Isto pode ser, de facto, não tão estranho como parece à primeira vista. Hoje em dia tendemos a esquecer como, naquela altura, os navegadores dependiam das condições físicas; não se ia para onde se queria, mas para onde se podia. E crê-se que aquele foi um dos piores Invernos alguma vez sentidos no Atlântico Norte. Por outras palavras, o estado desesperado em que as tempestades deixaram a Niña no seu regresso deve ter forçado Colombo a aportar na ilha açoriana de Santa Maria (onde, confundido com um corsário vindo da Guiné, quase foi feito prisioneiro pelo capitão local), e subsequentemente na própria Lisboa, em Março de 1493.
Informado da sua chegada, o Rei requisitou Colombo; ele não o aprisionou nem atendeu as propostas para que o matassem, mas tornou-lhe imediatamente claro que considerava as novas terras, quaisquer que fossem, pertencentes à sua zona de influência conforme o Tratado de 1479-80.

+ Para o Autor não há mistérios na paragem de CC em Lisboa, pois a isso ‘foi obrigado’ pelas condições atmosféricas. Porém, tendo em conta o que CC escreveu no Diário, verificamos que algo não bate certo:

Martes, 26 de febrero
Ayer, después del sol puesto, navegó a su camino al Este, la mar llana, a Dios gracias: lo más de la noche andaría ocho millas por hora; anduvo cien millas, que son veinticinco leguas. Después del sol salido, con poco viento, tuvo aguaceros; anduvo obra de ocho leguas al Esnordeste.

Miércoles, 27 de febrero
Esta noche y día anduvo fuera de camino por los vientos contrarios y grandes olas y mar, y hallábase ciento veinticinco leguas del Cabo de San Vicente, y ochenta de la isla de la Madera y ciento seis de la Santa María. Estaba muy penado con tanta tormenta, ahora que estaba a la puerta de casa.

Jueves, 28 de febrero
Anduvo de la misma manera esta noche con diversos vientos al Sur y al Sudeste, y a una parte y a otra, y al Nordeste y al Esnordeste, y de esta manera todo este día.

Viernes, 1 de marzo
Anduvo esta noche al Este cuarta del Nordeste, doce leguas; de día corrió al Este cuarta del Nordeste, veintitrés leguas y media.

Sábado, 2 de marzo
Anduvo esta noche a su camino al Este cuarta del Nordeste, veintiocho leguas; y el día corrió veinte leguas.

Domingo, 3 de marzo
Después del sol puesto navegó a su camino al Este. Vínole una turbonada que le rompió todas las velas, y viose en gran peligro, mas Dios los quiso librar. Echó suertes para enviar un peregrino dice a Santa María de la Cinta en Huelva, que fuese en camisa, y cayó la suerte al Almirante. Hicieron todos también voto de ayunar el primer sábado que llegasen a pan y agua. Andaría sesenta millas antes que se le rompiesen las velas; después anduvieron a árbol seco, por la gran tempestad del viento y la mar que de dos partes los comía. Vieron señales de estar cerca de tierra. Hallábanse todo cerca de Lisboa.

