segunda-feira, agosto 30, 2010

Mentiras de Colombo em Portimão e Valladolid

Cristóvão Colon – palestras do pesquisador e autor Manuel Rosa

CUBA, ALENTEJO – Provas da Mentira Histórica do “Colombo Italiano”, palestra na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes (Portimão) promovida pela Associação Cristóvão Colon e a Câmara Municipal de Portimão, Sábado, 9 de Outubro pelas 18:30. Serão convidados Nuno Campos Inácio (Genealogia do Algarve), José de Matos Anastácio (Associação Cristóvão Colon) e Manuel Rosa que se desloca dos Estados Unidos para apresentar alguns resultados da sua investigação de 20 anos sobre o descobridor das Américas com uma sessão de autógrafos do seu novo livro COLOMBO PORTUGUÊS-NOVAS REVELAÇÕES (Esquilo, Lisboa, 2009).
A história de “Colombo” tem gerado enorme controvérsia durante séculos e ultimamente essa controvérsia tem ainda aumentado devido a vários factos novos que mostram uma história completamente diferente daquela que nos ensinaram na escola. Novas técnicas, como ADN e a Ciência Forense estão a derrubar ideias secularmente mantidas sobre o descobridor das Américas e agora tudo indica que “Colombo” não era afinal um plebeu italiano, mas sim um nobre português que trabalhava secretamente para D. João II em Castela.
Esta palestra irá mostrar, com factos sobre a genealogia de Filipa Moniz, esposa de “Colombo”, que a história contada era um verdadeiro “Conto de Fadas”. Manuel Rosa, historiador Luso-Americano que lança esta semana em Espanha um novo livro com titulo «COLÓN. La Historia Nunca Contada» apresentará em Portimão alguns resultados da sua investigação provando que era falsa a história que nos ensinaram.
Manuel Rosa, um membro fundador da Associação Cristóvão Colon, estará também na Sociedade de Geografia de Lisboa no dia 11 apresentando “A Esposa de Colombo - Comendadora de Santiago” palestra que será também repetida no dia 14 de Outubro em Espanha, na Casa Museo Colón de Valladolid. Apenas há alguns meses, no dia 15 Junho, Alfredo Pinheiro Marques, historiador português, apresentou na Casa Museo Colón, o tema “A Continuidade da Fraude Científica do ‘Colombo Português’, no Âmbito da Lamentável Situação da Historiografia Portuguesa nos Inícios do Século XXI” atacando os trabalhos de membros da Associação Cristóvão Colon. No dia 14 será a vez de Manuel Rosa responder na mesma Casa Museo Colón quem é que se baseia em factos e quem em fantasias. Quem se apoia em fraude e quem desvenda a verdadeira fraude.
A Genealogia do Algarve (www.genealogiadoalgarve.com) é um portal de genealogia, que pretende divulgar as relações familiares de todos aqueles que nasceram, casaram, viveram ou faleceram no Algarve. Realizado com o apoio dos Municípios do Algarve, já foram apresentados os dados relativos à freguesia de Portimão.
A Associação Cristóvão Colon, fundada a 20 de Maio de 2008, tem a sua sede na vila de Cuba e é uma associação sem fins lucrativos, absoluta e totalmente independente de quaisquer ideias ou organizações políticas, religiosas e/ou filosóficas, sendo apenas norteada pela sua finalidade. A finalidade da ASSOCIAÇÃO é defender, por todos os meios legítimos, a nível mundial, a Portugalidade do navegador CRISTÓVÃO COLON, promovendo a divulgação dos respectivos factos históricos e está, neste momento, preparando uma casa exposição «Centro Cristóvão Colon» que será inaugurado brevemente na Vila de Cuba.
Tags: Alentejo, Cristovão Colon, cuba


segunda-feira, agosto 09, 2010

“A Esposa de Colombo – Comendadora de Santiago”

 A Esposa de Colombo – Comendadora de Santiago

11 de Outubro de 2010
17:30
Conferência do Sr. Manuel da Silva Rosa, promovida pela Secção de História e subordinada ao tema:

“A Esposa de Colombo – Comendadora de Santiago”

Introdução a cargo do Dr. Rui Pinto, Presidente da Secção de História. Esta Sessão realiza-se na sede da SGL (Anfiteatro) no dia 11 de Outubro de 2010 pelas 17.30 horas.




segunda-feira, agosto 02, 2010

Raccolta Colombiana - Provas da Falsidade Histórica

Documentos decisivos que provam a mentira do Colombo tecedor de lã Genovês  ser o mesmo Almirante e Vice-rei Colon.

