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quarta-feira, março 04, 2009

A Pedra que serviu de Padrão

Assim que D. João II reinou ordenou por lei que se fizesse um esforço de marcar os territórios descobertos pelos navegadores portugueses com padrões de pedra coroados por uma cruz.
D. João II fazia isto porque entendia que não tendo gente suficiente para apoderar-se dos territórios e sabendo que Castela tentava intrometer-se nas descobertas portuguesas - desde 1341 com o episódio das Ilhas Canárias - deixava em vez um marco com o seu nome designando aqueles locais como seus por serem os seus homens os primeiro a lá chegar.
Assim, com Diogo Cão em 1482, começou-se a pratica de erguer padrões esculpidos em pedra como este na imagem à esquerda. Muitos locais conhecidos hoje receberam os seus nomes devido a esses padrões como Cabo Cruz em Namibia e Ilhéu da Cruz na África do Sul, etc...
Diogo Cão, Bartolomeu Dias e Vasco da Gama meteram vários padrões nas susa viagens. Mas na falta de padrões os navegadores deixavam outros sinais.
Os navegadores do Infante D. Henrique já costumavam esculpir as armas do infante nos troncos das árvoes quando saíam em terra e por vezes metiam uma cruz de dois troncos de árvores nalgum local vantajoso.
Como prova de suas descobertas e símbolo de sua fé, D. João II mandou substituir as cruzes de madeira (ou apenas as inscrições deixadas em árvores) pelos padrões de pedra esculpidos em Portugal carregados nos navios para esse propósito e que eram encimadas por uma cruz, com inscrições em português, latim e árabe, e com as armas do rei.
Por vezes o local não era adequado para meter padrões ou talvez por falta de mais padrões gravava-se nas árvores ou na pedra como fez Diogo Cão na pedra de ielala como se vê nas duas fotos à esquerda (uma no local e outra da cópia no Museu da Marinha).

Na sua viagem à volta do mundo, Fernão de Magalhães fez o mesmo na ilha de Homonhon, nas Filipinas, deixando escrito na pedra FERNÕ MAGALHAES em 1521 (foto à direita) que passou despercebida por 4 séculos porque ninguém fora de Portugal sabia o que era um FERNÕ MAGALHAES.
Por tudo isto a Pedra de Dighton, que passou sem ser decifrada por 500 anos, não é nenhuma anomalia. Não é a pedra nada de estranho como o tentam fazer. É bem dentro daquilo que os portugueses faziam na época.
Seria mais estranho se Miguel Corte-Real tivesse vivido alí tanto tempo e não tivesse deixado nenhum sinal. Miguel Corte-Real estando naufragado por 9 anos entendia que o socorro jamais podesse vir encontrar-lo. Assim deixou gravado no único material que assegurava que a sua mensagem não ficasse perdida e num local que fosse facilmente encontrado pelso futoros navegadores bem à vista no fim de uma baía.

Escreve aqui a Maria Benedita "Sobre a Pedra de Dighton...é o meu nome que lá vejo, posso ver o seu, o do Presidente da República, etc, etc! Ali pode ver-se tudo o que se queira, até o Miguel Corte-Real!"
E ela tem um pouco de razão como se pode ver nas tentativas de vários artistas que tentaram desenhar as gravuras naquela pedra em 1680 e 1830 e muitas mais variações podem ser vistas aqui. Quem queira saber da verdade não se pode fiar em desenhos de "artistas" nem sequer em fotos e até nem na cópia que se encontra em frente ao Museu da Marinha em Lisboa porque não são fieis ao original.
Para quem nunca viu a pedra mas somente viu os rabiscos feitos em desenhos ou em fotos realçadas em jiz pode ser que se deixe levar por fantasias e ver lá o seu próprio nome o todos os nomes do mundo e do céu como crê ver a Maria Benedita.
Mas ver uma foto de 20 cm e ver a pedra de 3.4 metros são duas coisas diferentes. Para além disto a pessoa que se deu mais ao trabalho de investigar a pedra, o Professor Edmund Delabarre, nunca tal tinha ouvido falar de Miguel Corte-Real quando lá encontrou o nome e a data de 1511. Por isso ele próprio investigou para saber quem teria sido Miguel Corte-Real e foi assim que ficou confirmado que era uma pessoa verdadeira daqueles tempos de 1500.
Quem duvida é porque deve de estar a aceitar palavras de terceiros que nunca se meteram à frente do penedo mas fiaram-se somente nas palavras de outros terceiros que também não se deslocaram ao sitio para verem com seus olhos e que mesmo estando lá jamais saberiam o que fazer de uma Cruz da Ordem de Cristo ou de um brasão com 5 pontos postos em cruz por isso fizeram do brasão uma cara como se pode ver nas imagens naquilo que parece ser uma pessoa ao lado esquerdo.
É verdade que muita coisa vem ali esculpida. Como explicar isto?
Na minha opinião é muito fácil. Miguel Corte-Real naufragou em 1502 num local onde haviam nativos americanos com quem eles se integraram pacificamente. Pois se não fosse pacificamente não haveria forma de uns 30 homens sobreviverem tantos anos no meio de território inimigo nem de poderem construir uma torre ou terem sossego ou liberdade para poderem levar dias a esculpir uma pedra.