Lunes, 4 de marzo
Anoche padecieron terrible tormenta, que se pensaron perder de las mares de dos partes que venían y los vientos, que parecía que levantaban la carabela en los aires, y agua del cielo y relámpagos de muchas partes; plugo a Nuestro Señor de lo sostener, y anduvo así hasta la primera guardia, que Nuestro Señor le mostró tierra, viéndola los marineros. Y entonces, por no llegar a ella hasta conocerla, por ver si hallaba algún puerto o lugar donde se salvar, dio el papahígo por no tener otro remedio y andar algo, aunque con gran peligro, haciéndose a la mar; y así los guardó Dios hasta el día, que dice que fue con infinito trabajo y espanto. Venido el día, conoció la tierra, que era la Roca de Sintra, que es junto con el río de Lisboa, adonde determinó entrar, porque no podía hacer otra cosa: tan terrible era la tormenta que hacía en la villa de Cascaes, que es a la entrada del río. Los del pueblo dice que estuvieron toda aquella mañana haciendo plegarias por ellos, y, después que estuvo dentro, venía la gente a verlos por maravilla de cómo habían escapado; y así, a hora de tercia, vino a pasar a Rastelo dentro del río de Lisboa, donde supo de la gente de la mar que jamás hizo invierno de tantas tormentas y que se habían perdido veinticinco naos en Flandes y otras estaban allí que había cuatro meses que no habían podido salir. Luego escribió el Almirante al Rey de Portugal, que estaba a nueve leguas de allí, cómo los Reyes de Castilla le habían mandado que no dejase de entrar en los puertos de Su Alteza a pedir lo que hubiese menester por sus dineros, y que el Rey le mandase dar lugar para ir con la carabela a la ciudad de
Lisboa, porque algunos ruines, pensando que traía mucho oro, estando en puerto despoblado, se pusiesen a cometer alguna ruindad, y también porque supiese que no venía de Guinea, sino de las Indias.

Resumindo, no dia 26 de Fevereiro, o mar estava chão e a Niña navegou na direcção Este e depois Es-Nordeste; no dia 27 registou-se tormenta e a posição da Niña foi indicada pelo Almirante. Estava a 125 léguas do Cabo de S. Vicente, a oitenta léguas da ilha da Madeira e a 106 léguas da ilha de Sta. Maria.

Marcando num mapa os arcos de circunferência correspondentes a estas distâncias, para determinar o seu ponto de intersecção, que nos daria a posição exacta da caravela, concluímos que, com uma margem de erro mínima (na ordem dos 5%), a Niña estaria nas coordenadas (37ºN; 17ºW), ou mesmo ainda mais para Nordeste, dado que não há, no diário, indicação precisa sobre o número de léguas percorridas nos dias 27 e 28, nos quais, muito provavelmente, teria tentado manter a mesma rota Es-Nordeste já encetada no dia 26.
O Cabo de S. Vicente situa-se nas coordenadas (37ºN; 9ºW). Para se dirigir ao porto de Palos, em Huelva, de onde tinha largado em Agosto de 1492, a caravela teria de aproar um pouco para sul do cabo de S. Vicente, para daí seguir ao longo da costa algarvia até Huelva. Ou seja, como o Cabo de S. Vicente se situa praticamente na mesma latitude da posição da Niña no dia 27 de Fevereiro, a rota a seguir deveria ser directa para Eeste, inflectindo um pouco para Sul.
Mas não foi isso que o Almirante fez. Depois de no dia 28 ter andado um pouco aos ziguezagues, nos dias 1 e 2 de Março, ele navegou 83,5 léguas, não na direcção Leste que o levaria para Castela, mas sim na direcção ‘Leste Quarta de Nordeste’, (ângulo de 11º 15’ com a direcção Este) que o levava para um ponto bastante a Norte do Cabo de S. Vicente. A aplicação de um cálculo trigonométrico simples permite determinar esse ponto no Atlântico, garantidamente já bem acima dos 38ºN.

Assim, no dia 3 de Março, quando as suas velas foram rompidas pela rajada de vento (admitindo que essa tempestade aconteceu mesmo) depois de ter retomado a direcção Leste, a caravela Niña encontrava-se a efectivamente já a caminho de Lisboa.

A tempestade (se, efectivamente existiu) não o desviou para Lisboa, apenas lhe dificultou a chegada!
Era para Lisboa que Cristóvão Colon queria, realmente, vir!