NOTA de Maio 22, 2015: São agora 5 anos após escrever este artigo, soube que o historiador Angel de Altolaguirre y Duvale de Espanha que colaboru nestes livros sabia que estes livros continham documentos falsos, os quais ele disse que "Deviam ter-se eliminado êsses documentos como nulos."(1)
 

Entre toda a controvérsia do Colombo Italiano e do Colon Português uma colecção de livros enormes vem sempre recomendada pelos académicos do mundo como a prova final de quem era realmente o Almirante das Índias e onde nascera. 
Esses livros são nada mais nada menos do que a Raccolta di documenti e studi pubblicati dalla R. Commissione colombiana, pel quarto centenario dalla scoperta dell'America publicada pelos Genoveses para celebrar os 400 anos da descoberta das Américas.
Infelizmente os próprios académicos que nos mandam ir ler esse conjunto da "Raccolta Colombiana", que contém mais de uma dúzia de livros, nunca tal os leram nem sequer os viram - nem de perto nem de longe - porque não lhes interessa saber a verdade mas somente apoiar aquilo que as academias do mundo decidiram ser "a verdade".
Eu, pelo contrário, como procuro a verdade sem algum preconceito vou ler todos os livros que me indicam conter algo de importante e tenho lido várias vezes a Raccolta.
Vários dos livros nesta obra nem sequer tratam do Almirante mas sim doutros temas como Cabotto, Paolo Toscannelli, a declinação magnética, etc. 
A maioria do conteúdo destes livros é uma repetição dos documentos encontrados em Espanha e em livros de autores como Harrisse, sem o qual, aparentemente Génova nada saberia sobre o seu "Colombo Genovês."
Incrivelmente por 400 anos não existia em Génova uma só genealogia do seu grande herói. Pois por 4 séculos ninguém por lá sabia de onde veio nem quem era esse "Colombo." Era tanto desconhecido em Génova a ideia que o Almirante foi um Colombo de Génova que teve que ser um Americano, Henry Harrise, quem despertou o interesse pelo tema naquela cidade no século XIX.
No livro mais importante nesta Raccolta, (o único que interessa já que os outros uns são repetição de documentos em Espanha e outros fora do tópico) aquele que contém os 77 documentos, que segundo os historiadores do mundo contém a "prova", não vem uma só imagem desses documentos. Em vez disso, vem uma transcrição e uma legenda apontando para onde o documento deve ser encontrado. Parem e pensem! O mais importante que se buscava com esta obra (titulada "Recolha de documentos...") era mostrar a documentação de Génova mas não se mostra a imagem de um só desses 77 documentos sobre a família de tecedores de lã de Génova e Savona. É como se esses documentos não existissem. 
Pelo contrário esforçaram-se para meter imagens das cartas originais do Almirante que se encontram em Espanha como se essas fizessem parte da prova de alguma coisa.
Não duvido que a Commissione colombiana que trabalhou nesta obra sabia muito bem aquilo que fazia quando decidiu não incluir facsimiles dos supostos documentos de Génova e de Savona. Pois se esses documentos deveras existem seria muito mais fácil para investigadores como eu apontar as falsidades olhando para uma imagem em vez de uma transcrição. Ao mesmo tempo uma imagem poderia facilmente mostrar se os autores estão ou não a impor uma sua imaginada interpretação em vez de uma verdadeira transcrição.
Certo é que qualquer investigador que folhear estes livros sem estar ciente de outros factos, acreditará somente pelo peso deles, uns 40Kg, pelo tamanho deles, uns 60cm, e pela forma em que os autores escrevem como se não houvesse nenhuma duvida reforçando o seu preconceito do "Colombo Genovês."  É também de maravilhar uma famiíia tão pobre e tão insignificante na sua sociedade como era a famiíia Colombo da Raccolta conseguir  ter tantos documentos sobre si nos arquivos!!!
