segunda-feira, maio 02, 2022

CRISTOFORO COLOMBO versus CRISTÓBAL COLÓN e não COLOMBO

No dia 20 deste mês de maio, o homem que erroneamente chamamos de Cristóvão "Colombo" morreu em Valladolid, Espanha, aos 51 anos de idade. A sua vida espanhola foi transformada pelas coroas espanhola e portuguesa num labirinto intencional para impedir que o público conhecesse a verdadeira identidade do descobridor. Conseguiram! Forçado a assumir uma nova identidade, Don Cristóbal Colón alcançou fama e glória em 1493 com este nome falso. Hoje, através de novas pesquisas e estudos de DNA, estamos mais perto do que nunca de descobrir o verdadeiro nome e genealogia que as cortes ibéricas esconderam do mundo há 500 anos. Certamente o Dom Cristóbal que escreveu que tinha 28 anos em 1484 nunca poderia ser o Cristoforo Colombo de Génova, que foi descrito no Documento de Assereto como tendo 27 anos em 1479. 


CRISTOFORO COLOMBO versus CRISTÓBAL COLÓN

Cristoforo Colombo, the weaver from Genoa, was not

Don Cristóbal Colón, the navigator from Iberia 


por Manuel Rosa


Doutoramento em

História Insular e Atlântica (Séculos XV-XX)



RESUMO

 

Cristoforo Colombo em Italiano ou Christopher Columbus em Inglês/Latim, são nomes atribuídos ao descobridor das Américas, com a pretensa naturalidade genovesa. De facto, não se encontra nenhuma evidência, hoje, que sustente esta afirmação porque o sobrenome que o navegador utilizava em Castela era Colón e nunca Colombo/Columbus. 

Vários erros de interpretação nos relatos e crónicas contemporâneas, em conjunto com uma propaganda de desinformação do próprio navegador, dos seus descendentes e das cortes de Portugal e de Castela, ajudaram a criar um nevoeiro de incertezas intencionais sobre a identidade do navegador, o qual perdura até hoje. Como consequência destas incertezas houve, no século passado, uma aceitação geral indigitando um “Colombo plebeu tecelão genovês” como sendo o nobre “Don Cristóbal Colón, almirante, governador e vice-rei do Novo Mundo”.

O Navegador assumiu uma nova identidade quando entrou em Castela, cerca de 1484, e fez todo o possível para manter segredo sobre o seu local de nascimento, o seu verdadeiro nome e o dos seus progenitores. Em tudo isto — podemos afirmar hoje — foi ajudado pelas cortes de Portugal e de Castela. O seu filho, D. Hernando Colón, ao escrever a história do pai, não só manteve o segredo, mas aumentou ainda mais a confusão, fingindo ignorância. Além de grande parte da culpa sobre a confusão cair directamente sobre o Navegador e o seu filho, existiu também uma falha universal que marcou as várias investigações efectuadas. 

Essa falha, que abrange todas as biografias, foi a geral minimização da vida portuguesa do Navegador, a qual alcança grande importância por ter sido em Portugal que Colón casou, aprendeu a navegar e passou grande parte da sua vida. A existência de documentos adulterados relativos à teoria do Colombo genovês, contrapostos às numerosas cartas e notas vindas do punho do Navegador, documentos da Corte de Castela, dos arquivos de Portugal, juntamente com as normas da sociedade da época, provam que o plebeu de Génova e o navegador que viajou em 1492, sob a bandeira de Castela, eram duas pessoas distintas, com dois percursos de vida diferentes, duas linhagens altamente ímpares e com raízes em reinos diferentes. 

Inúmeros erros, despistes, desencaminhamentos, suposições e invenções dos biógrafos do passado, contribuíram ainda mais para baralhar esta história, reduzindo um almirante e vice-rei a um insignificante plebeu: um Colombo vindo do nada. 

O filho do Navegador insistiu na sua crónica que o sobrenome correcto do pai, em latim, era Colonus e não Columbus. O Christopher Columbus, documentado como um insignificante tecelão em Génova, não era o almirante e vice-rei Christopher Colonus de Castela. Nem alguma vez poderá ser aceite o contrário, sabendo-se que o Navegador havia casado no seio da nobreza de Portugal uns 14 anos antes de se tornar famoso, após regressar da sua épica viagem, em 1493. Mais ainda, quando as normas da sociedade da época impediam plebeus de casarem com nobres, filhas de cavaleiros e de capitães, como era o caso de Filipa Moniz, esposa do Navegador. Qualquer dama nobre que casasse com um plebeu naqueles tempos, derrogaria a sua qualidade, e seguiria a condição e a fortuna plebeia do marido.