Carlos Calado

quinta-feira, abril 23, 2009

COLOMBINADAS (8)

APRECIAÇÃO CRÍTICA AO LIVRO
PORTUGAL AND THE EUROPEAN DISCOVERY OF AMERICA
Christopher Columbus and the Portuguese

(de Alfredo Pinheiro Marques, Ed. INCM 1992)

Parte 8
3.4. A primeira viagem de Colombo e a sua chegada à “Índia”

pág. 71 – com a aprovação do seu projecto em Abril de 1492, Colombo tinha finalmente os meios para desenvolver o seu esquema.
(…)
A expedição largou de Palos em Agosto de 1492 e apontou para as Canárias, de onde navegou em Setembro para desbravar o Mar Oceano.
Porquê as Canárias? Sem dúvida porque a experiência de Colombo nas rotas Atlânticas portuguesas tinha-lhe ensinado, o que não era geralmente conhecido, que o sistema de ventos do Atlântico Norte significava que encontraria ali os ventos favoráveis para navegar para oeste, enquanto os ventos prevalecentes perto dos Açores o ajudariam no regresso.
+ O Autor não tem dúvidas de que CC se dirigiu para as Canárias para dali beneficiar dos ventos favoráveis para Oeste. Mas para além desse factor, é conveniente não esquecer que era precisamente o meridiano das Canárias que estabelecia a linha divisória entre as zonas em que Portugal e Castela podiam efectuar navegações de exploração.
CC terá seguido constantemente sobre essa linha imaginária, navegando para Oeste, mas nos derradeiros três dias rumou para Sudoeste, entrando assim na zona portuguesa, onde encontrou terra a 12 de Outubro.

Pág. 71 – Nós sabemos que Colombo não empregou nenhuma forma de navegação astronómica, por exemplo quadrantes ou astrolábios, como os portugueses já estavam a fazer nos mares da Guiné. E quando ele se refere às latitudes das terras que encontrou no Ocidente, ele é bastante impreciso (seriam erros genuínos ou será possível que Colombo estivesse a tentar determinar que as novas terras se situavam a norte do paralelo definido pelo Tratado Luso-Castelhano de 1479-80?)
+ Pelo que está registado no Diário da 1ª viagem, sabemos que CC efectuou medidas astronómicas, pelo menos no dia 30 de Outubro; nesse dia ele registou no livro a latitude de 42º Norte. Questiona o Autor a possibilidade de que CC estivesse a tentar determinar que aquelas terras estavam acima do paralelo das Canárias e que, portanto, pertenceriam a Castela. Só que não aprofunda a hipótese para poder chegar a algumas conclusões. Talvez porque chegaria a conclusões contrárias às que defende.
Como já vimos, CC dirigiu-se primeiramente para as Canárias, para dali rumar a Oeste. Ora começando a navegar sobre os 28º N, sempre para Oeste, o mais provável é que se mantivesse, grosso modo, sobre os 28º N.
Como nos últimos três dias inflectiu para Sudoeste até encontrar S. Salvador e depois rumou genericamente para Sul até chegar a Cuba, o mínimo que CC poderia saber, sem margem para dúvida, é que estava numa latitude abaixo dos 28º N. Se registou, então, 42º N no seu Diário, não foi naturalmente devido a um erro na leitura da latitude, mas sim de forma deliberada, tal como, de forma deliberada, sempre registou nos livros distâncias inferiores às efectivamente percorridas. ["Nós sabemos que Colombo não empregou nenhuma forma de navegação astronómica." !!! O quê???? É a este tipo de invenções que se tem chamado História e a este tipo de inventores que se tem chamado historiadores. APM não investigou nada sobre o assunto que escreveu. Baseou-se somente naquilo que outros, também mal informados escreveram, e mostrando a sua capacidade para não investigar e nem sequer a capacidade de conseguir pensar por si, escreve que um navegador se meteria ao alto mar sem instrumentos para fazer navegação astronómica. Que falácia? Que nos explique então como iríam navegar? Com Radar? Com GPS? Ía o barco seguindo uma corda de um lado ao outro? Um caminho de Ferro? Que lixo se tem deixado passar como história! APM nem leu o Diário de Bordo de C.C. se o tivesse lido, como se requere que seja feito para alguém que vai escrever sobre o assunto da 1ª viagem, teria encontrado as seguintes menções, entre outras:
Segunda, 17 de Setembro de 1492 "T
omaron los pilotos el norte marcándolo y hallaron que las agujas noruesteavan una gran quarta...Cognosciólo el Almirante, mandó que tornasen a marcar el norte en amaneçiendo y hallaron que estavan buenas las agujas."
Sexta, 2 de Novembdro de 1492, "
Aquí tomó el Almirante el altura con un quadrante esta noche."
Quarta, 21 de Novembero
1492 "
Pero aquí dize que tiene suspenso el quadrante hasta llegar a tierra...Para creer que el quadrante andava bueno le movía."
Quinta, 13 de Dezembro de 1492
"
Dize también que halló por el quadrante que estava de la línea equinocial 34 grados."
Domingo, 3 de Fevreiro, 1493
"
Parecióle la estrella del norte muy alta como en el Cabo de Sant Viçeynte. No pudo tomar el altura con el astrolabio ni quadrante porque la ola no le dio lugar."
É triste ver como os discípulos deste Culto da Verdade, iniciados pelos seus profetas e com os seus coloridos diplomas em Estória juntam-se todos no Coro da igreja P-H Colombina para cantar sobre a verdadeira religião da História do tecelão. Que pouca vergonha têm sido os historiadores Portugueses neste caso especifico da vida de D. Cristóvão Colon.
MR]