Estes livros foram publicados para convencer o mundo que o 1º Almirante das Índias era um Colombo tecelão da Génova e nada mais. 
Como é que acham que os autores da Raccolta conseguem provar que o seu Colombo tecelão da Génova era a mesma pessoa que o 1º Almirante das Índias? Simples. Eles baseiam-se num documento em que o Almirante disse que tinha nascido em Génova. Que documento é esse? É o falso Mayorazgo de 1498!!!! 
Incrível. Não provam que o Almirante era de Génova com os 77 documentos encontrados em Génova mas sim com um só documento em Espanha. Utilizaram um documento falso como a pedra chave de toda esta recolha de documentação e por isso não é de admirar que nada encaixe e que no fim o novelo todo se desenrola frente a alguém que conheça os factos.
Não é um trabalho sem preconceitos nem imparcial. Se fosse os seus autores teriam usado um pouco de critica e bom senso. Mas já que não foi assim vejo-me forçado a meter aqui uns poucos comentários sobre alguns desses documentos.
O documento acima prova que o Domenico Colombo e seu pai Giovanni Colombo eram simples tecedores de lã.
O documento acima prova que o Domenico Colombo era tão pobre que não podia paga umas meras 15 liras (77 Euros de hoje)  en 1464.
O documento acima prova que o Domenico Colombo era tão imcapaz de gerer os seus negócios que foi preso, tendo sido posto em liberdade a 22 de Setembro de 1470.
O documento acima prova que o laneiro Cristoforo Colombo era tanto pobre como seu pai Domenico Colombo que em vez de pagar a insignificante divida de seu pai (230 Euros de hoje) pôs-se como devedor em lugar de seu pai.
O documento acima prova que o Cristoforo Colombo era verdadeiramente um "laneiro de Génova" em 1472 e que não era nenhum comerciante, navegador ou burguês como os historiadores portugueses têm inventado e tentado apoiar. NOTEM ainda que os autores parecem não acreditar que este e outros dos documentos apresentados aqui estejam nos archivos. Pois apontam para autores que mencionam os documentos como se a transcição nalgum livro vale mais que o original no archivo.
O documento acima prova que o laneiro Domenico Colombo continuava a viver como caloteiro sem meios para poder pagar as suas miseraveis dividas em 1472.
O documento acima prova que o laneiro Domenico Colombo continuava a viver como caloteiro sem meios para poder pagar as suas miseraveis dividas em 1473.
O documento acima prova que outra vez em 1474 o laneiro Domenico Colombo continuava a viver como caloteiro sem meios para poder pagar as suas miseraveis dividas.
O estranho documento acima, (que parece não se encontrar em lado nehum) prova que o laneiro Domenico Colombo fez uma procuração ao seu filho Bartolomeo Colombo. Aqui estamos perante uma polémica. O Bartolomeo Colombo, segundo os historiadores, estava a viver como cartógrafo em Lisboa já antes do Cristoforo Colombo ir lá ter. Então o papá faria uma procuração para um filho que não estava na provincia e em vez de fazer para o filho mais velho, o Cristoforo que também não estava na provincia, faze-a para outro filho mais novo. Então proque não fez a procuração para o Giacomo ou para a filha Bianchinetta, ou para o seu próprio irmão, o laneiro Antonio Colombo, em vez de fazer-la para um filho que estava ausente já por uma década?
O documento acima prova que o laneiro Domenico Colombo era tão imcompetente que em vez de ensinar o seu próprio filho como tecer lã, teve que pôr o Giacomo Colombo de 16 anos como escravo em casa de outro tecedor de panos para que o ensinasse como tecer.