Acrescem à incerteza e à dúvida os factos de as filhas privilegiadas da nobreza terem vários impedimentos e regras relativos à escolha de um marido, que muitas vezes eram escolhidos pela família, ou pelas casas senhoriais a que pertenciam, e não pelo noivo ou pela noiva. 

No caso de Filipa Moniz, filha do capitão de Porto Santo, haveria mais restrições por esta pertencer, não só à Casa de Viseu, mas estar ainda sob a protecção da Ordem Militar de Santiago, cujo governador era D. João II, sendo ela comendadora em Todos-os-Santos. 

O que se consegue provar pelos documentos, tal como pelas regras da sociedade do Século XV, é que houve um erro de identificação no século XIX. Os investigadores confundiram o nobre navegador Colón com o tecelão plebeu Colombo, ficando este último com a glória que não lhe pertencia. Este erro de identidade e de nacionalidade parece ter já sido iniciado no século XVI, por motivos ocultos. O intento era manter para sempre oculta a verdadeira identidade do Navegador em Portugal. O plano foi quase perfeito, mantendo-se de pé até aos nossos dias, porque nunca se duvidou daquilo que vinha escrito nas crónicas portuguesas sobre um “Colombo italiano”. 

Esta dissertação não só pretende deslindar toda esta intrincada trama, como procura repor a verdade, em nome do rigor e da ciência.

 

PALAVRAS-CHAVE: Christopher Columbus, Cristóvão Colombo, Cristóbal Colón, Filipa Moniz, Bartolomeu Perestrelo, Capitania de Porto Santo, Duque de Verágua, Diego Colón, Hernando Colón, Descoberta da América. 








Carta do Prof. Joaquim Veríssimo Serrão datada de 2007.




domingo, dezembro 19, 2021

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quarta-feira, novembro 25, 2020

PORTUGAL e o SEGREDO de COLOMBO agora no Kindle

 Caros amigos da verdade, o novo livro,  

PORTUGAL e o SEGREDO de COLOMBO 

está agora disponível no 

Amazon Kindle aqui.

Portugal e o Segredo de Colombo

Já li este livro.
É surpreende que, depois de todas as minhas desconfianças e/ou lacunas de informação credível e sequenciada, pois que se sabem descrições descontinuadas e pouco firmes de acontecimentos pouco sustentados, (como se de uma história da carochina se trate) do que foi a vida e viagens de "Cristovão Colon".
Encontrei nesta obra uma esclarecedora informação que mesmo carecendo de provas físicas concretas, têm na sua perspectiva de especulação, uma base de acontecimentos fidedignos, com todos os aspectos que me fazem crer, ser por aí a verdadeira história que um dia se há-de reescrever em relação ao dito, polémico personagem, muito pouco conhecido, Cristóvão Colombo! Um nome português, sem nome na nossa história, Cristóvão Colon, surgido em Espanha, vindo de um conto de fadas, participante numa descoberta que de desconhecida pouco teria!

Ao autor, os meus parabéns.


PORTUGAL e o SEGREDO de COLOMBO

segunda-feira, abril 06, 2020

O Rabisco Hebráico

Muitos autores têm afirmado que o Almirante Colón secretamente escrevia uma benção em hebraico no canto esquerdo superior das cartas ao seu filho Diego Colón, "mui caro fijo..".
Esta invenção de Simon Wiesenthal tem servido para enganar muitos investigadores.

Os ditos rabiscos, que podemos ver na imagem de uma carta escrito ao filho, abaixo, podem também ser vistos em várias cartas da Rainha Isabel escritas ao navegador, "don Xpoval Colon, nuestro almirante..." encontradas nos seus arquivos como esta sobreposta aqui.


Estes rabiscos não parecem ser mais que alguma anotação por algum arquivista ou organizador dos arquivos do almirante.

Estas explicações já foram apresentadas nos vários livros de Manuel Rosa, incluindo "Portugal e o Segredo de Colombo" entretanto continuam a ser publicados livros e artigos afirmando que aquilo era um código secreto entre pai e filho.
Então o que fazia a rainha a meter o mesmo código secreto nas suas cartas ao Almirante?

terça-feira, maio 28, 2019

Conferências em Portugal : Junho-Julho 2019


Conferências Apresentações
ABERTAS AO PÚBLICO - ENTRADA LIVRE


DATA:  28 de Junho
LOCAL:  FNAC - FUNCHAL
HORA:  19:30




DATA:  2 de Julho
LOCAL:  Biblioteca Publica - HORTA, FAIAL
HORA:  18:30

DATA:  18 de Julho
LOCAL:  Biblioteca Publica - MADALENA, PICO
HORA:  18:30

PORTUGAL E O SEGREDO DE COLOMBO



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quinta-feira, abril 19, 2018