Pág. 74 – Colombo estava à procura da Índia, e se não tivesse tido a sorte de errar nos seus cálculos e descobrir que havia uma terra desconhecida no Ocidente, em lugar de ser relembrado na posteridade pelo seu glorioso feito, ele teria perecido com os seus homens na vastidão do oceano.
Contudo a sorte estava com ele e em Outubro avistou as ilhas no Ocidente que ele tomou por serem a costa da Ásia que procurava. De facto, o que ele encontrou foram as ilhas do arquipélago das Bahamas, incluindo a Ilha Watling (à qual chamou S. Salvador), uma porção da costa cubana, e a ponta ocidental da ilha a que chamou “Hispaniola” (actualmente Haiti e República Dominicana)
+ Para o Autor, terá sido uma questão de sorte, mas o facto é que CC foi directo para aquelas ilhas e encontrou terra onde afirmava que ela estava. Curiosamente, atribuiu novos nomes àquelas ilhas. Se pensasse, efectivamente, que estava em Cipango, ter-lhe-ia atribuído outro nome?

Pág. 74 - Ele deixou uma guarnição de homens na Hispaniola, num forte construído com os destroços da Santa Maria, e regressou a Castela nos primeiros meses de 1493 com as notícias da descoberta tal como ele a interpretava. Porém, antes de alcançar Castela, ele efectuou uma intrigante paragem em Portugal onde se encontrou com D. João II e lhe deu em primeira mão as notícias do resultado da sua viagem ao serviço de Castela. Isto pode ser, de facto, não tão estranho como parece à primeira vista. Hoje em dia tendemos a esquecer como, naquela altura, os navegadores dependiam das condições físicas; não se ia para onde se queria, mas para onde se podia. E crê-se que aquele foi um dos piores Invernos alguma vez sentidos no Atlântico Norte. Por outras palavras, o estado desesperado em que as tempestades deixaram a Niña no seu regresso deve ter forçado Colombo a aportar na ilha açoriana de Santa Maria (onde, confundido com um corsário vindo da Guiné, quase foi feito prisioneiro pelo capitão local), e subsequentemente na própria Lisboa, em Março de 1493.
Informado da sua chegada, o Rei requisitou Colombo; ele não o aprisionou nem atendeu as propostas para que o matassem, mas tornou-lhe imediatamente claro que considerava as novas terras, quaisquer que fossem, pertencentes à sua zona de influência conforme o Tratado de 1479-80.