 O documento acima prova que o laneiro Giacomo Colombo andava a tecer lã em Savona em 1491 enquanto os Colons passeavam pelas cortes da Europa e que a pobre Bianchinetta era viva na altura em que os Colons faziam os seus testamentos em Espanha nos quais nem ela nem o seu filho Pantalino são mencionados.
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Sapeva ben dunque Antonio Gallo che cosa diceva, quando svelò pel primo la professione di tessitore di panni di lana in Domenico Colombo, e quella di cardatori od aiuti nel lanificio toccata ai figli Cristoforo e Bartolomeo, e notò la loro piccola istruzione, dicendoli «parvis letterulis imbuti»  —pg 24
Però se l’attestazione di Diego Mendez non serve punto a provare la nascita in Savona di Colombo …Colombo «hera natural de la Saona»    --pg 26
Domenico Colombo disgraziato girando de cittá a cttá, comprando spesso senza pagare, rivendendo o lasciando alla sua morte una terra che in difetto di pagamento gli antichi proprietari cercavano ripigliarsi. Pg 28
Come è naturale de un piccolo cadatore di lana, la puerizia di Cristoforo dovette passare inosservata, no potendosi prevedere da sì umili principii tanta gloria avvenire. Il Gallo soltanto sa che esso e il fratello Bartolomeo furono «parvis litterulis imbuti», come portava la loro condizione. Pg 29
Documento savonese, veniva qualificato come «lanerio de Janua”   Pg 133 
(Raccolta di documenti e studi pubblicati dalla R. Commissione Colombiana pel quarto centenario dalla scoperta dell’America, Parte II – Volume III. Roma, Auspice il Ministero della pubblica istruzione, MDCCCXCIIII - 1894)
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 Testatmento der Don Diego Colon, irmão do Almirante, Las Cuevas de Sevilha, 24 de Fevereiro de 1515. Notem que não morreu pobre, mas não enviou um só tostão para a suposta irmã em Génova.
Dexaba dosmill ducados de oro en poder de Juan Francisco de Grimaldo é Gaspar Centurion, é más ochenta ducados en un porta cartas --- pg 184
 Iten, mando que se paguem al padre fray Gregorio, capellan de la señora marquesa de Montemayor, tresmill maravedis en lismona. – pg 193  [A Marqueaa de Montemayor era deveras a Portuguesa D. Isabel de Noronha, bisneta de Enrique II, rey de Castilla e filha de Branca Dias Perestrelo, irmã da esposa do Almirante D. Cristóvão Colon. Era  casada com o Marquês de Montemor, de D: João de Bragança irmão do 3º Duque de Bragança.]
Iten, mado que su paguen á Briolanza Muñiz diéz ducados de oro, en limosna que el dicho señor don Diego Colon mandó que le diesen; é mas, en su nombre (manda Gaspar Gorricio, testamenteiro), le fago gracia  è suelta de siete ó ochomill maravedis que le debia ál dicho señor don Diego por préstamo—pg193
Don Diego Colon dexó en poder de Juan Francisco de Grimaldo é de Gaspar Centurion dosmill ducados de oro de contado – pg 194
Iten, mando que se dén á Juan Antonio Colon cient castellanos de oro – pg 195
Ai da pobre Bianchentta, irmãzinha completamente esquecida dos seus três ricos irmãos Colombos e de seus ricos sobrinhos que nem sequer uma Libra lhe deixaram nos seus testamentos em Espanha.


