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quarta-feira, janeiro 21, 2015

Artigo na Spanish Legal History Review

Desvendando enigmas e falsidades sobre Cristóvão Colon. Sua nobreza, a localização do forte Natividad, e verdadeiro destino de Santa Maria


Spanish Legal History Review

O Almirante D. Cristóvão Colon, descobridor do Novo Mundo, e o genovês Cristoforo Colombo são duas personalidades completamente distintas. A versão histórica oficial segue a ser sustentada em fontes deturpadas sem nunca terem sido confrontadas com os factos históricos determinantes da vida do Almirante. Um tal facto é o seu casamento em 1479 com a nobre portuguesa, Filipa Moniz Perestrelo, Comendadora do mosteiro de Todos-os-Santos-o-Velho, Comenda da Ordem Militar de Santiago. O estatuto social de Filipa para a época era incompatível com aquele de Cristoforo Colombo, o tecelão de lã genovês. Sua relação de proximidade com o rei D. João II de Portugal e a alta consideração que Colon e seus filhos receberam na corte de Castela apontam para uma personalidade completamente diferente daquele tecelão apresentado na famosa Raccolta. A vida do Almirante D. Cristóvão Colon permanece, em muitos aspectos, envolta em mistério, por vontade própria. Colon escondeu a sua verdadeira identidade, origem e família, que apesar de todas as vicissitudes, era nobre com brasão de armas, e foi feito Vice-Rei das Índias Ocidentais. A sua propensão para mentir tem-nos induzido em erro relativamente ao náufrago da nau Santa Maria, em 24 de Dezembro de 1492, como se pode provar, a nau foi deixada na praia do Caracol para servir como peça central do Forte Natividad.


sexta-feira, novembro 14, 2014

Cristóvão Colombo é de Origem Duvidosa

 
História da Expansão e do Império Português
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 684
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896266271
Novo livro do Prof. João Paulo Oliveira e Costa, catedrático da Universidade Nova e Director do Centro de História Além-Mar, Prof. José Damião Rodrigues e Prof. Pedro Aires Oliveira, que aborda as temáticas da expansão e do império português desde a tomada de Ceuta em 1415, até 1999, ano em que devolvemos Macau à administração chinesa.
Na página 78 o Prof. João Paulo Oliveira e Costa, refere:

«Figura célebre da História Humanidade, Cristóvão Colombo continua a ser uma personagem semilendária sobre quem muito se especula e pouco se sabe quanto às suas origens. Apresentado como um mercador genovês de origens humildes, foi, sem dúvida, casado com Filipa Moniz, filha de Bartolomeu Perestrelo, capitão da ilha de Porto Santo e membro da nobreza da Casa de Viseu. 
As regras do tempo mostram-nos que um plebeu nunca se casava com uma nobre, pelo que a origem de Colombo é assaz duvidosa. 
Muitos autores têm defendido que era português e apontam algumas provas interessantes, que não são suficientemente evidentes, mas que permitem a sobrevivência da tese como hipótese plausível. O próprio Colombo encarregou-se de deixar pistas enigmáticas sobre si e este não é o espaço adequado para discutir a sua identidade. Importa registar que era um homem próximo da Casa de Viseu, que viveu na ilha de Porto Santo e que estava a par das navegações até ao golfo da Guiné... ». 

O certo é que quanto mais se estuda sobre Colombo, mais se vê que a história do plebeu tecedor de lã era falsa. Investigadores sérios e que não se deixam levar pelas ondas de informação publicada no passado sem pelo menos averiguar se aquilo que leram vem baseado em documentação verdadeira ou se foi invenção, como é o caso de Colombo.
No caso de Colombo os historiadores do passado inverteram a realidade e corromperam a lógica para imporem uma lenda de fantasias como história verídica.
Tenho muito respeito por qualquer historiador que, em vez de aceitar aquilo que foi aceite sem mais nem menos, tenta explorar aquilo que nos ensinaram e averiguar o que é verdadeiramente provado com documentação e o que foi inventado sem uma gota de provas.

Quem quer saber a verdade lê e investiga e só depois é que aceita ou mantém dúvidas. Pelo contrário, os mui sábios sabões da Pseudo-História Colombina, juntaram-se em bando para atacarem-me sem lerem a documentação nem os meus livros, e ainda até hoje não deram a cara nem sequer publicaram novo artigo admitindo que eles estavam errados.
No minimo deveriam aceitar a dúvida como muitos académicos mundialmente e já aceitam.



(Agradecemos ao amigo Carlos Sete por esta informação)