NOTA: o comentário a esta parte do texto será publicado, em suplemento, depois da Conferência de 16 de Maio na Cuba, onde apresentarei, em primeira mão, as minhas explicações sobre o regresso de Cristóvão Colon por Lisboa.

3.5. O Tratado de Tordesilhas e a divisão do Mundo entre Portugal e Castela
pág. 75 – Como resultado destas negociações, em Junho de 1494, Portugal e Castela assinaram o tratado de Tordesilhas, o qual dividiu o Atlântico e as terras ultramarinas longitudinalmente, por meio dum meridiano fixado a 370 léguas das ilhas de Cabo Verde. Ao obter 270 léguas adicionais às 100 que Colombo tinha proposto com o apoio do Papa, os portugueses salvaguardaram a rota sudeste africana na qual tinham investido tanto, durante tanto tempo, conseguindo todo o Atlântico Sul de que necessitavam para efectuar a curva larga pelo Oceano, imprescindível para navegar essa rota.
+ Pelas palavras do Autor parece que as 270 léguas adicionais apenas proporcionaram mais uma grande porção de mar para Portugal, que necessitava desse espaço marítimo para as suas naus fazerem a larga curva a caminho do extremo sul da África.
Por acaso, ou provavelmente não, essas 270 léguas adicionais colocaram também algumas terras na zona portuguesa: a Terra Nova a Norte e o Brasil a Sul.
Por acaso também, o limite das 100 léguas iniciais, abrangia toda a vastidão do atlântico Sul suficiente para a curva larga, pelo que parece desajustado invocar que Portugal necessitava de mais essas 270 léguas só para que os seus navios pudessem efectuar a curva larga. Além disso, a delimitação das zonas pressupunha o ‘Direito de passagem’, pois os castelhanos necessitavam de atravessar a zona portuguesa para conseguir chegar até ao início da sua zona. De igual modo, também os navios portugueses haviam de poder navegar um pouquinho na zona castelhana, entrando nela abaixo do equador e voltando a sair já nas latitudes do Cabo da Boa Esperança para utilizar os ventos dominantes.

FIM

Carlos Calado

quarta-feira, março 25, 2009

Como se Cala os COLOMBOistas

Colon-o-Novo disse...

Caro Francisco.
Não concordo. Não é esse o sentido porque está a faltar no texto de Carlos Calado a mais importante frase de Hernando Colon e essa é aquela frase em que ele diz "Considerando isto...." Porque é aí que estão as palavras do próprio Hernando as palavars anteriores eram aquelas "consideradas" por ele e não ditas por ele.

-- PALAVRAS DE TERCEIROS:
"Per lo che alcuni che in una certa maniera pensano di oscurare la sua fama, dicono che fu di Nervi, altri che di Cugureo, e altri che di Bugiasco, che tutti sono luoghi piccoli presso alla città di Genova e nella sua stessa riviera, ed altri, che vogliono esaltarlo di più, dicono che era savonese, e altri genovese: e ancora quelli che più salgono sopra il vento, lo fanno di Piacenza, nella qual città sono alcune onorate persone della sua famiglia, e sepolture con armi, e lettere di Colombo, perché in effetto questo era già l'usato cognome dei suoi maggiori ancorché egli, conforme alla patria dove andò ad abitare e a cominciar nuovo stato, limò il vocabolo acciò che avesse conformità con l'antico, e distinse quelli che da esso discendessero da tutti gli altri che erano collaterali, e così si chiamò Colón."