Testamento feito em 1509 de D. Diogo Colon, 2º Almirante onde deixa filho ou filha como herdeiro provando que não havia nenhum impedimento no mayorazgo de Colón para as fêmeas herdarem. Pois se houvesse impedimento em vez de deixar uma filha por herdeira, D. Diego Colon teria deixado todos os varões ainda vivos: Don Bartolomé Colon, D. Diego Colon e D. Fernando Colon, e só depois é que vinha a filha. Mas não foi assim porque não havia impedimento nenhum da fêmea herdar.
Manda treinta y cuatro. Iten, porque si Dios dispusiere de mi en tiempo que tuviese hijo legítimo sceso y herdero, ó hija herdera, que o fuese de edad para la gubernacíon y regimiento de mi estado y casa y hacienda, seria y es mi voluta qye en tal caso don Bartolomé Colon mi tio, y faltando él don Diego Colon mi tio, fuese y sea tutor y gobernador y lugrateniente del dicho hijo ó hija… -- pg 177
 Só se não tiver filho ou FILHA então é que deveriam herdar os colaterais:
Y si el dicho don Bartolomé mi tio fuere fallecido, dejo por mi herdero á don Diego Colon mi tio; y si el dicho don Diego mi tio fuere fallecido, dejo por mi herdero el pariente mas próximo á mi linea de los Colones – pg 177
.... aqui todos os tios Portugueses recebem uns tostões menos a pobre e mais necesitada tia em Génova
Manda décima. E mando que de la dicha lismogna del dicho diezmo serán dados por el padre don fray Gaspar, ó por quien de tal cargo tuviese, para las necesidades de la condesa de Benanico mi tia, (1) sobre cien ducados que tiene recebidos, todo lo que faltar para el cumplimiento de lo que yo mandé por una mi cédula.. (NOTA 1) e forse in luogo di «Benanico» è da lagere Benavente, città del regno di Leon … -- pg 174  [A Condessa de Benanico era deveras a Portuguesa Condessa de Penamacor, D. Catarina de Noronha,  bisneta de Enrique II, rey de Castilla e filha de Branca Dias Perestrelo, irmã da Esposa do Almirante D. Cristóvão Colon. Carlos Calado foi o primeiro investigador a notar que BENANICO é uma corrupção de PENAMACOR].
Manda veintiseis. Item mando que á mi tia Brigulaga(1) Moniz serán dados por sus tercios vinte mil maravedis en cada un año mientras que viviere…(1) «Briolanza» cioè Violante – pg 176
Manda einte y ocho. Item mando que por las buenas obras que yo he recibido de doña Ana mi sobrina, mujer del jurado Barahona, -- pg 176
Testamento de Maria de Toledo, Santo Domingo, 27 de Setembro de 1548. 
75. iten. Digo que me parece que á doña Ana Muñiz,(4) que es ama de mis hijos, que por quanto ella es muy buena y ha estado siempre en mi compañia, que le debe dar el almirante mi hijo mil ducados, para ayuda en su casamento(NOTA 4) fosse uma neta de Filipa Moniz? – pg 268
(Raccolta di documenti e studi pubblicati dalla R. Commissione Colombiana pel quarto centenario dalla scoperta dell’America, Parte II – Volume I. Roma, Auspice il Ministero della pubblica istruzione, MDCCCXCVI, 1896)
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Sobre a Filipa Moniz estes enormes livros nada dizem. Apenas duas linhas tiradas do testamento de D. Diogo Colon, 2º Almirante. Nem lhes servia dar noticias ao mundo sobre a nobreza da Filipa Moniz. Pois se dessem essa informação logo o mundo começaria a duvidar deste conto de fadas, o novelo começaria a se desenrolar já em 1892 e a farsa teria terminado. Por se ter censurado a linhagem e laços da Filipa Moniz, tanto em Itália como em Portugal, continuou esta História da Carochinha de pé. Está mais que provado que o Colombo da Raccolta não era um homem que andou nas universidades nem navegando durante a sua juventude, como se sabe que fez o Almirante Colon, o Colombo era nada mais que um pobre artesão sem dinheiro, recursos ou propriedades e andava em Savona e Génova tentando manter a cabeça a cima d'água.
Hoje as coisas começam a mudar porque é facil de ver que o simples e pobre tecelão nunca podera casar com uma nobre da categoria da Filipa Moniz mesmo se ela não fosse comendadora da Ordem de Santiago era tia de grandes nobres do reino, filha, sobrinha e neta de nobres. Descendente de nobres de vários reinos e tão chegada ao trono de D. João II. 
Continuar a insistir que era perfeitamente normal um casamento entre uma nobre e um tecelão pobre, sem posto, sem educação e sem nada, é continuar a meter a cabeça na areia para não ver a verdade. As normas da época eram muito contrárias e não podemos atirar as normas fora só porque os genoveses dizem ter encontrado um, ou cinquenta Colombos que foram tecelões na sua cidade. Que nos interessa que houvesse tecelões em Génova se nada sobre eles encaixa na vida do Almirante? Se não encaixa não se deve forçar a encaixar porque nada bate certo como se pode ver claramente com esta Raccolta.
Livro de Privilégios em que se vê claramente que Colon foi um Vice-rei das Índias. Insistir que um qualquer pobre plebeu artesão seria feito um Vice-rei é dar aos leitores uma história de fantasia desenquadrada dos factos tal como das normas da sua época e roubando a Portugal a honra e glória que sempre mereceu receber deste episódio e missão secreta do misterioso Xpõval Colon em Castela.
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(1) Ver página 14 do In Perpetuam Rei Memoriam por Alexandre Gaspar da Naia que poder ser descarrgado em PDF aqui: http://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/37382

