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quarta-feira, abril 07, 2010

Quem Não Busca Respostas Jamais as Encontrará

O clima é uma daquelas coisas que parece ser constante: Frio no Inverno, Flores na Primavera, Calor no Verão e durante o Outono a maioria das árvores perdem suas folhas e chega de novo o frio. Este padrão é tido como normal de década em década e século em século.
Mas o clima não é uma coisa regulada. É uma coisa descontrolada com variações enormes que de vez em quando cai neve no verão e faz verão no Inverno.
Aqui na Carolina do Norte poucos anos atrás foi um Inverno tão quente que as árvores estavam abrir suas flores em Fevereiro. E noutro ano no fim de Abril veio um mau tempo de neve que acabou por botar a baixo bastantes árvores por elas estarem já cheias de folhas onde a neve se agarrava.
No Pico de vez em quando caía granizo no Inverno e lá de uns 100 a 100 anos até neve se vê cair. Isto são coisas raras que acontecem e que os povos do mundo todos têm testemunhado durante milénios.
Porque é que eu falo disto? É minha crença que Cristóvão Colón arribou ás costas do Canadá em Fevereiro de 1477. Isso em si não é nada de especial, pois os Vikings lá chegaram no ano 1000 e antes deles de certo outros Europeus até lá viajaram. 
Pois já antes do ano 150 os Europeus navegavam até à Islândia, como nos diz Ptolomeu.
Na discussão com o senhor Jorge Matos, no post abaixo, ele diz "Os locais de que fala são praticamente impossíveis de alcançar em Fevereiro: têm sempre gelo..." E com esta atitude tenta negar que tal viagem fosse feita.
Eu não tenho provas absolutas que a viagem foi feita até ao Canadá, mas o que eu sei é que o argumento do gelo não serve. É verdade que normalmente  existe gelo naquelas partes mas é também verdade que o clima não é constante e que um Verão mais quente que o normal faz com que haja menos gelo no canal entre a Groenlândia e o Canadá. 
E é mesmo isso que Cristóvão Colón nos diz. Ele diz que no tempo que ele lá foi o mar não estava congelado. Isto deve-nos deixar pensar que Colón esperava que o mar estivesse congelado.
A insistência dos historiadores que a viagem de 1477 foi somente feita até à Islândia é de rir. Pois a Islândia era já muito navegada naquela época e não havia nada de extraordinário nisso para o Almirante se ver forçado a tomar uma nota. As pessoas não tomam notas de coisas normais e esperadas, mas sim sobre coisas maravilhosas, inesperadas e fora do normal.


As imagens que meto aqui são todas do mesmo local mostrando o canal entre a Groenlândia e a Ilha Baffin. A primeira imagem foi tirada a 23 de Fevereiro de 2010, a segunda no 5 de Abril de 2009 e a terceira no 16 de Abril de 2002. Como se pode ver o gelo no canal não é igual de ano para ano e eu recuso aceitar a explicação do Senhor Jorge Matos de que o canal é impossível de navegar por todos os Invernos de século em século. Eu digo que se Colón passou por lá em Fevereiro era porque o gelo era pouco naquele ano e só por isso é que a viagem foi capaz de ser feita e a nota foi escrita exactamente por esse motivo. Por ser uma coisa fora do normal.
O certo é que para quem acha o possível impossível jamais se dará ao trabalho de provar que o impossível é possível. E se os nossos navegadores do século XIV, XV e XVI tivessem a atitude do senhor Jorge Matos, jamais teriam saído fora do Tejo por temer o frio, o gelo, as ondas, os ventos, a água e o vasto desconhecido.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Labirinto de Lèguas

Estamos a entrar uma nova época nesta história a época a que eu refero como a "época após O Mistério Colombo Revelado" ou seja "post-MCR" sendo a época "pre-MCR" aquela em que se tomava tudo por já provado e aceitado como verdadeiro.

Após os factos mostrados no MCR toda a história não só do "Colombo tecelão" mas a própria história de Portugal, de D. João II e dos navegadores daquela Portuguesa "Era dos Descobrimentos" merece ser investigada e descutida em pormenor e isso está a ser feito de um certo modo (embora com um pequeno grupo) por emails, em blogs e em fórums incluindo o Fórum da GeneAll.pt. Nestas discussões sobre a verdadeira identidade, nacionalidade e escolaridade do 1º Almirante das Índias, a história antiga ou aquela "teoria oficial" não tem maior defensor no Fórum GeneAll.pt que aquele senhor que se chama Coelho.