-- PALAVRAS DE HERNANDO COLON:
Considerato questo, mi mossi a credere che, siccome la maggior parte delle sue cose furono operate per alcun mistero, così quello che tocca alla varietà di cotal nome e cognome non avvenne senza mistero. Molti nomi potremmo addurre in esempio, che non senza occulta causa furono posti per indizio dell'effetto che aveva a provenire, siccome in quello che tocca a colui di cui fu pronosticata la maraviglia e novità di quello che fece. Perché, se abbiamo riguardo al cognome comune dei suoi maggiori, diremo che veramente fu colombo, in quanto portò la grazia dello Spirito Santo a quel nuovo mondo che egli scoprì, mostrando, secondo che nel battesimo di San Giovanni Battista lo Spirito Santo in figura di colomba mostrò, qual era il figliuolo diletto di Dio, che ivi non si conosceva, e perché sopra le acque dell'Oceano medesimamente portò, come la colomba di Noè, l'olivo e l'olio del battesimo per l'unione e pace che quelle genti con la chiesa dovevano avere, poiché erano rinchiuse nell'arca delle tenebre e confusione. E per conseguenza gli venne a proposito il cognome di Colón, che ritornò a rinnovare, poiché in greco vuol dire membro, acciò che, essendo il suo proprio nome Cristoforo, si sapesse di chi era membro, cioè di Cristo, per cui a salute di quelle genti egli aveva ad esser mandato. Ed appresso, se cotal suo nome noi vogliamo ridurre alla pronuncia latina, ch'è Christophorus Colonus, diremo che, siccome si dice che San Cristoforo ebbe quel nome perché passava Cristo per le profondità delle acque con tanto pericolo, onde fu detto Cristoforo, e siccome portava e conduceva le genti, le quali alcun altro non sarebbe bastato a passare, così l'Ammiraglio, che fu Christophorus Colonus, chiedendo a Cristo il suo aiuto, e che l'aiutasse in quel pericolo del suo passaggio, passò lui e i suoi ministri acciò che facessero quelle genti indiane coloni, e abitatori della chiesa trionfante dei cieli, poiché egli è da credere che molte anime, le quali Satanasso sperava di godere, non essendovi chi le passasse per quell'acqua del battesimo, da lui siano state fatte coloni e abitatrici della eterna gloria del Paradiso."

Dizer que "com efeito" o seu nome já era Colombo NÃO era Hernando que o dizia mas os outros que mais subiam ao cumo.
É no parágrafo das palavras de Hernando que se explica a verdadeira razão do nome KOLON ser escolhido por ter o significado de Membro em Grego e NÃO como os outros diziam e que Hernando somente "considerou" que tinha de "facto sido limado de Colombo".

A afirmação "era já o sobrenome dos seus antepassados" era o que terceiros diziam ser a razão do nome ter-se trasnformado em Colon ou limado de Colombo... Considerando tudo isto, Hernando descontou essa afirmação e deu-nos logo a seguir a verdadeira razão do nome ter sido Colon e ainda que o foi por causa occulta.

Sexta-feira, Março 13, 2009 2:56:00 AM

Anónimo disse...

Isto é muito facil é somente modificar o texto para dar o sentido do autor:

Porque alguns que de uma certa maneira pensam em diminuir a sua fama, dizem que foi gordo, outros que foi baixo, e otros ainda que foi muito feio, que tudo são descrições más e outros que querem exaltar-lo de mais dizem que foi um gigante e outros que era uma cópia de Hércules. E outros, que mais fogem à verdade, dizem que foi um Deus vindo do céu porque de facto lá existem deuses igual a este e conhecem seu pai o qual era Zeus e viram um retrato de sua mãe muito bem pintado segurando-o como bébé e num letreiro escrito Colombo porque de facto este era já o sobrenome dos seus pais no céu e ele conforme a pátria onde foi viver limou-lhe a palavra para se confirmar com outra mais antiga e assim se destiguiu dos Deuses e tornou-se humano e por isso che chamou Colon.

Considerando todas estas trapalhadas, eu entendia que tal como a sua vida foi toda envolvida em mistério também no que toca á forma do seu nome não foi escolhido sem mistério... escolheu-o porque em Grego quer dizer Membro.

Quarta-feira, Março 18, 2009 9:32:00 PM