Os livros da "Raccolta" estão agora acessíveis na "Biblioteca Digital Hispánica". No seguinte endereço e podem descarregar-se todos os volumes em PDF:
http://bdh-rd.bne.es/viewer.vm?id=0000004987&page=1

quinta-feira, julho 08, 2010

A Bandeira do Divino Espirito Santo

Cristóvão Colon acreditava no culto do Espirito Santo. Culto Português inicado em Portugal pela Rainha Santa Isabel, apoiado pela Ordem de Cristo e divulgado hoje no Mundo pelos Açoreanos que conseguiram manter o culto vivo até hoje por viverem em terras bem afastadas da Inquisição. O Culto preapra o terreno para a vinda da Terceira Era: a Era do Espirito que seguirá a Era do Filho (Jesus Cristo) a qual seguiu a Era do Pai (Abraão).

Festas de Espirito Santo - Mudança da Coroa, Madalena, Pico

quarta-feira, junho 30, 2010

Falsos Testemunhos e Testamentos Falsos

Como já é costume velho nesta batalha eu tenho sempre que defender aquilo que eu digo com documentos, ao contrário daquilo que faz quem apoia a teoria genovesa simplesmente dando nomes deste ou daquele autor como que se os autores fossem Deuses e as suas palavras fossem sagradas.
Tudo aquilo que eu digo posso provar com documentação e mesmo que Alfredo Pinheiro Marques vaia para Espanha se pronunciar sobre  "A Continuidade da Fraude Científica do 'Colombo Português', no Âmbito da Lamentável Situação da Historiografia Portuguesa nos Inícios do Século XXI" sem sequer entender o Diário de Bordo de Colón e que a sua fã, Maria Benedita, anda constantemente a tentar manter a história falsa insistindo que o "mayorazgo colombino, aceite posteriormente nos Pleitos do mesmo nome" e que "enquanto não se provar a falsidade do Memorial de Pagos".. para ela "Colombo é o filho de Domenico e de Susana, etc, etc."  mesmo não sendo ela "uma entendida em Colombo." 
Infelizmente eu tenho que me defender continuamente contra tais "não entendidos em Colombo" como são a Maria Benedita e como era seu tio Luis de Albuquerque e como é o Alfredo Pinheiro Marques, o João C. da Silva de Jesus autor do falhado blog da Pseudo-História Clolombina e uma camada de outros "não entendidos de Colombo" que em vez de estudarem o tema andam a lutar para que os livros de história continuem a impingir uma mentira sobre a história de Portugal.


Ainda pior quando, em vez de irem beber aos documentos vão beber aos livros de outros que decidiram também sem se informarem bem se "¿Es apócrifo este documento, en el que dos veces declara don Cristóbal Colón que nació en Génova?"


Por tudo isto vejo-me sempre forçado a apresentar informações para que os leitores decidam por si em que acreditar e como o testamento falso tem sido aceite por muitos sem saberem a situação do seu aparecimento e as dúvidas que causou até hoje ao ser fabricado por Baltazar Colombo cerca de 1586 para que este pretendente usurpador não parente pudesse tentar a sua sorte e tentar roubar por falsificação de documentos uma das maiores heranças do mundo. Aqui vão algumas scans das centenas de páginas em microfilm do Pleito da Suceção ao Ducado de Verágua publicadas em 1608 no fim do pleito.
(as imagens podem ser vistas em maior tamanho carregando em cima de cada uma delas)