Barcos Varados no Pico


Manutenção de barco
  
Barcos varados

Traineiras varadas à esquerda e Lancha de Carreira varada atrás do camião 


Mais barcos varados

Replica da Santa Maria de Colon na Madeira

sexta-feira, fevereiro 09, 2018

CONGRESSO INTERNACIONAL ALMIRANTE COLON , LISBOA







 Associação Cristóvão Colon | Academia de Marinha | Comissão Portuguesa de História Militar |Academia Portuguesa da História 

CONGRESSO INTERNACIONAL 
ALMIRANTE COLON 
UM FEITO NO PONENTE 

LISBOA, ACADEMIA DE MARINHA, 8-10 MARÇO 2018 


O 1º Congresso Internacional em Portugal sobre a figura de Cristóvão Colon assinala o 525º aniversário da vinda a Portugal do descobridor no regresso da sua viagem ao Novo Mundo, celebrada como sendo a “Descoberta da América”. 
Cristóvão Colon ficou com o direito a tornar-se Almirante das Ilhas e Terra firme que iria encontrar e conquistar do outro lado do Mar Oceano, em função do seu contrato com os Reis Católicos de Castela e Aragão, as “Capitulaciones de Santa Fé de la Vega de Granada”, estabelecido em 17 de Abril de 1492,  Almirante Colon foi pois a forma escolhida para designar o descobridor no título deste congresso. 

Cristóvão Colon, ao regressar do Novo Mundo para Castela, desviou a sua rota de forma a chegar a Lisboa e manteve-se em Portugal durante uma dezena de dias, entre 4 e 14 de Março de 1493, tendo especial relevância os seus encontros com o Rei D. João II em Vale do Paraíso e extremo significado o seu encontro com a Rainha Dª Leonor em Santo António da Castanheira, a pedido desta. 
Enquanto os encontros com D. João II foram relatados pelos cronistas e são mencionados, ainda que sem grande profundidade, pela generalidade dos autores, o encontro com Dª Leonor é praticamente ignorado por todos e dele apenas se teve conhecimento pelo registo do próprio navegador no seu Diário de bordo. 

Este desvio para Lisboa começou por ser atribuído a uma violenta tempestade, mas hoje em dia já vários historiadores se aperceberam das incongruências dessa interpretação. 
Este período de tempo que Cristóvão Colon passou em Portugal, esses dias de Março de 1493 foram de crucial relevância para os acontecimentos que se lhe seguiram e que culminaram na assinatura do Tratado de Tordesilhas e são de especial interesse para o estudo e pesquisas sobre a própria identidade do Almirante Colon, um dos vários aspectos que continuam em discussão, mas seguramente o que terá maiores repercussões na História. 

Quanto ao subtítulo do Congresso – Um feito no Ponente, encontramo-lo na obra maior da literatura lusitana 

Eis aqui as novas partes do Oriente 
Que vós outros agora ao mundo dais, 
Abrindo a porta ao vasto mar patente, 
Que com tão forte peito navegais. 
Mas é também razão que, no Ponente
Dum Lusitano um feito inda vejais, 
Que, de seu Rei mostrando-se agravado, 
Caminho há-de fazer nunca cuidado. 
Luís de Camões - Os Lusíadas, canto X, 138 




A participação nas Sessões do Congresso, nos dias 8 e 9, é de entrada livre, mediante inscrição prévia para o e-mail da Organização: assoc.cristovaocolon@gmail.com indicando Nome completo e contacto e-mail, até ao dia 28 de Fevereiro 

PROGRAMA DO CONGRESSO 
Dia 8    SESSÕES
hora     Descrição
9h30    Recepção aos participantes e entrega de documentação
10h00  Sessão de abertura - Presidentes da Comissão Científica
10h15  Conferência de abertura (1) - Carlos Calado, Presidente da ACC, Portugal
.           “O MUNDO FANTÁSTICO DAS ACTAS NOTARIAIS COLOMBINAS”
10h45  Pausa
11h00  Conferência 2 - Juan Fancisco Maura, University of Vermont, United States of America
.           “CRISTÓBAL COLÓN Y EL ATLÂNTICO PORTUGUÉS”
.           Conferência 3 - Luísa d'Arienzo, Universitá di Cagliari, Itália
.           "LE COLONIE GENOVESI IN PORTOGALLO ALL'EPOCA DI CRISTOFORO COLOMBO"
.           Conferência 4 - José Miguel Alonso, U. Valladolid, Espanha
.           “LA CASA DE LA CONTRATACIÓN DURANTE LA ÉPOCA DE CRISTÓBAL COLÓN”
12h30 Debate
Moderador e Presidente de Mesa: Académico das Entidades Parceiras
13h00  Almoço
14h45  Conferência 5 - Jesus Varela Marcos, Univ. Valladolid, Espanha
.           “COLÓN EN VALLADOLID”
.           Conferência 6 - António Taveira, Portugal
.           “A HERÁLDICA DE COLON E CARTA DE ARMAS DE 1493”
.           Conferência 7 - Fernando Branco, ACC, Portugal
.           "O ANO EM QUE CRISTÓVÃO COLON NASCEU"