Muitos têm entrado nesta discussão a defender o "tecelão genovês" mas após terem conhecimentos de alguns factos imcompativeis com esse "tecelão" entenderam que a novela acaba por carece de falta de novelos suficientes para in-vestir o tecelão por completo e muitos acabam pornão somente aceitar a dúvida dos factos mas também por apoiar o "nobre Colon Português".
Acontece que ao mesmo tempo que outros vam-se apercebendo mais e mais da lenda genovesa o Sr. Coelho
segue mais e mais teimoso na sua cegueira de forçar os factos encaixarem num tecelão da Génova.

O muro de evidência construido pelo MCR não será facil de derrubar sem uma arma secreta. Ultimamente O Sr. Coelho tentava rodear o muro das provas que eu construi contra um tecelão da Génova trazendo o assunto das léguas de Ptolomeu e a sua ideia "errada" que C. Colon errou porque acreditava num mundo muito mais pequeno: o Mundo de Ptolomeu.

Inicialmente (em 1991) eu também acreditava nessa mesma lenda mas depois de comprar em 1996 um exemplar da Geografia de Ptolomeu impressa em 1482 fiquei logo esclarecido que nenhum navegador ao saber aquilo que Ptolomeu sabia seguiria em acreditar que a verdadeira India ficava 1400 léguas ao Ocidente de Lisboa. Com esta informação, que era a mesma que C. Colon possuia, (pois ele tinha um destes livros de Ptolomeu) eu revistei de novo todos os documentos e cartas conhecidas de C. Colon e consegui provar que ele sempre sobe que nunca se dirigia para a verdadeira India.
Com este pequeno fact
o a burla começou a vir á tona.
Foi assim que fui descobrindo de facto em facto até conseguir provar que o seu testamento foi falsificado 67 anos após Cristóvão Colon ter morrido para dizer "sendo eu nascido em Génova".


Assim que se começa a ver a mentira de C. Colon contra os Castelhanos fica logo tudo mais facil de explicar. Como eu já disse, o Sr. Coelho tem andado atarefado em provar que C. Colon era o mesmo Colombo tecelão e que acreditava num globo que era muito mais pequeno escrevendo:

"Eu demonstrei concretamente que, no mundo de Ptolomeu, a viagem da costa ocidental da Europa para ocidente até à costa oriental da China ao longo do paralelo de Rodes é de 13700 Km, ao passo que a distâcia real é de 21130 Km. Ou seja, a distância real é 54% maior do que a distância no mundo de Ptolomeu. .....
aceitando o mapa da geografia de Ptolomeu, a distância seria muito menor do que na realidade. Eu
demonstrei isso passo a passo e deduzi que a distância real ultrapassa em 54% a distância que se pode calcular na geografia de Ptolomeu. Isto é incontestável. O Sr. Rosa contesta. O que posso fazer? O problema é seu ... Mais uma razão para não comprar o seu livro."

Assim o Sr. Coelho que nunca leu o MCR rema para o rumo errado assumindo que C. Colon realmente acreditava num globo que era 54% mais pequeno do real e argumentando contra o meu livro sem nunca o ter lido e mesmo sem saber uma só prova das que eu apresento nessa obra. Eu tentei trazer-lo á razão usando não Ptolomeu que tinha morrido 1300 anos antes mas sim os homens do dia de C. Colon os quais eram os mais instruidos nestes assuntos:

"Duarte Pacheco Pereira cometeu um erro de 4% nas suas calculações e C. Colon de certeza faria o mesmo erro de 4% que é muito longe do erro que o Sr. Coelho expõe de 54%.
Está tudo bem clarinho so quem quer fazer de C. Colon, de D. João II, de Duarte Pacheco Pereira, de Jozé Vizinho, de toda a Junta de Matemáticos e de todos os Portugueses envolvidos nas descobertas todos burros é que segue impingindo um erro de 54% para as suas calculações.
O erro de C. Colon era cerca de 4% e por isso está tudo bem provado tanto os fusos horários como as léguas percorridas como a exactidão da navegação de regresso que sem ter GPS posicionou-se exactamente a 75 léguas a SUL da ilha das Flores nos Açores e para provar isso poucos dias mais tarde avista Santa Maria nos mesmos Açores."

Para alguém de mente lógica estes factos deveriam de pelo menos fazer-lo parar e pensar sériamente em seguir acreditando numa fantasia de um globo de 1300 anos anterior. Mas não. Ele respondeu:
"E qual era o valor da milha? Como é que ele define essa milha? Ou define, ou não define. Se não define, o Sr. Rosa não sabe! Tal como o Sr. Rosa descreve, a milha está definida em termos da légua e a légua está definida em termos do grau. E o grau, qual era o seu valor? Vai o Sr. Rosa responder-me que o grau era de 18 léguas. Então isto é uma definição circular. Uma equação com duas incógnitas. Está a perceber?
Voltando ao princípio: o Duarte Pacheco Pereira define a milha?
Tudo o resto que o Sr. Rosa escreve sobre o erro de 4% assenta em falsos pressupostos, suspeito eu. Mas o Sr. na próxima mensagem há-de tirar-me as dúvidas."