segunda-feira, junho 14, 2010

Espírito Santo em debate na Califórnia

A cidade de San José, na Califórnia, recebe de 24 a 27 de Junho o IV Congresso Internacional sobre as Festas ao Divino Espírito Santo. A iniciativa organizada pela Comunidade Portuguesa da Califórnia com o apoio da direcção regional das Comunidades vai promover durante três dias que estudiosos, dirigentes, observadores e voluntários provenientes das mais diversas partes do mundo onde se celebram as tradicionais festas ao Divino, examinem os vários aspectos destas manifestações multi-centenárias do povo açoriano onde quer que se tenham radicado e o desafio da sua preservação.
Para além do numeroso grupo de participantes de todos os pontos da Califórnia estão inscritos para este encontro representantes do Brasil (São Paulo, Rio Grande do
Sul, Santa Catarina e Espírito Santo), Portugal (Lisboa, Aveiro e Alenquer), Bermuda, Canadá (British Columbia, Ontário, Montreal e Quebec),Açores (Faial, São Jorge, Terceira e São Miguel) e Estados Unidos (Massachusetts, Rhode Island, Flórida, Connecticut, Colorado, Nevada, Idaho e Hawaii). O grupo de apresentadores conta com investigadores, sociólogos, analistas, historiadores, antropologistas e líderes comunitários e representantes de irmandades e associações comunitárias.
Durante o encontro os congressistas terão a oportunidade de observar e participar numa típica celebração californiana em honra ao Espírito Santo, a nonagéssima sexta festa anual da Irmandade do Espírito Santo de San José, onde se esperam mais de cinco mil pessoas no desfile, na missa de coroação e para a tradicional refeição de sopas e carne.
Durante este congresso estarão abertas ao público exposições de pinturas e fotografias de vários artistas luso-americanos, artigos de arte e joalharia, coroas históricas do Divino Espírito Santo (algumas das quais com mais de 150 anos de existência) e capas de rainhas traçando a evolução deste aspecto único das celebrações na Califórnia.

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segunda-feira, maio 24, 2010

Cristóbal Colón era portugués y espía del rey Juan II

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Viernes, 07 de Mayo de 2010
Cristóbal Colón era portugués y espía del rey Juan II, según Manuel Rosa
Cristóbal Colón era portugués y un espía del rey Juan II de Portugal que engañó a los Reyes Católicos "con la promesa de una ruta a la India por Occidente", según la tesis del escritor portugués Manuel Rosa.

Rosa, que ha presentado hoy su libro "Colón. La historia nunca contada" en la Escuela de Estudios Hispano-Americanos (CSIC) de Sevilla, sostiene que el almirante convenció a Fernando de Aragón e Isabel de Castilla para abrir una nueva ruta hacia la "falsa India" para dejar vía libre a los portugueses en la India verdadera y en África.
El escritor ha asegurado que en su libro, una perspectiva diferente de la tradicional historia de Colón, no quería escribir "otra historia fantasiosa, como las escritas hasta ahora", sino que pretendía "investigar cada pista hasta el final".
El libro de Rosa pone en duda que Colón fuera "un plebeyo genovés" que ascendió a capitán, y plantea que lo que mejor explica "las enigmáticas contradicciones alrededor de Colón" es que era un noble portugués.
Uno de los datos que según el historiador Antonio Vicente, que ha introducido la conferencia, dan credibilidad a este dato es la investigación sobre la genealogía de la mujer del navegante, ya que resulta poco creíble que hubiese podido casarse con Filipa Moniz, una noble portuguesa que vivía en un monasterio "donde sólo residían mujeres de clases pudientes".
Vicente ha afirmado que "por primera vez un portugués ha escrito sobre Colón sin certezas previas" y ha planteado dieciocho años de investigación "como un thriller policial", desarrollando cada hipótesis punto por punto. EFE

Fuente: www.hoy.es

sábado, maio 01, 2010

Historiadores, Histórias e Histeria no ano de 1892

Nicolau Florentino e os histriadores (A Mulher de Colombo, 1892)






quinta-feira, abril 15, 2010

SYMPOSIA: Scientific Excursions & Diversions “Christopher Columbus: A Spy Unmasked”