16h15 Debate
Moderador e Presidente de Mesa: Académico das Entidades Parceiras
16h40 Pausa

16h50  Conferência 8 - Mª Montserrat Léon Guerrero, Univ. Valladolid, Espanha
.           “CRISTÓBAL COLÓN INFORMÓ A JUAN II DE PORTUGAL ANTES QUE
.           A LOS REYES CATÓLICOS”
.           Conferência 9 - Jean Lemaître, Bélgica
.           “CHRISTOPHE COLOMB – UN 'PRODUIT' DES CONFLITS PORTUGAIS ”
.           Conferência 10 - António Mattos e Silva & José Mattos e Silva, ACC, Portugal
.           "CRISTÓVÃO COLON FILHO DUMA IMPERATRIZ DO SACRO-IMPÉRIO?"
18h20 Debate

Moderador e Presidente de Mesa: Académico das Entidades Parceiras
18h45  Final das sessões



Dia 9    SESSÕES
hora     Descrição
9h45    Recepção aos participantes
10h00  Conferência 11 - David González Cruz, Univ. Huelva, Espanha
.           “DISTRIBUCIÓN DE LOS BENEFICIOS, INGRATITUD Y MISERIA EN LA EMPRESA DEL .           DESCUBRIMIENTO DE AMÉRICA:
.           CRISTÓBAL COLÓN, LOS FRAILES DE LA RÁBIDA Y LOS MARINOS CODESCUBRIDORES”
.           Conferência 12 - João Silva de Jesus, CHAM - Centro de Humanidades, Portugal
.           “CRISTÓVÃO COLOMBO PORTUGUÊS? NÃO, DEFINITIVAMENTE!”
11h00  Pausa
11h15  Conferência 13 - Carlos Baptista Valentim, Academia de Marinha, Portugal
.           "O ESSENCIAL SOBRE CRISTÓVÃO COLON E OS PORTUGUESES NA OBRA DO
.           ALMIRANTE TEIXEIRA DA MOTA"
.           Conferência 14 - Manuel Rosa , ACC, United States of America
.           "O PSEUDO NAUFRÁGIO DA NAU SANTA MARIA E OUTRAS BURLAS COLOMBIANAS"
12h15  Debate
Moderador: Académico das Entidades Parceiras

13h00  Almoço
14h45  Conferência 15 - Carlos Paiva Neves, ACC, Portugal
.           "REDES FAMILIARES NA CONFLUÊNCIA BORGONHESA DE TRASTÂMARA E AVIS"
.           Conferência 16 - István Szászdi León-Borja, Univ. Valladolid, Espanha
.           “ESPÍAS, SERVIDORES Y DIPLOMACIA. Los portugueses en la Corte de Barcelona en 1493. .          Los temores de Cristóbal Colón”
.           Conferência 17 - Matilde Sousa Franco, ACC, Portugal
.           "MUSEALIZAR A PRESENÇA DE COLON EM PORTUGAL"
16h15  Debate
Moderador: Académico das Entidades Parceiras
16h45  Pausa

17h00  Conferência de encerramento (18) - Manuela Mendonça, APH, Portugal 
.           Presidente da Academia Portuguesa da História

17h30  Conclusões - Presidentes da Com. Executiva e da Academia de Marinha
17h45  Convívio dos participantes - Beberete
18h30 Final

Nota: 
Os participantes no Congresso poderão almoçar na Messe da Marinha, adquirindo a respectiva senha no Secretariado, na manhã do próprio dia. 


Dia 10 PROGRAMA CULTURAL
(horários provisórios e alinhamento sequencial apenas como referência)
hora     Descrição
9h30    Encontro dos convidados e participantes - local a indicar
Percurso em autocarro
10h00  Visita ao Museu da Marinha:  descobrimentos portugueses âncoras da caravela Niña
11h00  Restelo - local da chegada de Colon a Lisboa
11h15  Passagem pelo Convento das Comendadeiras de Santos,
.           onde Colon terá conhecido Filipa Moniz
.           Prosseguimento da viagem para Mafra
12h15  Visita ao Palácio / Convento de Mafra
.           Sala das Descobertas ou dos Heróis portugueses
.           Biblioteca
13h30  Almoço em Mafra
15h15  Partida para Lisboa
16h15  Visita ao Convento do Carmo Onde foi sepultada Filipa Moniz.
.           Pedras tumulares dos Moniz.
17h00  Fim do programa