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sexta-feira, julho 15, 2011

Desapontamento sobre Apontamento

Segundo o senhor António Taveira aqui, este é a prova documental 
referenciada no jornal La Sampa, a 9 de Outubro de 1929. 


"Uno stemma della famiglia Colombo, diverso da quello abitualmente conosciuto, pubblicato dal quotidiano La Stampa di Torino il 9 ottobre 1929 e riportato dal «Codice delle Famiglie di Genova e loro origini», Fondo Regina di Svezia, XVI secolo, Biblioteca Vaticana di Roma, recita: «Colombi - Por reyno Castilla y por reyno Leonno. Mundo nuevo halio Colon - Tranno origine da Cogoreto, Quinto e Savona e vivono in Spagna li descendenti del Cristofaro, quali sono Prencipi e Signori di qualità - 1387. Domenico quondam Joanne de Quinto et filii qui sunt Christofaro, Bartolomeo, Giacomo: come in Atti di Gio. Gallo de Savona - 1492. Christofaro di Cogoreto fu valoroso in mare e trovò Terre nuove domandate le Indie per il Re di Spagna»."

Como qualquer um entende este desenho é posterior a 1493 quando as "armas" do Almirante foram modificadas pelos Reis Católicos não provando nada mais que os Italianos sabiam o desenho das armas novas do Almirante. O que queremos são provas anteriores a 1484, data em que o Almirante assumiu a sua nova identidade e não posteriores a 1493, data que se tornou famoso.

Estou a ver que este documento é tão autêntico como esta falsificação encontrada na Biblioteca Corsini de Romahttp://www.archive.org/stream/christophercolum03thacuoft#page/510/mode/2up

Estes documentos encontrados sem algum enquadramento dizendo "Génova" e "Quinto" e "Colombo" em vez de "Colon" e tentando fazer do Almirante uma coisa que não era, são todos suspeitos e não dignos de serem aceites antes de ser provado a sua autenticidade.
Por isso mantenho que o documento, que é suposto ser autentico e guardado no arquivo da Rainha Cristina no século XVII, isto antes de se saber que o tecelão era de Quinto aponta para uma falsificação feita depois dos Colombos de Quinto serem encontrados e assim sendo, tudo encontrado nas casas da "cosa nostra" ainda é mais suspeitoso. 
Se fosse encontrado na Suécia já eu teria outra opinião embora o documento em si pareça uma caricatura feita á pressa.

Quando Canta o Gallo?

 António Gallo, do Banco de S. George de Génova tem sido utilizado pelos partidários da teoria genovesa como a prova absoluta de que o Almirante das Índias nascera numa família de tecelões de Quinto na Génova e se trasformara no grande Almirante por meio de um mágico processo de "ascensão" se só pode ser comparada com aquela divina de Cristo. Como estas histórias italianas não fazem nenhum sentido no que toca à verdadeira vida do Almirante na Ibéria, aparentam logo como falsificações e de facto quem começa a investigar-las chega à conclusão que são mesmo falsificações dos italianos e que de nada servem para a história verdadeira. Este relato é atribuído ao Gallo e dito ser de 1506 ou 1508 mas já parece que não foi escrito nem por ele nem no século XVI mas séculos mais tarde. Aqui vão imagens de um estudo aos manuscritos do Gallo publicado em 1911 onde se vê que o Gallo de facto cantou muito tarde.


A imagem acima mostra a data dita ser a escritura de Gallo

A imagem acima mostra que dos 11 conhecidos manuscritos,
ou  relatos, apenas 4 comtém a história sobre "Comentario 
Colombiano" não sendo o original um dos 4.



Os manuscritos que contém o "Comentario Colombiano" são B, T, C, F:
Codice Britanico, nomeado pela letra B e escrito no Século XVII
Codice Torino  nomeado pela letra T e escrito no Século XVIII
Codice Civica de Génova nomeado pela letra C e escrito no Século XVII
Codice Federici nomeado pela letra F e escrito no Século XVII
Curiosamente o Codice guardado na Biblioteca de Kopenagen "Ms. antico  
fondo 
Reale n. 2205" escritura do século XVI - por tanto muito anterior  
aos codices 
Britanico, Torino, Civica e Federici -
 NÃO tem nenhum relato 
Colombiano! Porquê? Não estaria lá 
o século XVI 
quando nesta cópia foi feita e depois a "alma" do Gallo veio-a escrever no século XVII?
De novo, temos mais um documento relacionado com a "teoria genovesa" que merece ser atirado para o lixo resultado das diligências de Manuel Rosa.

terça-feira, agosto 11, 2009

Mestres de Pseudo-História Colombina

Rui de Pina escreveu "Colon bo ytaliano" foi uma pseudo-história mas tem ainda os seus apoiantes tenázes e crentes que aquilo era mesmo a verdade. Não se discutem os factos em volta do Almirante em Portugal. Não se discutem as cartas que ele escreveu a dúzias de pessoas todas em Castelhano-Aportuguezado. Nem mesmo a carta que D. João II escreveu a ele em Português.
Se Rui de Pina disse é porque era mesmo assim sem margem alguma para dúvidas. Quem disser o contrário é um pseudo-historiador. Este tem sido, e é, o teor dos autores do blog da Pseudo-História. Por vezes penso como é que pessoas tão cultas, e de juízo são, não conseguem ver para além de três palavras, especialmente quando olhando para além delas vai-se em busca da verdade.
Achei por isso interessante meter aqui mais um pouco da pseudo-história que veio dizer ser Colombo da villa de Abrisolo.
Esta é nova. Mas deve de ser também verdade pela categoria da pessoa que o apresenta e pela categoria do livro onde vem impresso.
O grave problema nisto tudo não é que haja incerteza, que hajam erros, dúvidas, informação contraditória e até muitas vezes errónea. O grave problema é que aqueles que em melhor posição estão para verem isto muito bem parecem ter sido os mais interessados em não quererem ver.


segunda-feira, agosto 10, 2009

Provas Documentais da Burla Colomboinha


Para quem leu o novo livro de Manuel Rosa, "Colombo Português - Novas Revelações" o qual é um trabalho impar de todos aqueles escritos sobre Colombo até hoje, talvez esteja interessado em ver imagens do livro de Ptolomeu guardado na Biblioteca de Nova Iorque com data de 1460 que, segundo Manuel Rosa, é o mesmo livro de Geographia que o próprio Cristóvão Colombo possuía.
Quem de nós consegue ver estas ilustrações e continuar a crer que Colombo pensava ter mesmo chegado à Índia verdadeira? Manuel Rosa conseguiu juntar nesta nova obra todos os elementos necessários para que as mentiras contidas nas várias histórias de Colombo possam agora ser descartadas de uma vez para sempre.
Este livro prova que a Ciência traz consigo muitas explicações para a vida de Colombo, ao contrário da História que somente trouxe enganos.
Foi não pela História mas sim pela Ciência que Manuel Rosa conseguiu fazer aquilo que fez. A Ciência agora mudou a História e só um burro casmurro insistirá manter-la como dantes.