Duke Continuing Studies
April 27

Manuel Rosa will tell us about his research, which indicates Columbus knew exactly what he was doing! His lecture is titled “Christopher Columbus: A Spy Unmasked” and will be a bird’s eye view of the subject with new details that suggest a new perspective on the explorer.

http://www.learnmore.duke.edu/olli/courses/tuesdays.asp

quarta-feira, abril 07, 2010

Quem Não Busca Respostas Jamais as Encontrará

O clima é uma daquelas coisas que parece ser constante: Frio no Inverno, Flores na Primavera, Calor no Verão e durante o Outono a maioria das árvores perdem suas folhas e chega de novo o frio. Este padrão é tido como normal de década em década e século em século.
Mas o clima não é uma coisa regulada. É uma coisa descontrolada com variações enormes que de vez em quando cai neve no verão e faz verão no Inverno.
Aqui na Carolina do Norte poucos anos atrás foi um Inverno tão quente que as árvores estavam abrir suas flores em Fevereiro. E noutro ano no fim de Abril veio um mau tempo de neve que acabou por botar a baixo bastantes árvores por elas estarem já cheias de folhas onde a neve se agarrava.
No Pico de vez em quando caía granizo no Inverno e lá de uns 100 a 100 anos até neve se vê cair. Isto são coisas raras que acontecem e que os povos do mundo todos têm testemunhado durante milénios.
Porque é que eu falo disto? É minha crença que Cristóvão Colón arribou ás costas do Canadá em Fevereiro de 1477. Isso em si não é nada de especial, pois os Vikings lá chegaram no ano 1000 e antes deles de certo outros Europeus até lá viajaram. 
Pois já antes do ano 150 os Europeus navegavam até à Islândia, como nos diz Ptolomeu.
Na discussão com o senhor Jorge Matos, no post abaixo, ele diz "Os locais de que fala são praticamente impossíveis de alcançar em Fevereiro: têm sempre gelo..." E com esta atitude tenta negar que tal viagem fosse feita.
Eu não tenho provas absolutas que a viagem foi feita até ao Canadá, mas o que eu sei é que o argumento do gelo não serve. É verdade que normalmente  existe gelo naquelas partes mas é também verdade que o clima não é constante e que um Verão mais quente que o normal faz com que haja menos gelo no canal entre a Groenlândia e o Canadá. 
E é mesmo isso que Cristóvão Colón nos diz. Ele diz que no tempo que ele lá foi o mar não estava congelado. Isto deve-nos deixar pensar que Colón esperava que o mar estivesse congelado.
A insistência dos historiadores que a viagem de 1477 foi somente feita até à Islândia é de rir. Pois a Islândia era já muito navegada naquela época e não havia nada de extraordinário nisso para o Almirante se ver forçado a tomar uma nota. As pessoas não tomam notas de coisas normais e esperadas, mas sim sobre coisas maravilhosas, inesperadas e fora do normal.


As imagens que meto aqui são todas do mesmo local mostrando o canal entre a Groenlândia e a Ilha Baffin. A primeira imagem foi tirada a 23 de Fevereiro de 2010, a segunda no 5 de Abril de 2009 e a terceira no 16 de Abril de 2002. Como se pode ver o gelo no canal não é igual de ano para ano e eu recuso aceitar a explicação do Senhor Jorge Matos de que o canal é impossível de navegar por todos os Invernos de século em século. Eu digo que se Colón passou por lá em Fevereiro era porque o gelo era pouco naquele ano e só por isso é que a viagem foi capaz de ser feita e a nota foi escrita exactamente por esse motivo. Por ser uma coisa fora do normal.
O certo é que para quem acha o possível impossível jamais se dará ao trabalho de provar que o impossível é possível. E se os nossos navegadores do século XIV, XV e XVI tivessem a atitude do senhor Jorge Matos, jamais teriam saído fora do Tejo por temer o frio, o gelo, as ondas, os ventos, a água e o vasto desconhecido.