Entenda-se que o Sr. Coelho não sabe mesmo nada sobre os factos verdadeiros da história da descoberta das Américas e que está completamente mergulhado no "sono hipnótico genovês" causado pelas histórias pre-MCR do Colombo tecelão. Tentei dar-lhe uns factos da 1ª e 2ª viagem que o Almiranre Cristóvão Colon nos deu sobre as suas navegações. Dei-lhe as medidas tiradas do "Diário de Abordo" do próprio navegador em que este dá 850 léguas desde as Ilhas Canárias ao Novo Mundo.
Mas o senhor Coelho não deduziu nada dessas 850 léguas. Assim tive que explicar de novo dizendo:


" Senhor Coelho,
Parece que a resposta é tanto fundamental que não precisaria de explicação.
C. Colon navegou duas viagens desde as Canárias ao Haiti medindo 850 léguas. E se essa distância actualmente é de 5.612 km então divida os Km actuais pelas léguas navegadas por C. Colon.
Isto é matemática básica:
5.612km / 850L = 6.602 metros por légua
Agora olhe para o que nos dá um grau no Equador de 18 léguas cada um usando estas medidas:
18 x 6602 = 118,8 Km por grau.
Com esta medida C. Colon obteria um globo de 42.480 Km
Como vê isto dava-lhe um erro de um globo 6% maior e não um globo de 18% mais pequeno."

O Senhor Coelho responde:
"Logo, as suas contas sobre as 850 léguas das Canárias ao Haiti também não servem para calcular o valor da légua. Estamos entendidos?"

Ou é por falta de visão ou por falta de entendimento que o Sr. Coelho não consegue entender. Mas sendo eu um grande apostador na inteligência e no bom senso das pessoas em geral acredito que todos ao saberem dos factos chegaram ao mesmo resultado. Como se vê nesta figura abaixo uma linha recta de Las Palmas a Santo Domingo são 5612Km (carregar na imagem para ver melhor). Esta seria a minima distância que alguém que fosse das Canárias ao Novo Mundo teria que navegar em 1492 e é o mesmo ainda hoje. Resulta que aqui nós, os interessados pela verdade, temos um dado real que não pode ser deturpado.

As léguas de C. Colon eram de 4 milhas por légua e 18 léguas por grau. No minimo as 850 léguas que C. Colon navegou nesta viagem não dão umas milhas mais pequenas mas maiores. Assim se prova que C. Colon não estaria a navegar léguas de 56,66 milhas por grau nem que estava num mundo 54% mais pequeno do real.
As léguas foram 850.
A distância em Kilómetros ainda hoje dá-nos um ponto de partida para entender melhor aquilo que se passou.

Na realidade o Almirante não teria navegado pela rota mais curta desde as Canárias, ou seja não navegou em linha recta (B na imagem abaixo), mas sim em linha ondeante mais a Sul mais a Norte dependendo dos ventos (A na imagem, abaixo). Assim os cálculos do Almirante têm por força que representar ou uma légua com uma milha maior para encaixar esses desvios de uma rota recta ou então as 850 léguas são uma dedução não das léguas actuais navegadas mas da distância real E-O que ele navegou.


Se assim é, então o Almirante e os navegadores daqueles tempos saberiam muito bem calcular não somente a distância que a embarcação fazia sobre a água mas também a distância actual que se tinham afastado do ponto anterior. Neste caso uma viagem feita em ziguezague de 200 léguas com ventos frontais não iria ser calculada como ter-se navegado 200 léguas E-O mas sim as 100 ou menos léguas actuais que existiam entre o ponto de inicio e ponto final das medidas.

O resultado que se quer é um resultado que encaixe todos os factos conhecidos e aqueles ainda por conhecer sobre a vida do Almirante. Quem quer que seja que queira chegar á verdade, pode sim argumentar que a verdade ainda não é conhecida mas o que não pode é dizer que uma rota qualquer entre dois pontos que são hoje bem conhecidos não serve para deduzir nada sobre as navegações de Cristóvão Colon de Vasco da Gama ou de outro qualquer navegador da época. Quanto mais conhecim,ento se tem dos factos mais verdadeira se tornará ahistória e nesse sentido O Mistério Colombo Revelado é a mais verdadeira história do Almirante Colon escrita até hoje.