Vivendo em paz com os "indios" poderiam os portugueses até terem casado e terem filhos. Miguel gravou lá o seu nome e a data junto com as cruzes e armas de Portugal e não muito bem feito porque de certo as ferramentas que lhe restavam da naufragada caravela não dava para melhor.
Os indios que viram tal feito, de certo pela primeira vez, também vieram mais tarde a gravar lá seus rabiscos que não seriam nenhumas letras porque não as sabiam. Até os próprios descendentes de Miguel poderiam ter gravado alguma coisa lá.
O certo é que à mensagem original veio a se juntar muita "contra-conversa" que torna a decifração deficil mas não impossivel como provou o Prof. Delabarre em 1918. O local da pedra é perto da Torre de Newport que os nativos disseram aos primeiros colonos brancos que:

"It was built by fire-haired men with green eyes who came up the river in a boat like a gull with a broken wing".
"
Foi construida por homens de cabelos de fogo e olhos verdes que subiram o rio num barco como uma gaivota com uma asa quebrada."
Se ... Miguel Corte-Real nunca tivesse existido.
Se ... Miguel Corte-Real nunca tivesse navegado para aquelas partes
Se ... tivesse navegado para lá noutro século
Se ... os navegadores portugueses não tivessem a mania de gravar rochedos
Se ... Miguel Corte-Real não fosse português
Se ... Miguel Corte-Real não servisse o Mestre de Cristo
Se ... Miguel Corte-Real não tivesse conhecimento da Charola de Tomar
Se ... o nome Miguel Corte-Real não estivesse gravado na pedra de Dighton
Então sim poderíamos dizer que é tudo fantasia.

Mas o facto é que Miguel Corte-Real existiu, navegou para aquelas partes, navegou naqueles anos, os portugueses gravavam seus nomes e as armas do seu rei em pedra, Miguel Corte-Real era português, trabalhava para o Mestre da Ordem de Cristo e o nome de Miguel Corte-Real está lá gravado com data de 1511.

O que torna isto tão dificil de acreditar?
Não pode ser só a má fé.

Deve haver algo mais sinistro a actuar na mente daqueles que negam que tal coisa possa ser REAL como foi o Miguel Corte-REAL.

sábado, dezembro 15, 2007

Dighton Rock e Miguel CorteReal

Carregue nas imagens para aumentar-las
Foto da pedra no seu local com a maré cheia

Uma pintura em óleo de 1807

O fotógrafo Seth Eastman fotografou a pedra em 1853 as inscrições
foram pintadas a giz para se ver melhor.
(Tinha-se já inventado fotografia em 1853!!!!!!!)

Outro ângulo da pedra com a maré seca.

Envolvido neste tema de Colon está a Pedra de Dighton por ser realacionada ao navegador Miguel CorteReal. Esta pedra tem uma longa história e não vamos descrever-la toda aqui por ser já tratada tanto no nosso livro como no do Dr. Luciano da Silva, Mascarenhas Barreto e outros.
O significado da pedra é tão abrangente como provas das navegações portuguesas á Nova Inglaterra e provas da politica do sigilo.
Metemos aqui as fotos e o que é tido como a primeira noticia da Pedra:
The Reverend John Danforth made a sketch of the marks engraved in the rock in October 1680. This sketch has been preserved in the British Museum.
A.D. 1690, the Reverend Cotton Mather, of witchcraft and brimstone fame, described it and the curious message engraved on its weathered, red-brown sandstone face.
Among the other Curiosities of New-England,” Mather wrote 268 years ago in The Wonderful Works of God Commemorated, “One is that of a mighty Rock, on a perpendicular side whereof by a River, which at High Tide covers part of it, there are very deeply Engraved, no man alive knows How or When about half a score Lines, near Ten Foot Long, and a foot and half broad, filled with strange Characters: which would suggest as odd Thoughts about them that were here before us, as there are odd Shapes in that Elaborate Monument.…”

......the Viking theory of the rock was completely demolished in 1916 by the late Professor Edmund B. Delabarre of Brown University. Dehtbarre, a psychologist as well as a literary detective,....Looking once more, very intently, at an eleven-yearold photograph of the rock on his desk, Delabarr made a most curious and unexpected discovery.

It may well be imagined,” he later wrote, “with what astonishment, on examining the photograph for the hundredth time … I saw in it clearly and unmistakably the date 1511. No one had ever seen it before, on rock or photograph; yet once seen, its genuine presence on the rock cannot be doubted.”

Further study thereafter enabled Delabarre to decipher, along with the date, the emblazoned shield, or quinas, of the Kingdom of Portugal, and these graven letters:

MIGUEL CORTEREAL
V. DEI HIC DUX IND.
Even a first-year Latin student could puzzle out the meaning:
Miguel Cortereal, by the will of God, here leader of the Indians.”

( http://www.americanheritage.com/articles/magazine/ah/1958/4/1958_4_62.shtml )